A CONDUTA DO CRENTE NO MUNDO

terça-feira, 14 de junho de 2011

 

 

A CONDUTA DO CRENTE NO MUNDO

A dignidade da vida cristã tem a ver com o nosso compor­tamento ético neste mundo.

"E vos revistais do novo homem, que, segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" (Ef 4.24).

Precisamos viver a realidade da verdade que está em Cristo, como te­mos ouvido e aprendido, andando nEle e deixando-nos instruir. Precisamos subjugar nossos pensamentos, palavras e ações à obediência de Cristo. E, por fim, ficarmos em cons­tante estado de alerta, prontos a testemunhar e a combater contra as hostes espirituais deste mundo. Pau­lo nos instrui sobre o despojamento do velho homem com sua natureza pecaminosa e, o consequente reves­timento do novo, que se renova para a eternidade. Ou seja, não devemos andar como o homem natural não re­generado e, sim, em novidade de vida, verdadeira justiça e santidade.

O homem natural anda e vive na futilidade, no desregramento dos valores éticos e entregue às paixões car­nais. Quando se converte, aprende com Cristo a despojar-se da velha cri­atura e a andar num excelente e novo caminho traçado pelo Pai para o al­cance da vida eterna. É nosso dever, conforme asseverou o apóstolo Pau­lo em outras partes das Sagradas Escrituras, resplandecermos como as­tros no mundo. Como "fontes lumi­nosas" devemos revelar e condenar as trevas do pecado no mundo.

Paulo nos ensina que não basta tomar posição em relação ao homem velho, porque seria preciso recome­çar sempre. O apóstolo convida os efésios a "serem renovados no espí­rito de seu sentido", e a serem "rejuvenescidos em seu espírito e em seu entendimento", revestindo por um segundo ato de fé, o novo homem criado por Deus, na justiça e na san­tidade que produz a verdade.

Paulo começa o cap. 4 com um apelo para que andemos dignamen­te no sentido de preservar a unidade do Espírito (vv.1-3). Agora, no v.17 do mesmo capítulo, Paulo apela para que andemos com um comportamento que seja diferente do praticado pelos não-crentes. O novo "andar em Cristo" afeta as nossas atitudes, há­bitos e linguagem.

UM NOVO ANDAR

1. Não devemos andar como o homem natural (vv.17-19). Que é o homem natural? É o gentio não regenerado. O homem natural é todo aquele que está sob a égide da natu­reza pecaminosa. "Andar na vaida­de do seu sentido" significa andar e viver na futilidade e sem propósito na vida. A vaidade da inteligência humana faz com que a pessoa subes­time a Deus e viva distanciado dos valores éticos e, portanto, entregue às paixões da sua carne. A Bíblia mostra, aqui, (vv.17,18), que uma mente vaidosa leva a um raciocínio tenebroso e a um coração endureci­do. O homem natural é o típico gen­tio sem Cristo, não convertido (Rm 1.21-32).

2. Devemos nos despojar do velho homem (vv.20-22). O v.20 começa reprovando as atitudes do homem natural e diz "vós não aprendestes assim a Cristo". Isso sig­nifica que como crentes temos uma nova ordem de vida. A essência dos ensinos de Cristo também estão nos ensinos de Paulo e dos demais após­tolos, inspirados pelo Espírito San­to. O novo andar é o santo viver como nova criatura em Cristo. É um despojamento total da velha vida, do velho andar (v.22). A palavra "despojar" significa "despir", "desapossar", "privar de posse". No novo an­dar, os velhos andrajos do pecado são tirados, ou seja, a velha nature­za pecaminosa é despida dos velhos hábitos para uma nova vida.

3. Devemos nos revestir do ho­mem espiritual (vv.23,24). A linguagem é metafórica na expressão "novo homem", pois fala do novo modus vivendi do crente redimido por Cristo. Esse novo homem agora se manifesta na vida e no caráter cristão. Ele é renovado pela ação poderosa do Espírito Santo de todo o passado de condenação e ruína. Essa renovação implica viver uma nova vida (Ef 2.10,15; 2 Co 5.17).

4. Devemos andar em verdadei­ra justiça e santidade (v.24). O novo homem é uma nova criação segundo Deus. Não se trata de criação física, mas espiritual (Jo 3.3-6). Todos os sinais da velha criatura, do velho ho­mem, foram desfeitos na cruz para que o novo convertido viva uma nova vida em Cristo. O novo homem é o crente regenerado pelo Espírito San­to. Duas características de Deus são a justiça e a santidade. Eles fazem parte do caráter de Deus. Quando o pecador é regenerado, pelo Espírito Santo na conversão, ele é criado "se­gundo Deus", isto é, à semelhança de Deus em "justiça e santidade".

O NOVO HOMEM E O SEU PROCEDER

1. O novo homem não vive men­tindo (v.25). O verbo "deixar" tem a mesma conotação do verbo "despojar" do v.22. A mentira não é própria da nova vida em Cristo. No original gre­go a palavra mentira aparece como pseudo, que pode significar qualquer tipo de desonestidade ou falsidade proferida ou vivida. A mentira é própria do velho homem. A vida do novo ho­mem é gerada "em verdade", por isso, devemos falar apenas a verdade.

2. O novo homem não vive se exasperando (v.26). "Irai-vos, e não pequeis" é uma expressão que deve merecer nossa atenção. Sabemos que a "ira" é uma obra da carne (Gl 5.20); por que então a Bíblia diz: "irai-vos?" Isto parece um paradoxo. O sentido permissivo para a ira pode significar na vida do novo homem uma forma de reação contra qualquer tipo de pe­cado que afete a nova vida. Quando somos tentados pelo Diabo, reagimos com ira contra as insinuações do ini­migo, "irai-vos", não com o tipo de ira acionado pela carne, mas "irai-vos" naturalmente contra tudo que possa ofender a santidade de Deus.

3. O novo homem não abre es­paço para o Diabo (v.27). "Não deis lugar ao Diabo". Este versícu­lo está diretamente ligado ao v.26 que fala da ira. Se dermos lugar à ira, isto é, se permitirmos que a ira surja em nossos sentimentos, facil­mente estaremos abrindo as portas para o Diabo entrar em nossa vida (2 Co 2.10,11; 1 Pe 5.8). São mui­tas as brechas que abrimos em nos­sa vida emocional, física e espiritu­al para a entrada do Diabo. Deve­mos sempre fechar essas possibili­dades com a meditação e o estudo da Palavra de Deus. Devemos man­ter um controle severo das portas da nossa mente, sentidos físicos, pen­samentos, e sentimentos.

