O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 8

sábado, 20 de novembro de 2010

 

Licoes-biblicas-mestre-jovens-e-adultos__m206362 Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus

Lição 08 - A oração sacerdotal de Jesus Cristo

A maior de todas as orações

LEITURA EM CLASSE
João 17.1-4; 15-17; 20-22.
INTRODUÇÃO
I. ORAÇÃO POR UMA VIDA DE COMUNHÃO COM O PAI
II. ORAÇÃO POR PERSEVERANÇA, ALEGRIA E LIVRAMENTO
III. ORAÇÃO POR SANTIDADE, UNIDADE E FRUTOS  ESPIRITUAIS
CONCLUSÃO


A MAIOR DE TODAS AS ORAÇÕES

Alguns irmãos costumam fazer orações bem compridas; porém, a verdadeira oração é medida por seu peso, não por seu comprimento.
Assim se expressou o grande pregador brintânico Charles Haddon Spurgeon; e ele está certo! A maior oração já feita está registrada em João 17, e leva cerca de seis minutos para ser lida em voz alta, e em tom de reverência. Não há muito comprimento nela, mas certamente há muitíssima profundidade e peso.
De acordo com o que diz Herbert Lockyer, há 650 orações definidas registradas na Bíblia; porém, nenhuma delas pode igualar-se à “Oração Sacerdotal” de Jesus, registrada em João 17 – nem o poderá nenhuma outra, registrada fora da bíblia.
O que há nessa oração que a faz assim tão grande? Ela é grande por causa da pessoa que a proferiu. E essa pessoa é nada menos que o próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele não é somente o Filho de Deus, mas Deus, o Filho, o Deus eterno que veio à terra em forma humana, porém sem pecado.
Cada um dos quatro evangelhos tem sua ênfase especial. Em seu evangelho, Mateus enfatiza Cristo, o Rei, o Messias prometido nas Escrituras do Antigo Testamento. O de Marcos é o Evangelho do Servo, e Lucas pinta no seu a simpatia do Filho do Homem. Porém, o propósito de João ao escrever o seu evangelho foi apresentar a divindade de Jesus Cristo.
“Em verdade, Jesus operou na presença de seus discípulos, ainda muito outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30,31).
Isso explica porque João incluiu esta oração em seu evangelho; ela destaca a impressionante verdade de que Jesus Cristo é o Deus eterno. Quase todos os versículos de João 17 expressam esse grande fato.
Somente Deus, o Filho, poderia pedir ao Pai para glorificá-lo (v.1). Moisés pediu para “ver” a glória de Deus (Ex 33.18). Jesus pediu para “receber” a glória de Deus, e a identificou como sendo a mesma glória na qual havia estado com o Pai “antes que o mundo existisse” (v.5). Somente alguém desequilibrado mentalmente ou então o Deus eterno poderia afirmar ter a glória ou qualquer outra coisa “antes que o mundo existisse”.
[...] Com esta simples declaração, Jesus afirmou ser Deus. Por quatro vezes, nesta oração, Jesus disse que Deus, o Pai, o enviou (vv. 3,18,21,25). Naturalmente que qualquer apóstolo ou profeta pode afirmar ter sido enviado por Deus; contudo, nenhum mero ser humano poderia afirmar que “saiu de Deus” (Jo 17.8; 16.28). Qualquer cristão poderia orar “Tudo que é meu, é teu”, mas somente o Filho de Deus poderia adicionar a isso “e tudo o que é teu, é meu” (v.10). Jesus afirmou que possuía tudo o que o Pai possuía! Ele afirmou também ser “um com o Pai” (vv. 11,21).
[...] Pense no que deve ter significado para o nosso Salvador o fato de comunicar-se com seu Pai! O cálice que Ele estava prestes a beber viria da mão de seu Pai (Jo 18.11). Haveria a vergonha, a dor e mesmo a morte e uma separação temporária de seu Pai; [porém], Ele veio ao mundo para esse propósito, e o Pai o veria através de sua gloriosa vitória.
É interessante contrastar esta ocasião de oração com algumas outras ocasiões de intercessão registradas nas Escrituras. Em Gênesis 18, lemos que Abraão intercedeu pela cidade de Sodoma. Mas Jesus estava encarregado “do mundo inteiro” e deveria morrer para salvar os pecadores perdidos. Moisés intercedeu por toda uma nação, o povo de Israel (Êx 32), e até ofereceu-se para morrer para que eles fossem perdoados. Porém Jesus morreu! E por causa de sua morte, todos aqueles que nEle creem são perdoados e salvos  por toda eternidade. Salomão fez uma grande oração na dedicação do Templo ao Senhor; porém a oração de Jesus Cristo em João 17 significa a criação de um templo espiritual, a Igreja (1 Pe 2.5).
Aqui, Jesus nos deu um bom exemplo: a oração é essencial. Não somente nos fatos do dia-a-dia, mas especialmente nas crises que atravessamos ao longo da vida. “Não orem para terem vidas fáceis”, disse Phillips Brooks. “Orem para serem homens mais vigorosos. Não orem por tarefas que se igualem às suas forças. Orem por forças que se igualem às suas tarefas”.

 


Texto adaptado da obra “A Oração Intercessória de Jesus: Prioridades para uma Vida Cristã Dinâmica”, Rio de Janeiro: CPAD.

SUBSÍDIO 1 JOÃO LIÇÃO 13

sexta-feira, 25 de setembro de 2009






LIÇÃO 13
27 DE SETEMBRO DE 2009
A SEGURANÇA EM CRISTO

INTRODUÇÃO
Nesta lição, vamos falar da segurança que temos em Cristo.Nós em Cristo somos mais do que vencedores em todos os sentidos.Fomos resgatados do mundo para viver com Cristo nosso Salvador e Senhor que nos garante uma eterna segurança.
E pra tanto, extraímos do livro Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, Myer Pearlman, este subsídio.
A Segurança da Salvação
É a Salvação final dos cristãos incondicional, ou poderá perder-se por causa do pecado?
A experiência prova a possibilidade duma queda temporária da graça, conhecida por "desviar-se". O termo não se encontra no Novo Testamento, senão no Antigo Testamento. Uma palavra hebraica significa "voltar atrás" ou "virar-se"; outra palavra significa "volver-se" ou ser "rebelde". Israel é comparado a um bezerro teimoso que volta para trás e se recusa a ser conduzido, e torna-se insubmisso ao jugo. Israel afastou-se de Jeová e obstinadamente se recusou a tomar sobre si o jugo de seus mandamentos.
O Novo Testamento nos admoesta contra tal atitude, porém usa outros termos. O desviado é a pessoa que outrora tinha o zelo de Deus, mas agora se tomou fria (Mat. 24:12); outrora obedecia à Palavra, mas o mundanismo e o pecado impediram seu crescimento e frutificação (Mat. 13:22); outrora pôs a mão ao arado, mas olhou para trás (Luc. 9:62); como a esposa de Ló, que havia sido resgatada da cidade da destruição, mas seu coração voltou para ali (Luc. 17:32); outrora estava em contacto vital com Cristo, mas agora está fora de contacto, e está seco, estéril e inútil espiritualmente (João 15:6); outrora obedecia à voz da consciência, mas agora jogou para longe de si essa bússola que o guiava, e, como resultado, sua embarcação de fé destroçou-se nas rochas do pecado e do mundanismo (1 Tim. 1:19); outrora alegrava-se em chamar-se cristão, mas agora se envergonha de confessar a seu Senhor (2 Tim. 1:8 ;2:12); outrora estava liberto da contaminação do mundo, mas agora voltou como a "porca lavada ao espoja-douro de lama" (2 Ped. 2:22; vide Luc. 11:21-26).
É possível decair da graça; mas a questão é saber se a pessoa que era salva e teve esse lapso, pode finalmente perder-se. Aqueles que seguem o sistema de doutrina calvinista respondem negativamente; aqueles que seguem o sistema arminiano (chamado assim em razão de Armínio, teólogo holandês, que trouxe a questão a debate) respondem afirmativamente.

1. Calvinismo.
A doutrina de João Calvino não foi criada por ele; foi ensinada por santo Agostinho, o grande teólogo do quarto século. Nem tampouco foi criada por Agostinho, que afirmava estar interpretando a doutrina de Paulo sobre a livre graça.
A doutrina de Calvino é como segue: A salvação é inteiramente de Deus; o homem absolutamente nada tem a ver com sua salvação. Se ele, o homem, se arrepender, crer e for a Cristo, é inteiramente por causa do poder atrativo do Espírito de Deus. Isso se deve ao fato de que a vontade do homem se corrompeu tanto desde a queda, que, sem a ajuda de Deus, não pode nem se arrepender, nem crer, nem escolher corretamente. Esse foi o ponto de partida de Calvino — a completa servidão da vontade do homem ao mal. A salvação, por conseguinte, não pode ser outra coisa senão a execução dum decreto divino que fixa sua extensão e suas condições.
Naturalmente surge esta pergunta: Se a salvação é inteiramente obra de Deus, e o homem não tem nada a ver com ela, e está desamparado, amenos que o Espírito de Deus opere nele, então, por que Deus não salva a todos os homens, posto que todos estão perdidos e desamparados? A resposta de Calvino era: Deus predestinou alguns para serem salvos e outros para serem perdidos. "A predestinação é o eterno decreto de Deus, pelo qual ele decidiu o que será de cada um e de todos os indivíduos. Pois nem todos são criados na mesma condição; mas a vida eterna está preordenada para alguns, e a condenação eterna para outros." Ao agir dessa maneira Deus não é injusto, pois ele não é obrigado a salvar a ninguém; a responsabilidade do homem permanece, pois a queda de Adão foi sua própria falta, e o homem sempre é responsável por seus pecados.
Posto que Deus predestinou certos indivíduos para a salvação, Cristo morreu unicamente pelos "eleitos"; a expiação fracassaria se alguns pelos quais Cristo morreu se perdessem.
Dessa doutrina da predestinação segue-se o ensino de "uma vez salvo sempre salvo"; porque se Deus predestinou um homem para a salvação, e unicamente pode ser salvo e guardado pela graça de Deus, que é irresistível, então, nunca pode perder-se.
Os defensores da doutrina da "segurança eterna" apresentam as seguintes referências para sustentar sua posição: João 10:28,29: Rom. 11:29; Fil. 1:6; 1 Ped. 1:5; Rom. 8:35; João 17:6.

2. Arminianismo.
O ensino arminiano é como segue: A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos, porque Cristo morreu por todos. (1 Tim. 2:4-6; Heb. 2:9; 2 Cor. 5:14; Tito 2:11,12.) Com essa finalidade ele oferece sua graça a todos. Embora a salvação seja obra de Deus, absolutamente livre e independente de nossas boas obras ou méritos, o homem tem certas condições a cumprir. Ele pode escolher aceitar a graça de Deus, ou pode resistir-lhe e rejeitá-la. Seu direito de livre arbítrio sempre permanece.
As Escrituras certamente ensinam uma predestinação, mas não que Deus predestina alguns para a vida eterna e outros para o sofrimento eterno. Ele predestina " a todos os que querem" a serem salvos — e esse plano é bastante amplo para incluir a todos que realmente desejam ser salvos. Essa verdade tem sido explicada da seguinte maneira: na parte de fora da porta da salvação lemos as palavras: "quem quiser pode vir"; quando entramos por essa porta e somos salvos, lemos as palavras no outro lado da porta: "eleitos segundo a presciência de Deus". Deus, em razão de seu conhecimento, previu que essas pessoas aceitariam o evangelho e permaneceriam salvos, e predestinou para essas pessoas uma herança celestial. Ele previu o destino delas, mas não o fixou.
A doutrina da predestinação é mencionada, não com propósito especulativo, e, sim, com propósito prático. Quando Deus chamou Jeremias ao ministério, ele sabia que o profeta teria uma tarefa muito difícil e poderia ser tentado a deixá-la. Para encorajá-lo, o Senhor assegurou ao profeta que o havia conhecido e o havia chamado antes de nascer (Jer. 1:5). Com efeito, o Senhor disse: "Já sei o que está adiante de ti, mas também sei que posso te dar graça suficiente para enfrentares todas as provas futuras e conduzir-te à vitória." Quando o Novo Testamento descreve os cristãos como objetos da presciência de Deus, seu propósito é dar-nos certeza do fato de que Deus previu todas as dificuldades que surgirão à nossa frente, e que ele pode nos guardar e nos guardará de cair.

