SUBSÍDIOS 2CORÍNTIOS-LIÇÃO 13

sábado, 27 de março de 2010



LIÇÃO 13

28 de março de 2010

SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS

TEXTO ÁUREO
“Examinai-vos a vós mesmos se permane
ceis na fé; provai-vos a vós mesmos”
(2 Co 13.5a).

VERDADE PRÁTICA

Uma das responsabilidades pastorais
e disciplinar a igreja com amor, a fim
de que está desenvolva-se espiritual
mente saída.

HINOS SUGERIDOS 298, 305, 340

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Refletir a respeito da firmeza e determinação do apóstolo Paulo.
Compreender que o objetivo da disciplina na igreja é edificar moral e espiritualmente as pessoas, e não destruí-las.
Saber que o amor fraternal deve prevalecer na vida do cristão autêntico.

INTERAÇÃO

Com a graça de Deus, chegamos mais uma vez ao final de um trimestre. Quando terminamos de lecionar uma lição já alegramos, não porque concluímos uma lição, mas alegramos porque aprendemos algo novo. Imagine terminar um trimestre que alegria não será? Quantas coisas novas não aprendemos?Quantas coisas que tínhamos esquecidos e agora foram lembradas?
As necessidades, as dificuldades, as lutas e os problemas da igreja de Corinto, são também as mesmas dos nossos dias na igreja. A diferença está no tempo e na cultura.
Também podemos dizer que as soluções são as mesmas. E isso muito nos alegra, pois encontramos na igreja de corinto muitos problemas, mas também encontramos muitas soluções ministradas pelo apóstolo Paulo.
Acreditamos que não há igreja sem problemas. Também acreditamos que não há igreja cujos seus problemas não possam ser resolvidos, e isso com a graça de Deus.


INTRODUÇÃO

O apóstolo Paulo, ainda continua sua defesa, mas agora, o faz de maneira solene, chamando os irmãos coríntios à responsabilidade. Ele não os avalia, mas faz com que os coríntios avaliem a si mesmos, bem como o seu ministério entre eles.
Agora o apóstolo está mais confiante para uma terceira vista à corinto. Tendo em vista, que sua primeira vista não foi nada boa, ele agora adverte aos coríntios para se preparem para sua terceira vista, e isso ele faz de maneira pastoril.


“Ao se aproximar do fim dessa epístola, o zelo de Paulo pelos corintos parece aumentar. Ele deseja o melhor para os seus filhos na fé. Repete três vezes “receio” (11.3; 12.20,21). De que teria medo? Que seus queridos coríntios não se mantivessem fiéis a Cristo e ao puro Evangelho da salvação pela fé.” (Hoover, Reginaldo Thomas. 1 e 2 Coríntios.RJ.CPAD,1999,p.204).

O apóstolo Paulo, defendeu seu ministério vigorosamente desde o primeiro capítulo até o final desta epístola. Na defesa de seu ministério, o apóstolo ataca vigorosamente aos seus opositores fraudulentos, aqueles que tentavam desacreditar a autoridade apostólica de Paulo.
Essa defesa, não era em prol de si mesmo, mas, sobretudo em prol dos irmãos coríntios que estavam sendo enganados pelos “falsos apóstolos”, que tentavam desviar os coríntios da sã doutrina ensinada pelo apóstolo Paulo.
Daí a necessidade do apóstolo defender seus filhos na fé. Ele revela uma atitude paternal em relação aos coríntios, pois foi ele quem fundara aquela igreja.

I.PREOCUPAÇÕES PASTORAIS DE PAULO (12.19-21)

1.Defender seu apostolado em Cristo. (v.19).
Como tínhamos dito supra, Paulo não está defendendo a si mesmo, mas sim os coríntios dos falsos apóstolos que os tenta desviar da sã doutrina por ele ensinada.

É interessante observar que

“Os problemas que Paulo trata na primeira carta aos coríntios foram criados por membros da congregação local. Os problemas que ele trata na segunda carta foram criados por gente de fora, por intrusos da Palestina que pregavam um “evangelho diferente” (2Co 11.4) e que procuravam fortalecer seu controle sobre a jovem congregação com vigorosos ataques sobre a autoridade de Paulo.”(Richards,O.Lawrence.Comentário Histórico-Cultural do N.T.RJ:CPAD,2007,pp.392).

Como bem escreveu Thomas Reginald Hoover,

“O amor que Paulo sentia por Cristo e sua igreja transparece por toda essa eloqüente defesa do seu ministério. As acusações dos falsos apóstolos provocavam não somente essa autodefesa por parte de Paulo, mas também sua expressão de lealdade e devoção aos crentes coríntios. Paulo se refere aos seus sofrimentos, viagens e experiências espirituais. Expressa o seu zelo e preocupações pelas igrejas fundadas por ele. Nos capítulos 11 e 12, vemos a vida íntima do apóstolo e algo do preço pago por ele na realização do ministério que Deus lhe dera. A exceção do próprio Cristo, nenhuma outra personalidade no Novo Testamento se abre para nós com tamanha intimidade.”
(Hoover, R. Thomas. 1 e 2 Coríntios.RJ.CPAD,1999,pp.199,200).

Sua defesa, portanto, tinha por objetivo provar à igreja que Deus era o seu juiz, e sua comunhão com Cristo dava-lhe autoridade para pregar e representá-lo na terra.


2. O temor de Paulo em relação à igreja de corinto (v.20).

Paulo tinha um zelo muito grande pela igreja de Corinto. Assim com um pai cuida de seus filhos e tem especial amor por eles, assim era Paulo para com a igreja de Corinto. Isto é apresentado exatamente pelas palavras seguintes: Pois sou zeloso a vosso respeito, tendo um zelo piedoso, pois vos noivei com um só esposo para vos apresentar a Cristo como uma virgem pura; eu temo que, de alguma maneira, como a serpente com sua astúcia enganou Eva, vossas mentes possam ser desviadas da simplicidade a Cristo. Aqui Paulo não se refere ao ciúme do esposo, mas ao zelo oficial do paraninfo, ou do padrinho de casamento, o qual, entre os judeus como também entre os gregos, dispunha o noivado e tornava em ponto de honra ver que as virgens eram corretamente instruídas e preparadas para a vida no casamento, o qual, acima de tudo, zelava pelo fato que a castidade delas fosse imaculada. Por isso Paulo insinua que o atual estado de coisas em Corinto lançava dúvidas sobre sua honra, como senão tivesse bem seu trabalho, como se não tivesse sido zeloso.
Paulo, porém, expressa um profundo desapontamento e temor, a saber, que a pureza e virgindade imaculada, da qual tanto se orgulhou, podem ter sido corrompidas pela ação dos falsos mestres, que suas mentes podem ter sido desviadas da simplicidade e sinceridade para com Cristo, assim como a serpente enganou completamente Eva por meio de suas muitas artes, Gn. 3. Assim como no jardim do Éden, Satanás, o tentador da humanidade, está constantemente ativo, enganando e seduzindo à crença falsa, desespero e outra grande vergonha e vício. Paulo temeu que isto tivesse acontecido em Corinto, pois pareceu que os membros dessa congregação se houvessem mostrado muito dispostos para escutar a ensinos falsos; que suas mentes já não estavam mais dirigidas para Cristo em singeleza de coração,
mas, ao contrário, estivessem dando atenção à voz do tentador. Paulo, em resumo, quer dizer: “Mas uma coisa me preocupa e me leva a ter cuidados, sim, estou cioso e zeloso a vosso respeito (mas com zelo santo, não de raiva ou de ódio), que não vos entregue a ninguém outro; pois a nada temo tanto como o fato que o diabo vos corteja para longe de Cristo.


3. A situação da igreja de Corinto. (v.20,21).

Na primeira epístola, Paulo tinha instruído os corintos sobre muitos assuntos. E muitos problemas que havia tais como: invejas, pendências judiciais, brigas, divisões, difamações, e imoralidade sexuais, aparentemente forma resolvidos.
A igreja passou algum tempo bem espiritualmente até chegar os “falsos apóstolos”, vindo de Jerusalém para incomodar esses crentes que acabara de se reerguer dos problemas anteriores de partidarismos.
A igreja de Corinto nesse momento estava vivendo uma situação muito difícil. Pois, agora, o problema vem de fora pra dentro da igreja, isto é, os falsos obreiros não eram da igreja de Corinto, mas de Jerusalém, de onde se esperava apoio espiritual e consolo. Esses “falsos apóstolos” trouxeram para igreja de Corinto muitas dores e problemas. Não somente para igreja, mas também ao apóstolo Paulo.
Observando a situação na igreja de Corinto, nem parece que ela era uma igreja espiritual cheia de dons espirituais. Essa é a realidade também em nossos dias, muitas igrejas saturadas das manifestações carismáticas, mas cheias de problemas morais e espirituais.
Isso também nos ensina que as manifestações carismáticas, não são garantias de espiritualidade e maturidade cristã autênticas. Deve sim, haver um equilíbrio entre os dons espirituais e os ensinos da Palavra de Deus. A palavra de Deus é o elemento controlador e equilibrador de todas as manifestações na igreja.
Paulo agora estava diante duma situação difícil, disciplinar a igreja, e se achava na obrigação de fazer isso, mas com amor.


II. O PROPÓSITO DA DISCIPLINA DA IGREJA POR PAULO (12.21; 13.2-4).

1. Promover a paz e o arrependimento dos pecadores (vv.12.21; 13.2).
A disciplina é necessária na igreja local. Sem ela não há ordem nem decência no culto ao Senhor. E sua importância não fica apenas aos cultos, mas em todas as áreas da nossa vida, quer espiritual, social, ou psicológica. Precisamos receber a disciplina como algo saudável e benéfico.
A disciplina aplicada por Paulo aos coríntios, não foi uma disciplina severa, com rigor como parece ser. Pelos menos, é isso que deixa subentendido, quando ele diz: “digo aos que antes pecaram e a todos os mais que, se outra vez for não lhes perdoarei”, mas então acrescenta, “visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim”. A seguir, Paulo diz: “(Cristo) não é fraco para convosco; antes, é poderoso entre vós”. (13.2,3).
Paulo não usou de brutalidade, nem de autoritarismo para com os coríntios, antes os ensinou a viver e reconhecer o verdadeiro evangelho da graça.

