O PERFIL DE UM LÍDER CRISTÃO EXEMPLAR-BARNABÉ.

sábado, 15 de outubro de 2011

 

 

 livro de Atos dos apóstolos faz uma síntese da vida de Barnabé, um dos maiores líderes da igreja cristã, nos seguintes termos: “Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé…” (At 11.24). Há três verdades sobre Barnabé que devemos aqui destacar:

1. Um líder cristão deve investir sua vida na vida dos outros.

Ser líder é ser servo; ser grande é ser pequeno; ser exaltado é humilhar-se. Barnabé é o único homem da Bíblia chamado de bom. E por que? É porque quase sempre, ele está investindo sua vida na vida de alguém. Em Atos 4.36,37 ele está investindo recursos financeiros para abençoar pessoas. Em Atos 9.27 ele está investindo na vida de Saulo de Tarso, quando todos os discípulos fecharam-lhe a porta da igreja não acreditando que ele fosse convertido. Em Atos 11.19-26, a igreja de Jerusalém o vê como o melhor obreiro a ser enviado para Antioquia e quando ele vê a graça de Deus prosperando naquela grande metrópole, mais uma vez ele investe na vida de Saulo e vai buscá-lo em Tarso. Em Atos 13.2 o Espírito o separa como o líder regente da primeira viagem missionária. Em Atos 15.37-41 Barnabé mais uma vez está investindo na vida de alguém; desta feita na vida de João Marcos. Precisamos de líderes que sejam homens bons, homens que dediquem seu tempo e seu coração para investir na vida de outras pessoas.

2. Um líder cristão deve esvaziar-se de si para ser cheio do Espírito Santo. Barnabé era um homem cheio do Espírito Santo. Sua vida, suas palavras e suas atitudes eram governadas pelo Espirito de Deus. Um líder cheio do Espirito tem o coração em Deus, vive para a glória de Deus, ama a obra de Deus e serve ao povo de Deus. Barnabé é um homem vazio de si mesmo, mas cheio do Espírito Santo. A plenitude do Espírito não é uma opção, mas uma ordem divina. Não ser cheio do Espírito é um pecado de negligência. Precisamos de líderes que transbordem do Espírito, homens que sejam vasos de honra, exemplo para os fiéis, bênção para o rebanho de Deus. Quando os líderes andam com Deus, eles influenciam seus liderados a também andarem com Deus. Por isso, a vida do líder é a vida da sua liderança. Deus está mais interessado em quem o líder é do que no que o líder faz. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Piedade é mais importante do que performace.

3. Um líder cristão deve colocar seus olhos em Deus e não nas circunstâncias. Barnabé era um homem cheio de fé. Ele vivia vitoriosamente mesmo diante das maiores dificuldades, porque sabia que Deus estava no controle da situação. A fé tira nossos olhos dos problemas e os coloca em Deus que está acima dos problemas. A fé é certeza e convicção. É certeza de coisas e convicção de fatos (Hb 11.1). É viver não pelo que vemos ou sentimos, mas na confiança de que Deus está no controle, mesmo que não estejamos no controle. A fé sorri diante das dificuldades, não porque somos fortes, mas porque embora sejamos fracos, confiamos naquele que é onipotente. Barnabé é um exemplo de um líder que deve ser seguido. Precisamos de líderes que vejam o invisível, creiam no impossível e toquem o intangível. Precisamos de líderes que ousem crer no Deus dos impossíveis e realizar coisas para ele. Precisamos de líderes que olhem para a vida na perspectiva de Deus, que abracem os desafios de Deus e realizem grandes projetos no reino de Deus.

 

Fonte: Hernandes Dias Lopes

 

FONTE: HERNANDES DIAS LOPES

Por que estou Comprometido em Ensinar a Bíblia

 

Por que estou Comprometido em Ensinar a Bíblia

00009

John MacArthur

John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.

Jamais aspirei ser conhecido como um teólogo, um apologista ou um erudito. Minha paixão é ensinar e pregar a Palavra de Deus. Embora tenha abordado questões teológicas e controvérsias doutrinárias, em alguns de meus livros, nunca o fiz sob o ponto de vista da teologia sistemática. Pouco me inquieta o fato de que algum assunto doutrinário se enquadra nesta ou naquela tradição teológica. Desejo saber o que é bíblico. Todas as minhas preocupações estão voltadas às Escrituras, e meu desejo é ser bíblico em todo o meu ensino.

Pregue a Palavra

Esta é a atitude com a qual abracei o ministério desde o início. Meu pai é um pastor, e, quando lhe disse, há alguns anos, que senti haver Deus me chamado para o ministério, ele me presenteou uma Bíblia em que havia escrito essas palavras de encorajamento: “Pregue a Palavra!” Esta simples frase se tornou um estímulo em meu coração. Isso é tudo que tenho me esforçado para fazer em meu ministério — pregar a Palavra.

Os pastores de nossos dias sofrem tremenda pressão para fazerem tudo, exceto pregar a Palavra. Eles são instruídos pelos eruditos do Movimento de Crescimento de Igreja que têm de alcançar as “necessidades sentidas” dos ouvintes. São encorajados a se tornarem contadores de histórias, comediantes, psicólogos e preletores que motivam. São aconselhados a evitarem assuntos que os ouvintes acham desagradáveis. Muitos já abandonaram a pregação bíblica em favor de mensagens devocionais que têm o objetivo de fazer as pessoas sentirem-se bem. Alguns têm substituído a pregação por dramatização e outras formas de entretenimento.

Mas o pastor cuja paixão é completamente bíblica tem apenas uma opção: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2).

Quando Paulo escreveu essas palavras a Timóteo, ele acrescentou este aviso profético: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fá- bulas” (vv. 3,4).

Com certeza, a filosofia de ministério do apóstolo Paulo não incluía a teoria de “dar às pessoas o que elas desejam”. Ele não instou Timóteo a realizar uma pesquisa a fim de descobrir o que as pessoas queriam; mas ordenou que ele pregasse a Palavra, com fidelidade, repreensão e paciência.

Na verdade, ao invés de insistir que Timóteo idealizasse um ministério que acumularia elogios do mundo, Paulo advertiu o jovem pastor a respeito de sofrimentos e dificuldades! O apóstolo não estava ensinando Timóteo sobre como ser bem-sucedido; estava encorajando-o a seguir o padrão divino. Paulo não o estava aconselhando a buscar prosperidade, poder, popularidade ou qualquer outro conceito mundano de sucesso. O apóstolo instava o jovem pastor a ser bíblico, apesar das conseqüências.

Pregar a Palavra nem sempre é fácil. A mensagem que somos exigidos a pregar é, com freqüência, ofensiva. O próprio Senhor Jesus é uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). A mensagem da cruz é uma pedra de escândalo para alguns (1 Co 1.23; Gl 5.11) e loucura para outros (1 Co 2.3).

Não temos permissão para embelezar a mensagem ou moldá-la de acordo com as preferências das pessoas. O apóstolo Paulo deixou isto claro, ao escrever a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16 — ênfase acrescentada). Esta é a mensagem a ser proclamada: todo o conselho de Deus (At 20.27).

No primeiro capítulo de sua segunda carta a Timóteo, Paulo lhe dissera: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste” (2 Tm 1.13). O apóstolo se referia às palavras reveladas por Deus nas Escrituras — todas elas. Paulo instou Timóteo a guardar o tesouro que lhe havia sido confiado. No capítulo seguinte, o apóstolo aconselhou Timóteo a estudar a Palavra e manejá-la bem (2 Tm 2.15). E, no capítulo 3, Paulo o aconselhava a proclamá-la. Deste modo, todo o ministério de um pastor fiel gira em torno da Palavra de Deus — manter, estudar e proclamar.

Em Colossenses, Paulo, ao descrever sua própria filosofia de ministério, escreveu: “Da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus” (Cl 1.25 — ênfase acrescentada). Em 1 Coríntios, ele foi um passo além, afirmando: “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.1-2). Em outras palavras, seu objetivo como pregador não era entreter as pessoas com um estilo retórico ou diverti-las com esperteza, humor, novos pontos de vistas ou metodologia sofisticada; o apóstolo simplesmente pregou a Cristo.

A pregação e o ensino fiel da Palavra de Deus têm de ser o âmago de nossa filosofia de ministério. Qualquer outra filosofia de ministério substitui a voz de Deus pela sabedoria humana. Filosofia, política, psicologia, conselhos despretensiosos, opiniões humanas jamais são capazes de fazer o que a Palavra de Deus faz. Essas coisas podem ser interessantes, informativas, entreter as pessoas e, às vezes, serem úteis, mas elas não constituem o objetivo da igreja. A tarefa do pregador não é ser um canal para a sabedoria humana; ele é a voz de Deus para a igreja. Nenhuma mensagem humana tem o selo da autoridade divina — somente a Palavra de Deus. Como ousa qualquer pregador substituí-la por outra mensagem? Sincera-mente, não entendo os pregadores que estão dispostos a abdicarem deste solene privilégio. Por que devemos proclamar a sabedoria dos homens, quando temos o privilégio de pregar a Palavra de Deus?

Seja Fiel, Quer Seja Oportuno, Quer Não

Nossa tarefa nunca se acaba. Não apenas temos de pregar a Palavra de Deus, mas também precisamos fazê-lo apesar das opiniões divergentes que nos rodeiam. Somos ordenados a nos mostrarmos fiéis quando esse tipo de pregação for tolerado e quando não o for.

Encaremos esse fato: pregar a Palavra agora não é oportuno. A filosofia de ministério norteada por marketing, que está em voga no presente, afirma claramente que proclamar as verdades bíblicas está fora de moda. Exposição bíblica e teologia são vistas como antiquadas e irrelevantes. Essa filosofia de ministério declara: “As pessoas que freqüentam a igreja não querem mais ouvir a pregação da Palavra. A geração do pós-guerra simplesmente não agüenta ficar sentada no banco, enquanto à sua frente alguém prega. Eles são frutos de uma geração condicionada pela mídia e precisam de uma experiência de igreja que os satisfaça em seus termos”.