4. O novo homem não pratica as coisas da velha vida (vv.28,29). Práticas negativas do velho homem não fazem muita diferença entre o certo e o errado. Como novas cria­turas em Cristo, às vezes, pratica­mos certas coisas erradas que não aparecem em manchetes, mas que se constituem em pecados que afe­tam a nossa vida espiritual. Furtar nas arrecadações legais do gover­no, deixar de dar os dízimos e ofer­tas à Casa de Deus não fogem a responsabilidade de apropriação indébita (Ml 3.8-10; Rm 13.7; Ex 20.15). Outra prática negativa que não deve estar no cotidiano do crente é o uso de "palavras torpes" (v.29). Que é uma palavra "torpe"? E toda palavra impudica, indecen­te, obscena, asquerosa. A lingua­gem do novo homem em Cristo deve ser pura, simples e sem malí­cia. Crentes há que são flagrados proferindo palavras torpes e outras igualmente repulsivas.

O NOVO HOMEM EVITA OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO

1. O novo homem não entriste­ce o Espírito Santo (v.30). O Espíri­to habita no crente, no novo homem, e pode ser ofendido com atitudes impuras. O texto diz que "fomos sela­dos com o Espírito Santo para o dia da redenção". Esse selo é a marca de propriedade que impede que Satanás interfira nem rasure a vida espiritual. O dia da redenção refere-se à redenção do nosso corpo de pecado, que acontecerá na vinda do Senhor. A re­denção tem um aspecto passado por­que diz respeito ao que Jesus reali­zou no Calvário. Tem um sentido pre­sente porque refere-se à contínua li­bertação do poder do pecado que ope­ra em nossa carne. E, finalmente, a redenção tem um aspecto futuro, que é a esperança da glória, a libertação plena do corpo de pecado e a conquis­ta de um novo estado para um corpo espiritual (1 Co 15.51-53).

2. O novo homem evita os pe­cados que magoam o Espírito San­to (v.31). Todas as manifestações pecaminosas como "amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia". São aquelas ações próprias do velho homem que não devem interferir na "nova vida". Atitudes de amargura não combinam com a natureza amorosa do Espírito Santo. A amargura torna as pessoas amargas em seus relacionamentos, e as torna duras e insensíveis para a operação de Deus. "Iras, cólera e gri­taria" são atitudes que sempre andam juntas. Ódios profundos, arraigados no coração contra pessoas, provocam essas manifestações negativas. As "blasfêmias" referem-se à palavras injuriosas, que ferem a moral das pessoas e que produzem grandes dissabores. A "malícia" é a fonte dos pecados contra o Espírito Santo. A malícia está ligada diretamente ao Diabo (Rm 1.29; Cl 3.8).

3. O novo homem procura de­senvolver as qualidades próprias do crente (v.32). "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos per­doou em Cristo". Na verdade, quem nasce do Espírito tem as caraterísticas do Espírito. Qualidades como benignidade, misericórdia e perdão são indispensáveis ao culti­vo da vida cristã.

CONCLUINDO

Os crentes autênticos procuram andar dignamente na presença de Deus e do mundo. Nosso comporta­mento deve ser o reflexo da nova vida recebida pela obra de Cristo no Calvário. É uma exigência bíblica constante que os crentes deem pro­vas às pessoas ao seu redor de que têm um novo viver, o qual se revela, principalmente, mediante a prática de atitudes e atividades cristãs.

"Depois de examinarmos as con­dições morais do mundo pagão, tere­mos melhores condições de reconhe­cer de que tipo de vida os efésios fo­ram salvos e quais as tentações que os cercavam. Os divertimentos da­queles dias eram brutais e degradan­tes. Baixos padrões de comportamen­to eram ensinados nos teatros. Nos anfiteatros, escravos cativos e criminosos lutavam entre si até a morte, para satisfazer o desejo do povo — ver sangue. O casamento perdera a sua santidade; era levianamente con­tratado porque era facilmente anula­do. Crianças malformadas ou doen­tes eram abandonadas e expostas para morrer. A sociedade era indulgente para com o vício, 'desviar-se é huma­no' era o seu lema.

Para um grupo de pessoas habi­tantes, mas libertas de tal mundo foi que Paulo endereçou suas exorta­ções. Depois de descrever o caráter moral do mundo pagão (4.17-19), diz: 'Mas vós não aprendestes assim de Cristo, se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus'. Noutras palavras, os efésios tinham aprendido outro padrão de conduta mediante o ouvir do evangelho."

"A palavra 'mundo' (gr. Kosmos) frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomenta­do por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos pra­zeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas tam­bém se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e, de resis­tência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente era, Satanás emprega as ideias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, gover­nos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de reti­dão (Mt 16.26; 1 Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1 Jo 2.15,16). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nasciturnos; a agri­cultura para produzir drogas destruidoras de vidas, tais como álcool e narcóticos; a educação para promo­ver a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de to­dos os empreendimentos meramen­te humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e sua Palavra."

Bibliografia E. Cabral

 

FONTE: EBD AREIA BRANCA

A LUTA CONTRA O PROCEDIMENTO ILÍCITO NA SOCIEDADE.

 

 

  capa2T2011 Lição 11

12 de Junho de 2011

A luta contra o procedimento ilícito na sociedade

Texto Áureo

"Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha". Ef 5.12

Verdade Aplicada

O crente em Jesus deve vigiar e lutar contra todas as formas de coisas ilícitas.

Objetivos da Lição

► Mostrar que os procedimentos ilícitos são pecados não per­cebidos por grande parte dos crentes.

► Ressaltar que devemos refletir sobre aquilo que achamos nor­mal, pois podemos estar violando a Palavra de Deus.

► Conscientizar de que tudo, segundo a Palavra de Deus, o que era errado, continua sendo errado.

Textos de Referência

2 Co 6.14 Não vos prendais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?

Ef 4.28 Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.

Ef 5.11 E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas, antes, porém, reprovai-as.

Ef 5.12 Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha.

Ef 5.13 Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz.

Ajuda Versículos

Ajuda 1

Ajuda 2

Ajuda 3

A CONDUTA DO CRENTE NO MUNDO

A dignidade da vida cristã tem a ver com o nosso compor­tamento ético neste mundo.

"E vos revistais do novo homem, que, segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" (Ef 4.24).