3. Uma comparação.
A salvação é condicional ou incondicional? Uma vez salva, a pessoa é salva eternamente? A resposta dependerá da maneira em que podemos responder às seguintes perguntas-chave: De quem depende a salvação? É irresistível a graça?
1) De quem depende, em última análise, a salvação: de Deus ou do homem? Certamente deve depender de Deus, porque, quem poderia ser salvo se a salvação dependesse da força da própria pessoa? Podemos estar seguros disto: Deus nos conduzirá à vitória, não importa quão débeis ou desatinados sejamos, uma vez que sinceramente desejamos fazer a sua vontade. Sua graça está sempre presente para nos admoestar, reprimir, animar e sustentar.
Contudo, não haverá um sentido em que a salvação dependa do homem? As Escrituras ensinam constantemente que o homem tem o poder de escolher livremente entre a vida e a morte, e Deus nunca violará esse poder.
2) Pode-se resistir à graça de Deus? Um dos princípios fundamentais do Calvinismo é que a graça de Deus e irresistível. Quando Deus decreta a salvação de uma pessoa, seu Espírito atrai, e essa atração não pode ser resistida. Portanto, um verdadeiro filho de Deus certamente perseverará até ao fim e será salvo; ainda que caia em pecado, Deus o castigará e pelejará com ele. Ilustrando a teoria calvinista diríamos: é como se alguém estivesse a bordo dum navio, e levasse um tombo; contudo está a bordo ainda; não caiu ao mar.
Mas o Novo Testamento ensina, sim, que é possível resistir à graça divina e resistir para a perdição eterna (João 6:40; Heb. 6:46; 10:26-30; 2 Ped. 2:21; Heb. 2:3; 2 Ped. 1:10), e que a perseverança é condicional dependendo de manter-se em contacto com Deus.
Note-se especialmente Heb. 6:4-6 e 10:26-29. Essas palavras foram dirigidas a cristãos; as epístolas de Paulo não foram dirigidas aos não-regenerados. Aqueles aos quais foram dirigidas são descritos como havendo sido uma vez iluminados, havendo provado o dom celestial, participantes do Espírito Santo, havendo provado a boa Palavra de Deus e as virtudes do século futuro. Essas palavras certamente descrevem pessoas regeneradas.
Aqueles aos quais foram dirigidas essas palavras eram critãos hebreus, que, desanimados e perseguidos (10:32-39), estavam tentados a voltar ao Judaísmo. Antes de serem novamente recebidos na sinagoga, requeria-se deles que, publicamente, fizessem as seguintes declarações (10:29): que Jesus não era o Filho de Deus; que seu sangue havia sido derramado justamente como o dum malfeitor comum; e que seus milagres foram operados pelo poder do maligno. Tudo isso está implícito em Heb. 10:29. (Que tal repúdio da fé podia haver sido exigido, é ilustrado pelo caso dum cristão hebreu na Alemanha, que desejava voltar à sinagoga, mas foi recusado porque desejava conservar algumas verdades do Novo Testamento.) Antes de sua conversão havia pertencido à nação que crucificou a Cristo; voltar à sinagoga seria de novo crucificar o Filho de Deus e expô-lo ao vitupério; seria o terrível pecado da apostasia (Heb. 6:6); seria como o pecado imperdoável para o qual não há remissão, porque a pessoa que está endurecida a ponto de cometê-lo não pode ser "renovada para arrependimento"; seria digna dum castigo mais terrível do que a morte (10:28); e significaria incorrer na vingança do Deus vivo (10:30, 31).
Não se declara que alguém houvesse ido até esse ponto; de fato , o autor está persuadido de "coisas melhores" (6:9). Contudo, se o terrível pecado da apostasia da parte de pessoas salvas não fosse ao menos remotamente possível, todas essas admoestações careceriam de qualquer fundamento.
Leia-se 1 Cor. 10:1-12. Os coríntios se haviam jactado de sua liberdade cristã e da possessão dos dons espirituais. Entretanto, muitos estavam vivendo num nível muito pobre de espiritualidade. Evidentemente eles estavam confiando em sua "posição" e privilégios no Evangelho. Mas Paulo os adverte de que os privilégios podem perder-se pelo pecado, e cita os exemplos dos israelitas. Estes foram libertados duma maneira sobrenatural da terra do Egito, por intermédio de Moisés, e, como resultado, o aceitaram como seu chefe durante a jornada para a Terra da Promissão. A passagem pelo Mar Vermelho foi um sinal de sua dedicação à direção de Moisés. Cobrindo-os estava a nuvem, o símbolo sobrenatural da presença de Deus que os guiava. Depois de salvá-los do Egito, Deus os sustentou, dando-lhes, de maneira sobrenatural, o que comer e beber. Tudo isso significava que os israelitas estavam em graça, isto é: no favor e na comunhão com Deus.
Mas "uma vez em graça sempre em graça" não foi verdade no caso dos israelitas, pois a rota de sua jornada ficou assinalada com as sepulturas dos que foram destruídos em conseqüência de suas murmurações, rebelião e idolatria. O pecado interrompeu sua comunhão com Deus, e, como resultado, caíram da graça. Paulo declara que esses eventos foram registrados na Bíblia para advertir os cristãos quanto à possibilidade de perder os mais sublimes privilégios por meio do pecado deliberado.

4. Equilíbrio escriturístico.
As respectivas posições fundamentais, tanto do Calvinismo como do Arminianismo, são ensinadas nas Escrituras. O Calvinismo exalta a graça de Deus como a única fonte de salvação — e assim o faz a Bíblia; o Arminianismo acentua a livre vontade e responsabilidade do homem — e assim o faz a Bíblia. A solução prática consiste em evitar os extremos antibíblicos de um e de outro ponto de vista, e em evitar colocar uma idéia em aberto antagonismo com a outra. Quando duas doutrinas bíblicas são colocadas em posição antagônica, uma contra a outra, o resultado é uma reação que conduz ao erro. Por exemplo: a ênfase demasiada à soberania e à graça de Deus na salvação pode conduzir a uma vida descuidada, porque se a pessoa é ensinada a crer que conduta e atitude nada têm a ver com sua salvação, pode tornar-se negligente. Por outro lado, ênfase demasiada sobre a livre vontade e responsabilidade do homem, como reação contra o Calvinismo, pode trazer as pessoas sob o jugo do legalismo e despojá-las de toda a confiança de sua salvação. Os dois extremos que devem ser evitados são: a ilegalidade e o legalismo.
Quando Carlos Finney ministrava em uma comunidade onde a graça de Deus havia recebido excessiva ênfase, ele acentuava muito a responsabilidade do homem. Quando dirigia trabalhos em localidades onde a responsabilidade humana e as obras haviam sido fortemente defendidas, ele acentuava a graça de Deus. Quando deixamos os mistérios da predestinação e nos damos à obra prática de salvar as almas, não temos dificuldades com o assunto. João Wesley era arminiano e George Whitefield calvinista. Entretanto, ambos conduziram milhares de almas a Cristo.
Pregadores piedosos calvinistas, do tipo de Carlos Spurgeon e Carlos Finney, têm pregado a perseverança dos santos de tal modo a evitar a negligência. Eles tiveram muito cuidado de ensinar que o verdadeiro filho de Deus certamente perseveraria até ao fim, mas acentuaram que se não perseverassem, poriam em dúvida o fato do seu novo nascimento. Se a pessoa não procurasse andar na santidade, dizia Calvino, bem faria em duvidar de sua eleição.
É inevitável defrontarmo-nos com mistérios quando nos propomos tratar as poderosas verdades da presciência de Deus e a livre vontade do homem; mas se guardamos as exortações práticas das Escrituras, e nos dedicamos a cumprir os deveres específicos que se nos ordenam, não erraremos. "As coisas encobertas são para o Senhor Deus, porém as reveladas são para nós" (Deut. 29:29).
Para concluir, podemos sugerir que não é prudente insistir falando indevidamente dos perigos da vida cristã. Maior ênfase deve ser dada aos meios de segurança — o poder de Cristo como Salvador; a fidelidade do Espírito Santo que habita em nós, a certeza das divinas promessas, e a eficácia infalível da oração. O Novo Testamento ensina uma verdadeira "segurança eterna", assegurando-nos que, a despeito da debilidade, das imperfeições, obstáculos ou dificuldades exteriores, o cristão pode estar seguro e ser vencedor em Cristo. Ele pode dizer com o apóstolo Paulo: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rom. 8:35-39).

*Extraído do livro, Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, Myer Pearlman.