O apóstolo Paulo disse que o pregador excelente tem de ser fiel em pregar a Palavra, mesmo quando isso não está na moda. A expressão que ele utilizou “esteja pronto” (no grego, ephistemi) literalmente significa “permanecer ao lado”, retratando a idéia de prontidão. Era freqüentemente usada para descrever uma guarda militar, sempre a postos, preparada para o dever. Paulo estava falando sobre uma intensa prontidão para pregar, assim como a de Jeremias, o qual afirmou que a Palavra de Deus era como um fogo em seus ossos. Isto era o que Paulo estava exigindo de Timóteo: não relutância, e sim prontidão; não hesitação, e sim coragem; não mensagens que motivavam os ouvintes, e sim a Palavra de Deus.
Corrige, Repreende e Exorta

Paulo também deu a Timóteo instruções a respeito do tom de sua pregação. Ele utilizou duas palavras que têm conotação negativa e uma que é positiva: corrige, repreende e exorta. Todo ministério de valor precisa ter um equilíbrio entre coisas positivas e negativas. O pregador que falha em reprovar e corrigir não está cumprindo sua comissão.

Recentemente, ouvi uma entrevista no rádio com um pregador bastante conhecido por sua ênfase em pensamento positivo. Esse pregador tem afirmado em seus escritos que evita qualquer menção do pecado em suas pregações, porque ele acha que as pessoas, de alguma maneira, estão sobrecarregadas com excessiva culpa. O entrevistador perguntou-lhe como ele poderia justificar essa atitude. O pastor respondeu que bem cedo em seu ministério havia decidido focalizar as necessidades das pessoas e não atacar seus pecados.

Entretanto, a mais profunda necessidade das pessoas é confessar e vencer seus pecados. Portanto, a pregação que não confronta e corrige o pecado, através da Palavra de Deus, não satisfaz a necessidade das pessoas. Falas sentirem-se bem e res- ponderem com entusiasmo ao pregador. Mas isso não é o mesmo que satisfazer suas verdadeiras necessidades.

Corrigir, repreender e exortar é o mesmo que pregar a Palavra de Deus, pois estes são os ministérios que as Escrituras realizam – “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16). Observe o mesmo equilíbrio de tom positivo e negativo. Repreensão e correção são negativos, ensinar e educar são positivos.

O tom positivo é crucial também. A palavra “exorta” é para kaleo, um vocábulo que significa “encoraja”. O pregador excelente confronta o pecado e, em seguida, encoraja os pecadores arrependidos a comportarem-se de maneira cor-reta. Ele tem de fazer isso, com “paciência e longanimidade” (2 Tm 4.2). Em 2 Tessalonicenses 2.11, Paulo falou sobre exortar, encorajar e implorar, “como um pai a seus próprios filhos”. Isto freqüentemente exige muita paciência e instrução. Todavia, o pastor excelente não pode negligenciar esses aspectos de sua vocação.

Não se Comprometa em Tempos Difíceis

Existe urgência no encargo de Paulo ao jovem Timóteo: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). Esta é uma profecia que lembra aquelas que encontramos em 2 Timóteo 3.1 (“Sabe, porém isto: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”) e 1 Timóteo 4.1 (“O Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé”). Este, portanto, é o terceiro aviso profético de Paulo advertindo Timóteo a respeito dos tempos difíceis que estavam por vir. Observe a progressão: o primeiro aviso dizia que viria o tempo em que as pessoas se apartariam da verdade. O segundo advertia Timóteo sobre o fato de que tempos perigosos estavam vindo à Igreja. E o terceiro sugere que viria o tempo em que haveria na igreja aqueles que não suportariam a sã doutrina e, em vez disso, desejariam ter seus ouvidos coçados.

Isso está acontecendo na Igreja hoje. O evangelicalismo perdeu sua tolerância em relação à pregação confrontadora. As igrejas ignoram o ensino bíblico sobre o papel da mulher na igreja, a homossexualidade e outros assuntos. O instru- mento humano tem sobrepujado a mensagem divina. Esta é a evidência do sério comprometimento doutrinário. Se as igrejas não se arrependerem, esses erros e outros semelhantes se tornarão epidêmicos.

Devemos observar que o apóstolo Paulo não sugeriu que o caminho para alcançar nossa sociedade é abrandar a mensagem, de modo que as pessoas sintam-se confortáveis com ela. O oposto é verdade. Esse coçar os ouvidos das pessoas é uma abominação. Paulo instou Timóteo a estar disposto a sofrer por amor à verdade e continuar pregando a Palavra com fidelidade.

Um intenso desejo por pregação que causa coceira nos ouvidos tem conseqüências terríveis. O versículo 4 diz que essas pessoas “se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Tm 4.4). Elas se tornam vítimas de sua própria recusa em ouvir a verdade. “Se recusarão” está na voz ativa. As pessoas voluntariamente escolherão essa atitude. “Entregando-se às fábulas” está na voz passiva; descreve o que acontece a tais pessoas. Tendo se afastado da verdade, elas se tornam vítimas do engano. Ao se afastarem da verdade, tornam-se presas de Satanás.

A verdade de Deus não coça nossos ouvidos; pelo contrário, ela os golpeia e os queima. Ela reprova, repreende, convence; depois, exorta e encoraja. Os pregadores da Palavra têm de ser cuidadosos em manter esse equilíbrio.
Sempre houve nos púlpitos homens que reuniram grandes multidões porque eram oradores dotados, interessantes contadores de histórias e preletores que entretinham os ouvintes; tinham personalidades dinâmicas; eram perspicazes manipuladores das multidões, políticos populares, elaboradores de mensagens que estimulavam os ouvintes e eruditos. Esse tipo de pregador pode ser popular, mas não é necessariamente poderoso. Ninguém prega com poder, se não pregar a Palavra de Deus. Nenhum pregador fiel minimiza ou negligencia todo o conselho de Deus. Proclamar toda a Palavra – essa é a vocação do pastor.

 

CRÉDITO: EDITORA FIEL

 

Editora Fiel - Artigo: Por que estou Comprometido em Ensinar a Bíblia

A SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS

terça-feira, 11 de outubro de 2011

 

 

A suficiência das Escrituras

A Reforma do século dezesseis foi um divisor de águas na vida da igreja e também na história da humanidade. A Reforma não foi uma inovação, mas uma restauração. Não foi a abertura de um novo caminho, mas uma volta às veredas antigas. Não foi a introdução de um novo evangelho, mas uma volta ao antigo evangelho. A Reforma foi uma volta à doutrina dos apóstolos, um retorno ao Cristianismo puro e simples. As verdades enfatizadas na Reforma podem ser sintetizadas em cinco “solas”: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solu Christu e Soli Deo Gloria. Vamos destacar agora o Sola Scriptura.
Todas as igrejas cristãs creem nas Escrituras e aproximam-se dela como Palavra de Deus. Porém, nem todas têm o mesmo conceito das Escrituras. A Bíblia não apenas contém a Palavra de Deus, a Bíblia é a Palavra de Deus. A Bíblia não é uma dentre as regras de fé e prática, mas nossa única regra de fé e prática. Destacaremos, aqui, três pontos importantes para a nossa reflexão.
Em primeiro lugar, as Escrituras são inerrantes. Jesus Cristo foi enfático em dizer que as Escrituras não podem falhar. Ele disse, também, que a Palavra de Deus é a verdade. Não há erros nas Escrituras. Não há contradição nos seus registros. Seus relatos não são mitológicos. A Palavra de Deus é fiel e verdadeira e digna de inteira aceitação. Nem uma das palavras de Deus pode cair por terra. Nenhuma de suas promessas pode fracassar. Pode passar o céu e a terra, mas a Palavra de Deus não vai passar. Ela permanece para sempre. Suas profecias se cumpriram, estão se cumprindo e cumprir-se-ão à risca. Deus conhece a história antes de ela acontecer. O próprio Deus que inspirou as Escrituras é quem dirige os destinos da história.
Em segundo lugar, as Escrituras são suficientes. Nada pode ser acrescentado às Escrituras. Ainda que um anjo venha do céu e pregue outro evangelho, além do que está registrado nas Escrituras, deve ser decisivamente rejeitado. Há dois desvios perigosos com respeito às Escrituras atualmente. O primeiro deles é o liberalismo teológico. Os teólogos liberais não creem na infalibilidade nem na suficiência das Escrituras. Aproximam-se dela não com fé, mas com suspeitas; não com humildade, mas com insolência; não com submissão, mas com rebeldia. Atribuem às Escrituras muitos erros. Afirmam que ela está cheia de falhas e que seus relatos históricos estão repletos de contradição. Afirmam que seus milagres não passam de mitos. Esses paladinos do engano e arautos da incredulidade retiram das Escrituras o que está nas Escrituras, atraindo sobre si mesmos a merecida punição de seu erro. O segundo desvio é o sincretismo religioso. Há muitos crentes que olham para as Escrituras como um livro mágico, usando-a apenas como uma espécie de amuleto religioso. Não a estudam com profundidade nem a aceitam como a única regra de fé e prática. Estão sempre buscando novas revelações e correndo atrás de novos sonhos e visões para nortear-lhes os passos. Se os liberais removem das Escrituras seu conteúdo, os adeptos do sincretismo acrescentam às Escrituras suas novas visões e revelações. Desta maneira, ambas as posições são um sinal de rebeldia contra Deus e uma evidência de insolente apostasia. Não precisamos de novas revelações. Tudo que precisamos saber para a nossa salvação, santificação e serviço está contido nas Escrituras. Devemos conhecê-la, obedecê-la e proclamá-la com fidelidade e senso de urgência.
Em terceiro lugar, as Escrituras são eficientes. As Escrituras não são apenas inerrantes e suficientes, elas são também eficientes. Elas realizam todo o propósito de Deus. Elas não voltam para Deus vazia. Elas são mais preciosas do que o ouro e mais doces do que mel. Elas são não apenas inspiradas, mas também úteis para toda a correção, repreensão e ensino. É por meio delas que Deus chama seus eleitos. É por meio delas que Deus santifica seu povo. É por meio delas que Deus consola seus filhos. É por meio delas que Deus fortalece a sua igreja e a equipada para cumprir sua missão.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

Copyright ©2011 Hernandes Dias Lopes. Todos os direitos reservados.

 

HERNANDES DIAS LOPES

Ezequiel designado Atalaia de Israel (Ez.3.16-21)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

 

Ezequiel Designado Atalaia de Israel (3.16-21)

3.16

Outra Etapa da Missão. O profeta teve sete dias de descanso e meditação. Então, o poder de Yahweh o pegou novamente. Agora chegara o tempo de agir, pois a mensagem tinha de ser entregue aos exilados. A comissão do profeta foi renovada e ele sentiu grande responsabilidade de agir como um herói. O Targum nos informa aqui que "a palavra de profecia" foi dada a Ezequiel, nesta experiên­cia; assim, ele ficou qualificado para agir como profeta de Yahweh.