Precisamos viver a realidade da verdade que está em Cristo, como te­mos ouvido e aprendido, andando nEle e deixando-nos instruir. Precisamos subjugar nossos pensamentos, palavras e ações à obediência de Cristo. E, por fim, ficarmos em cons­tante estado de alerta, prontos a testemunhar e a combater contra as hostes espirituais deste mundo. Pau­lo nos instrui sobre o despojamento do velho homem com sua natureza pecaminosa e, o consequente reves­timento do novo, que se renova para a eternidade. Ou seja, não devemos andar como o homem natural não re­generado e, sim, em novidade de vida, verdadeira justiça e santidade.

O homem natural anda e vive na futilidade, no desregramento dos valores éticos e entregue às paixões car­nais. Quando se converte, aprende com Cristo a despojar-se da velha cri­atura e a andar num excelente e novo caminho traçado pelo Pai para o al­cance da vida eterna. É nosso dever, conforme asseverou o apóstolo Pau­lo em outras partes das Sagradas Escrituras, resplandecermos como as­tros no mundo. Como "fontes lumi­nosas" devemos revelar e condenar as trevas do pecado no mundo.

Paulo nos ensina que não basta tomar posição em relação ao homem velho, porque seria preciso recome­çar sempre. O apóstolo convida os efésios a "serem renovados no espí­rito de seu sentido", e a serem "rejuvenescidos em seu espírito e em seu entendimento", revestindo por um segundo ato de fé, o novo homem criado por Deus, na justiça e na san­tidade que produz a verdade.

Paulo começa o cap. 4 com um apelo para que andemos dignamen­te no sentido de preservar a unidade do Espírito (vv.1-3). Agora, no v.17 do mesmo capítulo, Paulo apela para que andemos com um comportamento que seja diferente do praticado pelos não-crentes. O novo "andar em Cristo" afeta as nossas atitudes, há­bitos e linguagem.

UM NOVO ANDAR

1. Não devemos andar como o homem natural (vv.17-19). Que é o homem natural? É o gentio não regenerado. O homem natural é todo aquele que está sob a égide da natu­reza pecaminosa. "Andar na vaida­de do seu sentido" significa andar e viver na futilidade e sem propósito na vida. A vaidade da inteligência humana faz com que a pessoa subes­time a Deus e viva distanciado dos valores éticos e, portanto, entregue às paixões da sua carne. A Bíblia mostra, aqui, (vv.17,18), que uma mente vaidosa leva a um raciocínio tenebroso e a um coração endureci­do. O homem natural é o típico gen­tio sem Cristo, não convertido (Rm 1.21-32).

2. Devemos nos despojar do velho homem (vv.20-22). O v.20 começa reprovando as atitudes do homem natural e diz "vós não aprendestes assim a Cristo". Isso sig­nifica que como crentes temos uma nova ordem de vida. A essência dos ensinos de Cristo também estão nos ensinos de Paulo e dos demais após­tolos, inspirados pelo Espírito San­to. O novo andar é o santo viver como nova criatura em Cristo. É um despojamento total da velha vida, do velho andar (v.22). A palavra "despojar" significa "despir", "desapossar", "privar de posse". No novo an­dar, os velhos andrajos do pecado são tirados, ou seja, a velha nature­za pecaminosa é despida dos velhos hábitos para uma nova vida.

3. Devemos nos revestir do ho­mem espiritual (vv.23,24). A linguagem é metafórica na expressão "novo homem", pois fala do novo modus vivendi do crente redimido por Cristo. Esse novo homem agora se manifesta na vida e no caráter cristão. Ele é renovado pela ação poderosa do Espírito Santo de todo o passado de condenação e ruína. Essa renovação implica viver uma nova vida (Ef 2.10,15; 2 Co 5.17).

4. Devemos andar em verdadei­ra justiça e santidade (v.24). O novo homem é uma nova criação segundo Deus. Não se trata de criação física, mas espiritual (Jo 3.3-6). Todos os sinais da velha criatura, do velho ho­mem, foram desfeitos na cruz para que o novo convertido viva uma nova vida em Cristo. O novo homem é o crente regenerado pelo Espírito San­to. Duas características de Deus são a justiça e a santidade. Eles fazem parte do caráter de Deus. Quando o pecador é regenerado, pelo Espírito Santo na conversão, ele é criado "se­gundo Deus", isto é, à semelhança de Deus em "justiça e santidade".

O NOVO HOMEM E O SEU PROCEDER

1. O novo homem não vive men­tindo (v.25). O verbo "deixar" tem a mesma conotação do verbo "despojar" do v.22. A mentira não é própria da nova vida em Cristo. No original gre­go a palavra mentira aparece como pseudo, que pode significar qualquer tipo de desonestidade ou falsidade proferida ou vivida. A mentira é própria do velho homem. A vida do novo ho­mem é gerada "em verdade", por isso, devemos falar apenas a verdade.

2. O novo homem não vive se exasperando (v.26). "Irai-vos, e não pequeis" é uma expressão que deve merecer nossa atenção. Sabemos que a "ira" é uma obra da carne (Gl 5.20); por que então a Bíblia diz: "irai-vos?" Isto parece um paradoxo. O sentido permissivo para a ira pode significar na vida do novo homem uma forma de reação contra qualquer tipo de pe­cado que afete a nova vida. Quando somos tentados pelo Diabo, reagimos com ira contra as insinuações do ini­migo, "irai-vos", não com o tipo de ira acionado pela carne, mas "irai-vos" naturalmente contra tudo que possa ofender a santidade de Deus.

3. O novo homem não abre es­paço para o Diabo (v.27). "Não deis lugar ao Diabo". Este versícu­lo está diretamente ligado ao v.26 que fala da ira. Se dermos lugar à ira, isto é, se permitirmos que a ira surja em nossos sentimentos, facil­mente estaremos abrindo as portas para o Diabo entrar em nossa vida (2 Co 2.10,11; 1 Pe 5.8). São mui­tas as brechas que abrimos em nos­sa vida emocional, física e espiritu­al para a entrada do Diabo. Deve­mos sempre fechar essas possibili­dades com a meditação e o estudo da Palavra de Deus. Devemos man­ter um controle severo das portas da nossa mente, sentidos físicos, pen­samentos, e sentimentos.