SUBSÍDIO 1 JOÃO LIÇÃO 12

quarta-feira, 16 de setembro de 2009





LIÇÃO 12
20 DE SETEMBRO DE 2009
(DIA NACIONAL DA ESCOLA DOMINICAL)
O TESTEMUNHO INTERIOR DO CRENTE

INTRODUÇÃO
“A expressão "nascer de novo" não é simplesmente um termo novo,
cunhado por jornalistas :modernos para descrever as mais recentes
tendências religiosas. O termo "nascer de novo" tem quase dois mil anos.
Numa norte escura, na velha cidade de Jerusalém, Jesus volta-se para um
dos mais conhecidos intelectuais de seu tempo, e lhe diz: "Deixe-me
dizer-lhe urna coisa, a menos que uma pessoa nasça de novo, ela não
pode ver o reino de Deus." (João 3:3) Com estas palavras, Jesus nos
informa acerca da possibilidade e da necessidade de um novo
nascimento – de uma transformação espiritual. De lá para cá, incontáveis
milhões de homens, no decorrer dos séculos, têm dado testemunho da
realidade do poder de Deus em sua vida, através da experiência de um
novo nascimento.”( Billy-Graham, Como nascer de novo).
REGENERAÇÃO OU NOVO NASCIMENTO
1 Natureza da regeneração
A regeneração é o ato divino que concede ao penitente que crê uma vida nova e mais elevada mediante união pessoal com Cristo. O Novo Testamento assim descreve a regeneração:
(a) Nascimento. Deus o pai é quem "gerou", e o crente é "nascido" de Deus (1 João 5:1), "nascido do Espírito" (João 3:8), "nascido do alto" (tradução literal de João 3:3,7). Esses termos referem-se ao ato da graça criadora que faz do crente um filho de Deus.
(b) Purificação. Deus nos salvou pela "lavagem" (literalmente, lavatório ou banho) da regeneração". (Tito 3:5.) A alma foi lavada completamente das imundícias da vida de outrora, recebendo novidade de vida, experiência simbolicamente expressa no ato de batismo. (Atos
(c) Vivificação. Somos salvos não somente pela "lavagem da regeneração", nas também pela "renovação do Espírito Santo" (Tito 3:5. Vide também Col. 3:10; Rom. 12:2; Efés. 4:23; Sal. 51:10). A essência da regeneração é uma nova vida concedida por Deus Pai, mediante Jesus Cristo e pela operação do Espírito Santo.
(d) Criação. Aquele que criou o homem no princípio e soprou em suas narinas o fôlego de vida, o recria pela operação do seu Espírito Santo. (2 Cor. 5:17;Efés. 2:10; Gál. 6:15; Efés. 4:24; vide Gên. 2:7.) O resultado prático é uma transformação radical da pessoa em sua natureza, seu caráter, desejos e propósitos.
(e) Ressurreição. (Rom. 6:4,5; Col. 2:13; 3:1; Efés. 2:5, 6.) Como Deus vivificou o barro inanimado e o fez vivo para com o mundo físico, assim ele vivifica a alma em seus pecados e a faz viva para as realidades do mundo espiritual. Esse ato de ressurreição espiritual é simbolizado pelo batismo nas águas. A regeneração é "a grande mudança que Deus opera na alma quando a vivifica; quando ele a levanta da morte do pecado para a vida de justiça" (João Wesley).
Notar-se-á que os termos acima citados são apenas variantes de um grande pensamento básico da regeneração, isto é, uma divina comunicação duma nova vida à alma do homem. Três fatos científicos relativos à vida natural também se aplicam à vida espiritual; isto é, ela surge repentinamente; aparece misteriosamente, e desenvolve-se gradativamente.
Regeneração é o aspecto singular da religião do Novo Testamento. Nas religiões pagãs, reconhece-se universalmente a permanência do caráter. Embora essas religiões recomendem penitências e ritos, pelos quais a pessoa espera expiar os seus pecados, não há promessa de vida e de graça para transformar a sua natureza. A religião de Jesus Cristo é "a única religião no mundo que declara tomar a natureza decaída do homem e regenerá-la, colocando-a em contacto com a vida de Deus". Assim declara fazer, porque o Fundador do Cristianismo é Pessoa Viva e Divina, que vive para salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus. (Heb. 7:25.) Não existe nenhuma analogia entre a religião cristã, e, digamos, o Budismo ou a religião maometana. De maneira nenhuma se pode dizer: "quem tem Buda tem a vida". (Vide 1João 5:12.) Buda pode ter algo em relação à moralidade. Pode estimular, causar impressão, ensinar, e guiar, mas nenhum elemento novo foi acrescido às almas que professam o Budismo. Tais religiões podem ser produtos do homem natural e moral. Mas o Cristianismo declara-se ser muito mais. Além das coisas de ordem natural e moral, o homem desfruta algo mais na Pessoa de Alguém mais, Jesus Cristo.
2 Necessidade da regeneração.
A entrevista de nosso Senhor com Nicodemos (João 3) proporciona um excelente fundo histórico para o estudo deste tópico. As primeiras palavras de Nicodemos revelam uma série de emoções provenientes do seu coração. A declaração abrupta de Jesus no verso 3, que parece ser uma repentina mudança do assunto, explica-se pelo fato de Jesus estar respondendo ao coração de Nicodemos e não às palavras de sua interrogação. As primeiras palavras de Nicodemos revelam. 1) Fome espiritual. Se esse chefe judaico tivesse expressado o desejo de sua alma, talvez teria dito: "Estou cansado do ritualismo morto da sinagoga vou lá mas volto para casa com a mesma fome com que saí. Infelizmente, a glória divina afastou-se de Israel; não há visão e o povo perece. Mestre, a minh'alma suspira pela realidade! Pouco conheço de tua pessoa, mas tuas palavras tocaram-me o coração. Teus milagres convenceram-me de que és Mestre vindo de Deus. Gostaria de te acompanhar. 2) Faltou a Nicodemos profunda convicção. Sentiu a sua necessidade, mas necessidade dum instrutor e não dum Salvador. Tal qual a mulher samaritana, ele queria a água da vida (João 4:15), mas, como aquela, Nicodemos teve de compreender que era pecador, que precisava de purificação e transformação. (João 4:16-18.) 3) Nota-se nas suas palavras um rasto de autocomplacência, coisa muito natural num homem de sua idade e posição. Ele diria a Jesus: "Creio que foste enviado a restaurar o reino de Israel, e vim dar-te alguns conselhos quanto aos planos para conseguir esse objetivo." Provavelmente ele supôs que sendo israelita e filho de Abraão, essas qualificações seriam suficientes para o tornarem membro do reino de Deus.
"Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." Parafraseando essa passagem, Jesus diria: "Nicodemos, tu não podes unir-te à minha companhia como se te unisses a uma organização. O pertencer à minha companhia não depende da qualidade de tua vida; minha causa não é outra senão aquela do reino de Deus, e tu não podes entrar nesse reino sem experimentar uma transformação espiritual. O reino de Deus é muito diferente do que estás pensando, e o modo de estabelecê-lo e de juntar seus súditos é muito diferente do meio de que estás cogitando."
Jesus apontou a necessidade mais profunda e universal de todos os homens — uma mudança radical e completa da natureza e caráter do homem em sua totalidade. Toda a natureza do homem ficou deformada pelo pecado, a herança da queda; essa deformação moral reflete-se em sua conduta e em todas as suas relações. Antes que o homem possa ter uma vida que agrade a Deus, seja no presente ou na eternidade, sua natureza precisa passar por uma transformação tão radical, que seja realmente um segundo nascimento. O homem não pode transformar-se a si mesmo; essa transformação terá que vir de cima.
Jesus não tentou explicar o como do novo nascimento, mas explicou opor quê do assunto. "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido de Espírito é espírito." Carne e espírito pertencem a reinos diferentes, e um não pode produzir o outro. A natureza humana pode gerar a natureza humana, mas somente o Espírito Santo pode gerar a natureza espiritual. A natureza humana somente pode produzir a natureza humana; e nenhuma criatura poderá elevar-se acima de sua própria natureza. A vida espiritual não passa do pai ao filho pela geração natural; ela procede de Deus para o homem por meio da geração espiritual.
A natureza humana não pode elevar-se acima de si própria. Escreveu Marcus Dods:
Todas as criaturas possuem certa natureza segundo a sua espécie, determinada pela sua ascendência. Essa natureza que o animal recebe dos seus pais determina, desde o princípio, a sua capacidade e a esfera desse animal. A toupeira não pode subir aos ares como o faz a águia; nem tampouco pode o filhote da águia cavar um buraco como afaz toupeira. Nenhum treino jamais fará a tartaruga correr como o antílope, nem fará o antílope tão forte como o leão... Além de sua natureza, nenhum animal poderá agir.
O mesmo princípio podemos aplicar ao homem. O destino mais elevado do homem é viver com Deus para sempre; mas a natureza humana, em seu estado presente, não possui a capacidade para viver no reino celestial. Portanto, será necessário que a vida celestial desça de cima para transformar a natureza humana, preparando-a para ser membro desse reino.
3 Os meios de regeneração.
(a) Agência divina. O Espírito Santo é o agente especial na obra de regeneração. Ele opera a transformação na pessoa. (João 3:6; Tito 3:5.) Contudo, todas as Pessoas da Trindade operam nessa obra. Realmente as três Pessoas operam em todas as divinas operações, embora cada Pessoa exerça certos ofícios que lhe são peculiares. Dessa forma o Pai é preeminentemente o Criador; contudo, tanto o Filho como o Espírito Santo são mencionados como agentes na criação. O Pai gera (Tia. 1:18) e no Evangelho de João, o Filho é apresentado como o Doador da vida. (Vide caps. 5 e 6.)
Notem especialmente a relação de Cristo com a regeneração do homem. É ele o Doador da vida. De que maneira ele vivifica os homens? Vivifica-os por morrer por eles, de forma que, ao comerem sua carne e beberem seu sangue (que significa crer em sua morte expiatória), eles recebem a vida eterna. Qual é o processo de conceder a vida aos homens? Uma parte da recompensa de Cristo era a prerrogativa de conceder o Espírito Santo (Vide João 3:3,13; Gál.3:13,14), e ele ascendeu para que pudesse tomar-se a Fonte da vida e energia espiritual (João 6:62; Atos 2:33). O Pai tem vida em si (João 5:26); portanto, ele concede ao Filho ter vida em si; o Pai é a Fonte do Espírito Santo, mas ele concede ao Filho o poder de conceder o Espírito; desta forma o Filho é um "Espírito vivificante" (1 Cor. 15:45), tendo poder, não somente para ressuscitar os mortos, fisicamente, (João 5:25,26) mas também vivificar as almas mortas dos homens. (Vide Gên 2:7; João 20:22; 1 Cor. 15:45.)
(b) A preparação humana. Estritamente falando, o homem não pode cooperar no ato de regeneração, que é um ato soberano de Deus; mas o homem pode tomar parte na preparação para o novo nascimento. Qual é essa preparação? Resposta: Arrependimento e fé.
4. Efeitos da regeneração.
Podemos agrupá-los sob três tópicos: posicionais (adoção); espirituais (união com Deus); práticos (a vida de justiça).
(a) Posicionais. Quando a pessoa passa pela transformação espiritual conhecida como regeneração, torna-se filho de Deus e beneficiário de todos os privilégios dessa filiação. Assim escreve o Dr. William Evans: "Pela adoção, o crente, que já é filho de Deus, recebe o lugar de filho adulto; dessa forma o menino torna-se filho, o filho menor torna-se adulto." (Gál. 4:1-7.) A palavra "adoção" significa literalmente: "dar a posição de filhos" e refere-se, no uso comum, ao homem que toma para seu lar crianças que não são as suas pelo nascimento.
Quanto à doutrina, devemos distinguir entre adoção e regeneração: o primeiro é um termo legal que indica conceder o privilégio de filiação a um que não é membro da família; o segundo significa a transformação espiritual que toma a pessoa filho de Deus e participante da natureza divina. Contudo, na própria experiência, é difícil separar os dois, visto que a regeneração e a adoção representam a dupla experiência da filiação.
No Novo Testamento a filiação comum é, às vezes, definida pelo termo "filhos" ("uioi"— no grego), termo que originou a palavra "adoção"; outras vezes é definida pela palavra "tekna", no grego, também traduzida por "filhos", que significa literalmente "os gerados", significando a regeneração. As duas idéias são distintas e ao mesmo tempo combinadas nas seguintes passagens: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder (implicando adoção) de serem feitos filhos de Deus... os quais... nasceram... de Deus" (João 1:12,13). "Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados (implicando adoção) filhos de Deus (a palavra que significa "gerados" de Deus)" (1 João 3:1). Em Rom. 8: 15,16 as duas idéias se entrelaçam: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos Abba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus."
(b) Espirituais. Devido à sua natureza, a regeneração envolve união espiritual com Deus e com Cristo mediante o Espírito Santo; e essa união espiritual envolve habitação divina (2 Cor. 6:16-18; Gál. 2:20; 4:5,6; 1 João 3:24; 4:13.) Essa união resulta em um novo tipo de vida e de caráter, descrito de várias maneiras; novidade de vida (Rom. 6:4); um novo coração (Ezeq. 36:26); um novo espírito (Ezeq. 11:19); um novo homem (Efés. 4:24); participantes da natureza divina (2 Ped. 1:4). O dever do crente é manter seu contacto com Deus mediante os vários meios de graça e dessa forma preservar e nutrir a sua vida espiritual.
(c) Práticos. A pessoa nascida de Deus demonstrará esse fato pelo ódio que tem ao pecado (1 João 3:9; 5:18), por obras de justiça (1 João 2:29), pelo amor fraternal (1 João 4:7) e pela vitória que alcança sobre o mundo (1 João 5:4).
Devemos evitar estes dois extremos: primeiro, estabelecer um padrão tão baixo que a regeneração se torne questão de reforma natural; segundo, estabelecer um padrão elevado demais que não leve em conta as fraquezas dos crentes. Crentes novos que estão aprendendo a andar com Jesus estão sujeitos a tropeçar, como o bebê que aprende a andar. Mesmo os crentes mais velhos podem ser surpreendidos em alguma falta. João declara que é absolutamente inconsistente que a pessoa nascida de Deus, portadora da natureza divina, continue a viver habitualmente no pecado (1 João 3.9), mas ao mesmo tempo ele tem cuidado em escrever: "Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo" (1 João 2:1).
CONCLUSÃO
Quando correspondemos ao chamado divino e ao convite do Espírito e da Palavra, Deus realiza atos soberanos que nos introduzem na família do seu Reino: regenera os que estão mortos nos seus delitos e pecados; justifica os que estão condenados diante de um Deus santo; e adota os filhos do inimigo.
A regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior.
É uma obra que somente Deus realiza. Nascer de novo diz respeito a uma transformação radical. Mas ainda se faz mister um processo de amadurecimento. A regeneração é o início do nosso conhecimento de Deus, na nossa experiência de Cristo e do Espírito e no nosso caráter moral.