3.17

Filho do homem. Yahweh frequentemente utilizou este título para referir-se ao profeta. Aquele fraco filho de homem seria feito o poderoso ataiaia de Israel. Cf. Is 56.10; Jr 6.17 e Os 9.8, onde o mesmo título é empregado. Os atalaias se posicionavam sobre os muros da cidade, sobre topos de colinas, às vezes sobre torres de água ou instalações militares, pois precisavam de visão panorâmica. O trabalho deles consistia em avisar o povo sobre a aproximação de qualquer perigo. Eles serviam como protetores do povo e trabalhavam em favor do seu bem-estar. Ezequiel tornou-se o atalaia espiritual do pequeno remanescente de judeus no cativeiro babilônico. Um Novo Israel estava sendo preparado por seus esforços. Seu trabalho era "pequeno", mas tinha grandes implicações. O ata­laia avisou o povo da chegada do julgamento, por causa de sua idolatria-adultério-apostasia. Ele deu instruções morais e espirituais. A figura do ata­laia será repetida em Ez 33.2-6. Ver também I Sm 14.16; II Sm 18.24-27; II Rs 9.17-20 e Is 21.6.

3.18

As advertências espirituais dos vss. 18-21 não se referem à alma e à condenação eterna em uma vida além do sepulcro, embora, comumente, intér­pretes utilizem este trecho com tal aplicação. Podemos fazer essa aplicação, porque as palavras são aptas a esse fim, mas o que está em pauta é a destrui­ção pelas mãos dos babilônios. As palavras podem incluir a ideia de desastres, pragas e revoltas da natureza, que massacram a vida humana. A vida prometi­da aos obedientes e convertidos seria tranquila e longa na Terra Prometida, onde os habitantes teriam o privilégio de promover o culto a Yahweh, fonte de todas as bênçãos. Em outras palavras, o texto se refere à salvação temporal, não espiritual.

Casos Específicos:

1. O primeiro caso estipulado é o do homem pecaminoso, rebelde, apóstata (coletivamente, Judá-Jerusalém); este ímpio recebe a advertência de Yahweh. Os babilônios trariam a morte, que chegaria na forma de um imenso massa­cre. Presumivelmente, o próprio profeta pereceria com o povo. Além dos ataques dos babilônios, haveria doenças, desastres naturais e uma variedade espantosa de calamidades. Mas nada, no trecho presente, fala sobre a alma e o julgamento do outro mundo.

É óbvio que este texto não menciona nada sobre o problema da segurança do crente, embora alguns intérpretes o utilizem desta maneira. "A referência aqui é obviamente à morte física" (Charles H. Dyer, in loc).

3.19

2. O segundo caso é o reverso do primeiro (vs. 18). Se o profeta cumprisse sua missão, mas os desobedientes permanecessem rebeldes e morressem nessa condição, ele entregaria sua vida por causas destas consequências. Cf. Is 49.4-5; At 20.26 e I Tm 4.16.

3.20

3. O terceiro caso é o do homem justo (segundo os padrões do Antigo Testa­mento, o homem que obedece à lei mosaica e participa do culto a Yahweh). Este homem cumpre seus deveres, mas finalmente abandona sua fé (como Judá fez quando correu atrás da idolatria de seus vizinhos). Este homem, ontem justo, agora é um ímpio como o resto da Judá apóstata; contra ele Yahweh agirá; sua bondade anterior não o ajudará nem um pouco. Com a iniquidade, ele anula sua condição anterior, cai e morre. Todavia, o ministro que o advertiu fica livre de sua culpa. O texto não se refere a um homem que ontem estava salvo, mas hoje está perdido, e, se morrer nesta condição, sofrerá julgamento eterno; esta é a interpretação de alguns ansiosos que querem um texto de prova para sua doutrina arminiana. O texto fala especifi­camente do golpe de morte do exército babilônico, que executou uma nação inteira e obviamente dos indivíduos daquela nação. A segunda morte não está em pauta.

Tropeço. Cf. Is 8.14; I Co 1.23; Rm 8.32-33; I Pe 2.8. A bondade que o homem praticou no passado não pode agir como um tipo de crédito, para evitar consequências desastrosas de uma vida pecaminosa presente. Ele não pode tirar algum dinheiro de seu banco espiritual e pagar os débitos de uma vida atual de apostasia. A Lei Moral da Colheita segundo a Semeadura garantirá que esse homem pague o que deve: ele morrerá.

3.21

4. O quarto caso é o do homem bom que se tornou melhor ainda. Os ensinamentos do profeta fiel o ajudaram; ele obedeceu aos mandamentos e agiu com justiça. Esse homem será poupado das calamidades que trazidas pelos babilônios. Ele também escapará aos castigos da natureza, não ficará doente, terá uma vida longa, saudável e próspera. É bom negócio ser bom. Cf. o sentimento do Novo Testamento:

Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo. (Hb 13.17)

 

Bibliografia A T I

Fonte: EBD AREIA BRANCA

 

Ezequiel Designado Atalaia de Israel

O atalaia silencioso Ez 3:16-27

 

O atalaia silencioso Ez 3:16-27

16-21. Assim como Habacuque se postou na sua torre de vigia (Hc 2:1), assim também Ezequiel é nomeado atalaia para o povo de Israel (17). A expressão empregada é literalmente: "Dei-te para ser atalaia," o que significa que a nomeação de Ezequiel como profeta para avisar os exilados acerca da sua ruína iminente era, na realidade, um ato de graça da parte de Deus. O termo atalaia era comum para os verdadeiros profetas de Javé (cf. Is 56: 10; Jr 6: 17; Os 9:8). A função deles era ficar alerta à situação em derredor deles, escutar a palavra de Deus sempre que ela vinha a eles, e repeti-la ao povo com exatidão. Inevitavelmente isto significava que, tão frequentemente como o contrário, os profetas agiam como mensageiros de julgamento para um povo pecador, e Ezequiel não era exceção. Sua mensagem dizia respeito às consequências sérias do pecado. Para o perver­so, ou seja, o homem que não temia a Deus e vivia uma vida de desafio aberto aos Seus mandamentos, sua mensagem era: Certamente morrerás (18). O justo também precisava de ser avisado: se estava se desviando do caminho da justiça, precisava de uma advertência tanto quanto o perverso, e ainda que estivesse conservando-se na sua justiça, continuava necessitan­do do ministério constante de ser advertido a não pecar. O santo precisa dos avisos do atalaia tanto quanto o pecador.

Dizer, no entanto, que Ezequiel, mediante as suas advertências, salvaria a sua alma (19, 21) é muito enganoso. A palavra hebraica nepes tem uma vasta gama de significados, desde "garganta" até "pessoa," mas signi­fica "alma" somente no sentido em que chamamos uma pessoa de "uma alma." O hebraico não tem conhecimento de alma como uma parte consti­tuinte do homem. O homem era nepes, uma pessoa, uma unidade. A RSV, portanto, tem razão em traduzir "tu terás salvo a tua vida."

O que se quer dizer com o justo (20)? Devemos tomar o cuidado de não atribuir a doutrina do Novo Testamento ao Antigo e interpretar esta palavra à plena luz da justificação paulina. O justo (heb. saddiq) era essencialmente o homem que demonstrava, pela sua vida virtuosa, lealdade à aliança. Nem é preciso lembrar que era obediente na realização das observâncias religiosas necessárias, mas os profetas do século VIII deixam claro que muitos as realizavam com entusiasmo, e estavam longe de serem justos. Mesmo assim, dentro da esfera da comunidade da aliança, que incluía todos os israelitas, alguns seriam considerados como "tendo justiça" diante do tribunal imaginário da justiça de Deus, e assim possuiriam a retidão (heb. sedeq), ao passo que outros seriam condenados e classificados com os perversos. Não havia nenhuma regra prática fácil para guiar o homem em fazer esta avaliação, e não podia, portanto, haver qualquer coisa que se aproximasse de uma doutrina cristã da segurança. Ser atrevido para com a aliança era conhecidamente o primeiro passo no caminho para a condenação. Reduzida a uma base mínima, a qualificação para a justiça era a observância dos Dez Mandamentos, as estipulações da aliança. Na prática, porém, estes eram bem pouco observados, e as exigên­cias cultuais da lei mosaica recebiam, proporcionalmente, muito mais consideração; de modo que cada um dos profetas tinha de reiterar as exi­gências morais e espirituais da aliança para o benefício de uma geração mal ensinada. Destarte, as exigências constantes da justiça de Deus eram expostas: "Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos: cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a cau­sa das viúvas" (Is 1: 16-17). Ou, ainda: "Buscai o bem e não o mal . . . Aborrecei o mal e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo: talvez o SENHOR, o Deus dos Exércitos, se compadeça do restante de José" (Am 5: 14-15). Ou, ainda: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça e ames a mise­ricórdia, e andes humildemente com o teu Deus?" (Mq 6: 8). Este não era nenhum ensino novo, pelo contrário, era uma chamada de retorno às exi­gências de Javé, o Deus de Israel, conforme a antiga aliança, que teve sua origem nos dias de Moisés e do monte Sinai. Era uma exigência de ações justas que refletiriam um coração (i.é, a totalidade da personalidade, abran­gendo a mente, a vontade, as emoções e as atitudes) humilde diante de Deus e um estado de paz (heb. sàlôm) com Ele. Tendo em vista este fa­to, fica claro que não se pensava na justiça como uma característica in­delével: podia ser por demais facilmente perdida, e então, os atos justos prévios do homem não valeriam nada.

O aviso que dizia que o perverso morreria tinha uma referência puramente temporal. Dentro dos limites de nossa compreensão, Ezequiel provavelmente não tinha um conceito claro sobre a ressurreição, e muito menos da vida eterna; e a ameaça inerente nesta palavra de advertência era que o perverso teria uma morte precoce ou violenta. A morte que vinha no fim de uma vida longa não era adversidade alguma, especialmente se o homem tinha filhos e netos para continuar seu nome após ele. Mas uma vida curta e um fim precoce eram castigos mesmo. Se isto acontecesse co­mo resultado da falta de profeta quanto a cumprir seu dever de advertir o perverso a se converter dos seus caminhos, Deus disse: O seu sangue da tua mão o requererei (18, 20). Esta alusão ao princípio expressado em Gê­nesis 9:5-6 subentende que, assim como o sangue de um homem assassina­do exigia a retribuição por meio do parente próximo vingar-se do assassino, assim também um homem que morria sem ser avisado em tempo seria con­siderado virtualmente a vítima de um assassinato cometido pelo atalaia que fracassara no seu dever. A questão é colocada metaforicamente, é cla­ro, mas nem por isso deixa de enfatizar a responsabilidade esmagadora con­fiada a Ezequiel. A responsabilidade do cristão no sentido de avisar uma geração perdida não é, por certo, menos aterrorizadora.