4. O novo homem não pratica as coisas da velha vida (vv.28,29). Práticas negativas do velho homem não fazem muita diferença entre o certo e o errado. Como novas cria­turas em Cristo, às vezes, pratica­mos certas coisas erradas que não aparecem em manchetes, mas que se constituem em pecados que afe­tam a nossa vida espiritual. Furtar nas arrecadações legais do gover­no, deixar de dar os dízimos e ofer­tas à Casa de Deus não fogem a responsabilidade de apropriação indébita (Ml 3.8-10; Rm 13.7; Ex 20.15). Outra prática negativa que não deve estar no cotidiano do crente é o uso de "palavras torpes" (v.29). Que é uma palavra "torpe"? E toda palavra impudica, indecen­te, obscena, asquerosa. A lingua­gem do novo homem em Cristo deve ser pura, simples e sem malí­cia. Crentes há que são flagrados proferindo palavras torpes e outras igualmente repulsivas.

O NOVO HOMEM EVITA OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO

1. O novo homem não entriste­ce o Espírito Santo (v.30). O Espíri­to habita no crente, no novo homem, e pode ser ofendido com atitudes impuras. O texto diz que "fomos sela­dos com o Espírito Santo para o dia da redenção". Esse selo é a marca de propriedade que impede que Satanás interfira nem rasure a vida espiritual. O dia da redenção refere-se à redenção do nosso corpo de pecado, que acontecerá na vinda do Senhor. A re­denção tem um aspecto passado por­que diz respeito ao que Jesus reali­zou no Calvário. Tem um sentido pre­sente porque refere-se à contínua li­bertação do poder do pecado que ope­ra em nossa carne. E, finalmente, a redenção tem um aspecto futuro, que é a esperança da glória, a libertação plena do corpo de pecado e a conquis­ta de um novo estado para um corpo espiritual (1 Co 15.51-53).

2. O novo homem evita os pe­cados que magoam o Espírito San­to (v.31). Todas as manifestações pecaminosas como "amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia". São aquelas ações próprias do velho homem que não devem interferir na "nova vida". Atitudes de amargura não combinam com a natureza amorosa do Espírito Santo. A amargura torna as pessoas amargas em seus relacionamentos, e as torna duras e insensíveis para a operação de Deus. "Iras, cólera e gri­taria" são atitudes que sempre andam juntas. Ódios profundos, arraigados no coração contra pessoas, provocam essas manifestações negativas. As "blasfêmias" referem-se à palavras injuriosas, que ferem a moral das pessoas e que produzem grandes dissabores. A "malícia" é a fonte dos pecados contra o Espírito Santo. A malícia está ligada diretamente ao Diabo (Rm 1.29; Cl 3.8).

3. O novo homem procura de­senvolver as qualidades próprias do crente (v.32). "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos per­doou em Cristo". Na verdade, quem nasce do Espírito tem as caraterísticas do Espírito. Qualidades como benignidade, misericórdia e perdão são indispensáveis ao culti­vo da vida cristã.

CONCLUINDO

Os crentes autênticos procuram andar dignamente na presença de Deus e do mundo. Nosso comporta­mento deve ser o reflexo da nova vida recebida pela obra de Cristo no Calvário. É uma exigência bíblica constante que os crentes deem pro­vas às pessoas ao seu redor de que têm um novo viver, o qual se revela, principalmente, mediante a prática de atitudes e atividades cristãs.

"Depois de examinarmos as con­dições morais do mundo pagão, tere­mos melhores condições de reconhe­cer de que tipo de vida os efésios fo­ram salvos e quais as tentações que os cercavam. Os divertimentos da­queles dias eram brutais e degradan­tes. Baixos padrões de comportamen­to eram ensinados nos teatros. Nos anfiteatros, escravos cativos e criminosos lutavam entre si até a morte, para satisfazer o desejo do povo — ver sangue. O casamento perdera a sua santidade; era levianamente con­tratado porque era facilmente anula­do. Crianças malformadas ou doen­tes eram abandonadas e expostas para morrer. A sociedade era indulgente para com o vício, 'desviar-se é huma­no' era o seu lema.

Para um grupo de pessoas habi­tantes, mas libertas de tal mundo foi que Paulo endereçou suas exorta­ções. Depois de descrever o caráter moral do mundo pagão (4.17-19), diz: 'Mas vós não aprendestes assim de Cristo, se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus'. Noutras palavras, os efésios tinham aprendido outro padrão de conduta mediante o ouvir do evangelho."

"A palavra 'mundo' (gr. Kosmos) frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomenta­do por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos pra­zeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas tam­bém se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e, de resis­tência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente era, Satanás emprega as ideias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, gover­nos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de reti­dão (Mt 16.26; 1 Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1 Jo 2.15,16). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nasciturnos; a agri­cultura para produzir drogas destruidoras de vidas, tais como álcool e narcóticos; a educação para promo­ver a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de to­dos os empreendimentos meramen­te humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e sua Palavra."

 

Bibliografia E. Cabral

 

FONTE:EBD AREIA BRANCA

 

 

Lição 11

JUVENIS-LIÇÃO 13

sábado, 25 de dezembro de 2010

 

Juvenis-mestre-4-trim-2010__m206366 Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Cuidado com a influência dos meios de comunicação

Lição 13 - A Mídia em prol do Reino de Deus

A presente geração está presa ao relativismo, ao materialismo e às...

Texto Bíblico: Romanos 10.13-15; Mateus 28.19,20; Marcos 16.15,16

EM ESTÁ A ESPERANÇA PARA ESTA GERAÇÃO

A presente geração está presa ao relativismo, ao materialismo e às doenças emocionais, espirituais e morais. A crise é tão profunda que as pessoas desconfiam das instituições e das autoridades públicas, privadas e religiosas. Tateiam de um lado a outro à procura de um porto ou de águas tranquilas para aportar, mas encontram apenas o individualismo, a ganância, a violência, o descaso e a opressão. Em quem confiar? Em que porto deve o homem ancorar suas esperanças? Na filosofia? Quantas existem e mesmo assim não se sabe em qual delas acreditar. No desenvolvimento tecnológico? Nos homens? Estes há muito perderam os rumos da ética, misericórdia, bondade e respeito pelo outro. Na ciência? Parece que ela serve mais aos propósitos das grandes corporações que ao interesse dos indivíduos. No misticismo religioso? Este se tornou irracional, incapaz de sustentar o juízo e a fé nos pêndulos de suas doutrinas. A constatação simples e incontestável é que: o homem sem Deus vive sem esperança ou esperança vã (Jó 8.13; 11.20; 27.8; Ef 2.12; 1 Ts 4.13). A única esperança para esta geração está na Pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo, Deus único e Salvador, Todo-Poderoso (1 Tm 1.1). Ele é o “Deus de esperança” que nos enche “de todo gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm 15.13; 2 Ts 2.16). O evangelho que pregamos é a anunciação da esperança, em Cristo, para uma geração em desespero (Cl 1.5,23,27). 
Texto extraído de “Lições Bíblicas: As doenças do nosso século, As curas que a Bíblia oferece”. Rio de Janeiro: CPAD.