Bibliografias usadas:
-Myer Pearlman - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia (regeneração todo assunto), Ed. Vida.
-Billy-Graham – Como Nascer de Novo, Ed.Betânia

SUBSÍDIO 1 JOÃO LIÇÃO 11

quinta-feira, 10 de setembro de 2009





LIÇÃO 11
14 de setembro de 2009
(dia nacional de missões)
O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO
INTRODUÇÃO
Durante uma conferência britânica a respeito de religiões comparadas, técnicos de todo o mundo debatiam qual a crença única da fé cristã, se é que existia essa crença. Eles começaram eliminando as possibilidades. Encarnação? Outras religiões tinham diferentes versões de deuses aparecendo em forma humana. Ressurreição? Novamente, outras religiões tinham histórias de retorno dos mortos. O debate prosseguiu durante algum tempo até que C. S. Lewis1 entrou no recinto. "A respeito do que é a confusão?", ele perguntou, e ouviu a resposta dos seus colegas de que estavam discutindo sobre a contribuição única do cristianismo entre as religiões do mundo. Lewis respondeu: "Oh, isso é fácil. É a graça".
Depois de alguma discussão, os conferencistas tiveram de concordar. A noção do amor de Deus vindo a nós livre de retribuição, sem cordas amarradas, parece ir contra cada instinto da humanidade. O caminho de oito passos do budismo, a doutrina hindu do karma, a aliança judaica, o código da lei muçulmana — cada um deles oferece um caminho para alcançar a aprovação. Apenas o cristianismo se atreve a dizer que o amor de Deus é incondicional.
Deus na sua infinita misericórdia nos amou primeiro, sendo nós ainda pecadores. Amou-nos de tal maneira que deu seu filho unigênito para morrer na cruz pelos nossos pecados. Mostrando-nos e dando-nos o exemplo do amor incondicional.
O AMOR DE DEUS
A declaração repetida duas vezes por João: "Deus é amor" (1Jo 4:8,16) é um dos pronunciamentos mais tremendos da Bíblia — e também um dos menos entendidos. Idéias falsas cresceram à sua volta como uma cerca de espinhos, ocultando o significado real, e não é tarefa fácil atravessar esse aglomerado de vegetação mental. Entretanto, quanto maior a dificuldade envolvida maior é a recompensa quando o verdadeiro sentido desses textos são captados pela alma cristã. Quem sobe uma alta montanha não reclama do esforço ao contemplar o cenário que se descortina do topo!
Na verdade, feliz é quem pode repetir com João as palavras da sentença que precede o segundo "Deus é amor", "Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor" (v. 16). Conhecer o amor de Deus é na verdade o céu na terra. O Novo Testamento mostra este conhecimento não como privilégio de uns poucos favorecidos, mas como parte normal da experiência comum do cristão, algo estranho àqueles cuja espiritualidade é pouco sadia ou malformada. Quando Paulo diz: "... Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu" (Rm 5:5), ele não se refere ao amor de Deus, como pensava Agostinho, mas ao conhecimento do amor de Deus por nós. Embora nunca chegasse a conhecer pessoalmente os cristãos de Roma a quem escrevia, Paulo tinha certeza de que a afirmação seria verdadeira para eles como era para si mesmo.
Nosso objetivo neste lição é mostrar a natureza do amor divino derramado pelo Espírito. Com este propósito fixamos nossa atenção na grande afirmativa joanina de que Deus é amor: em outras palavras, o amor que ele mostra às pessoas, o qual os cristãos conhecem e no qual se alegram, é a revelação de seu próprio ser interior
Quando estudamos a sabedoria de Deus, vimos alguma coisa de sua mente; quando pensamos em seu poder, vimos um pouco de sua mão e de seu braço; quando consideramos sua palavra, aprendemos algo sobre sua boca, mas agora, contemplando seu amor, veremos seu coração. Estaremos pisando solo sagrado, precisamos da graça da reverência para que possamos pisar nele sem pecar.
AMOR, ESPÍRITO E LUZ
Dois comentários gerais sobre essa afirmação de João serão úteis agora.
1. "Deus é amor" não é a verdade completa sobre Deus, no que diz respeito à Bíblia. Esta não é uma definição abstrata, isolada; mas um resumo, da perspectiva do cristão, do que a revelação feita nas Escrituras nos fala sobre seu Autor. Esta afirmação pressupõe o resto do testemunho bíblico sobre Deus. O Deus sobre o qual João fala é o Deus que fez O mundo, que o condenou pelo dilúvio, que chamou Abraão e fez dele uma nação, que disciplinou seu povo do Antigo Testamento pela conquista, cativeiro e exílio, que enviou seu Filho para salvar o mundo, que afastou o Israel incrédulo, que pouco antes de João haver escrito havia destruído Jerusalém e que um dia julgará o mundo com justiça. Esse Deus, diz João, é amor.
É errado citar essa afirmação de João, como muitos o fazem, como se ela levantasse dúvidas sobre o testemunho bíblico da severidade da justiça divina. Não é possível argumentar que o Deus amoroso não possa também ser o Deus que condena e castiga o desobediente, pois é precisamente do Deus que age assim que João está falando.
Se quisermos evitar um mal-entendido a respeito da afirmação de João, devemos torná-la associando-a com outras duas grandes declarações que apresentam a mesma forma gramatical encontrada em outros pontos de seus escritos. Interessante que ambas partiram do próprio Cristo. A primeira está no evangelho de João. São as palavras de nosso Senhor à samaritana: "Deus é espírito" (Jo 4:24). A segunda está no começo da primeira epístola. João a apresenta como resumo da "mensagem que dele (Jesus) ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz" (1Jo 1:5). A afirmação de que Deus é amor deve ser interpretada conforme os ensinamentos destas duas declarações e será útil fazermos agora um breve estudo delas.
Deus é espírito. Quando nosso Senhor disse isso, ele procurava fazer a samaritana abandonar a idéia de que havia apenas um lugar adequado para a adoração, como se Deus estivesse confinado de algum modo a algum lugar. "Espírito" contrasta com "carne". A idéia central de Cristo era que o homem, sendo "carne", só pode estar presente em um lugar de cada vez. Deus, porém, sendo "espírito", não está assim limitado. Deus não é material, não tem corpo, portanto, não fica confinado a um lugar. Por isso (Cristo continua), a verdadeira condição da adoração aceitável não é estar em Jerusalém, Samaria ou em qualquer outro lugar, mas o importante é que seu coração seja receptivo e responda à revelação dele. "Deus é espírito; e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4:24).
Deus não tem corpo — portanto, como já dissemos, ele está livre das limitações do espaço e da distância, e é onipresente. Deus não tem partes — isto significa que sua personalidade, poderes e qualidades estão perfeitamente integrados, assim nada nele se altera. Ele "não muda como sombras inconstantes" (Tg 1:17). Assim, ele é livre de todas as limitações de tempo e dos processos naturais, e permanece eternamente o mesmo.
Deus não tem paixões — isto não quer dizer que ele seja insensível (impassível) ou que não haja nada nele que corresponda a nossas emoções e afeições. Entretanto, considerando que as paixões humanas, especialmente as dolorosas, como medo, sofrimento, arrependimento e desespero, são de algum modo passivas e involuntárias, e que surgem por meio de circunstâncias fora de nosso controle, as atitudes correspondentes em Deus têm a natureza de escolha voluntária e deliberada, não sendo, portanto, absolutamente comparáveis às paixões humanas.
Assim, o amor de Deus, que é espírito, não é incerto nem inconstante como o amor humano. Não é apenas um desejo impotente de coisas que talvez nunca venham a realizar-se. Ao contrário, trata-se da determinação espontânea de todo o ser divino em uma atitude de benevolência e benefício,escolhida livremente e estabelecida com firmeza. Não há inconstâncias nem vicissitudes no amor do Deus altíssimo, que é Espírito. Seu amor é "tão forte quanto a morte [...] nem muitas águas conseguem apagar o amor" (Ct 8:6,7). Nada poderá separá-lo dos que um dia foram por ele alcançados (Rm 8:35-39).
Deus é luz. Fomos informados de que o Deus que é espírito é também luz. João fez esta declaração atacando certos cristãos professos que haviam perdido o contato com as verdades morais e diziam que nenhuma de suas práticas era pecaminosa. A intensidade das palavras de João está no seguinte preceito: "nele não há treva alguma" (1Jo 1:5). Luz significa santidade e pureza baseadas na lei de Deus; treva significa deturpação moral e injustiça de acordo com a mesma lei (1Jo 2:7-11; 3:10).
O ponto principal das palavras de João é que apenas quem "anda na luz" procura ser igual a Deus em santidade e justiça, evita tudo o que não esteja de acordo com isto, desfruta da companhia do Pai e do Filho. Os que "andam nas trevas", não importa o que digam de si mesmos, são estranhos a esse relacionamento (v. 6).
2. "Deus é amor" é a verdade completa sobre Deus no que diz respeito aos cristãos. Dizer "Deus é luz" implica a expressão da santidade de Deus em tudo o que ele diz e faz. Do mesmo modo, a afirmação "Deus é amor" significa que seu amor é encontrado em tudo o que ele diz e faz.
O conhecimento de que esta verdade se aplica á nós, pessoalmente, é o supremo conforto do cristão. Ao crer, descobrimos na cruz de Cristo a certeza de que somos amados individualmente por Deus: "o Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim" (Gl 2:20). Sabendo disto, podemos aplicar a nós mesmos a promessa de que "Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito" (Rm 8:28). Não apenas algumas coisas, repare bem, mas todas as coisas! Cada pequenina coisa que nos acontece expressa o amor de Deus e ocorre para cumprir o propósito divino para a nossa vida.
Portanto, pelo que nos concerne, Deus é amor — santo e onipotente amor — em todos os momentos e em todas as ocasiões de nossa vida. Mesmo quando não podemos ver a razão e a finalidade da ação de Deus, sabemos haver amor nela e por trás dela, por isso podemos sempre nos alegrar, mesmo quando, humanamente falando, as coisas vão mal. Sabemos que a verdadeira história de nossa vida, quando revelada, provará ter sido um ato de misericórdia do começo ao fim, e com isso nos alegraremos.
DEFINIÇÃO DO AMOR DE DEUS
Até agora simplesmente delimitamos o amor de Deus, mostrando em termos gerais como e quando ele opera, mas isto não é suficiente. Perguntamos: O que ele é em essência? Como devemos defini-lo e analisá-lo? A resposta que a Bíblia apresenta para essas questões ressalta uma concepção do amor de Deus que pode ser formulada do seguinte modo:
O amor de Deus é um exercício de sua bondade para com os pecadores, individualmente, por meio do qual, tendo se identificado com o bem-estar dessas pessoas, entregou seu Filho para ser o Salvador delas, e agora as leva a conhecê-lo e a desfrutá-lo em uma relação de aliança.
Vamos explicar as partes que constituem essa definição.
1. O amor de Deus é um exercício de sua bondade. A bondade de Deus no sentido bíblico significa sua generosidade cósmica. A bondade divina, escreveu Louis Berkhof, é "a perfeição em Deus que o leva a tratar benévola e generosamente todas as suas criaturas. É a afeição que o Criador sente para com as suas criaturas dotadas de sensibilidade consciente" (citando Sl 145:9,15,16; Lc 6:35; At 14:17).2 O amor de Deus é a manifestação suprema e mais gloriosa desta bondade. "O amor", escreveu James Orr,3 "é, de forma geral, o princípio que leva um ser moral a desejar e a se alegrar com outro, e alcança sua forma mais elevada em uma amizade na qual cada um vive na vida do outro e encontra sua alegria em se dar ao outro, recebendo de volta o extravasamento da afeição do outro em si mesmo".4 Assim é o amor de Deus.
2. O amor de Deus é um exercício de sua bondade para com os pecadores. Dessa forma, o amor encerra a natureza da graça e da misericórdia. É emanação divina na forma de bondade, não apenas imerecida, como contrária a qualquer merecimento, pois os objetos do amor de Deus são criaturas racionais transgressoras da lei, cuja natureza é corrupta aos olhos dele e merecedoras apenas de condenação e expulsão final de sua presença.
É admirável que Deus ame os pecadores; entretanto, a realidade é esta. Deus ama criaturas que se tornaram indignas desse amor. Não havia nada nos objetos de seu amor que pudesse merecê-lo; nada no ser humano poderia atrair esse amor ou induzir a ele. O amor entre as pessoas é despertado por alguma coisa encontrada no amado, mas o amor de Deus é livre, espontâneo, sem causa nem inspiração. Deus ama as pessoas porque escolheu amá-las — como compôs Charles Wesley: "Ele nos tem amado, ele nos tem amado, porque queria amar"5 (reprodução de Dt 7:8) —, e nenhum motivo para seu amor pode ser dado, salvo seu bondoso e soberano prazer.
O mundo greco-romano do Novo Testamento jamais sonharia com tal amor; atribuía-se muitas vezes a seus deuses a cobiça de mulheres, mas nunca amor por pecadores. Os autores do Novo Testamento tiveram de usar uma palavra grega quase nova — agape — para expressar o amor de Deus como eles o conheciam.
3. O amor de Deus é um exercício de sua bondade para com os pecadores, individualmente. Não se trata de boa vontade vaga e difusa para com todos em geral e ninguém em particular; ao contrário, por ser função da onisciência todo-poderosa, sua natureza é particularizar tanto os objetos como os efeitos. O propósito do amor divino, formado antes da criação (Ef 1:4), envolveu primeiramente a escolha e a seleção das pessoas às quais ele abençoaria; e em segundo lugar a relação dos benefícios que lhes seriam concedidos e os meios pelos quais seriam obtidos e desfrutados. Tudo isto foi assegurado desde o início.
Paulo escreveu aos cristãos tessalonicenses: "Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vocês, irmãos amados pelo Senhor, porque desde o princípio [antes da criação] Deus os escolheu [selecionou] para serem salvos [o fim determinado], mediante a obra santificadora do Espírito e a fé na verdade [o meio determinado]" (2Ts 2:13). O exercício do amor de Deus, no tempo, em relação aos pecadores, individualmente, é a execução do propósito formado por ele na eternidade, no sentido de abençoar esses mesmos indivíduos pecadores.
4. O amor de Deus pelos pecadores implica sua identificação com o
bem-estar deles
. Tal identificação está envolvida em toda espécie de amor, sendo, na realidade, uma prova para verificar se o amor é genuíno ou não. Se um pai permanece alegre e despreocupado enquanto o filho atravessa dificuldades ou se um marido fica impassível diante do desespero da esposa, duvidamos de que haja realmente amor nesse relacionamento, pois sabemos que quem ama de verdade só fica feliz quando as pessoas queridas também estão felizes. O amor de Deus pelos homens é desse tipo.
Nos capítulos anteriores destacamos que Deus objetiva em todas as coisas a própria glória — para que ele seja revelado, conhecido, admirado e adorado. Esta afirmação é verdadeira, mas incompleta. Precisa ser equilibrada pelo reconhecimento de que Deus ligou voluntariamente sua felicidade última à das pessoas porque dedica seu amor a elas. Não é por acaso que a Bíblia fala freqüentemente de Deus como o Pai amoroso e o Esposo de seu povo. Conclui-se, então, que pela própria natureza desse relacionamento a felicidade de Deus não será completa enquanto seus amados não estiverem finalmente livres de dificuldades: Até que toda a Igreja de Deus redimida Seja salva, para não mais pecar.
Deus estava feliz sem os seres humanos, antes de sua criação. Ele teria continuado assim se simplesmente tivesse destruído o homem depois do pecado, mas como vemos ele dedicou seu amor a qualquer pecador, individualmente, e isso significa que, por sua livre e espontânea vontade, ele não conhecerá a felicidade pura e perfeita novamente até que tenha levado cada um deles para o céu. Na realidade, ele resolveu que daquele momento até a eternidade sua felicidade seria condicionada à nossa.
Assim, Deus salva não apenas para sua glória, mas também para sua satisfação. Isto ajuda a explicar por que há alegria (alegria divina) na presença dos anjos quando um pecador se arrepende (Lc 15:10), e por que haverá "grande alegria" quando Deus nos colocar imaculados em sua santa presença no último dia (Jd 24). Essa idéia ultrapassa nosso entendimento e desafia a fé, mas não há dúvida de que, segundo as Escrituras, assim é o amor de Deus.
5. O amor de Deus pelos pecadores foi expressa pela dádiva de ser seu Filho o Salvador deles. Mede-se o amor calculando quanto ele oferece, e a medida do amor divino é a dádiva de seu único Filho para ser feito homem e morrer pelos pecadores, e assim tornar-se o único mediador que nos pode levar a Deus.
Não nos admiramos de que Paulo tenha se referido ao amor de Deus' como "grande", ultrapassando o conhecimento (Ef 2:4; 3:19). Será que já houve generosidade mais cara? Paulo argumenta que este dom supremo é, por si mesmo, a garantia de todos os outros: "Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente, e. de graça, todas as coisas?" (Rm 8:32). Os escritores do Novo Testamento apontam constantemente a cruz de Cristo como prova cabal da realidade do ilimitado amor divino.
Assim, João, imediatamente após a expressão "Deus é amor", prossegue: "Foi assim que Deus manifestou seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados" (1Jo 4:9,10). Do mesmo modo em seu evangelho: "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer [...] tenha a vida eterna" (Jo 3:16). Paulo também escreveu: "Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores" (Rm 5:8). E encontra a prova de que "o Filho de Deus [...] me amou" no fato de que ele "se entregou por mim" (Gl 2:20).
6. O amor de Deus pelos pecadores alcança seu objetivo quando "os leva a conhecê-lo e a desfrutá-lo em uma relação de aliança". O relacionamento segundo a aliança é aquele no qual as duas partes estão permanentemente comprometidas uma com a outra em serviço mútuo e dependência (p. ex., o casamento). A promessa da aliança é aquela na qual um contrato de relacionamento é estabelecido (p. ex., os votos do casamento).
A religião bíblica tem a forma de um relacionamento baseado na aliança com Deus. A primeira ocasião em que os termos desse relacionamento foram esclarecidos aconteceu quando Deus se revelou a Abraão como El Shaddai (o Deus todo-poderoso, o Deus todo-suficiente) e formalmente lhe deu a promessa da aliança "para ser o seu Deus e o Deus dos seus descendentes" (Gn 17:1-7). Todos os cristãos, pela fé em Cristo, são herdeiros dessa promessa, como Paulo diz em Gálatas 3:15-29. O que isso significa? Trata-se, na verdade, de um repositório de promessas englobando todas. "Esta é a primeira promessa e a fundamental", declarou o puritano Sibbes,7 "na verdade, é a vida e a alma de todas as promessas".8 Thomas Brooks,9 outro puritano, dá o seguinte esclarecimento:
[Isto] é como se ele dissesse: "Você terá uma participação tão verdadeira em todos os meus atributos, para seu benefício, como eles são meus para minha glória" [...] "Minha graça", disse Deus, "será de vocês para lhes perdoar, meu poder será de vocês para protegê-los, minha sabedoria será para dirigi-los, minha bondade para livrá-los, minha misericórdia para sustentá-los e minha glória será de vocês para coroá-los". Esta é uma promessa completa de que Deus seria nosso Deus; nela estão incluídas todas as coisas. Lutero disse: "Deus meus et omnia" [Deus é meu, e todas as coisas são minhas].
"Este é o verdadeiro amor para com qualquer pessoa", disse Tillotson,11 "fazer o melhor possível em relação a ela". Deus procede assim em relação a quem ama — o melhor possível; e a medida do melhor que Deus pode fazer é a onipotência! Assim, a fé em Cristo nos leva ao relacionamento que abrange bênçãos incalculáveis, tanto para agora como para a eternidade.