A palavra tropeço (20; heb. miksôl), como seu equivalente no grego do Novo Testamento, skandalon, significa uma "ocasião para tropeçar," ou literalmente, ou num sentido ético. Não indica aqui que Deus deliberadamente Se propõe a derrubar o justo e fazê-lo estatelar-se no chão, mas, sim, que deixa oportunidades para o pecado nos caminhos dos homens, de maneira que, se seu coração está decidido no sentido de praticar o pecado, poderão fazê-lo, e assim merecer a sua condenação. Não há nenhum sentido em que o tropeço é inevitável: sempre envolve a escolha moral, e havia, também, a palavra de advertência da parte do atalaia pa­ra indicar onde estavam os tropeços e o que eram.

22-27. Mais uma vez sob o efeito do êxtase, Ezequiel sai para o vale. A palavra significa literalmente uma "fenda," e, portanto, uma área entre montanhas: alguns a traduziriam uma "planície no vale." É muito possível que se refira a uma localidade específica que Ezequiel frequentava nos seus períodos de solidão, e era, sem dúvida, o lugar onde haveria de ter sua visão do vale (a mesma palavra) dos ossos secos (cf. 37: 1).

A frase a glória do SENHOR estava ali (23) resume, não somente uma parte, mas, sim, toda a visão que o profeta vira no capítulo 1. A lembrança que permanecia não era dos equipamentos do carro-trono celestial, mas, sim, dAquele que estava assentado sobre ele. Ezequiel também indi­ca que esta era uma localidade diferente daquela da sua visão original jun­to ao rio Quebar.

Não fica claro se esta visão adicional da glória do Senhor aconteceu quase imediatamente depois da sua comissão para ser atalaia, ou se, entre os vv. 21 e 22, houve um período em que Ezequiel profetizou de acordo com os termos que lhe foram dados. Se assim fizera, isto explicaria a apa­rente inversão da sua comissão que os versículos seguintes contêm. Falara a palavra de advertência da parte de Deus; não lhe prestaram atenção; por­tanto, agora foi ordenado a ficar confinado à sua casa, e silencioso. A dificuldade é que a cronologia destes primeiros capítulos quase não deixa tempo algum para isto. A diferença entre as datas de 1: 1 e 8: 1 é de so­mente um ano e dois meses, e se esse período deve incluir os 390 dias de ficar deitado sobre o lado esquerdo para o castigo de Israel (4: 5), so­bra pouquíssimo tempo para qualquer coisa senão um ministério brevís­simo como atalaia. Parece, portanto, preferível considerar 3:22-27 como o episódio final num período prolongado de comissionamento que durou vários dias, durante o qual aconteceram estas várias experiências culminan­tes, nas quais Deus falou para Ezequiel, e o curso e o padrão do seu minis­tério foram paulatinamente revelados. Seria improvável que um profeta, numa só teofania, obtivesse a compreensão, não só da sua chamada, como lambem da sua mensagem e da terrível responsabilidade da sua tarefa, e da maneira em que deveria cumpri-la. Para Ezequiel, tudo isto veio por eta­pas, e somente quando foi alcançada a última etapa é que foi conclamado a fazer seu primeiro pronunciamento público no drama simbólico das obras de cerco contra Jerusalém (4:1).

Aqueles que defendem um ministério abortivo entre estas duas se­ções argumentariam que a frase eis que porão cordas sobre ti (25) refere-se ou a restrições físicas impostas sobre Ezequiel por seus oponentes, ou, metaforicamente, ao silenciar dos seus oráculos por formas de oposição menos violentas mas igualmente eficazes. O mesmo tipo de interpretação não pode, no entanto, ser atribuído à profecia de sua mudez, e, portanto, é melhor pensar numa restrição auto imposta do que numa causada pela oposição aos oráculos anteriores. A RSV interpreta desta maneira ao to­mar o verbo "porão" como um plural impessoal, que denota voz passiva: "cordas serão postas sobre ti, e serás ligado com elas." É importante perce­ber que tanto o ligar com cordas quando a mudez "não eram para evitar o exercício da sua vocação, mas, pelo contrário, torná-lo apto para a reali­zação bem-sucedida da obra que recebeu (Keil). As limitações impostas sobre ele eram parte integrante da sua mensagem: eram uma demonstra­ção ritual ao povo de Israel que eram casa rebelde (26,27).

Farei que a tua língua se pegue ao teu paladar, ficarás mudo, e inca­paz de os repreender (26). O silêncio não deveria ser total: de vez em quando, Deus falaria com o profeta, e permitiria que passasse adiante uma men­sagem para seu povo. Esta mudez, portanto, não foi do mesmo tipo que aconteceu a Zacarias, pai de João Batista (Lc 1:20). Duraria um tempo limitado, até que a queda de Jerusalém fosse anunciada para os exilados cerca de seis anos mais tarde. Então chegaria ao fim (33:22). Outras re­ferências ao fato ocorrem em 24:27 e 29:21, mas em nenhum outro lu­gar. Neste Ínterim, Ezequiel teve chance de fazer muitos pronunciamen­tos, alguns em conjunção com suas mensagens silenciosas, encenadas, e outros como simples oráculos diretos. Em certa ocasião (20: 3) recusou-se a responder a alguns anciãos que vieram a ele "para consultar o SENHOR," mas não o fez sem dar uma explicação completa das razões para não sa­tisfazer a curiosidade deles. Noutras ocasiões em que os anciãos vieram pa­ra ele a fim de procurar seus conselhos, não há qualquer sugestão que não esperassem que ele lhes pudesse responder de maneira perfeitamente nor­mal (cf. 8:1; 14: 1). Já notamos várias sugestões no sentido de Ezequiel sofrer de catalepsia ou dalgum distúrbio nervoso grave, é já vimos que ne­nhuma explicação deste tipo, que introduz a disfunção orgânica ou psico­lógica, soluciona de modo satisfatório os problemas levantados por uma aceitação literal destas palavras. É muito mais satisfatório e realista enten­der que esta é uma mudez ritual, ou seja: uma recusa divinamente ordena­da de fazer pronunciamentos públicos, a não ser sob o impulso direto da palavra de Deus. Daquele momento em diante, Ezequiel seria conhecido unicamente como o porta-voz de Javé. Quando falava, era porque Deus tinha algo para dizer; quando ficava silencioso, era porque Deus estava si­lencioso.

As duas palavras hebraicas: hassõmêa' yismà', lit. "que o ouvinte ou­ça," ou "o que ouve ouvirá" (27), são o protótipo para a fórmula predileta do nosso Senhor: "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça." A mensagem falada visa confirmar os homens na sua atitude para com o Deus que a inspi­rou: ou a escutarão e obedecerão, ou a desconsiderarão e serão condena­dos. A resposta do ouvinte é ditada pelo íntimo do seu ser.

 

Bibliografia J. B. Taylor

Fonte:EBD AREIA BRANCA

 

O atalaia silencioso

ADOLESCENTES-LIÇÃO 12

segunda-feira, 20 de junho de 2011

 

 

Rev.Lições adolescentes Conteúdo adicional para as aulas de Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
A vida de Cristo na harmonia dos evangelhos

Lição 12 - Triplo Ministério

Um professor de ciências elementar era um rapaz...

Texto Bíblico: Mateus 9.27-36


O Salvador mão na massa

Um professor de ciências elementar era um rapaz que colocava a “mão na massa”. Ele ministrou a sua aula mais convincente em paleontologia enterrando um modelo em tamanho natural de um esqueleto de T-Rex, a um metro de profundidade em um campo. Cuidadosa e metodicamente, mas sempre com um elevado senso de descoberta, ele ensinou seus alunos como conduzir uma  autêntica escavação.
Para um exame do espaço sideral, esse mesmo professor ajudou aos seus alunos a construir um centro de comando e controle de naves espaciais na sala de aula [...].
[As lições de Jesus resultaram em exemplos práticos poderosos.] Quer estivesse alimentando uma multidão a partir de poucos pães e peixes, quer transformando água em vinho, Ele sempre foi cuidadoso em acompanhar os seus seguidores, de forma paciente e compassiva, ensinando-os a confiar, esperar, a “cavar um pouco mais fundo” no tocante a crer no Pai. Todos os seus sentidos estavam empenhados, quer Ele ensinasse no Templo quer escrevesse na areia.

Muitos líderes religiosos daqueles dias não foram  capazes de comover as pessoas porque a sua religião era arrogante e inacessível, e sua mensagem era de condenação. Mas Jesus, o filho de um carpinteiro, era o Messias que colocava a “mão na massa”. Pelo fato de receber os seus discípulos para comerem e orarem com Ele, e tocarem as suas cicatrizes sacrificiais, Ele chegou até eles. Para que uma criança [adolescentes] retenha a maior parte do que lhe é ensinado, o professor deve envolver toda a inteligência dessa criança [adolescente]. Uma experiência prática deixa uma impressão duradoura. Quando os seus alunos trabalharem ao seu lado, virem a alegria em seu rosto e ouvirem o entusiasmo em sua voz, você os alcançara de um modo novo e maravilhoso.” Graça Diária para Professores – CPAD.


Colocando a mão na massa
Divida a classe em grupos, entregue a eles folhas e canetas. Peça a eles para escolherem e escreverem na folha um louvor que gostem e que conheçam toda a letra. Observe para que não haja repetição dos louvores.
]Após a escolha comente que o ministério de Jesus era triplo: Ele ensinava, curava e libertava os oprimidos.
Peça para eles aproveitarem a melodia da canção escolhida e construírem uma nova letra (uma paródia). A canção deve falar de Jesus e de seu ministério terreno. Se possível peça a ajuda de um instrumentista para orientá-los. Observe se não há discordância com a Palavra de Deus.
Converse com o superintendente da EBD sobre essa tarefa e, aproveitando que é o encerramento do trimestre,peça um tempo para seus alunos se apresentarem para toda a igreja no próximo domingo.