JUVENIS-LIÇÃO 12

sábado, 18 de dezembro de 2010

 

Juvenis-mestre-4-trim-2010__m206366 Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Cuidado com a influência dos meios de comunicação

Lição 12 - O lar e os meios de comunicação

Na Bíblia, lemos: “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a...

Texto Bíblicos Salmos 127.1-3; Salmos 128.1-4
A PROTEÇÃO NO LAR DEPENDE DE TODOS

Certo sábio disse:
Filhos de meus filhos, sereis a coroa de vossos pais na velhice.

Na Bíblia, lemos: “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais” (Pv 17.6). Ninguém mais apropriado que os pais para promover o intercâmbio, auxílio e respeito mútuo entre os membros da família. Agir desse modo é investir em favor do bem comum. Significa também meio seguro de proteção do lar, o qual pode sobrepor-se às grandes dificuldades e sobreviver às maiores adversidades, quando todos se ajudam por amor. É assim que se cumpre a benção de Deus: “Verás os filhos dos teus filhos e a paz sobre Israel” (Sl 128.6), isto é, sobre a família, por muitas gerações. Isso exige de nós:
1. A Vigilância individual como proteção do lar. Os filhos menores são dependentes dos pais, mas em alguns casos são dependentes exclusivamente de si mesmos. O adolescente e o jovem também têm a sua parcela de responsabilidade na proteção do lar. É necessária a compreensão de que a sua segurança moral e espiritual depende mais de sua própria vigilância e firmeza de propósitos do que de seus pais, especialmente na ausência destes. Até os irracionais possuem instintos de defesa. Deus dotou a todos os seres viventes com algumas condições para se defenderem. Paulo escreveu ao jovem Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo” (1Tm 4.16). Observe que a proteção dos pais e a de Deus não isentam os filhos de velar pela sua própria segurança moral e espiritual... A Bíblia nos ensina: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca” (1 Jo 5.18).
Qualquer pessoa que deixa de ir aos cultos, onde pela pregação da Palavra e pela oração aprende, é despertado e edificado, a fim de se pôr à frente da televisão assistindo a programas pornográficos e às novelas obscenas e corruptoras, está contribuindo mais para a destruição do seu lar do que para protegê-lo. Também, nesse sentido, a Bíblia requer “a justa operação de cada parte” (Ef 4.16).


(Texto Extraído da obra “
... e fez Deus a Família: O padrão divino para um lar feliz.” Rio de Janeiro: CPAD.)

JUVENIS-LIÇÃO 11

sábado, 11 de dezembro de 2010

 

Juvenis-mestre-4-trim-2010__m206366 Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Cuidado com a influência dos meios de comunicação

Lição 11 - As facilidades e os riscos da internet

A vida moderna está vinculada à informação e à imagem. A cultura...

Texto Bíblico: Efésios 5.6-13; 2 Coríntios 15.33,34.

A INTERNET E SUAS AMEÇAS À FAMÍLIA CRISTÃ


Presente em toda parte
A vida moderna está vinculada à informação e à imagem. A cultura secular tornou-se mais visual do que dialógica, e a internet é uma das grandes representantes dessa nova cultura que une a comunicação, tecnologia e representação gráfica. A tecnologia da informação, por exemplo, tomou conta de todas as áreas da vida moderna. Em certo sentido, trata-se de cumprimento do cumprimento da profecia de Daniel 12.4: “... e a ciência se multiplicará”. Portanto, é um grande desafio para a família saber usar e controlar os meios de comunicação, a partir do lar, nesses tempos difícieis e trabalhosos.
Ameaça para a família
O FBI (polícia federal norte-americana) elaborou, recentemente, um “Guia de Proteção para as Crianças ante a Rede Mundial de computadores”. Este documento visa alertar os pais para o perigo de deixarem seus filhos à mercê do conteúdo da internet sem o indispensável acompanhamento. O texto diz que muitas crianças, adolescentes e jovens são induzidas à prostituição e ao relacionamento sexual promíscuo, sem que os pais o percebam. Além disso, muitos casamentos estão sendo destruídos pelo uso pecaminoso e pornográfico da internet. É a tecnologia a serviço do diabo. 


Texto extraído de “Lições Bíblicas: Tempos Trabalhosos: Como enfrentar os desafios deste século” Rio de Janeiro: CPAD.

JUVENIS-LIÇÃO 10

sábado, 4 de dezembro de 2010

 

Juvenis-mestre-4-trim-2010__m206366 Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Cuidado com a influência dos meios de comunicação

Lição 10 - As mensagens subliminares

A Palavra de Deus mostra a realidade e a astúcia de Santanás de investir, com...

Texto Bíblico: Efésios 5; Hebreus 5.13,14; Tiago 1.5,6; 2 Coríntios 10.4


MENSAGEM SUBLINAR: A PALAVRA DE DEUS É MAIS PODEROSA

A comunicação cujo processo é oculto ou dissimulado e o uso ou não de tecnologias que objetivam assediar ou apavorar pessoas, a esta ideia chama-se Mensagem Subliminar. Ela confundi a origem da informação deixando no ar a concepção de que a informação pode ser objeto de celeumas no ambientes, confusões de pensamentos e relacionamentos pessoais, bem como outras áreas humanas.
A Palavra de Deus mostra a realidade e a astúcia de Santanás de investir, com artifícios encantáveis e sutis, contra a vida de milhares de jovens. Mas a mesma Palavra denota que é preciso VIGIAR: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pe 5.8,9). 
Por isso, prezado professor, como educador cristão você tem o compromisso de ensinar a Palavra de Deus como um auxiliador que implanta na mente e no coração dos seus alunos os princípios eternos: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12). Boa aula!