SUBSÍDIOS 1 JOÃO LIÇÃO 10

sexta-feira, 4 de setembro de 2009



LIÇÃO 10
06 DE SETEMBRO DE 2009
OS FALSOS PORFETAS
INTRODUÇÃO
O Antigo Testamento e o Novo Testamento registram a importância dos profetas do Senhor, especificamente no Antigo Testamento onde eles exerceram esse ofício com tanta singularidade que era ao lado do Sacerdócio e Rei o mais importante.
Mas também houve entre o povo de Deus no Antigo Testamento os falsos profetas, como também há entre nós os falsos doutores/mestres que se infiltram no seio da igreja astuciosamente com seus ensinamentos nocivos ao povo de Deus. São impostores procurando desarraigar e desviar o santo rebanho para longe da verdade e do Sumo Pastor, suscitando dúvidas e desordem de todo tipo.
Certamente, esses obreiros do pecado receberão do Senhor o justo juízo, o galardão da injustiça, e perecerão na sua própria corrupção.
I – PROFETA E PROFECIA
Profeta é aquele que,movido pelo poder do Espírito Santo, transmite mensagens inspiradas do Senhor.
Há muita confusão a respeito do dom de profecia e do ministério profético; aquele é uma graça extensiva a todos os membros na congregação que possuem o dom de profetizar. Isto está claro nas Escrituras: “... todos, uns após outros, podeis profetizar”, 1 Co 14.31. E para não haver confusão, Paulo disse: “falem dois ou três profetas, e os outros julguem”, 1 Co 14.29.
E, quanto ao Ministério profético, se refere somente ao ministério, At 15.32; 21.10.
Muitos acham que o ministério de profeta equivale ao de pregador; porém, há uma grande diferença. É certo que um pregador pode profetizar dentro duma pregação, mas nem sempre a pregação é mensagem profética.
O pregador fala a mensagem iluminada segundo a graça divina de acordo com a palavra de Deus, conforme se vê em Atos 6.6-10; 2.14-36;
A profecia, porém, é uma mensagem direta da parte de Deus; o profeta transmite a mensagem de poder, controlado pelo Espírito Santo, 1Co 14.6.
O Senhor Jesus Cristo é o fundamento da igreja, conforme a doutrina básica dos apóstolos e profetas. A gloriosa pedra angular, como está escrito: “Edificarei sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a pedra principal da esquina”, Ef.2.20.
O ministério profético do Novo Testamento é inteiramente diferente do Antigo Testamento. No Antigo a palavra vinha a eles, no Novo a palavra é anunciada inspiradamente pelo poder do Espírito Santo.
Os profetas, como pessoas, não são infalíveis. Portanto, todas suas mensagens estão sujeitas a julgamento pela palavra de Deus, 1 Co 14. 29; 1Ts 5.20,21;Jr 23.28-30.
O ministério profético foi como esteio na igreja primitiva, Ef.2.20. Contudo os dons proféticos não foram reconhecidos como regra para orientar a igreja, vide Atos 21.10-14;1 Co 14.3,29.Quem guiava era a palavra de Deus, a única regra para orientar e guiar a igreja, At 6.1-4.
Quanto às revelações ou profecias, estão sujeitas à pedra de toque – A bíblia.

II -AS EPISTOLAS 2 PEDRO E JUDAS

Existem tantas semelhança entre 2 Pedro e Judas que muitos comentaristas sugeriram uma dependência oral ou lietrária.Certamente, cada autor está profundamente preocupado a respeito do perigo dos falsos mestres para a igreja. E a linguagem que eles utilizam para descrever e denunciar os falsos mestres é quase idêntica.
Esses dois homens, ambos líderes reconhecidos, se sentiram obrigados a tratar do perigo da contaminação da verdade por homens que se disfarçavam de mestres cristãos visando alcançar os seus próprios objetivos egoístas.
Pedro, fala de muitos outros assuntos, mas dedica especialmente 22 versículos contra os falsos mestres e seus ensinamentos.
O apóstolo Judas, começa a falar sobre a salvação, quando é abruptamente interrompida para falar sobre a defesa da fé contra os falsos mestres.
Examinando essas cartas podemos frisar alguns pontos:
• Infiltração (2 Pe 2.1; Jd 4,12). Os falsos mestres ganham penetração fingindo ser crentes. Judas diz que eles “se introduziram com dissimulação” (v.4,ARA).Ironicamente, a sua agenda não é clara, pois eles hipocritamente participam da adoração na igreja. Somente quando eles são aceitos e já obtiveram alguma influência sobre a congregação é que a sua verdadeira natureza e os seus verdadeiros motivos são revelados.
• Eles praticam e ensinam imoralidade (2 Pe 2.3, 10,14,18-19;Jd 4,7). Uma das características dos falsos mestres que é mencionada repetidas vezes é o seu modo de vida imoral. Eles justificam o seu comportamento com base na graça. O argumento é que uma vez que o cristão foi libertado da Lei, ele está livre para fazer o que desejar. Judas diz isto é “converter”,transformar,tornar, em outra coisa; aqui com a clara conotação de “corromper” a graça de Deus em alguma coisa que ela não é – permissão para o pecado.É importante observar que uma boa parte da atração destes falsos mestres está no fato de que os seus ensinamentos parecem validar o comportamento imoral deles.
• Os seus ensinos nega a Cristo o Seu lugar como Senhor soberano e Salvador (2Pe 2.1;Jd 4).As epístolas de João desenvolvem também a natureza desta negação. É basicamente a rejeição dos ensinos das Escrituras de que Cristo é o Deus eterno, que veio em carne (1Jo 2.22-23,4.2-3).
• Os falsos mestres são motivados pelo egoísmo e pela avareza e não pelo desejo de servir (2Pe 2.3;14-15;Jd 15-16). O termo “avareza” pode ser usado a respeito de luxúria sexual, mas neste caso é mais provavelmente uma referência a finanças. Os falsos mestres exploram as pessoas que enganam para seu próprio ganho pessoal. A imagem de Judas é explícita; estes são pastores que apascentam “ a si mesmos” (12). Que contraste com os verdadeiros pastores descritos em 1 Pedro 5, que servem “não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade” (5.2,RA).
• Os falsos mestre rejeitam a autoridade (2 Pe 2.10;Jd 8-10). A autoridade que os falsos mestres rejeitam não é dos apóstolos, mas a do próprio Deus.
• Os falsos mestres reagem como animais irracionais (2Pe 2.12;Jd 10).
• Os falsos mestres são dominados por desejos pecaminosos (2 Pe 2.10,14-15,18;Jd 16,18).
• Os falsos mestres e seus ensinos são vazios,inúteis e sem nenhum valor (2Pe 2.17-19;Jd 12-13).Uma série de vívidas analogias retrata o homem vazio e os seus ensinos vazios. Nuvens sem chuva e fonte sem água são incapazes de promover o crescimento da natureza. Árvores desarraigadas no outono são mortas e infrutíferas. As ondas do mar e as estrelas errantes não têm propósito nem valor.Mas os falsos ensinos não são apenas desprovidos de valor. Eles são destrutivos, pois prometem liberdade enquanto, na verdade, acrescentam elos às correntes que tornam os seres humanos perdidos escravos do pecado.
• O destino dos falsos mestres e seus seguidores é certo: eles enfrentam o julgamento de Deus como retribuição dos seus erros (2 Pe 2.1,3,13;Jd 5-7,14-16).Este tema ecoa repetidas vezes através destes breves avisos. O apelo dos falsos mestres pode ser momentaneamente atraente, mas cada passo dado no caminho indicado pelos falsos mestres é um passo em direção ao julgamento.
Judas e Pedro expressam uma preocupação profunda de que os crentes não se extraviem por causa dos falsos mestres. Tragicamente, existem falsos mestres na igreja de hoje – e freqüentemente em posições elevadas. O nosso papel, bem como o das nossas instituições, é estar alerta.