2. Afirmar o caráter cristão de seu apostolado (13.2,3).
Paulo ao defender seu apostolado, ele na verdade, estava afirmando a sua autenticidade em Cristo. Nos capítulos 10-13 o apóstolo apresenta as respostas especificas de seu apostolado e sua verdadeira origem.
O árduo trabalho de Paulo, seus sofrimentos, sua profunda preocupação com as igrejas, e o fato de que Deus trabalhou poderosamente por meio dele, apesar de sua evidente fraqueza – são as evidências convincentes do caráter de seu apostolado.

CONCLUSÃO

“Paulo amou os coríntios ao ponto de sacrificar-se por eles. Em vez de depender do sustento deles, fabricava tendas enquanto pregava e ensinava, até receber ofertas de outras igrejas. Como é eloqüente a declaração de 2 Coríntios 12.15: “ Eu, de muita boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas”. Paulo era um autêntico seguidor de Cristo!” (Hoover, R.Thomas)

“A liderança espiritual na igreja de Jesus Cristo é papel desafiador, não somente para o líder,mas também para toda a congregação. Freqüentemente nossa visão de liderança é terrena, e tem muito mais em comum com a abordagem dos críticos de Paulo do que com a abordagem que Paulo esquematiza nesta epístola.” (Richards O.Lawrence).









Bibliografias:


-Richards O. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2007.
-Hoover Reginaldo Thomas. Comentário Bíblico 1 e 2 Coríntios.RJ:CPAD,1999

SETOR EDUCAÇÃO CRISTÃ CPAD-LIÇÃO 13

segunda-feira, 22 de março de 2010





Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios - "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010



Lição 13 - Solenes advertências pastorais


Leitura Bíblica em Classe

2 Co 12.19-21; 13.5-11

Introdução

I. Preocupações pastorais de Paulo (12.19-21)
II. O propósito da disciplina da igreja por Paulo (12.21; 13.2-4)
III. Algumas recomendações finais (vv.5-11)

Conclusão

Tema do Subsídio

COMENTÁRIO SOBRE 2 Co 13.1-4

Prezado professor, estamos encerrando o 1º trimestre de 2010. Recapitule os pontos importantes das lições ao longo do trimestre. Para o subsídio de hoje, expomos um comentário dos vv. 1-4 de 2 Coríntios onde o assunto da disciplina é tratado de forma minuciosa.

Paulo Adverte Quanto a Uma Possível Disciplina (13.1-4)

Tendo declarado seus temores pessoais sobre a esperada terceira visita, Paulo assume a postura autoritária de um apóstolo e profere uma severa advertência. Os coríntios podem estar certos de que a verdade será descoberta e revelada. Para sustentar seu ponto, o apóstolo cita uma parte de Deuteronômio 19.15: “Por boca de duas ou três testemunhas, será confirmada toda a palavra”. A que Paulo está se referindo quando menciona as “duas ou três testemunhas” é incerto. Será que teria três indivíduos em mente: a si mesmo, a Timóteo, e Tito – todos três que eram conhecidos em Corinto e que poderiam dar testemunho da verdade? Será que teria em mente a convocação de uma assembleia na presença da igreja (veja 1Co 5.3-5; cf. Mt 18.15-17)?
O mais provável, a luz do versículo 2, é que Paulo veja as testemunhas como suas advertências. Como indicado acima, havia proferido uma advertência (provavelmente através da sua primeira carta) contra “aqueles que dantes pecaram” (cf. 12.21). Lembra então aos coríntios que lhes havia dado outra advertência quando esteve com eles pela segunda vez (isto é, durante a “visita dolorosa”). Agora repete esta advertência pela terceira vez, “estando ausente”. Os coríntios estavam amplamente prevenidos; chegou a hora dos embusteiros apostólicos e seus partidários (“qualquer dos outros”) serem chamados a prestar contas. Estes impostores escarneceram da mansidão de Paulo (10.1), e, de modo incrível, os coríntios não apenas suportaram seu uso abusivo da autoridade (11.20), mas estavam impressionados por isto. Aparentemente identificaram esta exibição exterior de autoridade como prova do apostolado (como prova de que Cristo estava falando através deles). Em termos direitos, Paulo lhes diz que se estiverem procurando este tipo de evidência encontrá-la-ão em sua visita iminente, quando não poupará ninguém. Afinal, o Cristo que fala através de Paulo não é fraco, mas uma força poderosa entre eles (13.3).
Mas o falso critério que os falsos apóstolos e seus seguidores insistem afirmar como sendo o correto para o apostolado, os trai, expondo a ignorância deles a respeito daquilo que é necessário para ser um servo apostólico de Cristo. Além do mais, revela uma falha trágica em sua fé e na compreensão do próprio evangelho. Afinal, foi através da fraqueza da cruz que Deus manifestou seu poder de ressurreição, tornando-o disponível a todo aquele que se identificar com Cristo (v.4). Cristo humilhou-se voluntariamente e assumiu a fraqueza de uma existência humana a fim de obedecer a vontade de Deus, até mesmo a ponto de morrer em uma cruz (Fp 2.8). Paulo escolheu seguir o exemplo de Jesus, que, como um cordeiro levado ao sacrifício (Is 53.7) não executou qualquer tipo de retaliação contra seus opressores, mas confiou em Deus para o vindicar (53.11,12). Mesmo vivendo Cristo agora através do poder da ressurreição, Paulo, embora fraco aos olhos de outros homens, vive pelo Espírito (2 Co 3.3,6,8) para servi-lo no poder do Cristo ressuscitado.(extraído do Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 2ª ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004).

Reflexão:

“A Igreja é “a luz do mundo”, que afasta a ignorância moral; é o “sal da terra”, que o preserva da corrupção moral. A Igreja deve ensinar aos homens como viver bem, e a maneira de se preparar para a morte. Deve proclamar o plano de Deus para regulamentar todas as esferas da vida, da sociedade, deve ela levantar a sua voz de admoestação. Em todos os pontos de perigo colocar uma luz como sinal de perigo.”

(Myer Pearlman)

ENSINADOR CRISTÃO - LIÇÃO 13







LIÇÃO 13




SOLENS ADVERTÊNCIAS PASTORAIS


O apóstolo Paulo termina aqui sua Carta, fazendo suas últimas observações e dando suas recomendações para que os crentes sejam aperfeiçoados em santidade, olhem para si mesmos e aprendam a ser pessoas alegres em Deus.

A motivação dos escritos do apóstolo Paulo: Ele mostra a verdadeira intenção que tinha para com os coríntios: a santificação destes. “cuidais que ainda nos desculpamos convosco? Falamos em Cristo perante Deus , e tudo isto, ó amados, para vossa santificação”, 2Co 12.19. Há obreiros hoje, como os acusadores de Paulo em Corinto, que possuem motivações espúria em relação ao ministério e à pregação do Evangelho. Desejam dominar o rebanho, humilham os congregados, pregam um Evangelho diferente daquele descrito nas Sagradas Escrituras, não tem amor pelo rebanho e agem com violência quando lhes convêm. Isto em nada conduz as pessoas à santidade nem as aproxima de Deus.
Paulo tinha por objetivo a edificação daqueles crentes e vê-los separados para Deus, o verdadeiro sentido da santidade, era a recompensa do apóstolo.

Olhando para si mesmos. A auto-análise sempre foi necessária na vida cristã. Deus nos convida e incentiva a que olhemos para nós mesmos e utilizemos nossas consciências com o objetivo de ver onde estamos agindo de forma certa ou errada, se nossas motivações e atitudes estão coerentes com que pregamos. Por ocasião da Santa Ceia, a recomendação é que cada um examine a si mesmo, para depois participar do evento. “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos...Se não é que já estais reprovados”,2Co 13.5.

Coisas importantes na vida cristã. “Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco”, 2Co 13.11. Paulo fala que seu motivo para escrever é que a igreja seja perfeita em santidade, e manda que os crentes coríntios sejam pessoas alegres.
Santidade não está divorciada da alegria, como algumas pessoas pensam. É possível e totalmente recomendável que a alegria e a santidade andem juntas, pois isto alegra o coração de Deus. Santidade não é sinônimo de um rosto quase triste, como se a face circunspecta e aflita indicasse maior aproximação entre a pessoa e Deus. O salmo 32.11 diz: “Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justo; exaltai, vós todos que sois retos de coração”, Sl32.11. Como diz a Palavra de Deus, os justos e retos de coração tem motivos de estar alegres no Senhor. Outra coisa importante é a consolação, o pensamento dentro do mesmo propósito e a convivência pacífica, para que Deus esteja conosco. Deus não aprova a divisão nem a falta de apoio de uns para com os outros em momentos de aflição.


*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

ENSINADOR CRISTÃO - LIÇÃO 12








LIÇÃO 12



VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR


Seguindo a seqüência de lições, observamos que Paulo defende seu ministério e mostra o quanto trabalhou e sofreu em prol do Reino de Deus. Mas em meio aos seus trabalhos e lutas, Paulo partilhou de momentos que nenhum apóstolo participou, como ser arrebatado e conhecer coisas sobre os céus. É evidente que um tipo de conhecimento como esse deixaria qualquer pessoa cheia de si, e nesta lição, veremos o recurso de Deus para que o apóstolo não fosse uma pessoa soberba diante das revelações que teve da parte do Senhor.

Ele começa o verso 1, do capítulo 12 de 2 Coríntios, dizendo do que não era conveniente gloriar-se por causa dos desafios que teve de enfrentar. Suas lutas haviam sido recompensadas com uma mostra do que o aguardava quando terminasse sua carreia: o céu. Ele esteve no paraíso e viu, como o próprio texto diz, coisas que ao homem não é lícito falar. É evidente que muitas coisas que Deus mostra a alguns de seus servos não serão compreensíveis a todos os outros filhos do Reino, mas mesmo grandes revelações atraem para si grandes responsabilidades. Uma grande chamada é acompanhada de igual desafio à sua concretização. O desafio de Paulo não era guardar a excelência da revelação, mas manter-se útil diante de Deus e com humildade.

As revelações eram maravilhosas. Quem pode mensurar a parcela da Eternidade que ficou à disposição da mente de Paulo? E quem pode mensurar a possibilidade de um homem como Paulo se tornar uma pessoa arrogante por causa da grandiosidade do que tinha visto quando foi arrebatado? Nós não podemos mensurar, mas Deus pôde. E com a permissão divina, Deus utilizou-se de um expediente que manteria Paulo dentro do padrão desejado por Ele: o famoso espinho na carne.