JUVENIS-LIÇÃO 8

sábado, 20 de novembro de 2010

 

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Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Cuidado com a influência dos meios de comunicação

Lição 08 - A mídia e o culto ao corpo

Cuidar do corpo é questão de bom senso

Texto Bíblico: 1 Coríntios 3.16,17; 6.19,20; 1 Timóteo 4.8;  1Tessalonicenses 5.23 

É obvio que devemos cuidar do corpo, todavia, a sociedade moderna, influenciada pela mídia, vem comentendo excessos nessa área. O que temos visto é um verdadeiro “culto à boa forma física”, onde os padrões estéticos ditados pelos meios de comunicação são cada vez mais altos e inatingíveis, levando milhares de pessoas às clínicas de cirurgias plásticas. Muitos, até mesmo crentes, na busca do corpo perfeito, deixam de comer ou se submetem ás dietas da moda, sem orientação médica, prejudicando a saúde.
[...] Fomos criados para a glória de Deus (Is 43.7). Portanto, toda nossa essência deve ser conservada pura, santa e agradável a Deus (Rm 12.1,2). Controlar o estresse, fazer uma caminhada, manter uma dieta equilibrada é essencial para a saúde física e mental de qualquer ser humano. Muitos pastores se descuidam da saúde física em razão de estarem sobrecarregados com diversas atividades, compromissos ministeriais, estudo, trabalho, família etc. O resultado disso é a incidência cada vez maior de obreiros com problemas cardiovasculares. De acordo com os especialistas, a melhor maneira de prevenir as doenças do coração é reduzir a exposição aos fatores de risco: obesidade, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol a vida sedentária. Cuidar do corpo é questão de bom senso.


TEXTO EXTRAÍDO DE “As Doenças do Nosso Século: As curas que a Bíblia oferece”. 3° Trimestre, Lições Bíblicas Mestre, Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

JUVENIS-LIÇÃO 4

sábado, 23 de outubro de 2010

 

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Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Cuidado com a influência dos meios de comunicação

Lição 04 - O Impacto da TV na vida cristã

A influência da televisão atualmente é inegável. Tornando esse fato como...

Texto Bíblico Efésios 5.1-8; 1 Timóteo 6.3-5,11-14


Televisão, os perigos da exposição excessiva


A influência da televisão atualmente é inegável. Tornando esse fato como ponto de partida, procuro analisar os perigos da exposição excessiva a mídia. A TV está presente e tem exercido influência em muitos lares evangélicos. Não podemos negar essa realidade. O Ateliê Aurora, programa de pós-graduação em educação da Universidade Federal de Santa Catarina, através de um estudo, constatou que assistir televisão é a atividade mais marcante de todos os contextos sociais. A pesquisa foi feita com alunos da rede pública de ensino (escolas localizadas em comunidades carentes) e privada (escolas de elite) de Florianópolis, no centro da cidade e em vila de pescadores. Mesmo com o avanço das tecnologias digitais, a televisão continua ocupando um espaço privilegiado no cotidiano da maioria das famílias brasileiras. Observe o que nos diz Regina de Assim, diretora da Multirio, e Marcus Tavares sobre o alcance da TV:
Num país de dimensões continentais, a TV alcança praticamente todos os municípios (99,84%) e está presente em 91,4% dos domicílios. A influência sobre a constituição das identidades das crianças é, portanto, notória. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005, divulgados este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a televisão está presente em 91,4% dos domicílios. O rádio, em 88%. O computador, em 18,6%. O computador com acesso à internet em apenas 13,7% dos domicílios pesquisado.
Antes de adotar uma postura crítica frente ao uso da televisão, é preciso ter consciência de que a mesma não é a única responsável pelo mau comportamento das crianças e jovens. Caso fosse à única vilã bastaria termos uma TV perfeita para vivermos um Éden aqui na Terra. O que acontece é que as crianças e os adolescentes estão se excedendo diante de um veículo de comunicação que tem o poder de manipular  o pensamento, as ideias. Pesquisas mostram que as imagens têm o poder de afetar os dois lados do nosso cérebro.  Retemos mais informações quando nos são apresentadas por meios audiovisuais. E nem sempre a TV mostra aquilo que é saudável. Observe o que nos diz Regina de Assis, Presidente da MULTIRIO e coordenadora do RIO MÍDIA – Centro Internacional de Referência em Mídias para Crianças e Adolescentes:
Várias pesquisas evidenciam que a produção audiovisual tem o poder de estimular os dois lados do cérebro: o tecido neocortical, responsável pelas funções superiores do raciocínio, tais como a constituição do significado de palavras e ações; e o sistema límbico articulador dos instintos, da intuição, dos desejos, afetos e emoções. O cérebro das crianças é por isso cooptado, com facilidade, pelos programas de TV, que tanto exercem atrações sobre seu raciocínio, quanto sobre seus sentimentos, desejos e afetos.

Os perigos da “telinha”

As Escrituras Sagradas nos advertem: “Não porei coisa má diante dos meus olhos...” (Sl 101.3). Atualmente, essa advertência não é apenas divina, pois psicólogos e psiquiatras também alertam e advertem os pais sobre os problemas causados pelo excesso de exposição à mídia, principalmente a TV. A criança brasileira é uma das que passam a maior parte do tempo livre diante da televisão. Segundo uma pesquisa do Painel Nacional de Televisão do Ibope, publicada no livro Crianças do Consumo, de Susan Linn, as crianças brasileiras de 4 a 11 anos  assistem em média a 4h51 minutos de TV por dia. O Brasil ficou em primeiro lugar — antes dos Estados Unidos — na quantidade de tempo que as crianças ficam diante do televisor. A criança evangélica, que freqüenta a ED, também não está de fora desses números.
Jesús Martín-Barbero afirma que, desde a metade do século XX, a função de principal elemento de influência no processo de formação do público infanto-juvenil, ocupada durante séculos pela família, vem sendo mais e mais dividida com os meios de comunicação de massa. Por meio da mídia eletrônica, aponta Barbero, crianças e adolescentes ficam expostos aos diversos tipos de mensagens.