 

CPAD - Escola Dominical

O Viver Cristão

terça-feira, 14 de junho de 2011

 

 

O Viver Cristão Ef 4.1-6.9

Depois de examinarmos as condições morais do mundo pagão, teremos melhores condições de reconhecer de que tipo de vida os efésios foram salvos e quais as tentações que os cercavam. Os divertimentos daqueles dias eram brutais e de­gradantes. Baixos padrões de comportamento eram ensinados nos teatros. Nos anfiteatros, escravos, cativos e criminosos lutavam entre si até a morte, para satisfazer o desejo do povo — ver sangue. O casamento perdera a sua santidade; era levianamente contratado porque era facilmente anulado. Crian­ças malformadas ou doentias eram abandonadas e expostas para morrer. A sociedade era indulgente para com o vício. "Desviar-se é humano" era o seu lema.

Para um grupo de pessoas habitantes, mas libertas de tal mundo foi que Paulo endereçou as suas exortações. Depois de descrever o caráter moral do mundo pagão (4.17-19), diz: "Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus". Noutras palavras, os efésios tinham aprendido outro padrão de conduta mediante o ouvir do Evangelho. O apóstolo menciona algumas das lições que aprenderam através da comunhão com Cristo.

I - A Abnegação (Ef 4.22)

"Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano". O "velho homem" se refere à natureza pecaminosa herdada de Adão. Essa natureza é corrompida e inspirada por desejos e concupiscências que colocam os homens numa armadilha e os destroem. A concupiscência pelo ganho leva à avareza; a concupiscência pelo prazer torna as pessoas sensuais. Cada desejo forte que deixa Deus de fora é uma "concupiscência". Essas concupiscências são "do engano" porque enganam as pessoas com brilhantes promessas de felicidade (Ec 2.1-11). O cristão deve lançar fora esses desejos assim como alguém tira uma roupa suja.

II - O Pensar Correto (Ef 4.23)

"E vos renoveis no espírito do vosso sentido". Como al­guém pensa no coração, assim é. Para vivermos corretamente, precisamos pensar de modo certo e ter atitudes corretas. Os pagãos imaginavam que seus deuses não se importavam como eles viviam porque, segundo a mitologia pagã, os deuses co­metiam os mesmos pecados que os homens. Tais pensamen­tos naturalmente levam a um viver corrupto. O cristão deve dirigir o seu pensar de acordo com o ensino do Novo Testamento. Então terá "a mente de Cristo".

III - A Vida Santa (Ef 4.24)

"E vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade". O "novo homem" se refere àquela qualidade santa do viver, que é o resultado da redenção. No princípio, Deus criou o homem à sua pró­pria imagem; aquela imagem foi danificada pelo pecado, mas é restaurada quando uma pessoa nasce de novo.

O "novo homem" está em contraste direto com o "ve­lho homem". Tendo sido libertado da sua vida antiga, o cristão deve rejeitar tudo aquilo que traz consigo o sabor daquela vida; tendo se tornado uma nova criatura em Cris­to, precisa cultivar aquelas graças e qualidades que perten­cem à nova vida (2 Co 5.17). Qual cerimônia é uma repre­sentação dessa verdade? (Rm 6.1-3; Gl 3.27; Rm 13.12,14).

IV - A Verdade no Falar (Ef 4.25)

"Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo". Uma mentira é algo falso que tem o propósito de enganar e tem um desígnio errado. E repre­sentar falsamente aquilo acerca do qual uma pessoa tem o direito de saber. Toda mentira, insinceridade e falsa repre­sentação dos fatos é totalmente inconsistente com a nova vida. Os cristãos devem falar a verdade integral sem distorção ou exagero; a palavra de um cristão deve ser a sua obrigação firme.

Notemos a razão para se falar a verdade: "Porque so­mos membros uns dos outros". Meu vizinho cristão perten­ce ao mesmo corpo ao qual pertenço, e qualquer coisa feita contra ele é feita contra mim. Será que o olho mentiria ao pé, dizendo que não há perigo, quando o olho o está ven­do? Ou será que o pé mentiria ao olho, dizendo que o ter­reno é firme, quando não é? A falsidade traz confusão aos relacionamentos humanos.

V - Bom Humor (Ef 4.26)

1. Quando a ira é certa. "Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira". Essas palavras dão a entender que há uma ira que não é pecaminosa. A primeira expres­são pode ser interpretada: "Não haja pecado na vossa ira". Registra-se que Jesus ficou zangado com a dureza do coração de certas pessoas (Mc 3.5). Essa indignação justa é necessária para um caráter cristão forte; aquele que ama a retidão e a realidade odiará o pecado e a hipocrisia. "Vós que amais ao Senhor, aborrecei o mal" (Sl 97.10). Sem existir esse ódio àquilo que é mau, o amor se tornaria flácido e sentimental.

2. Quando a ira é pecaminosa. A ira se torna pecami­nosa nas seguintes circunstâncias:

2.1. Quando é incapaz de ser governada, de tal maneira que qualquer ofensa imaginária ou coisa sem importância desperta a fúria.

2.2. Quando interfere com o amor. A ira justa é livre de ódio. Podemos odiar o pecado sem odiar o pecador.

2.3. Quando é permanente. "Não se ponha o sol sobre a vossa ira". O dia da ira deve ser o mesmo da reconcili­ação. A ira deve ser uma emoção breve, lenta a ser desper­tada e logo repudiada. Se a ira tem licença de permanecer na mente, produz inimizade, ódio ou vingança, coisas que são positivamente pecaminosas. Conservar no coração qual­quer rancor ou ressentimento é inconsistente com o discipulado cristão.

2.4. Quando é egoísta. O Senhor Jesus nunca se ressentia de ofensas pessoais contra Ele. Sua indignação se despertava contra o tratamento duro e injusto dado àqueles que amava. Uma boa parte da ira humana é puramente egoísta.

2.5. Quando dá a Satanás uma oportunidade para trabalhar. Satanás tem simpatia por um espírito ranco­roso e malévolo - é bastante semelhante ao dele. Se o mau humor e a falta de controle próprio conquista o coração, abre as portas para aquelas paixões diabólicas que são semelhantes a ele. Sentimentos irados dão ao diabo uma oportunidade para trabalhar.

VI - A Honestidade (Ef 4.28) Esse verso sugere três deveres:

1. A honestidade. O padrão cristão com respeito ao furto vai mais profundo do que o padrão popular. Todos consi­deramos como ladrão aquele que a lei condenou por furto. Mas, em outras formas, o furto é tão comum como o men­tir. Por exemplo, o vendedor que dá pesos e medidas in­completos é um ladrão. O trabalhador que deliberadamente negligencia o seu trabalho é um ladrão (ver 2 Sm 15.6 que descreve uma forma muito sutil de furtar). Como é que os homens furtam de Deus? (Ml 3.8).

2. O esforço. "Antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom" (cf. 2 Ts 3.11). Quem deu o exemplo? Leia At 20.33,34; Mc 6.3. A corrupção geralmente segue após a inatividade e a preguiça. O homem preguiçoso é usualmente mentiroso, descuidado e indigno de confiança.

3. A generosidade. "Para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade". Será que aqui Paulo pregava algo que não praticava? (ver At 20.35). A quem foram faladas estas palavras? (At 20.17). Nota-se que os cristãos têm que "fazer o que é bom", as contribuições generosas à caridade não com­pensarão os males das riquezas ganhas desonestamente.

VII - Conversação Santa (Ef 4.29,30)

O verso 29 pode ser explicado da seguinte forma: "Não permitam que palavras más venham a poluir os seus lábios. Falem apenas as palavras que ajudarão o progresso espiri­tual do seu irmão e que serão uma bênção para ele de acor­do com a sua necessidade". Que tipo de conversa é conde­nada? Palavras irreverentes que tratam levianamente as coisas sagradas. A zombaria que procura reduzir a nada o valor do nosso próximo. Conversa maliciosa que procura solapar outras pessoas. Palavras sugestivas de indecência. Palavras estultas, faladas numa tentativa de divertir.

Nossas palavras devem ser cuidadosamente escolhidas. Milton disse: "Uma palavra tem alterado um caráter, e um caráter já alterou um reino".

A conversa corrompida não somente danifica almas hu­manas, como também ofende a Deus. "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus". Entristecemos o Espírito quando fazemos aquilo que é repugnante a Ele, por exemplo, as coi­sas proibidas nos versos 25-32 e todo tipo de imoralidade. O resultado do entristecimento do Espírito Santo será o afasta­mento da sua presença e das suas bênçãos. Wesley conta que certa vez ficou em trevas espirituais ao falar mal de alguém.

"No qual estais selados, para o Dia da redenção". Quando um negociante efésio comprava madeira, colocava o seu selo nas toras e depois mandava o seu empregado ir buscá-las. O selo era sinal de propriedade. Aqueles que são sal­vos e se tornam a propriedade de Deus são selados com o Espírito Santo. Um dia, o Senhor virá buscar aqueles que selou. Então experimentarão a plena redenção na glorificação dos seus corpos, ficando eternamente na presença do Senhor.

VIII - Bondade (Ef 4.31—5.2)

"Toda a amargura [em pensamento, mentalidade e dis­posição], e ira [um estado tumultuoso da mente, do qual surge] ... e cólera [um sentimento firme de aversão ou ini­mizade], e gritaria [brigando com os oponentes e não dei­xando-os falar], e blasfêmias [maledicências, sujando a reputação alheia], e toda malícia [desejando o mal para outra pessoa] seja tirada de entre vós. Antes, sede uns para com os outros benignos [de doce disposição], misericordiosos [tendo dó das fraquezas e misérias de outros], perdoando-vos uns aos outros [não tratando os outros duramente por causa das suas faltas, lembrando-nos de que nós também temos faltas], como também Deus vos perdoou em Cristo [o motivo supremo para o perdão]".

"Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados [dEle]; e andai em amor". Não podemos nos tornar seme­lhantes a Deus na sabedoria, poder e soberania, mas pode­mos nos assemelhar a Ele no amor (Mt 5.43-48). Nosso amor se assemelha ao de Deus quando amamos os nossos inimigos e aqueles que são difíceis de amar.

"Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós [morreu em nosso lugar, Gl 1.4; 2.20; Tt 2.14; 1 Tm 2.6], em oferta e sacrifício a Deus [a oferta ressalta a ideia de presente, o sacrifício ressalta o pensamento da morte] em cheiro suave [algo agradável a Deus]" (cf. Gn 8.21). A obra inteira de Cristo e a bela atitude com que se ofereceu eram agradáveis ao Pai e asseguram uma bênção para todos aque­les que, pela fé, se tornam participantes do sacrifício.