A bíblia não especifica a espécie de “espinho na carne” ao qual Paulo foi submetido (algumas pessoas dizem que foram as marcas dos açoites e as conseqüências destes para a saúde de Paulo; outros dizem que era a aparência dele, ou o provável problema de vista, pois quando foi curado da cegueira que lhe fora acometida na estrada de Damasco, caíram de seus olhos algo como escamas). Ele não se preocupa em detalhar a natureza do espinho, mas diz a sua causa: “Para que eu não me exaltasse pelas excelências das revelações... um mensageiro de Satanás, para me esbofetear”, 2Co 12.7.
Quando alguém quer ferir uma pessoa, usa a agressão, mas, quando quer humilhar essa pessoa, dá um tapa em seu rosto.
Esse era o objetivo do espinho permitido por Deus na carne de Paulo: Não permitir que Paulo se achasse melhor que qualquer outra pessoa pelas revelações que teve. Aquela era uma prova caba de que Deus amava seu servo e que desejava usá-lo ainda mais, mas que era preciso que Paulo mantivesse com humildade o conhecimento que recebera.



*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

SUBSÍDIO 2CORÍNTIOS -LIÇÃO 12 (ENSINO DOMINICAL)

sábado, 20 de março de 2010





LIÇÃO 12

Visões e Revelações do Senhor


por

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Instruir a igreja quanto às experiências espirituais, destacando que essas, além de não serem credenciais do apostolado genuino, devam ser respaldadas pela Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO

Os falsos apóstolos de Corinto argumentavam, contra Paulo, que esse não tinha recebido visões do Senhor, uma credencial considerada relevante para eles. Na lição de hoje, o Apóstolo, devido à exigência da situação, narra, com modéstia e sutileza, as visões e revelações que teve do Senhor. Em seguida, mostra que, para que ele não se vangloriasse delas, o Senhor lhe pôs um espinho na carne. Ao final, destacaremos o caráter altruísta do ministério apostólico de Paulo.

1. VISÕES E REVELAÇÕES

Não convém a Paulo se gloriar, por isso, ele o faz constrangido, devido às exigências da situação. É nesse contexto que o Apóstolo resolve repassar as visões e revelações que recebeu do Senhor. A primeira, e certamente a mais importante delas, ocorreu na estrada de Damasco, quando Paulo se encontrou com o Senhor Jesus (II Co. 12.1; At. 22.6-11). Posteriormente, Paulo teve uma visão do homem da Macedônia que o chamou para ajudar (At. 16.9,10). O próprio evangelho que Paulo pregava, conforme ressaltou aos crentes da Galácia, lhe havia sido revelado (Gl. 1.12), bem como as revelações escatológicas provenientes de Deus (Ef. 3.3-5; I Co. 2.9,10; I Ts. 4.15). Certamente Paulo teve outras revelações do Senhor, mas resolve destacar uma para confrontar seus opositores. Narra que, há quatorze anos, um homem, referindo-se a ele mesmo, mas utilizando-se de modéstia, que havia sido arrebatado até ao terceiro céu. É digno de destaque que Paulo utiliza, aqui, o mesmo verbo grego harpazo de quando se refere ao arrebatamento da igreja (I Ts. 4.17). Talvez, por isso, o Apóstolo não tenha certeza se esse arrebatamento se deu no corpo ou fora dele. Ao ser levado para o paraíso, Paulo ouviu palavras inefáveis, as quais não são lícitas ao homem referir. Com essa restrição, o Apóstolo ressalta a natureza sacra da revelação, e, provavelmente, algo que apenas a ele dizia respeito, ou, talvez, que fosse impossível se ser descrito em palavras (II Co. 3,4). Fato é que ele não quer parecer presunçoso em relação às suas visões e revelações, pois não pretende se vangloriar delas. Ao invés de se gloriar das visões e revelações, Paulo prefere se gloriar das suas fraquezas, isto é, em ser um tesouro em vaso de barro (II Co. 4.7; 11.30; 12.5,6).

2. O ESPINHO NA CARNE

Para que ele não se ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-lhe posto um espinho na carne. Paulo expõe aos seus adversários suas limitações, destacando que, para que ele não viesse a se gloriar das visões e revelações que recebeu, veio-lhe um mensageiro de Satanás, para esbofeteá-lo, a fim de que ele não se exaltasse. Muitas são as controvérsias a respeito do que seria o espinho na carne de Paulo, mas todas as afirmações não passam de especulações teológicas. É mais provável, ainda que não seja passível de comprovação bíblica, que o Apóstolo teria algum problema físico nos olhos (II Co. 12.7; Gl. 4.15). Paulo pediu três vezes ao Senhor para que afastasse esse espinho, mas a resposta foi negativa, ainda que encorajadora: a minha graça de basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. Os falsos apóstolos, e os superpastores contemporâneos, vestem uma carapuça de indestrutibilidade. Investem tão maciçamente na aparência que ocultam suas fragilidades. Há pastores que criticam o rebanho por exigir demais deles, mas não percebem que são eles mesmos os culpados, pois criam uma áurea que fazem com que as pessoas acreditem que são perfeitos. Diferentemente desses, Paulo consegue conviver com suas fragilidades, sabe lidar com elas, já que o Senhor lhe revelou que é através delas que o Seu poder se aperfeiçoa. Somente aqueles que foram feridos são capazes de entender as dores do outro. Apenas aqueles que reconhecem suas fragilidades poderão ser fortalecidos pelo Senhor. Diante dessa verdade espiritual, o Apóstolo dos Gentios prefere antes se gloriar nas fraquezas, para que, sobre ele, repouse o poder de Cristo (II Co. 12.8-10).

3. ALTRUÍSMO MINISTERIAL

O ato de gloriar-se, por causa das exigências da igreja de Corinto, é reconhecido, pelo próprio Paulo, como uma insensatez. Os crentes daquela cidade o constrangeram a fazer tal coisa. Ele preferia que os irmãos tivessem sensibilidade espiritual suficientes para ver as credenciais do Apóstolo (II Co. 12.11). Os coríntios tiveram ampla oportunidade de testemunharem as credenciais apostólicas de Paulo. Se eles tivessem comparado suas credenciais com as dos seus opositores, notariam que em nada ele seria inferior (II Co. 12,13). Paulo pretende, mais uma vez, ir a Corinto, para rever os irmãos, e adianta: “não vos serei pesado, pois não vou atrás de vossos bens, mas procuro a vós outros”. Como pai espiritual daquela igreja, deveria ser Paulo, e não os coríntios, que deveria prover o sustento (II Co. 12.14). De modo que, agindo como pai, se dispõe, de boa vontade, a se gastar, e não só isso, a se deixar gastar em prol das almas dos crentes. O verbo “gastar”, tanto em português como em grego, dá idéia de dispensar dinheiro. Paulo o utiliza tanto na voz ativa quando na passiva. Ele estava disposto a sacrificar sua vida em prol da salvação dos crentes. Paradoxalmente, há obreiros que não mais se gastam pelas ovelhas, tomados pelo comodismo, evitam o contato com problemas. Eles se colocam como as primeiras pessoas depois delas mesmas. Ao invés de irem atrás de suas ovelhas, esperam, comodamente, que elas cheguem até eles (II Co. 12.15). Paulo, diferentemente desses, se gasta, e, a todo custo, evita ser pesado aos irmãos da igreja. Ele justifica que a ninguém explorou, antes agiu em amor, com altruísmo e integridade (II Co. 12.16-18). A proposta central do seu ministério não é a exaltação própria, a posição eclesiástica, investir em contatos que lhe abram caminhos para auferir lucros ou poder, mas a edificação da igreja (II Co. 12.19). Na terceira visita que pretende fazer àquela igreja, espera não encontra-los na mesma condição na qual se encontram: com contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos.

CONCLUSÃO

O líder verdadeiramente espiritual não ostenta glória própria. A motivação central do seu ministério é a salvação das almas. Suas atitudes são respaldadas, prioritariamente, pelo amor cristão. A fim de que tenha bom êxito nessa empreitada, ele sacrifica seus interesses e evita se tornar um fardo para os crentes. E, ao invés de se gloriar em visões e revelações, algumas delas biblicamente questionáveis, não tem receio de gastar-se por amor aos crentes, sendo esta sua principal credencial. Ele não é um superobreiro, mas alguém normal, e como qualquer cristão, tem seu “espinho na carne”. E estes, na verdade, servem para que a graça de Deus superabunde, para que o Seu poder se aperfeiçoe na fraqueza.



BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

Fonte: http://www.subsidioebd.blogspot.com

SETOR EDUCAÇÃO CRISTÃ CPAD-LIÇÃO 12

quarta-feira, 17 de março de 2010



Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios - "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010



Lição 12 - Visões e Revelações do Senhor


Leitura Bíblica em Classe

2 Co 12.1-4,7-10,12

Introdução

I. A glória passageira de sua biografia (vv.11-33)

II. A glória das revelações e visões espirituais (12.1-4)

III. A glória dos sofrimentos por causa de Cristo (12.7-10)


Conclusão

Tema do Subsídio

Perspectivas bíblicas e teológicas para o problema do sofrimento

A Bíblia Sagrada, Palavra de Deus, declara que o sofrimento humano é consequência da queda de Adão. A representação humana, por Adão, no jardim do Éden, trouxe a condenação a todos os homens. Esse ato não surgiu da volição de Deus, mas da vontade humana.
Na Escritura Sacra a questão não é “Se Deus é Justo?”, mas “como podemos (nós os humanos) justificarmos?” A queda foi resultado da rebelião de Adão. O pecado fez o homem cair, denotando as catástrofes de natureza cosmológica (Rm 8.20,22). Logo a natureza do sofrimento humano precisa ser vista sobre o ponto de vista bíblico antropológico, ou seja, as consequências das ações do homem.

O servo sofredor e a expiação de Cristo

O Evangelho de Cristo é integral, tanto corresponde a esfera material (corpo) quanto a esfera imaterial (alma/espírito). Em Isaías 53, é estabelecido o sofrimento do Servo Sofredor como pressuposto para a cura divina na expiação. O evangelista Mateus afirma exatamente o caráter curador físico da expiação. Isso é totalmente relevante porque os ensinos bíblicos da salvação e a natureza humana acham-se interligados, já que o ser humano não é uma associação desorganizada de corpo, alma e espírito. O ser humano é uma unidade e a salvação se aplica a todas as facetas da existência humana. “O Evangelho inteiro para a pessoa inteira” é um tema genuinamente bíblico que precisa ser reiterado a cada dia.

Reflexão:

“Se a raça humana foi criada por Deus para desfrutar integralmente de tudo, e esta era mesmo a sua intenção é razoável deduzir pelas evidências bíblicas que a cura (pelo menos num sentido limitado) faz parte da obra salvífica de Deus em Cristo.”