Alguns dos resultados da exposição excessiva
Os resultados negativos da exposição excessiva da mídia são muitos; seria impossível relacioná-los. Portanto, destacamos alguns aspectos. Um deles é o aumento da obesidade infantil as crianças não brincam mais como deveriam. Estão cada dia mais sedentárias. De acordo com dados apresentados pela Escola Paulista de Medicina, na “Primeira Jornada de Alimentos e Obesidade na Infância e Adolescência”, no Brasil 14% das crianças são obesas e 25% estão acima do peso.  As empresas de alimentos infantis têm investido no marketing de produtos colocados à disposição das crianças, uma vitrine atraente, repleta de guloseimas. Segundo os especialistas, os adultos são menos influenciados pela propaganda, cujo poder manipulador afeta profundamente as mentes infantis, aumentando o consumo de alimentos nem sempre saudáveis.
A exposição excessiva à mídia também contribui para o aumento da agressividade. As crianças ficam expostas a imagens violentas e repletas de sexualidade, que comprometem seu comportamento social e seus valores. As crianças que assistem à violência gratuita estão propensas a enxergá-la como uma maneira eficaz de resolver conflitos. Segundo a Academia Americana de Pediatria, “assistir à violência pode levar à violência na vida real”.
O excesso de exposição à mídia também contribui para o aumento da atividade sexual precoce e fora do casamento. A infância e a adolescência tornaram-se curtas e o número de adolescentes grávidas virou uma questão de saúde pública. Brandon Tartikoff, antigo presidente da NBC, declarou: “Realmente, acredito que as imagens influenciam os comportamentos... a TV é financiada por comerciais e a maioria usa comportamentos imitativos”.
Outro fato que podemos constatar é a diminuição do diálogo familiar. Os pais já não conversam como deveriam com seus filhos, pois o tempo que lhes sobra é gasto diante da “telinha”, onde o silêncio é exigido. Vale relatar o que diz Solange Jobim e Souza em sua obra A Subjetividade em Questão:
Nos lares de hoje as famílias não mais contam suas histórias. O convívio familiar se traduz na interação muda entre as pessoas que se esbarram entre os intervalos dos programas da TV e o navegar através do éden eletrônico as infovias. O tato e o contato entre as pessoas, na casa ou no trabalho, cedem lugar ao impacto televisual.
A exposição à mídia também contribui para o consumismo (resultando em inveja, ambição, cobiça, etc). Fica difícil para as crianças e adultos resistirem aos apelos do consumo:
O mundo do consumo se oferece como terra prometida, um lugar a que todos têm direito e onde se é diferente, sendo igual. (Solange Jobim)

A verdade é que acabamos por aceitar a cultura do consumo. Muitos pais fazem o possível e o impossível para que a pseudofelicidade prometida pelo consumo esteja ao alcance de seus filhos. Isso se deve ao fato de que na atualidade o “ter” passou a ser mais importante que o “ser”.  A esse respeito, recorro mais uma vez à pesquisadora Solange Jobim:
Aprendemos a avaliar com perfeição a vida através dos objetos que circulam entre nós. Não são mais os outros, nossos semelhantes, que fornecem os elementos básicos para a constituição de nossas referências éticas e morais.” (Solange Jobim)

Diante de tantos malefícios, fica a pergunta: É lícito interagir com a mídia? Para o cristão, todas as coisas são lícitas, mas nem tudo é proveitoso ou edificante (1 Co 10.23;16.12). Devemos fazer uso da mídia com prudência e discriminação. De acordo com Charles Colson e Nancy Pearcey, podemos desfrutar da mídia desde que estejamos treinados para sermos seletivos e definamos limites para que a cultura popular não molde o nosso caráter.
É importante ressaltar que a mídia comunica crença de valores e sempre expressa uma ideologia. Michael Palmer, no livro Panorama do Pensamento Cristão, diz que “os cristãos que vêem a cultura de mídia de entretenimento têm de aprender a ler essas imagens e rejeitar as que são incompatíveis com os padrões cristãos e a Escritura”. Esse é o problema. As crianças e adolescentes conseguem fazer essa leitura? É difícil! Elas precisam ser ensinadas a fazer isso. Será que fazemos essa leitura? Ou ingerimos tudo? Sem questionamento?

Tem “alguém” por trás da “telinha”
Esse alguém a quem me refiro não são os técnicos, editores, pessoas de carne e osso como nós. Esse alguém não possui um corpo físico. Ele é o Inimigo das nossas almas, lembrando que a sua função neste mundo é matar, roubar e destruir. As estratégias de Satanás para destruir as famílias mudam de tempos em tempos, e especificamente nos tempos pós-modernos. Temos visto o mundanismo na mídia, principalmente na TV, ridicularizando a fé cristã e refletindo de forma negativa em algumas famílias. Quando a família não dá muita ênfase à TV, as crianças, por influência dos amigos, concluem que sua família é “estranha” por priorizar Jesus e a igreja, uma vez que as famílias exibidas nos programas televisivos não vivem como sua família.
As pessoas estão hipnotizadas diante da subjetividade das imagens; muitas não conseguem discernir as artimanhas de Satanás. Precisamos clamar por um avivamento de contrição e santificação (1 Pe 1.15,16; 1 Ts 5.23). Entretanto, se gastarmos nosso tempo diante da televisão, como vamos clamar a Deus? Sobrará tempo para a oração?
Nós somos responsáveis pela programação que as emissoras estão transmitindo. Canal de televisão é concessão. Como “luz” e “sal” dessa Terra, podemos e devemos trabalhar para termos uma mídia de qualidade. Lembre-se, o controle deve estar em nossas mãos. Não o terceirize. Não deixe que outros decidam que seus filhos vão assistir. Segundo Doris Sanford, no livro Criança Pergunta Cada Coisa..., os pais devem olhar no mínimo um episódio do programa antes de permitir que as crianças assistam. É preciso selecionar cuidadosamente a programação a que a família vai assistir. Uma pesquisa feita na Argentina mostrou que 95% das crianças conhecem toda a programação televisiva, mas apenas 5% dos pais sabem ao que seus filhos assistem. Muitos pais acreditam que seus filhos vão ter acesso a uma programação de qualidade só pelo fato de terem em casa canais de TV por assinatura. Esses canais não se preocupam com os conteúdos, não acompanham nem avaliam ao que seus filhos estão assistindo.