CONCLUSÃO
Os falsos profetas estão hoje infiltrados por toda parte, procurando desviar os crentes incautos, da verdade. Embora declarem-se líderes espirituais, sua real preocupação é com as coisas materiais; seu único desejo é satisfazer os apetites da carne.Devemos saber identificá-los e refutar seus nefatos ensinos, divorciados da palavra de Deus.Para isto é mister que estejamos em perfeita comunhão com o Todo-Poderoso, caso contrário, seremos confundidos e enganado com seus erros.







BIBLIOGRAFIAS USADAS
-Lawrence O. Richards - Cometário Histórico-Cultural do Novo Testamento, CPAD
-João de Oliveria, Sê tu uma Bênção, CPAD.

SUBSIDIO 1 JOAO LIÇÃO 9 ST.ED.CRISTÃ CPAD

sábado, 29 de agosto de 2009


Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição I João - Os Fundamentos da fé e a perfeita comunhão com o Pai
3º trimestre/2009


Lição 09 - O crente e as bênçãos da salvação



Leitura Bíblica em Classe
1 João 3.6-10



Muitas coisas acontecem na vida do homem que recebe a Jesus como seu Salvador. Ele é salvo dos seus pecados, a salvação o livra da culpa e do poder do pecado. O crente fiel é salvo do juízo, da ira de Deus e da morte eterna. Ele entra em comunhão com Deus, recebe entrada na sua graça e torna-se cidadão do céu. Por ser salvo, ele tem no coração um lugar para o Espírito Santo agir em sua vida. A salvação dá ao homem uma viva esperança e direito a glória eterna e assim é salvo da ira de Deus.

I - A posição do crente diante do pecado

Mantendo-se regularmente distante do mal, o crente guarda a sua alma. A Bíblia diz repetidamente: “O que guarda a sua alma, retira-se para longe dele [do caminho perverso]” (Pv 22.5); “Não te aproximes da porta da sua casa [do pecado]” (Pv 5.8) se põe em perigo. Quando Pedro seguiu de longe, pôs-se em perigo! (Lc 22.54,55). Por isso é que devemos seguir o Senhor de perto ( Sl 63.8). O crente também deve evitar a companhia daqueles que dão mau exemplo (1 Co 15.33; Pv 22.24; 20.19;Sl 1.1; Js 23.12,13), não devendo impressionar com a maioria, que prosegue para fazer o mal (Êx 23.2). A Bíblia diz: “O alto caminho dos retos é desviar-se do mal” (Pv 16.17).

II - O crente e a sua comunhão com Deus

Andar com Deus é o mais perfeito sinônimo de comunhão com o Pai Celeste. Diz a Bíblia que andou Enoque com Deus. E tão profunda era a intimidade que fruía com o Senhor, que o próprio Senhor, um dia, o tomou para si (Gn 5.24). Vivendo ele numa das era mais ímpias da história da humanidade, não somente andou com Deus como também testemunhou, publicamente, acerca da justiça divina. Sua comunhão com o Senhor, portanto, não era apenas particular; era notória e aberta. Profeta do Altíssimo, condenou toda a sua geração que, irremediavelmente ímpia, recusava o oferecimento da graça divina.

Andar com Deus significa, ainda ter uma vida como a de Eliseu que, por onde quer que fosse, era de imediato reconhecido como homem de Deus (2 Rs 4.9). E Abraão? Pelo próprio Deus foi chamado de amigo (Is 41.8).

1. A meditação na Palavra de Deus

A Bíblia é a inspirada, a inerrante, a infalível, a soberana e a completa Palavra de Deus. Quanto mais lermos a Bíblia, mais sábios tornaremos. Ela orienta-nos em todos os nossos caminhos; consola-nos quando nenhum consolo humano é possível; mostra-nos a estrada do calvário e leva-nos ao lar celestial.

Os crentes que lêem a Bíblia diariamente são mais sábios e acham-se melhor preparados, a fim de enfrentar as lutas e as dificuldades que nos juncam o cotidiano. Faça da Palavra de Deus o seu lenitivo.

2. Oração

Oração é o ato pelo qual o crente, através da fé em Cristo Jesus e mediante a ação intercessora do Espírito Santo, aproxima-se de Deus com o objetivo de adorá-lo, render-lhe ações de graça, interceder pelos salvos e pelos não-salvos, e apresentar-lhe as petições de acordo com a sua suprema e inquestionável vontade (Jo 15.16; Rm 8.26;1Ts 5.18; 1Sm 12.23; 1Jo 5.14). Tiago afirma: “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto” (Tg 5.16-18). Estivéssemos nós conscientes desta verdade, cultivaríamos ainda mais esta doce e amorosa disciplina da vida cristã. Sem oração jamais haveremos de mover a mão de Deus para que aja sobrenaturalmente, no mundo, por intermédio de seu povo.

3- Jejum

Jejuar, a palavra vem do latim, jejunare, com o sentido da prática do jejum; abster-se de comer, ou abstinência de alguma coisa.

Jejum é abstinência total ou parcial de alimentos durante um determinado período, visando aprimorar o exercício da oração e da meditação. O jejum bíblico não pode ser visto como penitência, mas como um sacrifício vivo e agradável a Deus. Para que seja aceito, deve ser o jejum acompanhado de justas e piedosas intenções.

Mesmo não sendo um mandamento, a prática do jejum é muito salutar para a vida espiritual, como um reforço à oração e súplica, seja de modo sistemático, ou nem momentos em que se faz necessária uma maior contrição diante de Deus. Jesus jejuou. Este é um exemplo marcante. Homens de Deus jejuaram, inspirando-nos a seguir-lhes o exemplo. O jejum físico só tem valor quando a pessoa já vive em jejum espiritual (abster-se e atitudes que não agradam a Deus), na comunhão com Deus.

III - A salvação nos habilita para o serviço cristão

Serviço cristão é o trabalho que, amorosa e voluntariamente, consagramos a Deus, visando a expansão de seu Reino até aos confins da terra, no poder e na unção do Espírito Santo, sem jamais descurar de nossas obrigações assistenciais (At 1.8; Gl 2.10).

O serviço cristão não é apenas prática; é doutrina e teologia; encontra-se fundamentado nas Escrituras Sagradas e na experiência histórica da Igreja. Por conseguinte, nos permitido afirmar: o Serviço Cristão é a teologia em ação.

Se não nos dedicarmos integral, sacrificial e amorosamente ao Serviço Cristão, como nos haveremos ante o Tribunal de Cristo? De casa um de seus filhos, exige Ele que não somente se envolva, mas que se comprometa com a divulgação do Evangelho até aos confins da terra.



Conclusão

O Senhor Jesus foi, em todas as coisas, um singular exemplo. Como seus discípulos, devemos também nos dedicar e seguir seu exemplo.




Extraído de:

ANDRADE, Claudionor de. As Disciplinas da Vida Cristã: Como alcançar a verdadeira espiritualidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

LIMA, Elinaldo Renovato de. Aprendendo Diariamente com Cristo: Como viver uma vida cristã em um mundo em conflito. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

SUBSÍDIOS 1 JOÃO LIÇÃO 8

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


LIÇÃO 8
23 DE AGOSTO DE 2009-08-20
A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO
INTRODUÇÃO
Antes que o homem pudesse pensar em Deus, ele (homem) já estava no pensamento da Trindade Santa. A Escritura em inúmeras passagens atribui a salvação a uma ação e iniciativa completamente divina: Deus elege, predestina e chama (Ef.1.4,5,18;2.8-10;Rm 8.3.1;2 Pe 1.10).No entanto, é necessário que o homem responda positivamente a vocação celeste:Recebendo-o (Jo 1.12), crendo (Jo 6.37), invocando-o (Rm 10.13), entre outros. A obra inicial do Espírito Santo, a fim de que o pecador seja salvo, é convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11).Portanto, há um completo envolvimento da deidade e do homem na salvação. O gráfico a seguir representa esses conceitos.