HORTON, Stanley M., Ed. Teologia Sistemática, uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, 1996, p. 512.

Problemas Doutrinários sobre o sofrimento e o caráter limitado da restauração humana

A concepção triunfalista da extinção do sofrimento não é amparada pelos pressupostos bíblicos. O desejo de Deus é abençoar a sua criação e jamais amaldiçoá-la (Gn 12.3; Tg 1.17), porém, isso não significa que no tempo presente estamos livres de todo e qualquer tipo de sofrimento.
A conhecida fórmula da fé, baseada nas confissões humanas, tem sido o maior empecilho para compreender e viver de fato as benesses do Evangelho genuíno. Há vários problemas relacionados a esse movimento da fórmula da fé. Para eles é vergonhoso o crente está enfermo, porque há promessa da libertação total do sofrimento físico, riquezas e glórias são o que esperam os crentes. A confissão positiva mascara a realidade óbvia da vida, ou seja, o estabelecimento de um novo pensamento que nega a realidade do mundo físico é uma fuga da realidade.
Todos esses pressupostos são contraditórios aos ensinos das Escrituras. O apóstolo Paulo se refere aos sofrimentos da vida (físicos) que serão completamente removidos na redenção futura desse corpo físico, quando então os crentes a semelhança do Cristo ressuscitado terão seus corpos transformados. Em Romanos 8.18-27 fica explícita a condição presente da vida humana, totalmente envolvida em aflição e gemidos, denotando o caráter limitado da restauração humana no tempo presente, ou seja, a completa restauração do homem ainda estar por vir (Rm 8.18; 1 Co 15.42-47,50-55; 1 Jo 3.2).

Reflexão:

“O erro da teologia da fé é atribuir à cura divina [ou ausência de sofrimento] poderes que somente irão se manifestar nos fins dos tempos” (HORTON, Stanley M., Ed. Teologia Sistemática, uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, 1996, p. 527).

Paulo e o sofrimento

“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.19b,20).

Para os cristãos judeus a autoridade apostólica era sinônimo de transportações de experiências espirituais portentosas. Paulo, porém, afirma que estas experiências não são evidência de autoridade apostólica e nem são de proveito para a congregação. Evidentemente, Paulo não nega o valor do dom de revelação dado pelo Espírito Santo (1Co 14.6,26,30), mas ele está lhe dando com os argumentos dos falsos apóstolos e em relação ao apostolado ele afirma que não está abaixo de ninguém, porque a experiência dada pelo Espírito Santo foi tão portentosa que para ele não se envaidecer, como os falsos apóstolos, foi-lhe dado um espinho na carne. A humildade de Paulo é tão clara, que ele narra o acontecimento na terceira pessoa, sendo honesto com a natureza da experiência, ou seja, ele não sabia se a visão fora dada dentro ou fora do corpo, “Deus o sabe” (v.3).
Fraqueza, limitações e sofrimentos eram características presentes na vida de Paulo. Não há certeza o que era o espinho na carne de Paulo, mas o Eterno por vontade soberana decretou a Graça consoladora em sua vida dando refrigério e paz. A expiação de Cristo propicia cura mediante a vontade soberana de Deus, “Paulo, no entanto, não foi curado. Alguns sustentam que Deus responderá a qualquer oração basta que acreditemos. Paulo não carecia de fé, mas não foi curado. Esta e outras passagens do Novo Testamento, como Filipenses 2.25-27, nos lembram que os cristãos podem sofrer em decorrência de uma saúde precária, além de outras dificuldades, sem que isso represente pecado ou falta de fé. Ao permitir os sofrimentos de Paulo, Deus tinha um propósito para sua vida [não se ensoberbecer]. Como é bom estarmos confiantes em duas situações: Quando sofremos, Deus tem em mente uma boa razão. Quando estamos fracos, podemos aguardar até que Deus nos mostre seu poder em, e através de nós”.

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia, uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro, CPAD, p. 784

Prezado professor, nesta lição enfatize ao seu aluno a importância de reconhecermos que mesmo em meio ao sofrimento podemos ser aprovados por Deus e desfrutar das maiores e mais sublimes experiências espirituais.

Reflexão:

“A garantia de Cristo de que sua graça é suficiente e seu poder se aperfeiçoa na fraqueza nos motiva hoje. Em vez de tentar controlar nosso próprio destino, temos de nos submeter à vontade de Deus. Sempre que nos sentirmos impotentes, [quer física, relacional, financeira ou estruturalmente], podemos dizer: ‘Não se faça a minha vontade, mas a tua’ (Lc 22.42). Então, a medida que obedecemos o Senhor ativamente, poderemos reivindicar sua suficiente graça e experimentar seu poder, que ‘se aperfeiçoa na fraqueza’”.

HORTON, Stanley M. I & II Coríntios, os problemas da Igreja e suas soluções. Rio de Janeiro, CPAD, p. 248

Referência Bibliográfica

HORTON, Stanley M., Ed. Teologia Sistemática, Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, 1996.
RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor Bíblico, uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.
HORTON, Stanley M. I & II Coríntios, os problemas da Igreja e sua soluções. Rio de Janeiro, CPAD, 2003.

SETOR EDUCAÇÃO CRISTÃ CPAD-LIÇÃO 11

quinta-feira, 11 de março de 2010



Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios - "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010



Lição 11 - Características de um autêntico líder




Leitura Bíblica em Classe

2 Co 10.12-16; 11.2,3,5,6

Introdução

I. Os Desafios do apostolado paulino (10.9-18)

II. As marcas de um verdadeiro líder

III. Paulo, um líder segundo a vontade de Deus


Conclusão

Tema do Subsídio

Exemplos de caráter nas esferas pessoal e ministerial de um líder cristão

Exemplo é aquilo que deve ser imitado ou copiado. É uma ação visível que estabelece paradigmas. Em relação à obra de Deus, há paradigmas que precisam ser estabelecidos a partir de exemplos que falam por si mesmo. Na lição deste domingo, enfatize os exemplos que se esperam de líderes nas seguintes esferas: Pessoal e Ministerial.

Exemplo pessoal

Hoje o tema caráter tem sido enfatizado de maneira negativa. A mídia divulga centenas de péssimos exemplos, criando a falsa sensação de que não existe mais caráter ilibado. No senso comum, o caráter expressa a integridade pessoal, a firmeza de atitudes, as qualidades, o modo de ser e outros adjetivos. Entretanto, esse mesmo senso comum preocupa-se com a sensação da ausência de caráter dos líderes políticos, empresariais, profissionais e religiosos. A falha no caráter de desses líderes, divulgados abertamente pela mídia, tem sido motivo de grande ceticismo sobre todos os que exercem o papel de liderança.
O apóstolo Paulo sabia que suas ações poderiam influenciar tanto no aspecto positivo quanto no aspecto negativo. O apóstolo dos gentios tinha a ciência que qualquer falha de caráter poria em cheque o seu apostolado. Uma das tentações no exercício da liderança é a Soberba. Contra ela Paulo afirma que “estão sem entendimento” (v. 12) os que louvam a si mesmo, medem a si mesmo e se comparam a si mesmo. O exemplo paulino denota que o conhecimento e a eloquência longe da obediência de Cristo (2 Co 10.5) corrompe o caráter , este uma vez corrompido, nunca mais será recuperado. Na perspectiva cristã o bom caráter chega a ser mais importante que bens materiais (Pv 22.1 ) e a ordenança de Cristo é que onde estivermos, sejamos autênticos servos de Deus para gozarmos de suas bênçãos (Mt 25.23). O exemplo pessoal de quem está exercendo a liderança, manifestará a sua integridade ou denunciará a sua corruptibilidade.

Reflexão:

“O caráter nunca é comprovado por uma declaração escrita ou oral de convicções. É demonstrado pelo modo como vivemos, pelo comportamento, pelas escolhas e decisões. Caráter é a virtude vivida” (Manual do Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. Rio de Janeiro, CPAD, p. 115.)

EXEMPLO MINISTERIAL

Os termos Ministro ou Ministério empregados no contexto original do AT e NT, deixam patentes que estes envolvem mais funções de serviços, que privilégios. No AT a palavra mais comum para Ministro é mesharet, a expressão pode indicar aquele que assiste uma pessoa de alta posição. Os exemplos de relação ministerial no serviço do AT podem ser encontrados em: Josué e Moisés (Êx 24.13), Elias e Eliseu (1Rs 19.21), os oficiais reais (1Rs 10.5; 2Cr 22.8), os anjos de Deus (Sl 104.4) e a ministração dos sacerdotes no Templo (Dt 10.8; Ed 8.17; Is 61.6;).
No NT há três palavras referentes aos termos analisados, Leitourgos, se refere ao emprego público, ou seja, o cidadão que presta serviço para o Estado; Hyperetes, é um termo grego composto que significa trabalhador de navio de transportação de escravo; E diakonos, é usado para aqueles que servem as mesas. É o termo diakonos que aparece no NT na ênfase de submissão do serviço cristão (Mt 20.26; Mc 10.43). Os apóstolos são chamados de Ministros de Deus (2Co 6.4), de Cristo (Cl 1.7) do Evangelho (Ef 3.6,7) e da Igreja (Cl 1. 24,25). É neste contexto que o apóstolo Paulo dá o seu exemplo ministerial. O apóstolo que fundou várias igrejas, discipulou pessoas, formou líderes e era respeitado pelos demais apóstolos da igreja de Jerusalém. Esse exemplo denota que o verdadeiro líder ministerial é o que serve a igreja, que respeita os seus liderados e que entende a sua missão como um verdadeiro despenseiro de Cristo. O amor, o zelo e o cuidado são características que denota o verdadeiro líder cristão. Definitivamente o exemplo paulino de ministério afirma que o verdadeiro líder não tem privilégios, mas tem privilegiados.

Prezado professor, procure enfatizar a importância de todo o corpo de Cristo (líderes e liderados) cultivar uma vida piedosa com frutos manifestos no seu caráter, onde sua pessoalidade seja integralmente exposta em seu ministério. Ensine que somos chamados por Deus para sermos exemplo de vida pessoal e ministerial.

Extraído de:
Manual do Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. Rio de Janeiro, CPAD.

Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro, CPAD

ENSINADOR CRISTÃO LIÇÃO 11

domingo, 7 de março de 2010








LIÇÃO 11




CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER


Não há que se falar em igreja sem liderança. Deus dispõe ao rebanho as pessoas que Ele deseja que exerçam a liderança em Seu nome, em prol do seu Reino. Paulo é apresentado como um líder que se destacou na história bíblica, por seu empenho em relação à missões e ao cuidado para com o rebanho de Deus.
Ele se preocupava com o estado do rebanho e pela unidade dele.
Paulo liderou e influenciou por meio do exemplo, de forma planejada, fazendo com que todo o grupo trabalhassem em torno de um propósito específico e atingisse um objetivo comum: viver para agradar a Deus. Um homem ou uma mulher conseguem ser líderes quando conseguem igualmente lidar com pessoas totalmente diferentes e conduzi-las a que trabalhem juntas em prol do Reino de Deus.

Paulo não se gloriava em trabalho que não tinha feito. De acordo com 2 Coríntios 10.15, percebemos que os falsos líderes gostavam de atrair a atenção para si mesmos, gloriando-se em coisas que não faziam. Aqueles homens não haviam evangelizado aquela cidade, não doutrinaram aquele igreja nem deram de sim mesmos para edificar a congregação. Não é muito difícil ser “obreiro” assim. Basta mentir, ser arrogante, crer que o que é exclusivamente de Deus é propriedade sua e debochar daqueles que realmente levam a obra de Deus a sério. Aqueles homens tratavam da obra iniciada por Paulo como se deles fosse, exercendo uma autoridade sobre a igreja que era incompatível tanto com o histórico quanto com a vocação - duas coisas que eles não tinham. Paulo deixa claro que ele não participava desta política, pois prezava por pregar em lugares onde ninguém antes tinha ido e dizia aquilo que tinha feito, para que não se gloriasse naquilo que já tinha sido feito antes, como faziam seus acusadores: “não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios; antes, tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos abundantemente engrandecidos entre vós, conforme a nossa regra”. Paulo via a grandeza de seu ministério com integridade, ciente de que falava e escrevia a Verdade. Liderança se faz com integridade, não com mentiras.

Paulo não pregava onde já haviam pregado. Um dos diferenciais do ministério apostólico de Paulo é o fato que de ele não pregava onde o evangelho já havia chegado. Ele era um desbravador, não um aproveitador. Ele “abria picadas”, enquanto muitos de seus acusadores apenas “seguiam a trilha”.
É menos dispendioso abrir uma congregação onde já existem outros trabalhos, e sempre mais difícil implantar novos campos de pregação. Este tipo de liderança demanda uma grande visão estratégica e espiritual, e poucos obreiros estão dispostos a seguir esse modelo desbravador. Infelizmente, não são poucos os obreiros que preferem aproveitar “estruturas” alicerçadas, das quais não participaram na feitura.



*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

ENSINADOR CRISTÃO LIÇÃO 10







LIÇÃO 10





A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA


A defesa do trabalho ou de um ministério geralmente é feita em momentos onde existe um questionamento de autoridade. Na igreja coríntia, Paulo foi acusado de ter um ministério fraco, de ser forte em cartas, mas frágil na aparência pessoal e de discurso desprezível. Os acusadores do apóstolo eram judeus, e inflamaram a igreja por um breve período de tempo, e conseguiram levar o crédito por todo o trabalho que não fizeram. Eles gostavam de louvar a si mesmos (2Co 10.12), de se gloriar na carne, ou seja, conforme coisas realizadas na esfera humana, e não espiritual (2Co 11.18), gostavam de escravizar as pessoas . É curioso que esses judaizantes, de acordo 2 Coríntios 11.20, fraudavam os crentes, eram soberbos e chegavam a bater no rosto daqueles cristãos! O mais estranho é imaginar que a igreja tolerasse essas pessoas violentas e fizesse pouco caso de Paulo, que não os trava de forma violenta e arrogante. Aqui se percebe quão cega aquela congregação estava. Imagine hoje, em nossas igrejas, acatar as ordens de líderes que lesam a congregação e agridem de forma física as pessoas? Que moral possuem tais ensinadores para estar na frente do rebanho? Nenhuma! Suas atitudes estão longe das requeridas pelas Sagradas Escrituras para os ministros. Eram esses homens que questionavam a autoridade de Paulo e oprimia a igreja coríntia.

Diferente da forma como seus acusadores atuavam, Paulo apela para o bom senso dos coríntios. Paulo agia de forma mansa, ao passo que seus opositores usavam de violência com os crentes. Paulo não louva a si mesmo, como aqueles que o acusavam, mas deixa a indicação de que se teria de se gloriar, o faria no Senhor, ao passo que seus adversários se gloriavam na carne. E completa dizendo que quem louva a si mesmo, não dependendo do reconhecimento do Senhor e sim atraindo a atenção para si, é reprovado por Ele (2Co 10.18).

“A resposta de Paulo mostra o quanto seus críticos estavam errados. O que erroneamente interpretam como timidez era, na realidade, a tentativa de Paulo de imitar a mansidão e a brandura de Cristo (MT 11.29). Ele não aprecia os confrontos severos e dolorosos de disciplina (7.8) nem quer ser visto como tentando amedrontar seus filhos espirituais, colocando-os em submissão por suas cartas (10.9). De fato, o necessário exercitar a ousadia que pretende dirigir contra alguns deles (v.2). Mais tarde explica que a presente carta está sendo escrita para evitar que precise ser severo quando vier.
Sua autoridade apostólica lhe foi dada principalmente com a finalidade de edificar os santos, e não destruí-los” (Comentário Bíblico Pentecostal, CPAD, pág.1108).




*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

ENSINADOR CRISTÃO LIÇÃO 9









LIÇÃO 9




O PRINCÍPIO BÍBLICO DA GENEROSIDADE


Ninguém é tão pobre que não tenha algo a dar em prol do Reino de Deus, e ninguém é tão rico que não possa dar mais um pouco ao Senhor. Essa lição pode ser vista no caso dos crentes gregos descritos pelo apóstolo Paulo. Se nos lembrarmos de que os coríntios foram advertidos na Primeira Carta contra as divisões dentro da igreja, a disputa entre quem tinha mais valor na congregação no tocante aos dons e no abuso cometido na Santa Ceia, veremos que os crentes da Macedônia receberam o mais belo elogio em uma citação de desprendimento e desapego com as coisas deste mundo, mais particularmente, o dinheiro. Aqueles crentes pobres perceberam a necessidade de outros irmãos e a possibilidade de manifestar a graça de Deus por meio da generosidade.

Existe uma tendência para se dizer que os ricos são mais mesquinhos que os pobres. Entretanto, na prática, quem tem pouco pode ser tão mesquinho quanto quem tem muito.
Mas observemos o exemplo dos crentes gregos. Paulo fala de uma oferta que foi tirada para os crentes de Jerusalém. Paulo não diz que aqueles crentes eram pessoas pobres, e sim muito pobres (profunda pobreza). Não nos é difícil imaginar que eles deveriam precisar de ajuda para se manter, ao invés de desejarem contribuir para outras pessoas.

Paulo associa a graça de Deus ao fato de eles desejarem contribuir, pois ofertar é um ato que representa o reflexo da graça de Deus em nossas vidas. Uma vida cheia de graça deseja transmitir a graça de alguma forma. Os crentes macedônicos deram acima do seu poder financeiro, e Paulo reforçou seu testemunho dizendo “o que eu mesmo testifico”, indicando que presenciou não apenas a profunda pobreza daqueles crentes, mas também a sua generosidade. O homem e a mulher de Deus não podem ser escravos do dinheiro nem devem ter apego a ele.

Aqui vai o segredo de uma vida cheia de graça de quem sabe o valor de dividir recursos: eles “se deram primeiramente ao Senhor”. Quem se dá inteiramente ao Senhor, seja rico ou seja pobre, não vê os recursos deste mundo como um fim em si mesmos, mas como uma forma de honrar a Deus.
Aqueles crentes paupérrimos se deram de forma inteira ao Senhor, e não tiveram dificuldade em repassar para outras pessoas o que tinham. E outra coisa muito importante deve ser dita acerca desse fato: a doação deve ser feita de forma generosa, não como uma coisa forçada. Não podemos contribuir como se estivéssemos sendo extorquidos. A recomendação de Paulo é que “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”, 2Co 9.7.




*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

COMENTÁRIO II CORÍNTIOS 10-13-BROADUS DAVID

sexta-feira, 5 de março de 2010

II CORÍNTIOS 10-13

É bem evidente, nos conteúdos, que I Coríntios não pode ser a carta "áspera", ou "triste", referida em II Coríntios 2:4. Numa tentativa de se descobrir a terceira carta, foi sugerido e amplamente aceito que esta carta, pelo menos em parte, está preservada em II Coríntios 10-13. Existem várias razões fortes e atrativas dadas para esta hipótese. Estas, bem como as respostas para apoiarem a opinião tradicional, são apre¬sentadas a seguir.

1. Não pode haver negação de uma mudança abrupta de tom, que se inicia com 10:1. Os nove primeiros capítulos têm uma nota alegre, que vem da libertação de um fardo pesado, uma nota que está com¬pletamente ausente dos quatro últimos capítulos. Os primeiros capítulos foram escritos com a alegria da reconciliação em mente. Mas a doxo¬logia de 9:15 é seguida de uma apologia, que toma não alguns poucos versículos, mas quatro capítulos. Sugere-se que Paulo não teria mudado seu tom tão abruptamente sem uma sentença ou parágrafo transicional. Para muitos estudiosos bíblicos, seria psicologicamente impossível um autor cometer tal erro de escrever 10:13 para seguir 1:9. J.H. Kennedy ainda indicou que há uma quebra completa e definida na sintaxe entre 9:15 e 10:1.

É possível, todavia, exagerar-se a diferença de atitudes das duas seções. Mediante uma leitura mais cuidadosa, de 1-9, pode-se encontrar a menção da oposição ao ministério de Paulo. Parece necessário Paulo defender sua autoridade apostólica (1:17,18; 7:2); uma implicação de que havia alguns em oposição ao castigo de um ofensor (2:6); a falta de fidelidade ao evangelho por parte de alguns (2:17; 4:2-5); e parece necessário Paulo outra vez recomendar-se a alguns (5:12,13). Destas referências pode-se ver que nem todos haviam-se reconciliado com Paulo, embora a maioria o tivesse feito. Os proponentes em favor da integridade de II Coríntios indicam que Paulo escreveu 10-13 como uma advertência à maioria ainda não reconciliada. Sugere-se, até mesmo, que talvez Paulo, após ter escrito 1-9, recebeu maiores informações acerca do ressurgi¬mento dos problemas e escreveu 10-13 à luz disso. Contudo, não há nenhuma referência, em nenhuma parte, que tenham vindo a Paulo novas informações sobre Corinto após a chegada de Tito.