Riscos na infância
Na atualidade, a criança vem correndo vários riscos. O modo como uma nação trata as suas crianças diz muito sobre como será o seu futuro. Observe o que nos diz Solange Jobim e Souza:
[...] a criança contemporânea tem como destino flutuar erraticamente entre adultos que não sabem mais o que fazer com ela. Crianças passam assim a compartilhar entre si suas experiências mais frequentes, as quais se limitam, na maioria das vezes, ao contato com o outro televisivo, remoto, virtual e maquínico.
Como temos tratado nossas crianças? Como Igreja do Senhor, o que temos feito? Qual tem sido a nossa preocupação com a educação cristã?
A televisão está tão impregnada em nós que podemos vê-la até na Escola Dominical. Na Escola Dominical? Isso mesmo! Está presente na fala das “tias”, nas músicas que as crianças cantam, no modo como se vestem, nos gestos, nos brinquedos e nas brincadeiras.  A televisão nos leva a consumir não somente mercadorias, mas também imagens, linguagem e modo de ser... A educação cristã não deve se restringir às salas de aula da ED, pois nossos alunos são indivíduos que são afetados por seu meio. A reflexão a respeito da exposição excessiva à televisão é relevante e fundamental para que possamos oferecer às crianças e jovens uma educação que lhes possibilite de fato dialogar com a mídia e com a nossa cultura. Para Gilka Girardello, coordenadora do Ateliê Aurora, é fundamental fazer com que as crianças e jovens compreendam que a televisão não é uma “janela para o mundo — como gostam de caracterizar os mais otimistas: Ela é um recorte muito bem produzido e montado da realidade — e não a realidade”.
Nossos alunos, não importam à idade, deveriam estar conscientes do que estão perdendo quando permanecem diante da televisão. Você está consciente das perdas? Elas são muitas. Observe a relação. Veja o que perdemos quando ficamos horas diante da TV:

• Ler um bom livro ou revista;
• Orar e ler a Bíblia;
• Ouvir uma boa música;
• Tocar um instrumento;
• Fazer uma caminhada ou andar de bicicleta;
• Brincar com os amigos;
• Participar de uma boa discussão teológica ou política;
• Visitar um amigo;
• Realizar algumas tarefas domésticas.

É hora de pegar o controle
É possível neutralizar os efeitos maléficos da televisão? Podemos ter o “controle” de volta? Vejamos algumas sugestões que podem nos ajudar a combater os perigos da “telinha”:

1. Procure dedicar mais momentos para estar com seus filhos. A sua companhia, com certeza, é melhor do que a das apresentadoras dos programas infantis. Qual o filho que não quer ficar perto dos pais?
2. Estabeleça um horário e confeccione um calendário com os dias, horas e programas que as crianças possam assistir.
3. Logo no início da semana, pegue o guia da TV e, em família, discuta os programas que podem ser vistos e estarão disponíveis.
4. Compre alguns adesivos e determine que cada adesivo valha uma hora de TV, mas para cada hora de televisão a criança deverá ler um capítulo de um livro.
5. Se a criança ficou uma hora assistindo à TV, depois ela deve brincar com os colegas ou sozinha.
6. Assista, pelo menos, a metade do programa que seu filho está assistindo, pois só assim terá condições de discutir com ele o comportamento dos personagens. Caso ache necessário, durante a exibição, faça algumas considerações. Você poderá dizer: “Esse personagem agiu dessa forma. Ele agiu de modo correto? O que a Palavra de Deus nos diz sobre isso?”
7. Faça perguntas sobre os programas. As crianças gostam de ser provocadas a opinar, a falar o que pensam.
8. Procure adquira alguns vídeos evangélicos para as crianças. Existem excelentes trabalhos no mercado.
9. Nunca use a televisão como forma de recompensar a criança. Por exemplo: “Você comeu tudo; agora pode ver TV”.
10. A televisão não deve ficar no quarto da criança ou adolescente e nem escondido em um lugar de difícil acesso, pois o controle fica mais difícil. Ela deve estar em um local onde todos possam ver, onde você esteja sempre de olho.
11. Peça que as crianças que façam uma lista de cinco coisas que gostariam de fazer ao invés de assistir à TV. Depois, discuta com elas o que poderia ser feito de imediato. A televisão vai ficando para depois, e acriança vai perceber que existem atividades mais divertidas.
A Palavra de Deus nos ensina: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus” (Ef 5.15,16).
Está na hora de desligarmos a tevê e investirmos em algo mais saudável. Como educadores, temos a responsabilidade de alertar nossos alunos e os pais sobre o poder sedutor da linguagem televisiva. Não podemos nos calar diante dos estragos que a exposição excessiva diante “telinha” vem produzindo.

 


Bibliografia
LINN, Susan. Crianças do consumo: infância roubada. São Paulo, Instituto Alana.
SOUZA, Solange Jobim e. Subjetividade em questão: a infância como crítica da cultura. Rio de Janeiro, Editora 7 Letras.
PALMER, Michael. Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro, CPAD.
COLSON, Charles & PEARCY, Nancy. E agora como viveremos? Rio de Janeiro, CPAD.
ASSIM, Regina de & TAVARES, Marcus. TV, sociedade e responsabilidade. Disponível em: www.multirio.rj.gov.br/riomidia/. Acesso em: 18 de fevereiro de 2009.
www.aurora.ufsc.br
www.midiativa.tv
Autora: Telma Bueno
Pedagoga, Jornalista e
Revisora do Setor de
Educação Cristã da CPAD.

JUVENIS-LIÇÃO 3

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

 

Juvenis-mestre-4-trim-2010__m206366 Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Cuidado com a influência dos meios de comunicação

Lição 03 - Mídia sem Máscara

Atualmente a mídia é um produto da cultura vigente na atual sociedade que legisla o...

Texto Bíblico Efésios 5.1-8; 1 Timóteo 6.3-5,11-14


Prezado professor, na lição desta semana é importante você conversar com os seus alunos sobre os conceitos de Cultura e Entretenimento.
Atualmente a mídia é um produto da cultura vigente na atual sociedade que legisla o sentido social que deve tomar o entretenimento midiático.
Podemos conceituar “Cultura” como “o conjunto das realizações materiais, filosóficas e espirituais de uma sociedade” 1 . Naturalmente, a cultura de uma sociedade não cristã é oposta aos valores ensinados pela palavra de Deus. Por isso o cristão deve estar atento acerca dos valores majoritários da sociedade contemporânea, porque como Igreja de Cristo “o nosso chamado não é só para ordenarmos a nossa própria vida por princípios divinos, mas também para exortarmos o mundo”  2.
O entretenimento é o ato de “entreter, divertir, distrair” a pessoa humana. O homem e a mulher precisa de tempo e espaço para se desenvolverem através de atividades que embelezam a vida. O lazer e o entretenimento jamais são prejudiciais à vida espiritual, desde que sejam livres das práticas pecaminosas de uma sociedade corrompida. Para se divertir, o seu aluno não precisa de bebedeira, violência, drogas e prostituição. Mas ter ordenado em sua mente cristã, com o objetivo de alcançar, o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, virtude e louvor (Fl 4.8,9).
Cultura e entretenimento, de acordo e submisso à cosmovisão cristã, é uma benção de Deus para o jovem cristão.