IX - Ensinamentos Práticos

1. A verdade acerca da natureza humana. "O velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do enga­no". Pessoas de mentalidade moderna se queixam de que o quadro que a Bíblia nos dá a respeito da natureza humana é melancólico, e que é muito deprimente ensinar que a natureza humana é totalmente corrupta. No entanto, os seguintes fatos devem ser considerados:

1.1. A questão não é de ser melancólica a doutrina bíblica do homem; trata-se de averiguar se esta é a ver­dade. Quem conhece o seu próprio coração e o do seu próximo concordará que: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso" (Jr 17.9). Em perí­odos de guerra e revolução, as fornalhas vulcânicas que descansam no coração humano irrompem através da crosta de educação e civilização, e então ficamos sabendo que o quadro que a Bíblia pinta da natureza humana é verdadeiro. A guerra é um inferno, e a guerra nasce no coração do homem (Tg 4.1).

1.2. Se um médico sabe que pode curar uma doença, pode se permitir dar toda ênfase à gravidade dos sintomas. A Bíblia ensina a cura divina para o pecado e, portanto, revela toda a hediondez do pecado. Por outro lado, se um médico sabe que não pode curar uma doença, pode ser tentado a minimizar a sua importância, a fim de encorajar o paciente a aguentá-la. Aqueles que não conhecem cura alguma para o pecado são tentados a minimizar a sua se­veridade e a desculpá-lo.

1.3. O quadro bíblico da natureza é realmente brilhante, porque ensina que o pecado não é essencial ao homem, mas que entrou como intruso. Sendo assim, pode ser ex­pulso. Aqueles, porém, que negam o remédio para o peca­do querem alegar que ele é parte natural do homem, e excluem toda a esperança de libertação.

Nenhum livro descreve de forma mais sombria aquilo que somos do que a Bíblia, mas nenhum outro livro ofere­ce esperanças tão brilhantes quanto àquilo que podemos vir a ser mediante a graça de Deus.

2. Os apetites devem ser servos, e não mestres. Paulo fala em "concupiscências do engano". As "concupiscên­cias" são desejos de todos os tipos - pelo dinheiro, pela fama, pela comida, pela bebida, e por outras satisfações físicas. Alguém pode dizer: "Não é verdade que Deus me criou com esses desejos, e não é meu dever satisfazê-los?" A resposta é que foram feitos para nos servir, e não para nós servirmos a eles. São impulsos, e não gui­as. Nós fomos feitos para dirigi-los; não foram feitos para dirigir-nos. As locomotivas precisam de engenhei­ros e trilhos. Os impulsos humanos precisam da consci­ência e do raciocínio para guiá-los. E comum ver um cachorro abanando o rabo, mas seria triste ver o rabo abanando o cachorro! A posição dos apetites está debai­xo do nosso controle, e não assumindo o controle sobre nós. "O fruto do Espírito é... temperança" (Gl 5.22).

3. Somente Cristo pode purificar a alma. "Vos despojeis do velho homem... e vos revistais do novo homem". Os moralistas nos ensinam que precisamos afastar aquilo que há de mau em nossa natureza, mas não explicam como. Como pode uma coisa limpa surgir daquilo que é sujo? A natureza humana não tem poder para lançar fora o seu próprio pecado. Martinho Lutero empregava a seguinte ilus­tração: o coração humano é como um estábulo muito sujo. Carrinhos de mão e pás podem ser usados para remover parte da sujeira superficial, e sujam os corredores no pro­cesso. O que se pode fazer? Faça um rio passar por ele, e as correntezas levarão para longe toda a poluição.

Aqueles acúmulos de pecado multiplicados durante os anos e a maldade profundamente arraigada que manchou a nossa alma não podem ser purificados por nossos próprios esforços, mas só pela graça de Cristo, que perdoa e purifi­ca. Ele nos receberá e nos revestirá com as suas vestes de retidão.

Uma reforma de caráter afeta a forma, e não a substân­cia, dá novas feições à matéria antiga. A regeneração, pelo contrário, empurra para longe a vida velha infundindo uma vida nova que é divina e pura.

4. Forte e tenro. Certo escritor viu uma rocha enorme de granito duro - granito que podia desafiar os raios e ficar firme no meio da tempestade mais violenta. Do coração dela, porém, fluía uma fonte cristalina e refrescante de água bem doce. O cristão, na sua resistência contra o pecado, deve ser firme como uma rocha. Mesmo assim, deve fluir da parte dele uma corrente de bondade para com os outros. "Sede uns para com os outros benignos".

5. "Mais bem-aventurado é dar que receber''. "Antes trabalhe... para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade". Disse um rico a Paton, o herói missionário de algumas décadas atrás: "Orei ao Senhor para que Ele me dê sucesso". O missionário respondeu: "E Ele o deu ao senhor. Quão grande dívida tens com Ele! Qual vai ser o seu modo de pagá-lo?" O conselho de João Wesley era: "Ganhe o que puder. Poupe o que puder. Dê o quanto puder".

6. Não entristeçais o Espírito. O Espírito Santo frequentemente é descrito de forma impessoal como Fogo que purifica, Água que refrigera, Sopro que enche, Unção que é derramada, o Selo que preserva. Tais palavras apenas se referem às suas operações. Quanto à sua natureza, é claramente descrito como Pessoa que pensa, que exerce vontade e que sente. O fato de que é possível entristecê-lo comprova a sua personalidade, porque não podemos entris­tecer uma influência.

Por ele somos selados para o dia da redenção. Quando um selo fica em contato com um objeto, deixa ali a sua impressão. O Espírito Santo entra em contato com o nosso espírito e deixa ali a impressão divina. Ele foi enviado não somente para nos dar poder, mas também para nos tornar santos, amorosos, bondosos, pacientes, alegres, calmos e controlados. Essas são as influências que o Espírito traz às nossas vidas. Podemos ou cooperar com elas ou resisti-las. O pecado de qualquer tipo entristece o Espírito.

Bibliografia M. Pearlman

Fonte: EBD AREIA BRANCA

A PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO

 

 

A PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO

Quando nos enchemos da plenitude do Espírito Santo não há espaço para as obras da carne.

"E não vos embriagueis com vinho, em que há conten­da, mas enchei-vos do Espíri­to" (Ef 5.18).

A vida cheia do Espírito é uma vida de restrição moral, destituída das concupiscências car­nais. Encher-se do Espírito é ser ha­bitado por Ele em plenitude. Porém, também, demanda um processo con­tínuo e crescente de enchimento. É necessário possuí-Lo presente em nós de tal maneira que seja impossí­vel encontrar qualquer espaço para as obras da carne. Portanto, estar cheio do Espírito Santo significa que todo o ser do crente está sob sua di­reção, inspirado por Ele.

O apelo de Paulo a que sejamos imitadores de Deus é o pensamento central do texto em estudo. A moti­vação para imitarmos a Deus vem do fato de que somos seus filhos. E a tendência natural é que os filhos imitem os pais. Então, em que devemos imitá-Lo? Certamente em tudo. Po­rém, o texto nos direciona a duas áre­as especiais: o amor e a pureza. Cris­to nos amou e se entregou a si mes­mo em sacrifício por nós. Essa é a modalidade de amor que devemos imitar: amar uns aos outros com amor sacrificial. Quanto à pureza, Paulo conclui que a conservação da pureza moral é um dever do cristão. O crente que ama a Jesus foge das paixões carnais. E nosso dever como "filhos amados" imitar a Deus em sua natureza moral, isto é, em sua santidade, que deve influir em nossas atitudes para com Deus, para com os nossos semelhantes e para com nós mesmos. Se desejamos a pleni­tude do Espírito, devemos compar­tilhar do amor de Deus e de sua na­tureza santa.

O capítulo 5 da epístola aos Efésios é, na verdade, uma continuação do capítulo 4, que trata da conduta do crente no mundo. Neste edificante ca­pítulo a Bíblia Sagrada relaciona o modus vivendi do crente com a pessoa de Deus e sua santidade.

IMITADORES DE DEUS

1. Imitando a Deus como fi­lhos amados (v.l). A tradução li­teral de "imitadores" no original do Novo Testamento é "ser cópia", "copiar", "imitar alguém", "ser como alguém". Neste mesmo ver­sículo duas coisas se destacam: a paternidade de Deus, e sermos a sua filiação. A Palavra declara aqui que somos "filhos amados" de Deus, indicando a mais profunda relação familiar. Pelo milagre do novo nascimento, o Espírito Santo nos coloca dentro da família de Deus como filhos amados. O amor demonstrado pelo Pai nos inspira e deve ser a razão de nossa imita­ção. Ele nos amou com amor abnegado e nós devemos imitar esse amor (Jo 3.16; Rm 5.8).

2. Imitando o amor de Cristo (v.2). Temos aqui mais um impera­tivo divino para os seus: "Andai em amor". Esse imperativo deve moti­var nossa regra de vida. Se não fos­se o amor de Cristo, o que seria de nós? Seu amor nos conquistou e possibilitou o perdão de nossos pe­cados. "E se entregou a si mesmo por nós" é a expressão máxima do amor divino.

3. Repelindo as práticas car­nais (vv.3-5). Paulo lembra algumas práticas carnais do velho homem como prostituição, impurezas, cobi­ça, torpezas, parvoíces, chocarrices. São práticas indignas e alheias ao "novo homem". Todas duramente condenadas na Bíblia. Um crente que ama ao Senhor Jesus foge dessas paixões e procura viver vitoriosamente assistido pelo Espírito Santo (Rm 8.13; Gl 5.16,17).

ATITUDES CRISTÃS CORRETAS

1. Ações de graças (v.4). Sem­pre devemos ser agradecidos a Deus por suas bênçãos. A nossa salvação é razão suficiente para sermos sem­pre agradecidos a Deus. O testemu­nho da nossa fé perante o mundo pode ser expressado em "ações de graças".

2. Consciência de perigo e do juízo (vv.5,6). Somos aqui exorta­dos de que a salvação implica nossa fidelidade a Deus. A Bíblia fala aqui dos perigos que ameaçam a nossa fé e, por isso, devemos ter todo o cui­dado possível com aqueles pecados, porque nada impedirá o juízo de Deus sobre os que praticam tais pe­cados. A ira de Deus significa, aqui, a reação natural e automática de sua santidade contra o pecado (v.6).