2. Ao comparar as referências acerca das visitas de Paulo, menciona¬das em ambas as seções, muitos concluíram que 10-13 é completado em 1-9. Sugere-se que há três pares de versículos para mostrar isto: 10:6 antes de 2:9; 13:2 antes de 1:23; 13:10 antes de 2:3. Pode-se pronta¬mente ver que as referências em 10-13 olham para frente e as de 1-9 olham para trás. Colocando-se 10-13 como uma carta anterior a 1-9, as referências podem referir-se à mesma visita. Portanto, conclui-se, a seção 10-13 deve ter sido escrita em algum momento anterior aos eventos de 1-9, porque as afirmações de 1-9 são completações definidas dos eventos propostos de 10-13.

Existe uma explicação alternativa, todavia. Pelo fato de 1-9 não indicar obediência, da parte de toda a igreja, não há nenhuma razão óbvia por que 10:6 deva preceder 2:9. Como Paulo afirma, em 2:9, que escreveu para saber da obediência deles, é razoável supor-se do contexto de 1-9, que ele ainda não estava satisfeito, porque alguns ainda estavam sendo desobedientes. Ele, portanto, escreve posteriormente, na mesma carta (10:6), que esperava a obediência da parte de todos os Coríntios, incluindo a minoria rebelde. No parágrafo precedente a 1:23, Paulo explica a mudança, em seus planos, após a visita "dolorosa". II Coríntios 1:23 apresenta a razão para a mudança: "para vos poupar que não fui mais a Corinto". À luz da informação contida em 1-9, acerca da minoria ainda desobediente, 13:2 fala da severidade que Paulo iria usar para com aqueles que se recusassem a reconhecer seu ministério, quando chegasse. A visita proposta em 13:2 mostra que Paulo poderia ter que usar seu poder apostólico em relação a alguns, para exigir sua obediência, mas ele esperava que não fosse necessário agir rispidamente para com esta minoria (13:10). Esta é a mesma coisa que ele expressa em 2:3, ao referir-se à escrita da carta "áspera". Por causa do fato de que ambas as passagens se referem a uma visita planejada para o futuro, é razoável supor-se que 2:3 se refere a uma carta perdida, e 13:10, à presente II Coríntios. Embora os argumentos em favor da precedência de 10-13 sejam atrativos, eles não são conclusivos. As referências acima fazem excelente sentido, conforme apresentados na ordem tradicional.

3. As referências deprecantes à auto-recomendação, em 3:5 e 5:12, parecem estar inconsistentes com as da auto-recomendação em 10-13. O uso da palavra "outra vez" (em 3:1 e 5:12) indicam que Paulo está pensando naquilo que havia escrito antes (10:13). Isto é uma evidência maior de que a II Coríntios canônica é uma compilação de pelo menos duas cartas e que os capítulos 10-13 foram escritos antes dos capítulos 1-9.

Todavia, deve-se ver que em ambas as seções (3:1; 10:16) Paulo indica que ele jamais aceitaria o tipo de auto-recomendação que seus oponentes em Corinto fizeram tão prontamente. Realmente, Paulo não vê nenhuma necessidade de cartas de recomendação para si mesmo aos Coríntios; eles mesmos são sua recomendação (3:2,3). Em 10-13 Paulo se refere àqueles que ainda discutem suas credenciais como apóstolo. Para eles, é necessária uma aproximação diferente, algo que possam entender.

A conjetura de que os capítulos 10-13 preservam uma parte da carta "áspera" e os três argumentos apresentados acima para sustentar essa conjetura são muito atrativos e até mesmo plausíveis. Eles são, todavia, mais acumulativos que conclusivos. As interpretações alternativas são igualmente convincentes. Mas há vários outros pontos em favor da integridade desta carta. A referência contida em 12:18, acerca do envio de Tito e um irmão, remonta muito claramente a uma mensagem anterior. Isto só poderia ter acontecido antes do envio de 10-13. Tito havia voltado de Corinto e foi então solicitado a retornar à presente carta (8:6, 16,17). De 12:18 e 8:6 vê-se que é impossível colocar 10-13 antes de 1-9. Somente a ordem tradicional de II Coríntios faz sentido com estes versículos das "duas" seções.

A absoluta falta de evidência dos manuscritos para a compilação pesa grandemente em favor da unidade de II Coríntios. Foi proposto que, pelo fato de o primeiro aparecimento de II Coríntios ter-se dado muito posteriormente ao de I Coríntios, algumas das cartas de Paulo sofreram desintegração, pela negligência. No segundo século, diz-se, alguns dos fragmentos que subsistiram foram editados para formar a nossa II Co¬ríntios canônica. Em resposta, A.T. Robertson fez a séria pergunta:

Podemos nós supor que essa interpolação seja tão séria de maneira a importar... na formação de uma epístola inteira de fragmentos hete¬rogêneos — ou mesmo a interpolação de qualquer uma das passagens em questão poderá ter ocorrido sem deixar tanto quanto uma ondula¬ção sobre as correntes da tradição textual?... Acreditamos que uma exegese paciente e circunspecta gradualmente dissolverá os argumen¬tos, à primeira vista muito tentadores, em favor da segregação dos capítulos X-XIII, e até mesmo talvez Vi. 14-Vii. 1 ("II Corinthians" em Hasting's Dictionary of the Bible, I, p. 497).

Com a falta absoluta de evidência conclusiva, em favor dos atraentes argumentos da fragmentação, a melhor conclusão ainda permanece a de aceitar-se a integridade de II Coríntios como uma unidade. As possíveis interrupções, durante o ditado, podem explicar muita parte do anacoluto e da digressão. A correspondência coríntia foi escrita durante uma situação histórica que se desenvolvia ativamente dentro de uma sociedade altamente imoral, e as condições para se manter a pureza do testemunho cristão eram, no máximo, precárias. Tal é a natureza humana que, dentro de uma carta com esta extensão, dois tipos de discipulado sempre aparecem: o obediente e o desobediente. Foi a estes dois grupos diversos, um na maioria e outro na minoria, que Paulo escreveu a carta que contém tais mudanças de atitude.




Todos os direitos reservados. Copyright © 1983 da JUERP


225:01
Hal-Int Hale, Broadus David
Introdução ao estudo do Novo Testamento. Tradução de
Cláudio Vital de Souza. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações, 1983.
453p.
1. Novo Testamento — Introdução. I. Autor. II. Título.
CDD – 225.01

SETOR EDUCAÇÃO CRISTÃ CPAD-LIÇÃO 10



Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios - "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010



Lição 10 - A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo




Leitura Bíblica em Classe

2 Co 10.1-8,17,18

Introdução

I. Paulo responde aos seus adversários

II. Inimigos e armas espirituais do apostolado

III. A perspectiva de Paulo sobre autoridade

Conclusão

Tema deste Subsídio

AS ARMAS ESPIRITUAIS E OS INIMIGOS DA FÉ

Os versículos 4 e 5 de 2 Co 10 apresentam os seguintes desdobramentos em duas realidades presentes na vida cristã: as armas espirituais e o seu uso em relação aos inimigos da fé.



As Armas Espirituais



De acordo com a epístola aos Efésios, as armas em Deus são constituídas de Fé, Verdade, Justiça, Mensagem do evangelho e a Palavra de Deus (Ef 6.13-17). Entretanto, as armas carnais - Riqueza, Fama e Poder Político, aparecem no sentido oposto, sendo inúteis nas batalhas espirituais.

Assim exposto, Paulo demonstra a contradição com o evangelho aos que comparam a autoridade apostólica às confrontações opressoras disponibilizando critérios carnais de acordo com os padrões deste mundo (kata sarka, lit. “de acordo com a carne”). O apóstolo dos gentios nega que suas ministrações sejam estranhas à nova aliança (1. 17; 5.16; cf. Gl 16-24) e demonstra que, embora viva no mundo (sarke, lit. “carne”) e esteja deste modo sujeito às fraquezas e limitações humanas, ele está travando uma guerra espiritual (Ef 6.12), onde os recursos humanos não são relevantes. As armas necessárias, portanto, devem ser espirituais, trazendo consigo o poder de Deus para demolir as fortalezas espirituais.

Inimigos da Fé

Acerca dos sistemas filosóficos, frutos do mundo intelectual grego, Paulo retrata-os como fortalezas a serem demolidas (“sofismas” no v.4 da RA). Na contemporaneidade os principais pensamentos presentes no mundo são:

· PRAGMATISMO – O exercício das ações voltado somente para a obtenção de lucros ou vantagens;

· RELATIVISMO – Ausência do valor absoluto, a ideia de que a verdade depende do ponto de vista de cada indivíduo e circunstâncias que se encontram;

· HEDONISMO – Representa a busca intensa por prazer. O hedonista pergunta: Isto me dá prazer?;

· MATERIALISMO – Ignora completamente o valor imaterial (sentimento, amor, eternidade, Deus, etc...) das coisas, buscando a pura racionalidade, elegendo a perspectiva naturalista de vida.

Prezado professor, muitos certamente não sabem definir os termos acima descritos, mas vivem-nos da maneira mais intensa possível. Considerando isso, dentro do contexto cultural grego, Paulo diz, na epístola anterior, que o evangelho pareceria uma loucura para aqueles que vissem o mundo através das lentes da filosofia secular grega (I Co 1. 22). Além disso, o apóstolo no v. 4 afirma a arrogância e pretensões contidas neste sistema como oposição ao conhecimento de Deus revelado em Cristo. No versículo 5, o apóstolo traz a ideia central do cativeiro de todo o sistema mundano de pensamento, sendo levado em sujeição aos ensinos de Cristo. O evangelho para o homem natural é loucura, mas para os que estão revestidos das armas de Deus é poder.

Extraído de:

Comentário do Novo Testamento de Aplicação Pessoal, Vol. 2. Rio de Janeiro, CPAD.

Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD.

SETOR EDUCAÇÃO CRISTÃ CPAD-LIÇÃO 9

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios - "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010



Lição 09 - O Princípio Bíblico da Generosidade


Leitura Bíblica em Classe
2 Coríntios 8.1-5; 9.6,7,10,11


Introdução

I. Exemplos de ações generosas (8.1-6,9; 9.1,2)

II. Exortação ao espírito generoso para contribuir (8.7-15)

III. Os princípios da generosidade (9.6-15)

Conclusão

Palavras-chave: generosidade, caridade, contribuição, ofertar

I. Exemplos de ações generosas (8.1-6,9; 9.1,2)

• Professor inicie a aula com a seguinte pergunta: “O que é generosidade?” Ouça com atenção os alunos e depois escreva, no quadro-de-giz, a definição apresentada na sua revista.