I – O QUE É A SALVAÇÃO
Na língua original do Novo Testamento, a palavra sõtêria, além de salvação, traz as seguinte significações: “libertação de um perigo iminente. Livramento do poder e da maldição do pecado. Restituição do homem à plena comunhão com Deus” (Dicionário Teológico).
Salvação não significa apenas livramento da condenação do inferno. Ela abarca todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de Deus para com o homem e o mundo através de Jesus, O Redentor, nesta vida e na outra.
A salvação é o resultado da redenção efetuada por Jesus, o meio que Deus proveu para livrar o homem de seus pecados. Salvação é o usufruto desse livramento. Portanto, salvação, quer no Antigo ou Novo Testamento, significa libertação, livramento ou preservação de um perigo eminente.
È uma doutrina segundo a qual, Deus, em seu insondável amor, oferece o seu unigênito para salvar pela graça, por intermédio da fé, os que o aceitam como o único e suficiente Salvador (Ef 2.8-10).A salvação é amorosamente inclusiva: contempla a humanidade por inteiro, visto que todos nós, em Adão, caímos no pecado pela transgressão da Lei de Deus; logo: Todos precisamos de ser resgatados por Cristo.(Rm 5.12,13,17,18;Gl 4.4,5;Is 43.27).
Mathew Henry, disse: “a nossa salvação é tão bem projetada, tão bem harmonizada, que Deus pode ter misericórdia dos pobres pecadores e estar em paz com eles, sem nenhum prejuízo de sua verdade e justiça”.
II – A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO
A Bíblia, portanto, revela um Deus que salva, um Deus que redime.O Antigo Testamento,apresenta um tema do Deus que salva porque Israel conheceu a Deus como Salvador antes de conhecê-lo como Senhor. O Êxodo (Salvação) precede a aliança entre Javé e Israel no Sinai (lei). Israel também conheceu Javé como Salvador antes de conhecê-lo como Criador. “ A história de Israel começou com a ação salvadora de Deus motivada pela compaixão”. Javé era Deus de Israel “ desde a terra do Egito” (Os 12.9).
Esse é o tem a do Antigo como do Novo Testamento. Deus é um Deus de salvação: esse é o evangelho da fé tanto judaica como cristã. Ele salvou seu povo e o salvará; na Bíblia a salvação é uma realidade tanto histórica como escatológica. Deus é com freqüência chamado “Salvador”, e em algumas partes da Bíblia “Salvação” é um nome de Deus. É, portanto, totalmente apropriado que o Filho de Deus, por meio de quem foi cumprido o propósito divino da salvação, seja chamado Jesus, que significa “Salvador”. Assim, a salvação é o tema central de toda a Bíblia.
A Bíblia deixa claro que todas as pessoas precisam de um Salvador e que elas não podem salvar a sim mesmas. Desde a tentativa feita pelo primeiro casal de cobrir-se e de esconder-se de Deus (Gn 3) e a primeira rebeldia que culminou com um assassinato (Gn 4) até a última tentativa rebelde de desfazer os propósitos de Deus (AP 20), a
Bíblia é uma longa cantilena de atitudes degradadas e pecados deliberados da raça humana.
Boa parte do pensamento moderno parece acreditar que necessitamos de educação, e não de salvação; de um campus, e não de uma cruz; de um planejador social, e não da propiciação de um Salvador. Todos esses pensamentos otimistas colocam-se em contradição direta contra o ensino das Escrituras.
Todos os preceitos e proibições no Antigo Testamento, Deus procurava mostrar ao povo o abismo existente entre Ele e as pessoas, que somente o Eterno poderia ligar.Não temos o direito de inventar os nossos próprio caminho. Deus não permitirá a ninguém brincar com o que é exigido por sua santidade.
III – A CHAMADA PARA A SALVAÇÃO
É necessário distinguir três importantes termos relacionados à doutrina da salvação: eleição, predestinação e vocação. O primeiro, eleição procede d eklegomai, isto é, selecionar para si, escolher (Ef 1.4; Tg 2.5; 1 Pe 1.2;2.9). Este termo não quer dizer que Deus escolheu uns para a salvação e outros para a perdição. Mas que a salvação do homem não depende do que este é ou faz, porém da vontade e misericórdia de Deus (Ef 1.4,5;Cl 2.12; 1 Ts 1.4;2 Ts 2.13). O pai ama e convida todos à salvação. Ele não elege a perdição: “não querendo que alguns se percam, senão que todos venham arrepender-se” (2Pe 3.9 cf.Jo 3.16;Rm 11.32; 1Tm 2.3,4).Portanto, a eleição, entendida em conjunto com a vocação e a predestinação, é a ação de divina, mediante a qual, através de Cristo o homem é eleito à salvação. Em razão de sua aceitação a Cristo. Ele passa a usufruir das bênçãos decorrentes da salvação. Textos como: Fp 2.15,16; 3.12-16;Cl 1.22,23;1 Tm 1.18,19;4.9,10,16; 2Tm 2.10-13; demonstram que a eleição é uma ação divina, na qual o homem é convocado a obedecer, aceitando a Cristo como seu Salvador e Senhor ( 1Pe 1.2).
A chamada para a salvação é universal. O termo “chamada”, no original é traduzido em Efésios 1.18 por “vocação”, ou “chamamento”.Quando aplicado à provisão da salvação por Deus, diz respeito ao gracioso ato divino pelo qual Ele chama os pecadores para a salvação em Jesus Cristo, a fim de que sejam santos (Rm 8.29,30; 11.5-6;Gl 1.6,15).
Esta chamada ocorre mediante a proclamação do evangelho.É uma vocação que opera para a salvação, fundamentada na escolha do homem ( At 13.46-48).
A vocação divina para a salvação do homem é uma obra da qual a Trindade participa: é atribuída ao Pai ( 1Co 1.9;1Ts 2.12;1Pe 5.10) ao Filho (MT 11,28;Lc 5.32;Jo 7.37) e ao Espírito Santo (Jo 14.16,17,26;16.8-11;Jo 15.26;At 5.31,32).
Deus na sua soberania divina, que excede qualquer vontade humana, nos concede o livre-arbítrio. Deus concede liberdade para escolhermos entre o certo e o errado. O livre-arbítrio concedido por Deus não foi anulado pelos efeitos do pecado. Nós, os que decidimos por uma vida santa, estamos tanto sob a soberania de Deus quanto debaixo do livre-arbítrio concedido por Ele (AP 3.20).
A eleição divina foi feita com base em seu amor por todos os seres humanos ( Jo 3.16;1Tm 2,3,4). O cuidado de Deus também é visto até mesmo para com os rebeldes (Ez 33.11). Pedro afirma que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34). Isto afasta toda e qualquer possibilidade de uma eleição ser fatalista, segundo a qual seria inútil tentar mudar o quadro da nossa vida futura.Nossa decisão pessoal de crer, ou não crer em Cristo, tem conseqüências eternas em nossa vida.
Os que não aceitam a Jesus com seu Salvador são os únicos responsáveis pelos seus atos, visto ser a vontade de Deus que todos os homens se salvem (2Tm 2,3.4).
Sobre a predestinação, o apóstolo Paulo afirma que fomos não somente eleitos, mas igualmente predestinados à vida eterna (Ef 1.5).
Isto não significa, porém, que Deus tenha amado apenas uma parte da raça humana; amou-a por completo. Pois a promessa do Salvador foi feita em primeiro lugar a Adão- o pai de todas as famílias da terra e representante de toda a humanidade (Gn 3.15).
Portanto, basta o homem receber a Cristo para desfrutar da eleição e da predestinação. Em sua presciência, Deus elegeu, em seu Filho, aquele que, aceitando o Evangelho. Experimentaria o milagre da regeneração.
IV – OS TRES ASPECTOS DA SALVAÇÃO
Paulo afirma que estamos mais perto da salvação do que quando aceitamos a fé: “e isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós de que quando aceitamos a fé “(Rm 13.11).
A fim de compreendermos melhor esta afirmação, faz-se necessário abordar a salvação de acordo com os três tempos definidos pela Bíblia: passado, presente e futuro.
1. PASSADO; “Nós fomos salvos”. Quanto à culpa do pecado, o cristão já está salvo da maldição e da condenação da lei (Rm 8.2;6.6;Tt 3.5).
2. PRESENTE: “Estamos sendo Salvos”. Quanto à sua relação com o poder e a corrupção do pecado, o cristão está constantemente aperfeiçoando a sua salvação conforme diz a Bíblia (Fp 2.12).
3. FUTURO: “Seremos salvos”. Em Romanos 8.18-23, Paulo fala da salvação absoluta, final e completa. O escritor aos Hebreus também se refere aos que aguardam a Cristo para a salvação (Hb 9,27,28). De modo semelhante Pedro trata da salvação “já prestes para se revelar no último tempo” (1Pe 1.3-5,8,9).
CONCLUSÃO
Deus continua chamando homens e mulheres pecadores para a salvação, mediante a ação transformadora do Espírito Santo.
Independente, dos méritos pessoais, é da vontade de Deus salva a todos, sem exceção.
Que Deus nos abençoe e nos fortaleça para sua vinda.

BIBLIOGRAFIAS USADAS:
-Ralph l.smith , Teologia do Antigo Testamento, VIDA NOVA
-Alister E. Mcgrath, Int.a teologia cristã, SHEDD
-Stanley M. Horton, Teologia Sistemática, CPAD
-Bíblia de Estudo pentecostal, CPAD
-Lições Bíblicas, CPAD

SUBSÍDIOS 1 JOÃO LIÇÃO 7

sábado, 15 de agosto de 2009



LIÇÃO 7
16 DE AGOSTO DE 2009
A CHEGADA DO ANTICRISTO
INTRODUÇÃO
Embora o Anticristo não se haja manifestado ainda plenamente, o seu espírito aí está, transformando igrejas, torcendo as Sagradas Escrituras, alterando a configuração política das nações e apoderando-se dos organismos internacionais, objetivando a instauração de seu império numa rebelião aberta contra Deus.
O apóstolo João ao falar sobre o “espírito do anticristo”, “anticristo” e “muitos anticristos, claramente entendia que há diferenças nessas expressões, mesmo entendendo serem da mesma fonte.
João não ver o “anticristo”, apenas como um “espírito”, ou uma “manifestação herética”, mais também como uma personagem real escatológica que se manifestará nos fins dos tempos, mais especificamente na Grande Tribulação.

I - QUEM É O ANTICRISTO E QUANDO SURGIRÁ
A manifestação do Anticristo como todo o poder, e sinais, e prodígios dar-se-á durante a Grande Tribulação. A fase mais aguda deste período será ocasionada pelo rompimento de sua aliança como o povo hebreu. Contudo, de acordo com as profecias bíblicas, antes deste período se dará, no cenário religioso, uma apostasia devastadora. O apóstolo Paulo nos informa que um período de apostasia antecederá a Grande Tribulação e a vinda do Anticristo. Assim escreveu o apóstolo aos crentes de Tessalônica: “ Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” ( Ts 2.3). Paulo aqui afirma especificamente que a apostasia acontecerá primeiro, mas não que o aparecimento do Anticristo acontece primeiro. Na verdade, ele está realmente nos dizendo que o Anticristo será revelado depois que esse dia chegar – na realidade, naquele dia.
A apostasia será a precursora do filho da perdição também aqui na terra. Esta será a “operação do erro” de que falo o apóstolo Paulo, em 2 Tessalonicenses 3.11. Assim como João Batista foi o precursor do Senhor Jesus, de semelhante modo, o Anticristo também receberá do dragão vermelho a ordem para implantar no mundo uma apostasia sem precedente, chamada de “ a operação do erro”, a qual “preparará o caminho” tanto para ele, o Anticristo, como para o seu consorte, o falso profeta. Isso culminará na parte final, como a adoração do próprio dragão vermelho (AP 13.4).
O Anticristo não surgirá de forma repentina. Certamente, neste contexto de seu surgimento, ele quer imitar o Filho de Deus, quando foi introduzido no mundo.
O Anticristo se levantará com uma “ponta muito pequena”, mas depois crescerá.Isso se dará na Grande Tribulação, quando os homens se encontrarem em um estado de “perplexidade”. O Anticristo se aproveitará dessa situação e seduzirá os habitantes da terra, oferecendo-lhes as suas falsas promessas.
Quando o Anticristo surgir no cenário mundial, se apresentará cm várias identidades falsas e pseudônimos, que revelarão a natureza sombria de seu caráter.
O termo “anticristo” pode significar ou “contra Cristo” ou “no lugar de Cristo”, ou talvez combinando os dois, “aquele que, assumindo a forma exterior de Cristo, opõe-se a Cristo”(Westcott).A palavra só encontrada nas espístolas de João apenas cinco vezes.Isso não significa que essa personagem era desconhecido para os outros escritores bíblicos, como podemos citar alguns de seus nomes:
O Anticristo (1Jo 2.18,22);
A besta que sobe do abismo (AP.11.7);
A apostasia (2 Ts 2.3);
O homem do pecado (2 Ts 2.3);
O filho da perdição (2 Ts 2.3);
O iníquo ( 2 Ts 2.8);
O mentiroso ( 1Jo 2.22);
Um rei feroz de cara ( Dn 7.8);
A ponta pequena (Dn 8.23);
Um homem vil (Dn 11.21);
O príncipe que há de vir ( Dn9.26);
A abominação da desolação (MT 24.15);

E outros apelativos podem também ser a ele aplicados, tais como:
O assírio ( Is 10.5);
A operação do erro ( 2 Ts 2.11);
O caldeu (HC 1.6);
O pastor inútil (Zc 11.16,170;
A abominação do assolamento (Mc13.14);
O ministério da injustiça (2 Ts 2.7);
Outro – em sentido negativo (Jo 5.43);
O rei do norte (Dn 11.40);
Além destes nomes e apelativos, o Anticristo usará o número misterioso do seu nome como controle total, tirando assim a liberdade de “ ir e vir “ dos habitantes da Terra. Um sinal misterioso e peso político de seu nome também serão usados no campo do engano e da conquista, “ para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome” (AP 13.17).
O profeta Daniel fala em seu livro do caráter do Anticristo. Do lado religioso, ele será um ateu confesso. Ele “..não terá respeito aos deuses de seus pais...nem a qualquer deus” (Dn 11.37). Do lado amoroso – afetivo- ele terá um comportamento pervertido. Razão por que não “...terá respeito ao amor das mulheres” (Dn 11.370.

II- O ANTICRISTO E OS MUITOS ANTICRISTOS – “ Também agora muitos se têm feitos anticristos” (1Jo 2.18). Esta expressão é quase idêntica àquela que se encontra em 1 João 4.3, que fala do “espírito do anticristo”. O Anticristo e os muitos anticristos e o espirito do anticristo são distintos nas ações, mas pertencem todos a mesma origem. O que caracteriza todos eles é a negação da encarnação do Verbo(a palavra), o Filho Eterno, Jesus, com Cristo (MT. 1.16;Jo 1.1). Os “muitos anticristo” precedem e preparam o caminho para o Anticristo, que é a besta que “subiu do mar”.