3. Andar como filhos da luz (vv.8-14). Há um enorme contraste entre os que vivem em trevas e os que vivem na luz. Quem vive na incredulidade é "filho da desobediên­cia" (v.6); quem segue a Jesus é "filho da luz" (v.8). Os que andam na luz conhecem os perigos porque po­dem ver com olhos espirituais as ameaças.

4. Agindo como sábios (vv.15-17). Cautela e prudência são quali­dades indispensáveis na vida cotidi­ana do crente. Na sabedoria espiri­tual está a capacidade que o Espírito dá ao crente para perceber coisas que o ímpio não consegue ver nem sen­tir. O versículo 15 diz "não como néscios", isto é, agir com sensatez e responsabilidade. O versículo 16 diz que devemos "remir o tempo", ou seja, devemos administrá-lo com sabedoria, aproveitando o máximo dele.

5. Procurar conhecer a vonta­de de Deus (v.17). O grande proble­ma de muitos crentes em relação à vontade de Deus é que eles têm conceitos errados acerca dela. Deus não é determinista ou fatalista, no senti­do de que sua vontade tem de acon­tecer custe o que custar, não impor­tando o modo como ela se cumpre.

Deus, de várias maneiras, faz-nos conhecer a sua vontade, mas por nos­so livre-arbítrio é possível evitá-la ou não cumpri-la.

ENCHENDO-SE DO ESPÍRITO SANTO

Numa linguagem figurada a Bí­blia mostra que o crente deve encher-se de Deus na sua vida. Trata-se de um contraste entre a embriaguez com "vinho" e o "encher-se do Espírito". Na velha vida, a embriaguez é típica de pessoas tristes, vazias, amargura­das. As coisas desse mundo apenas embriagam e produzem mal-estar. A vida cristã tem outra forma de supe­rar as dificuldades, que é o "encher-se do Espírito". A palavra "conten­da", aqui, abrange a ideia de licenciosidade e desenfreio.

1. Por que encher-se do Espí­rito? (v.18). O Espírito é o dom su­premo de Deus à Igreja. Todos os outros dons são ministrados através dEle. O Espírito é que dá vida ao corpo de Cristo. Sem Ele não há vida. Uma vez cheia do Espírito a vida cristã se torna plena e o crente é habilitado a viver vitoriosamente. Se o encher-se de vinho conduz o homem ao deboche e à degeneração, o encher-se do Espírito conduz o crente a ter uma vida vitoriosa (2 Co 3.18).

2. As manifestações do Espíri­to no crente (v.19). A plenitude do Espírito na vida do crente o torna criativo, porque a presença do Espírito nele produz o que está no v.19 "falando entre vós em salmos, e hi­nos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração". "O versículo 19 fala de três tipos de louvor e adoração que re­sultam duma vida cheia do Espírito Santo. O primeiro tipo fala de sal­mos, referindo-se aos salmos de Davi, Asafe, Moisés, que contêm expressões proféticas acerca do Mes­sias, etc. A palavra salmos aparece no grego com o sentido de cânticos acompanhados por harpa ou outro instrumento musical. O segundo tipo fala de hinos que eram cânticos de louvor a Deus, mas entoados espon­taneamente, vindos do coração. O terceiro tipo de louvor era com "cânticos espirituais". Esse tipo tem sido interpretado de duas maneiras. Alguns acham que são aqueles cânticos poéticos regulares, previa­mente preparados para o louvor. Outros interpretam como sendo os cânticos produzidos no interior do espírito do crente cheio do Espírito Santo. (...) Esses 'cânticos espiritu­ais' são os cânticos do nosso espíri­to interior louvando espontaneamen­te ao Senhor, sem a interferência da inteligência, mas estritamente produzidos pelo Espírito Santo e ensina­dos ao espírito interior do crente."

Percebe-se, aqui, que a música realmente sacra tem uma relação muito estrita com Deus. Esses "cânticos espirituais" precisam ser reativados e renovados na vida devocional da igreja local. O Espírito habilita o crente a este tipo de manifestação espiritual que edifica e fortalece a fé da Igreja.

3. Resultados da plenitude do Espírito (vv.20,21). Quando somos cheios do Espírito desenvolvemos um "espírito de ações de graças". Ela é uma forma de demonstrar o nosso gozo espiritual. Quando estamos cheios do Espírito não temos dificul­dades para sujeitarmo-nos "uns aos outros no temor de Deus". Uma pes­soa carnal não se sujeita, mas quem está cheio do Espírito tem prazer em assim fazer, inclusive no sentido de contribuir, ajudar e consolar.

CONCLUINDO

Busquemos estar cheios do Es­pírito, vivendo e andando nEle. As­sim, estaremos experimentando a plenitude espiritual desejada por Deus para todos os crentes.

"Não devemos nos desvencilhar do poder da santidade. Deus nos purifica para nos transformar em vasos de bên­çãos. Os cristãos cuja vida é consis­tente e livre dos grilhões da carnalidade ficarão livres da condenação.

"Embora nem a idade nem a ex­periência sirvam de garantia de maturidade espiritual, o fruto do espíri­to a produz. A maturidade espiritual envolve melhor entendimento do Espírito de Deus e das necessidades das pessoas. Nessas condições, poderemos melhor exercer os dons. A maturidade aumenta nossa sensibi­lidade diante do Espírito Santo, a fim de compreendermos como operam os dons e quando são necessários. Perceberemos o equilíbrio, sem ir­mos a extremos. Procuraremos resul­tados a longo prazo, e não apenas bênçãos para o momento. Buscare­mos um reavivamento que perdura­rá até à vinda de Jesus.

"A maturidade espiritual ajuda-nos a ter bons relacionamentos com as pessoas. Passamos a compreendê-las melhor e a conhecer a melhor maneira de ministrar a elas. Deve­mos nos esforçar para alcançar a união. As pessoas, ao observarem nosso caráter e conduta, passarão a ter confiança em nós. A Igreja Pri­mitiva escolheu seus sete primeiros diáconos com base na sua 'boa re­putação' (At 6.3). Uma boa reputa­ção confirmada pelo próximo é crucial à plena liberação do Espírito no ministério aos outros e ao cresci­mento da Igreja."

'Enchei-vos'(imperativo passi­vo presente) tem o significado, em grego, de 'ser enchido repetidas ve­zes'. A vida espiritual do filho de Deus deve experimentar a renovação constante (Ef 3.14-19; 4.22-24; Rm 12.2), mediante enchimento repeti­do do Espírito Santo.

"O cristão deve ser batizado no Espírito Santo após a conversão (ver At 1.5; 2.4), mas também deve re­novar-se no Espírito Santo repetidas vezes, para adoração a Deus, servi­ço e testemunho (ver At 4.31-33).

"Experimentamos enchimentos repetidos do Espírito Santo quando mantemos uma fé viva em Jesus Cristo (Gl 3.5), estamos repletos da Palavra de Deus (Cl 3,16), oramos, damos graças e cantamos ao Senhor (1 Co 14.15; Ef 5.19,20), servimos ao próximo (Ef 5.21) e fazemos aqui­lo que o Espírito Santo quer (Rm 8.1-14; Gl 5.16ss.; Ef4.30; 1 Ts5.19).

"Alguns resultados de ser cheio do Espírito Santo são: (a) Falar com alegria de Deus, em salmos, hinos e cânticos espirituais (v.19), (b) Dar graças (v.20) e (c) sujeitar-nos uns aos outros (v.21)."

Bibliografia E. Cabral

 

FONTE:EBD AREIA BRANCA

 

A PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 9

segunda-feira, 30 de maio de 2011

 

 

Rev.Lições Pre -adolescente Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Embaraços que prejudicam a vida cristã

Lição 9 - EU quero, Eu quero!

A Primogenitura consistia em: liderança na adoração a Deus, chefia da família e porção dobrada da herança paterna...

Texto Bíblico: Gênesis 25.24,27-34

A Primogenitura (herança do primogênito) consistia em: liderança na adoração a Deus, chefia da família e porção dobrada da herança paterna (cf. Dt 21.17). Portanto, ‘negociar’ esse direito era desprezar as bênçãos do Senhor. Esaú nunca valorizou o privilégio de ser o primogênito. A Bíblia afirma que ele era profano (Hb 12.16). Todavia, Jacó demonstrou interesse por essa benção desde cedo, apesar de tê-la buscado de forma errônea.


Atividade

Você vai precisar de papel pardo ou cartolina, régua, canetas hidrográficas e fita adesiva.
Desenhe uma tabela conforme o modelo abaixo, fixe-a na parede da classe com auxílio da fita adesiva.
Converse com as crianças sobre pessoas gêmeas, explique que elas podem ter características físicas muito parecidas ou não. As atitudes, os gostos, as manias, etc. podem ser bem diferentes ou bem parecidas. Pergunte a eles se havia alguma diferença entre Esaú e Jacó, depois solicite que completem o quadro. 


CPAD - Escola Dominical

JUVENIS-LIÇÃO 6

domingo, 8 de maio de 2011

 

Rev.Lições Juvenis Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Os perigos do relativismo moral

Lição 06 - Geração Saúde

Portanto, toda nossa essência deve ser conservada pura, santa e agradável a Deus...

Texto Bíblico: 1 Coríntios 6.20

É obvio que devemos cuidar do corpo, todavia, a sociedade moderna, influenciada pela mídia, vem comentendo excessos nessa área. O que temos visto é um verdadeiro “culto à boa forma física”, onde os padrões estéticos ditados pelos meios de comunicação são cada vez mais altos e inatingíveis, levando milhares de pessoas às clínicas de cirurgias plásticas. Muitos, até mesmo crentes, na busca do corpo perfeito, deixam de comer ou se submetem ás dietas da moda, sem orientação médica, prejudicando a saúde.

[...] Fomos criados para a glória de Deus (Is 43.7). Portanto, toda nossa essência deve ser conservada pura, santa e agradável a Deus (Rm 12.1,2). Controlar o estresse, fazer uma caminhada, manter uma dieta equilibrada é essencial para a saúde física e mental de qualquer ser humano. Muitos pastores se descuidam da saúde física em razão de estarem sobrecarregados com diversas atividades, compromissos ministeriais, estudo, trabalho, família etc. O resultado disso é a incidência cada vez maior de obreiros com problemas cardiovasculares. De acordo com os especialistas, a melhor maneira de prevenir as doenças do coração é reduzir a exposição aos fatores de risco: obesidade, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol a vida sedentária. Cuidar do corpo é questão de bom senso.