• “Princípios sobre a contribuição no Novo Testamento, encontrada em 2 Coríntios 8-9. Deram-se a si mesmos. O que Deus quer de nós não é o nosso dinheiro. Quando nos entregamos ao Senhor, aderimos à contribuição (8.5). Lembre-se do exemplo de Cristo. Ele deu tudo para enriquecer as nossas vidas. As riquezas que temos nele são as verdadeiras riquezas, não a opulência material (8.9). Contribua na medida de sua possibilidade. O ato de doar não tem como objetivo empobrecer o contribuinte. O que agrada a Deus não é o montante da adoção comparada com a nossa disponibilidade, mas a disposição em fazê-lo (8.10-12). Contribua para satisfazer necessidades. A contribuição tem por objetivo prover as necessidades básicas de cristãos carentes. Este princípio reflete a vulnerabilidade do mundo do século primeiro aos famintos e à igreja nas perseguições, que geralmente significa que os crentes perderam seus meios de subsistência. O princípio de que contribuir era uma forma de externar a sensibilidade aos pobres e de que nossa preocupação maior ainda deve ser para com a carência humana e não com a questão de ordem patrimonial, pois a igreja de Jesus é gente. Contribuir é semear. A oferta é um investimento para o nosso futuro eterno. Quanto maior o investimento, maior será o retorno (9.6). O contribuir é um ato pessoal. O quanto a pessoa contribui é um problema entre ela e o Senhor. Deus não está interessado em dinheiro doado de má vontade (9.7). Contribuir é uma expressão de confiança. Deus é capaz de satisfazer as nossas necessidades e de prover muito mais do que precisamos para viver com alegria e sem temor (9.8-11). Contribuir estimula a oração. O recebedor louva a Deus e ora pelo doador” (9.12-15) (Guia do Leitor da Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, p. 781).

II. Exortação ao espírito generoso para contribuir (8.7-15)

• “Paulo ilustra a reciprocidade mútua de recursos que expressa a verdadeira natureza da igreja por meio de colheita diária do maná no deserto pelos israelitas: ‘O que muito colheu não teve de mais; e o que pouco, não teve de menos’ (2 Co 8.15; Êx 16.18). Toda riqueza é como o maná do Senhor, destinada não à falta de moderação ou ao luxo, mas sim ao alívio das necessidades dos irmãos.

O critério da generosidade cristã que Paulo aplica nestes versículos inclui:

1) A magnitude da graça de Cristo;

2) A extensão da bênção material;

3) A dimensão das necessidades do corpo de Cristo.

Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol 8. Rio de Janeiro, CPAD, p. 453

III. Os princípios da generosidade (9.6-15)

“Paulo mostra que a “generosidade, quando realizada com o espírito apropriado, pode ser uma fonte de bênçãos a todos aqueles que estão envolvidos – aos outros, a Deus, e a nós mesmos.

Em primeiro lugar, o apóstolo explica que o cristão generoso é ‘alguém que semeia’. Não há medo de destituição na generosidade, pois ‘dar é semear’ e semear significa esperar uma colheita. O mundo enriquece tirando dos outros; o cristão enriquece dando aos outros. Em uma das suas expressões contrastantes, Paulo sugere que existem duas maneiras de semear – pouco e em abundância – com as colheitas correspondentes. ‘Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros, que retêm mais do que é justo, mas para a sua perda. A alma generosa engordará, e o que regar também será regado’ (Pv 11.24,25). Aquele que semeia com abundância semeia ‘no princípio das bênçãos’, e com base nisto ele colhe. A ideia de bênçãos é o princípio da mordomia cristã (cf. Lc 6.38).

Há outro principio coerente com este. Cada homem só deve dar aquilo que tenha proposto anteriormente no seu coração. O ato de dar não deve ser realizado com tristeza ou por necessidade (compulsão). O ato de dar que é motivado basicamente pela compulsão externa é realizado com dor e tristeza, e não pode estar de pleno acordo com a mente de Cristo. Deus ama ao que dá com alegria (Pv 22.8).O texto grego enfatiza alegria (hilaron) e em Deus. É da palavra hilaron que obtivemos a nossa palavra ‘hilariante’. Este versículo implica que o pagamento do dízimo meramente como uma obrigação legalista não é uma atitude cristã. O ato de dar, por parte de cada cristão, deve ser motivado adequadamente – ele deriva da graça e almeja abençoar”.

Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol 8. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 455,456


Extraído de:

Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol. 8. Rio de Janeiro, CPAD.

Guia do Leitor da Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD.

SETOR EDUCAÇÃO CRISTÃ CPAD-LIÇÃO 8

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios - "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010



Lição 08 - Exortação à Santificação


Leitura Bíblica em Classe
2 Coríntios 6.14-18; 7.1,8-10


Introdução

I. Paulo apela à reconciliação e comunhão (6.11-13)

II. Paulo exorta os coríntios a uma vida santificada (6.14-7.1)

III. Paulo regozija-se com as notícias da igreja de corinto (7.2-16)

Conclusão

Palavra-chave: santificação

I. Paulo apela à reconciliação e comunhão (6.11-13)

• “Paulo fez anteriormente um apelo aos coríntios para que respondessem à graça de Deus (2 Co 6.1). Agora ele faz uma comovente súplica para que eles respondam ao amor e afeto por eles. Sua boca continuava falando com eles, querendo que ouvissem. Seu coração estava ‘dilatado’ e permanecia assim (como indica o original grego). A palavra ‘coração’ era usada para expressar tanto pensamento quanto sentimento. Seu amor era o de um bom subpastor que leva o amor de Cristo ao rebanho.

Alguns coríntios podem ter sentido que Paulo não os amava. A verdade era que alguns estavam retendo o amor que sentiam por Paulo e seus companheiros. Como pai espiritual que os levara ao Senhor e a um novo nascimento pelo Espírito, ele apela que merece ‘uma recompensa [troca justa]’ dos seus ‘filhos’. Ele quer que eles dilatem os corações como ele o fez. E como qualquer bom pastor, ele quer sentir o afeto deles” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 216,217).

II. Paulo exorta os coríntios a uma vida santificada (6.14-7.1)

• Professor, pergunte aos alunos: “O que significa santificação?” Ouça com atenção as resposta. Depois escreva no quadro-de-giz a palavra santificar. Explique que “a palavra santificar, nas Escrituras, significa basicamente ‘separar ou colocar de lado’. A palavra santificado tem a mesma significância de santo. Portanto, a santificação progressiva (tornar-se mais santo) e o crescimento espiritual são essencialmente o mesmo processo”.

Através da fé em Cristo, uma pessoa é nascida na família de Deus e se torna seu filho espiritual. Deus planejou que seus filhos espirituais cresçam em direção à maturidade espiritual e isto exige que eles pratiquem princípios bíblicos de crescimento espiritual e recebam o alimento espiritual de outros cristãos. O crescimento espiritual do cristão é chamado de ‘santificação progressiva’. Somos dramaticamente transformados por nosso nascimento espiritual (2 Co 5.17), mas Deus continua a nos transformar através da santificação (HOLLOMAN, Henry. O Poder da Santificação. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1,2).


Os três tipos de santificação

Santificação Posicional

Evento passado nascimento espiritual
Salvação da pena do pecado
“Eu fui salvo” (Ef 2.8,9)
Consagração do corpo
(1 Co 6.19,20)
Início da redenção da alma
Justificação e regeneração

Santificação Progressiva
Processo presente crescimento espiritual
Salvação do poder do pecado
“Eu estou sendo salvo”
(Tg 1.21)
Deterioração do corpo
(2 Co 4.16)
Continuação da redenção da alma
Santificação


Santificação Perfectiva
Evento futuro
perfeição espiritual
Salvação da presença do pecado
“Eu serei salvo” (1 Ts 5.9)
Redenção do corpo
(Rm 8.23)
Conclusão da redenção da alma
Glorificação

*Extraído de O Poder da Santificação, CPAD, pp. 6,7.


III. Paulo regozija-se com as notícias da igreja de corinto (7.2-16)

• “O relatório trazido por Tito era animador. Mais que isso, Paulo alegrou-se ao ver a felicidade de Tito. Os crentes coríntios deram as boas-vindas a Tito, recebendo-o com temor e tremor. Pela maneira como reagiram e obedeceram os coríntios recrearam o espírito de Tito. Paulo tinha lhe assegurado que eles reagiriam assim. O que Paulo disse na carta dolorosa era verdade. Mas as coisas boas que disse sobre eles e a resposta obediente que esperava também comprovaram as verdadeiras. Isto levou Tito a lembrar-se deles com profundo afeto. Se eles não tivessem dado as boas-vindas a Tito, Paulo teria ficado desconcertado, envergonhado de se gloriar em algo que ele esperava que acontecesse. Mas ele não esperava ficar envergonhado, pois sabia que eles criam na Palavra de Deus. Ele sabia que estavam cheios com o Espírito Santo. Eles estavam em Cristo e Cristo estava neles. Visto que se provaram pela obediência e pela coragem em corrigir os erros tratados na carta dolorosa, ele se regozijava de poder depositar confiança absoluta neles” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 216,217).

Extraído de:
HORTON, Stanley M. I & II Coríntios. 1 ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, p. 203.

HOLLOMAN, Henry. O Poder da Santificação. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, CPAD.

Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD.

ENSINADOR CRISTÃO 2CORÍNTOS LIÇÃO 8

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010





LIÇÃO 8





EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO


Paulo trata nesta lição acerca da santidade. Em nossos dias, muitas pessoas crêem que santidade é sinônimo de isolamento ou reclusão, ou ainda o hábito de seguir determinados costumes ou colocar determinadas roupas.
Biblicamente falando, santificação é o ato pelo qual nos separamos das coisas deste mundo para viver para Deus neste mundo. Se reclusão fosse sinônimo de santidade, pessoas que vivem atrás das grandes, mesmo sem Jesus, seriam as mais santificadas deste mundo. Nesta lição, a ênfase recai sobre relacionamentos pessoais.