III- O ANTICRISTO E O ESPIRITO DO ANTICRISTO – Em 1 João 2.18, fala-se do Anticristo e de muitos que se fizeram anticristos. E ainda em 4.3, do “espírito do anticristo”. O “espírito do anticristo” deve ser distinguido de “Anticristo” e de “muitos anticristos”, embora todos procedem da mesma fonte. “ O espírito do anticristo”,em sentido amplo, já se encontra operando no mundo, procurando enfraquecer, negar e rejeitar a verdade sobre a pessoa de Jesus Cristo. “A distinção, assim, é clara, o “espírito do anticristo” instrui aos “ muitos que se fizeram anticristos”, a negarem que existe um Cristo. Enquanto que o próprio Anticristo afirma ser ele o próprio Cristo”.
O Anticristo é o arquiinimigo de Deus e seu Cristo, será o representante maior do diabo e também e será conhecido como a besta que subiu do mar.
VI – OS OBJETIVOS DO ANTICRISTO
O Anticristo tem com objetivo implantar o domínio de satanás em todo o mundo, a fim de que este seja transformado no Reino das trevas. Eis usas missões principais:
Criar um religião – Onde o diabo seja adorado por todos que desprezam a verdade de Deus.
Estabelecerá uma economia fortemente centralizada – Fazendo os assim os habitantes materialistas da terra aceitarem o sinal da besta.
Destruir as bases da religião divina – ora, para implantar uma religião do diabo, necessariamente haverá necessidade de destruir a verdadeira religião, e isso ele tentará faze-ló.
Enganar o Israel – Segundo encontramos no livro de Daniel, o Anticristo firmará um concerto de sete anos com o povo de Israel, mas na metade desses anos Israel romperá esse concerto e será alvo de perseguição.
Destruir os que se hão de converter durante a grande tribulação – Com sempre teve testemunhas de Deus nos tempos sombrios da humanidade, não vai ser diferente na tribulação. Muitos ali vão se converter de seus pecados e aceitar a Jesus.E serão alvos de perseguição por pare do Anticristo e o falso profeta.
Multiplicar a iniqüidade – Sabemos que o mundo jaz no maligno e que nós estamos vivendo num mundo de pecado. Mas nos dias do Anticristo, isso, será multiplicado, tendo em vista ser ele o homem do pecado. Satanás estará agindo de forma tremendo, sabendo que lhe resta pouco tempo.
VI – OS ENSINOS DO ANTICRISTO
1. Substituir Deus pelo diabo
2. Criar um messias para Israel
3. Concretizar o que, desde que fora expulso do céu, o diabo intentava fazer.
4. Profanar o Templo de Deus e tudo que sagrado

CONCLUSÃO

Não podemos deter o cumprimento da palavra profética. E sim, estarmos atentos! E, necessariamente, é isto que adverte o apóstolo Pedro em sua Segunda Carta: “ E temos mui firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos..” ( 2 Pd 1.19a). Nossa época está indo ao encontro do fim. Quão importante é, portanto, em vista desses fatos, que nós cristãos nos renovemos em tudo! Pois, como sabemos, “ o mistério da injustiça já opera!”. Mas pela infinita bondade de Deus, ainda há “um que resiste!” ( O Espírito Santo – usando a igreja).

BILBIOGRAFIAS USADAS
-Dicionário, Vine, CPAD.
-Severino Pedro da Silva, Apocalipse versículos por versículos, CPAD.
-Severino Pedro da Silva,Daniel versículos por versículos, CPAD.
- Severino Pedro da Silva,Escatologia a doutrina das ultimas coisas, CPAD
- Severino Pedro da Silva,Armagedom a batalha final, CPAD
-Dave Hunt, Em defesa da fé cristã, CPAD

SUBSÍDIOS 1 JOÃO LIÇÃO 6

quarta-feira, 5 de agosto de 2009


LIÇÃO 6
9 DE AGOSTO DE 2009-08-11
O SISTME DE VIVER DO MUNDO
INTRODUÇÃO
O mundo, como um sistema maligno, trabalha em oposição a Deus e seus desígnios.
A Bíblia diz que nós fomos tirados desse mundo maligno quando nós aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador pessoal. Em outras palavras, estávamos mortos em pecados, éramos escravos desse mundo e fomos regatados da nossa vã maneira de viver. Passamos da morte para a vida conforme nos diz o apóstolo João na sua primeira epístola, e hoje vivemos em novidade de vida na presença do Senhor.
É dever de todo cristão genuíno combater e resistir à maneira depravada de viver do mundo.
I - CONCEITO DE MUNDO (KOSMOS)
O apóstolo João fez uso deste termo (“mundo, kosmos): - Para designar a obra criada como um todo ( Jo17.5,24); como a terra em particular (Jo 11.9;16.1;21.25), como designando (por metonímia) o gênero humano (Jo 12.19;18.20;7.4;14.22). Destaque especial ao uso como sendo a – humanidade – o objeto do amor e salvação de Deus (Jo 3.16,17;4.42;1.29e 6.33). Deixa transparecer que o mundo criado não é mal, pois “Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3), o mundo criado, continua sendo de Deus.
1 - KOSMOS: O HOMEM EM INIMIZADE COM DEUS
Um uso diferente do termo, não encontrado nos sinópticos, é que além de habitantes e objeto do amor de Deus. Kosmos caracteriza a humanidade decaída, rebelde e alienada de Deus ( Jo 7.7; 15.18;17.25). O kosmos (humanidade) se afastou de Deus para servir aos poderes malignos, isto sim é mal (Jo 12.31; 14.30; 16.11; Ver I Jo 5.19).
A vinda de Jesus originou uma divisão entre os homens do kosmos (Jo 15.19), os escolhidos por Jesus, formam uma nova comunidade organicamente em Cristo (Jo 17.15) no mundo, não pertencendo ao mundo (Jo 17,16), mas aborrecida pelo mundo (Jo 15.18;17.14). Os discípulos têm uma missão (continuação da missão de Jesus) são enviados ao mundo (17.18), através da obediência e santificação, Deus os guarda do mal (Jo 17.6,17.19.15).
Esta separação do gênero humano em povo de Deus e povo do mundo não são, portanto, uma divisão absoluta. Os homens podem ser transferidos do mundo para a condição de povo de Deus por ouvir e responder a missão e mensagem de Jesus (Jo 17.6;3.16). Dessa forma, os discípulos devem perpetuar o ministério de Jesus no mundo a fim de que os homens possam conhecer o evangelho e ser salvos (Jo 20.21) do mundo. O mundo não pode receber o Espírito de Deus (Jo 14.17), pois, de outra forma, ele deixaria de ser o mundo, mas muitos, no mundo, aceitarão o testemunho dos discípulos de Jesus (Jo 17.20,21), e crerão Nele, mesmo sem jamais o terem visto ( Jo 20.39) (Ladd,p.212).
2 - KOSMOS: COMO O MUNDO FISICO (TERRA, UNIVERSO)
A Bíblia nos diz, que no principio, Deus criou os céus e a terra (Gn 1.1) e que tudo que Ele fez foi bom (Gn.1.31). Deus criou os céus e a terra para receber a glória e a honra que lhe são devidas. Tudo que existe nos céus e na terra, existem para louvar ao Senhor.
O salmista, nos diz que “Que os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1;Cf. 8.1).
A Bíblia, também nos diz que a terra foi dada ao homem para ser cultivada e assim fornecer o sustento de sua família. O homem devia lavrar e cultivar a
terra e comer de todas os frutos e frutas ali existente, exceto da arvore do bem e do mal (Gn.2.15,16;17).
Mas o homem, pecou, trazendo sérios prejuízos físicos, psicológicos e espirituais para si e para todos seus semelhantes.
A entrada do pecado na humanidade, não só afetou-a, mas também atingiu toda a natureza, inclusivo a terra (Gn.3.17b).O mundo físico sofreu e sofre também com o pecado do homem. Pois é o espaço onde os homens desenvolvem suas atividades
em suas diversas formas.
O apostolo Paulo escrevendo aos Romanos no capitulo 8 e versos 22 e 23 diz: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente como dores de parto até agora.
E não só ela(criação), mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito,também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”.
Podemos ver que o mundo físico foi criado por Deus em perfeito estado para ser habitado.
Jesus, orou ao Pai, dizendo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal” Jo 17.15.Jesus intercede por nós nos céus! Aleluia!
3 - KOSMOS: COMO UM SISTEMA MALIGNO
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” (I Jo 2.15). Estudamos na lição anterior acerca do amor cristão, que o cristão deve amar com Cristo Jesus amou e se entregou por nós, assim também devemos fazer o mesmo, seguindo o exemplo do Mestre. Mas, aqui neste verso, somos exortados a não amar o mundo. O mandamento de não amar usa a palavra mais forte do NT para amor, agapê. Ela implica mais do que ter afeto por alguma coisa. Agapê implica em uma escolha – a decisão de querer fervorosamente.
““Mundo” aqui é Kosmos, que originalmente significava “ordem” ou “ sistema”.Já vimos, que este termo, pode significar, o mundo físico(terra,natureza) e homem (humanidade). No entanto, kosmos também é um conceito teológico, e é neste sentido que encontramos a palavra aqui, Sobre este sentido o Zondervan Expository Dictionary of Bible Words diz que kosmos..

Retrata a sociedade humana como um sistema distorcido pelo pecado, atormentado por crenças, desejos e emoções, que surge cegamente e incontrolavelmente. O sistema do mundo é um sistema de trevas (Ef 6.12) que opera segundo princípios básicos que não são de Deus (Cl 2.20;I Jo 2.16). Todo o sistema está sob o poder de Satanás (I Jo 5.19) e constitui o reino de onde os crentes são resgatados por Cristo (Cl 1.1-14). A sua hostilidade básica em relação a Deus é exibida freqüentemente (I Co 2.12;3.19;11.32;Ef 2.2;Tg 1.27;4.4;I Jo 2.15-17;Cf Jo 12.31;15.19;16.33;17.14; I Jo 2.1,13;5.4-5,19).


João deixa claro que os princípios que movem o mundo estão em conflitos direto com Deus e com tudo o que Ele representa. Desta forma, ninguém que esteja envolvido pela perspectiva que o mundo tem da vida irá fazer a vontade de Deus, nem desfrutar das bênçãos eternas conhecidas por aqueles que vivem eternamente.


II – AS TRES VIAS QUE TENTA CONDUZIR O CRISTÃO DE VOLTA AO MUNDO.

1- “A CONCUPISCENCIA DA CARNE”
O termo carne aqui, diz respeito aos desejos impuros, a busca de prazeres pecaminosos, e a satisfação dos sentidos ( 1Co 6.18;Fp 3.19;Tg 1.14).
A Bíblia diz que o homem carnal inclina-se para as coisas da carne; e a inclinação da carne é inimizade contra Deus. E os que estão na carne não podem agradar a Deus

2- “A CONCUPISCENCIA DOS OLHOS”

Refere-se a uma visão presa pelas coisas deste mundo, não conseguindo se desprender pelos desejos incontroláveis que operam no campo da sua visão. Deixando a pessoa chega e sem entendimento dos males que isso realmente pode fazer - lá.
Podemos citar aqui alguns meios que podem levar a essa situação: pornografia,, a violência, a impiedade e imoralidade promovidas pelo teatro, televisão, cinema e em certos periódicos.


3- “A SOBERBA DA VIDA”
Aqui, fala da pessoa orgulhosa, auto-suficiente que não quer depender de Deus e de sua palavra. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a sim mesma, julgando-se independente de tudo e de todos.
E o tipo de pessoa que já se conformou com esse mundo que não quer nem ouvir falar do céu e de sua glória. A mente dela está presa a este mundo e seus prazeres.

III– A MANEIRA DE VIVER DESSE MUNDO OPOSTA A MANEIRA DE VIVER DO CRISTÃO

A cultura e os valores deste mundo são marcados pelo secularismo, humanismo, egocentrismo e pelo mundanismo exacerbado.
Por isso, o cristão deve discernir, avaliar e confrontar os valores ensinados pela sociedade de nosso tempo como os princípios expostos na Palavra de Deus. Tudo que for contrário às Escrituras deve ser rejeitado e rechaçado pela igreja.Charles Colson afirmou que “o nosso chamado não é só para ordenarmos a nossa própria via por princípios divinos, mas também para exortarmos o mundo” (O Cristão na Cultura de Hoje, Cpad, p.10).
Não devemos conformar com este mundo, mas, como luz do mundo devemos levar a sociedade a arrepender-se de seus pecados.

CONCLUSÃO
O crente que busca uma vida santa não pode se conformar com as coisas deste mundo. Observemos que as concupiscências estão associadas à falta de conhecimento legítimo do que é útil, real e necessário para se ter uma vida que agrada a Deus.
Que o Espírito de Deus possa nos ajudar a permanecermos no Senhor e não fazermos a vontade do mundo.