 

TEXTO EXTRAÍDO DE “As Doenças do Nosso Século: As curas que a Bíblia oferece”. 3° Trimestre, Lições Bíblicas Mestre, Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 6

 

Rev.Lições Pre -adolescente Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Embaraços que prejudicam a vida cristã

Lição 06 - Duvidar? Jamais!

A fórmula de agradar a Deus é simples: confie e obedeça...

Texto Bíblico:  Gênesis 6.9-11,13,14,17,18,21,22


“ Assim fez Noé; conforme tudo o que Deus lhes mandou, assim o fez” (Gênesis 6.22).

Ponha-se as sandálias de Noé por alguns momentos. Você vê o mundo a sua volta tornando-se maligno cada vez mais. Deus então anuncia a você a intenção dEle de julgar a terra. Você pensa: “Já era hora de algo ser feito a respeito de toda essa falta de Deus!” Então, Deus lhe diz para começar a construir um navio grande o suficiente para abrigar sua família toda e representantes de cada espécie do reino animal!

À medida que você reflete sobre essas estranhas ordens, pondera as implicações: “Um barco a quilômetros qualquer sinal de água... O que meus vizinhos vão pensar? Como vou explicar isso à minha família? O que eu, um homem da terra, entendo sobre engenharia náutica?”

A resposta de Noé  para as recém-descobertas responsabilidades foi imediata. Gênesis diz – não uma, mas duas vezes – que Noé fez tudo de acordo com o que Deus lhe ordenou.

Sem racionalizar, sem reclamar, sem protelar. Noé foi direto ao trabalho.
Deus prometeu que nós nunca precisaremos construir uma arca de novo. Todavia, Ele nos pede certas coisas que nossa sociedade vai desprezar. O que seu estilo de vida diz aos vizinhos e amigos não-cristãos?

Você está vivendo uma vida de obediência como a de Noé? Escolha uma área de sua vida na qual você tem resistido a Deus e dê alguns passos em direção à obediência hoje. Você definitivamente terá uma consciência  clara, e suas ações certamente lhe proverão uma oportunidade de compartilhar sua fé com outros.
A fórmula de agradar a Deus é simples: confie e obedeça.


Texto extraído do livro 365 Lições de Vida Extraída de Personagens da Bíblia, p.11. Rio de Janeiro: CPAD.

ADOLESCENTES-LIÇÃO 5

domingo, 1 de maio de 2011

 

Rev.Lições adolescentes Conteúdo adicional para as aulas de Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
A vida de Cristo na harmonia dos evangelhos

Lição 05 - A tentação de Jesus

Disse um antigo estudioso: “Nada existe nada mais...

Texto Bíblico: Mateus 4.1-11

DISCERNINDO A NATUREZA DA TENTAÇÃO

Disse um antigo estudioso: “Nada existe nada mais fraco que o diabo desnudado”. Noutras palavras, a vitória sobre a tentação já é quase certa quando percebemos a sua verdadeira natureza. Se pudéssemos ver Satanás como realmente é, a malignidade da sua natureza materializada, a ele não seria possível tentar-nos, pois fugiríamos com medo e nojo. Por isso disfarça-se em “anjo de luz”. Se os homens pudessem perceber a verdadeira natureza do pecado e o fim que o encerra, fugiriam; razão pela qual costuma ele apresentar-se revestido com atrações e brilho. O pecado, descobrem tarde demais, pode ser doce no início, mas acaba em amargura.

Jesus repetidas vezes arrancou a máscara das tentações de Satanás. O Espírito do Senhor o enchera de conhecimentos e de temor do Senhor (Is 11.2,3). Ele foi rápido em sentir o cheiro de enxofre nas vestes de luz do tentador.


Também nós, com a sensibilidade adquirida pela oração e leitura da Palavra, seremos capazes de identificar Satanás rapidamente, sob qualquer disfarce, e perceber os seus truques.

Texto extraído da obra “Mateus: O Evangelho do Grande Rei”, editada pela CPAD.

A IGREJA, LUGAR DE VIDA

segunda-feira, 25 de abril de 2011

 

 

A igreja, lugar de vida

Rev. Hernandes Dias Lopes

A igreja é o povo chamado por Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, do pecado para a santidade, da perdição para a salvação. O homem natural está longe de Deus, é rebelde contra Deus, e está morto em seus delitos e pecados. Ninguém vem a Deus por si mesmo. Ninguém pode vir a Cristo se o Pai não o trouxer. É Deus quem opera no homem tanto o querer quanto o realizar. É Deus quem tira a viseira dos seus olhos e o tampão dos seus ouvidos. É Deus quem abre o coração e dá o arrependimento para a vida. É Deus quem dá a fé salvadora e justifica o pecador.
A igreja é o povo chamado do mundo para um relacionamento particular com Deus. Somos adotados na família de Deus. Somos filhos de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Fomos chamados para um lugar de vida e não para as sombras da morte. Fomos chamados para vivermos de forma abundante e superlativa e não para nos apresentarmos no palco do mundo com um arremedo de vida. Fomos chamados para a liberdade em Cristo e não para colocarmos novamente nosso pescoço no jugo da escravidão.
A igreja é um lugar de vida, e nós podemos usufruir essa vida abundante, por três razões:
Em primeiro lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o passado têm convicção de que seus pecados foram perdoados. Todo aquele que pela fé veio a Cristo, e o recebeu como Salvador, foi justificado e não pesa mais sobre ele nenhuma condenação. Com respeito à justificação foi liberto da condenação do pecado. Seus pecados foram cancelados. Sua dívida foi paga. A lei foi plenamente cumprida e as demandas da justiça satisfeitas. Quem está em Cristo é nova criatura. Recebe um novo coração, uma nova mente, uma nova vida, uma nova família, uma nova pátria. Nosso passado foi passado a limpo e fomos lavados no sangue de Jesus e, agora, temos uma nova vida, sem as peias da culpa.
Em segundo lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o presente têm convicção de que podem viver estribados no poder de Deus. Aquele que está em Cristo não está mais debaixo do poder do pecado. Não é mais escravo do pecado. O poder que opera nele não é mais o poder da morte, mas o poder da ressurreição. Nele habita plenamente a palavra de Cristo. Ele foi feito templo do Espírito Santo. Cristo habita em seu coração pela fé. Ele morreu para o pecado e, agora, está vivo para Deus. A suprema grandeza do poder de Deus está à sua disposição para viver vitoriosamente, pois com respeito à santificação foi liberto do poder do pecado.
Em terceiro lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o futuro têm convicção de que caminham para a glória. O nosso futuro já está determinado. E determinado não por um destino cego, mas pelo Deus onipotente. Aqueles que Deus conheceu, predestinou, chamou e justificou, a esses Deus também glorificou. Nossa glorificação é um fato futuro, mas na mente de Deus e nos decretos de Deus já está consumado. Não caminhamos para um ocaso lúgubre, mas para a eternidade bendita. Não marchamos para um túmulo gelado, mas para a ressurreição gloriosa. Não nos assombramos diante de um futuro incerto, mas gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. Receberemos um corpo semelhante ao corpo da glória de Cristo. Viveremos e reinaremos com Cristo por toda a eternidade. Deus, então, enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, porque com respeito à glorificação seremos libertos da presença do pecado.

 

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

 

NEWS MX - Rev. Hernandes Dias Lopes

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 04

segunda-feira, 18 de abril de 2011

 

Rev.Lições Pre -adolescente Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Embaraços que prejudicam a vida cristã

Lição 04 - Que preguiça!

Uma consequência importante do crescimento acelerado...

Texto Bíblico: Mateus 25.14,15,19-21,24,26

Energia e Cansaço
Uma consequência importante do crescimento acelerado é a alternância de períodos de energia e cansaço. Às vezes, adolescentes estão explodindo de disposição e não conseguem ficar sentados por dois minutos. Outras vezes, estão tão cansados que não conseguem fazer nada, mesmo após uma noite de dez a doze horas de sono. Não é incomum que essas alternâncias entre energia e cansaço aconteçam dentro de uma ou duas horas.

Assim como os bebês, eles dormem e comem muito, pois tanto crescimento requer bastante energia e pode deixá-los esgotados. Apesar de serem mais velhos, necessitam de mais tempo de sono do que precisavam quando menores. Podem parecer preguiçosos, mas, na verdade, sua resistência está baixa.


Saiba diferenciar preguiça de cansaço.
Nessa faixa etária, gincanas e jogos competitivos são apreciados por eles. Eles são uma excelente mão-de-obra na Casa de Deus.
Professor, sempre respeite o limite deles e, lembre-se que eles alternam: energia/cansaço.

JOHNSON, Lin. Como Ensinar Adolescentes: Descubra a  alegria de trabalhar Com eles. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 03

 

Rev.Lições Pre -adolescente Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Embaraços que prejudicam a vida cristã

Lição 03 - Amigo urso ou amigo irmão?

Roboão perdeu a chance de governar um reino pacífico e...

Texto Bíblico: 1 Reis 12.1-8

“Seguir um mau conselho pode causar um grande desastre.”
Roboão  perdeu a chance de governar um reino pacífico e unido por desprezar os conselhos dos sábios anciãos, que assistiram a seu pai, Salomão, para dar ouvidos aos mais jovens e inexperientes.

É muito importante ouvir atentamente os conselhos daqueles que têm mais experiência do que nós, pois são capazes de enxergar amplamente a situação. A Palavra de Deus nos exorta a não somente ouvirmos o que Deus nos diz, mas também, a obedecermos. Muitos desacertos poderiam ter sido evitados se Roboão tivesse obedecido a Deus, dando ouvido aos conselhos dos homens sábios.


Boa Ideia

Providencie uma cesta com livros. Depois a coloque sobre uma mesa e diga aos alunos para ficarem à vontade e escolherem o livro que eles mais gostarem ou acharem interessante para sua leitura.

Depois que todos estiverem com seus livros chame a atenção deles para fazer-lhe alguns comentários. Diga-lhes que poderão levar o livro emprestado e devolver no próximo domingo. Pergunte se eles gostaram de escolher o livro que melhor lhe agradou? Pergunte como vocês se sentiram? E’ bom escolher ao nosso próprio gosto? Comente que na vida estamos sempre diante de escolhas. Que alimento vamos preferir? Que roupa vamos usar? Para qual lugar queremos ir? E também de quem aceitar os conselhos para a nossa vida.

Não é verdade? A respeito de um rei que não prestou atenção ao conselho dos mais velhos preferindo dar ouvido a conselhos de tolos, é o que vamos ver em nossa lição, inclusive seus resultados (Texto e boa ideia, adaptado da Revista de Juniores,nº3 CPAD).