RELACIONAMENTOS QUE NÃO DÃO CERTO. A Bíblia é bem clara quanto a certas combinações que não procedem de Deus.
O Senhor trata da separação entre seu povo e o mundo de forma muito radical e necessária. Para que tenhamos uma idéia da necessidade desta separação, o Antigo Testamento proibia que a terra fosse arada por dois animais de espécie diferente (lembremo-nos de que espécie é diferente de gênero. A espécie humana é dividida em dois gêneros, o masculino e o feminino). Um boi não poderia arar a terra com um jumento (Dt 22.10), pois eram animais de espécie diferentes, e essa diferença impediria que esses animais trabalhassem de forma correta e em harmonia. Da mesma forma, Paulo mostra que a convivência íntima com pessoas incrédulas pode prejudicar a nossa comunhão com Deus e nossa santidade. Para que essa questão seja bem assimilada pelos crentes coríntios – e por nós também, Paulo faz cinco perguntas retóricas (aqueles questionamentos onde quem pergunta não tem intenção de receber a resposta, mas que ao mesmo tempo, provocar na audiência um alto impacto e chamar para o palestrante a atenção).A estas perguntas espera-se um sonoro “não”, pois fica claro que um cristão tem “tanta” comunhão com um não-cristão quanto Cristo,o príncipe de vida,e Belial, o príncipe do mal. Esta “comunhão” é mais visível no relacionamento do casamento,onde a convivência é íntima e a relação tende a atrapalhar a vida religiosa e espiritual dos cônjuges. Paulo trata da severidade desta situação avisando que não existe comunhão entre crê em Cristo e quem não crê. Paulo não trata aqui de exercer relações de negócios,pois reconhece que se este fosse o caso, seria preciso que saíssemos deste mundo: “Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem;isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos,ou com os roubadores, ou com os idólatras;porque então vos seria necessário sair do mundo”, 1Co 5.9-10. Portanto, a melhor referência ao que Paulo está tratando é em relação ao casamento entre um servo de Deus e uma pessoa não-crente.
Como o casamento não é um campo missionário, esse tipo de diferença com certeza irá destruir a relação dos cônjuges.





*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

ENSINADOR CRISTÃO 2CORÍNTOS LIÇÃO 7

sábado, 13 de fevereiro de 2010








LIÇÃO 7





PAULO, UM MODELO DE LÍDER


O assunto liderança tem estado muito em voga na atualidade, pois nunca a necessidade de líderes foi tão sentida quanto em nossos dias, onde os padrões de referência na área de liderança têm sido profundamente questionados.
Muitas teorias acerca desse tema tem sido apresentadas em diversas escolas de administração, porém a mais importante é a que a Bíblia mostra: a liderança exercida pelo exemplo. Liderar é exercer influência.Não é dar ordens ou dividir trabalhos, mas incentivar as pessoas a agirem pelo exemplo, a fim de que o grupo consiga chegar a um objetivo comum e a grandes realizações. Paulo recomenda aos coríntios na Primeira Carta: “Sede meus imitadores,como eu sou de Cristo”, 1Co 11.1. Ele seguia o exemplo do Senhor, o líder por excelência, e esperava que os coríntios fizessem o mesmo. Paulo se declara servo de Deus em prol dos gentios, e cooperador da obra do Senhor (2Co 6.1). Ele não era o criador da obra, e sim um servo.

UMA LONGA LISTA DE TRABALHOS.Paulo era um líder que exercia influência pelo exemplo. Quando acusado de ser ministro fraco e sem histórico, deixou claro que por amor ao Evangelho sofreu mais do que os outros apóstolos. Mas Lucado o descreve na prisão, antes de sua morte: “Observe o apóstolo de Deus. Quem sabe a última vez em que suas costas sentiram o conforto de uma cama ou sua boca provara uma boa refeição? Três décadas de viagens e problemas, e o que ele havia ganho para que pudesse mostrar? Há disputas em Filipos, competição em Corinto, os legalistas estão aglomerados na Galácia. Creta é infestada de ladrões, Éfeso, de mulherengos. Mesmo alguns amigos de Paulo voltaram-se contra ele. Sem dinheiro, família ou propriedades,. Míope e exausto. Oh!Ele teve seus momentos. Certa vez falou ao imperador, mas não foi convidado a retornar. Passou alguns dias com Pedro e outros em Jerusalém, mas como não pareciam fazer muitos progressos, Paulo seguiu viagem. Nunca desistiu. Éfeso, Tessalônica,Siracusa,Malta.A única lista maior do que seu itinerário foi a de seu infortúnio.Apredejado em uma cidade e desamparado em outra. Quase afogado tantas vezes quando faminto...Ele nunca recebeu salário. Tinha de pagar suas próprias despesas nas horas vagas para equilibrar um orçamento”(MAX LUCADO,QUANDO DEUS SUSSURRA O SEU NOME,CPAD,PÁGS.32-34).Quando lemos que Paulo escreveu aos coríntios sobre sua história de ministério, vemos que ele liderou servindo e mostrando em sua vida a forma de liderar servindo. Nenhum outro apóstolo registrou seus sofrimentos de forma tão contundente por amor ao Evangelho quanto Paulo o fez.




*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

SETOR EDUCAÇÃO CRISTÃ CPAD-LIÇÃO 7

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010



Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios -
"Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010



Lição 07 - Paulo, um Modelo de Líder-Servidor


Leitura Bíblica em Classe
2 Coríntios 6.1-10


Introdução

I. Paulo se identifica como servidor de Cristo (6.1,2)

II. A abnegação de um líder-servidor (6.-10)

III. As armas de ataque e defesa de um líder-servidor

Conclusão

Palavra-chave: liderança e serviço


I. Paulo se identifica como servidor de Cristo (6.1,2)

Professor, pergunte aos alunos: “Vocês estão ávidos por servirem a Deus?” Ouça com atenção. Depois, diga que atualmente muitos querem exercer liderança, mas poucos querem servir ao Mestre. Paulo foi um homem que serviu ao Senhor. Ele tinha em seu corpo e em sua alma as marcas do seu apostolado (Gl 6.17).

Explique aos alunos que “Jesus foi o exemplo de servo, e demonstrou sua atitude servil a seus discípulos. Leia com atenção João 13.1-17. Lavar os pés dos convidados era um serviço que o criado da casa deveria realizar, quando os convidados chegassem. Mas Jesus cingiu-se com uma toalha, como os escravos deveriam fazer, e lavou e enxugou os pés de seus discípulos. Se Ele, que era o Deus encarnado, estava disposto a servir, nós, seus seguidores, também devemos ser servos dispostos a trabalhar de maneira que o glorifique. Você está disposto a seguir o exemplo de Cristo sobre servir? Há uma bênção especial para aqueles que não apenas concordam que o serviço humilde faz parte dos ensinamentos de Cristo, mas que também seguem Jesus e praticam as mesmas obras que Ele (Jo 13.17). Jesus dizia que, para ser um líder, uma pessoa deveria ser um servo. Este não é um ensino confortável para os líderes que consideram difícil servir as pessoas que ocupam posições inferiores às deles” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 1445,1446).


• Pergunte aos alunos: O que significa ser um líder-servirdor? Explique que “ser um líder servidor significa ser parecido com Jesus. Precisamos aprender com Ele a lidar com as pessoas, cuidar dos necessitados, dar exemplo para outros líderes iniciantes.

[...] Um líder servidor é humilde e compreensivo e não busca sua própria glória, não se empolga pelos elogios nem entra em desespero com as críticas. Ele busca o equilíbrio emocional e espiritual. Não cultiva vaidade nem se desespera diante dos opositores. Jesus lavou os pés de Judas. Pense nisso e aprenda que um líder servidor é aquele que é capaz de lavar os pés até do traidor. É um líder capaz de perdoar as fraquezas dos liderados e dos adversários. [...] Um líder servidor é servo dos demais sem nenhum demérito” (FERREIRA, Israel Alves. As Emoções de um Líder: Como Administrar as Suas Emoções. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009. p.79).

Observe alguns dos obstáculos que impedem o líder de ser um líder-servidor:

a) O orgulho. Exagerada apreciação de si mesmo, altivez, arrogância (Rm 12.3).

b) Autopromoção. Vangloriar-se, assumir todo o mérito, exibir-se, dominar a conversa, exigir toda a atenção.

c) Medo. Insegurança quanto ao futuro gera uma auto-proteção patológica.

d) Auto-proteção. Esconder-se atrás da posição, sonegar informação, intimidar os outros, acumular prestígio e rendimentos, desencorajar reações sinceras (FERREIRA, Israel Alves. As Emoções de um Líder: Como Administrar as Suas Emoções. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009. p.79.

II. A abnegação de um líder-servidor (6.-10)

• “Paulo recomenda o seu ministério, primeiramente, na muita paciência. Esta qualidade, muito ressaltada por Jesus (Mt 10.22) e certamente significativa para Paulo, coloca-se no topo de três grupos de provações. O primeiro grupo, no versículo 4, apresenta os sofrimentos de Paulo em termos gerais. Eles podem se referir àquelas dificuldades que são independentes do agente humano, e incluem aflições, todas as experiências de pressão física, mental ou espiritual que talvez possam ser evitadas; necessidades, que não possam ser evitadas; e angústias, das quais não é possível escapar.

O segundo especifica os sofrimentos em particular que são infligidos pelos homens. Paulo se esforça para recomendar a si mesmo como um servo fiel de Deus ‘mostrando a suprema paciência entre’ açoites, prisões e tumultos. O terceiro consiste daquelas disciplinas que ele impôs a si mesmo para a proteção da sua missão: nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns. O grande apóstolo, para o bem do evangelho, frequentemente:

1. Cansava-se até o ponto de exaustão;

2. Diminuía as suas horas de descanso para dedicar mais tempo ao ministério da Palavra e à oração.

3. Negligenciava as suas refeições quando o trabalho era urgente.” (Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 438).

• “Em meio a todos os sofrimentos, Paulo continuou cultivando qualidades de pureza, inclusive a sinceridade, como também a integridade nas questões financeiras; ciência, especialmente no seu modo de levar as pessoas ao conhecimento de Deus pelo Evangelho; longanimidade, usando de autocontrole em lidar com pessoas difíceis e circunstâncias difíceis; e benignidade, como benignidade, paciência e longanimidade de Deus (cf. Rm 2.4)” (HORTON, Stanley M. I e II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 215).

Extraído de:
HORTON, Stanley M. I & II Coríntios. 1 ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, p. 203.

FERREIRA, Israel Alves. As Emoções de um Líder: Como Administrar as Suas Emoções. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, CPAD.

Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD.