Os desafios do pentecostalismo (2ª parte)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

 

07/10/2011 13:25

Os desafios do pentecostalismo (2ª parte)

Hoje, falaremos de mais dois desafios: o desafio da apostasia e a mensagem com poder pentecostal.
3) O desafio da apostasia – A que assemelharei a apostasia? A um abismo que chama outros abismos. Hoje, incomodado com a verdade; amanhã, apóstata e herege (1 Tm 4.1). Hoje, com a Bíblia; amanhã, com a própria escritura. Hoje, ainda com a unção de Deus; amanhã, feiticeiro (1 Sm 15.23). Hoje, despindo-se da humildade cristã; amanhã, revestindo-se de orgulho e soberba (Ez 28.1-19; 1 Tm 3.6).
Se caminharmos de apostasia em apostasia, com que nos apresentaremos ante o Senhor? Com profecias e milagres? Com sinais e maravilhas? Ou com exorcismos? Tais coisas, porém, jamais nos farão conhecidos diante de Deus. Apresentemos tudo isso ao Senhor, e ainda correremos o risco de ouvir do Rei: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23).
Somente uma coisa faz-nos conhecidos diante do Cristo: o amor sacrifical que, mansa e humilhadamente, lhe devotamos. Este é o argumento mudo, dolorido e pungente dos santos. Somente a humildade traz a ortodoxia doutrinária. 
4) Uma mensagem com poder pentecostal – Se me perguntarem, hoje, que mensagem apresentar nestes tempos impiamente pós-modernos, responderei: “Jesus Cristo salva, batiza no Espírito Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, brevemente, haverá de arrebatar-nos”.
Nossa homilética, por conseguinte, não necessita de nenhum sucedâneo; é completa em si mesma, pois essencialmente bíblica. Teológica e historicamente, é a mesma mensagem que nos trouxeram Daniel Berg e Gunnar Vingren nos alvores do século XX. Aí, o Calvário e o Cenáculo. Também, aí, o avanço da Igreja e o estrugir da trombeta do arcanjo.
Hoje, portanto, não carecemos de nenhuma confissão positiva; carecemos urgentemente, sim, de confissão de pecados, a fim de que alcancemos a misericórdia divina. Não carecemos, de igual modo, da teologia da prosperidade, pois a prosperidade de certas teologias enoja o Nazareno. Não tinha Ele onde reclinar a cabeça, mas uma cruz para adormecer a fronte. Quanto aos que, ousada e impiamente, nos invadem as igrejas e congregações com mensagem exóticas, não tem eles cabeça para reclinar; fizeram-se loucos diante do Cordeiro. Endureceram de tal maneira a cerviz, que já não podem curvar a cabeça ante a soberania divina.
Que futuro espera os pentecostais? Não me preocupo com essa questão, pois os dois últimos capítulos do Apocalipse mostram, detalhadamente, o porvir que nos aguarda. Minha preocupação é com o presente. O que temos feito deste presente que nos concedeu o Senhor Jesus no Cenáculo? Já de posse deste presente, estamos nós, de fato, presentes onde o Nazareno jamais estaria ausente?
O nosso presente exige que sejamos espiritual e biblicamente coerentes. Doutra forma, não haverá futuro; haverá apenas um passado glorioso; escreveremos história; mas, história, jamais faremos. Somente quem aceita e vence os desafios é que participa da História da Salvação (Ml 3.16).

 

PERFIL
Pastor Claudionor de Andrade é gerente de Publicações da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, comentarista de Lições Bíblicas da CPAD, apresentador do programa radiofônico “O Som da Profecia” da Rádio CPAD FM 96.1 em João Pessoa (PB), e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD

 

 

 

CRÉDITO: CPADNEWS

 

 

 

 

 

CPAD - Os desafios do pentecostalismo (2ª parte)

OS DESAFIOS DO PENTECOSTALISMO (1° PARTE).

 

30/09/2011 15:42

Os desafios do pentecostalismo (1ª parte)

No início do século 20, não passávamos de um punhado de crentes que, refugiados na Rua Azuza, em Los Angeles, buscávamos uma porção dobrada do Espírito Santo. Entramos no cenáculo e a promessa do Cristo não mentiu. Já revestidos de poder e usufruindo já de todos os dons, saímos a conquistar um mundo que se evidenciava moderno. Em menos de cinquenta anos, eis-nos em todos os continentes e ilhas. Beirando agora o centenário, os confins da terra já não nos parecem tão estranhos; revelam-se palmilháveis.
No Brasil, chegamos em 1910 e deparamo-nos com uma terra que, embora descoberta pela cristandade, achava-se ainda coberta para o cristianismo. Hoje, vêmo-la descobrir-se cristianamente, ensejando-nos grandes desafios evangelísticos, missionários e apologéticos.
Se na gênese do Movimento Pentecostal o mundo exibia-se moderno, o mesmo mundo, passado um século, presume-se evoluído e pós-moderno. Como enfrentar-lhe os desafios? O irmão Seymour não se assustou com a modernidade de seu tempo; encarou os desafios e, pela fé, ousadamente, venceu-os. Diante de tal exemplo, que alternativa nos resta?  Se não vencermos os desafios da pós-modernidade, podemos até florescer algumas conquistas. Todavia, jamais frutificaremos a expansão do Reino de Deus até aos confins da terra.
Eis os desafios que estão a subestimar-nos; por isso, não temos de superestimá-los.
1) Conquistas inacabadas – Ufanamo-nos por ser a maior igreja da América Latina. O Brasil, porém, continua a esperar por uma ação evangelizadora integral, completa e global (Js 13.1). Se nas cidades avançamos, nos campos e regiões ribeirinhas, muito há por fazer. E se a mensagem evangélica já está adaptada à língua portuguesa, urge levarmos o Cristo àqueles povos de estranhas línguas que, desde o achamento do Brasil, jazem escondidos nos verdores ainda virgens de nossas matas.
O desafio não pode ser ignorado. É um gigante a afrontar-nos no vale de uma decisão que reivindica uma coragem singular. Tão singular quanto o povo que, revestido de poder, reúne as condições todas para evangelizar a terra que é vista e as que se acham nos confins (At 1.8). Não foi o que fizeram os dois jovens suecos ao se depararem com os longes de nosso chão? Por que haveríamos nós de ignorar as searas que clamam por salvação?
2) O desafio apologético – Este século não é a favor nem contra Deus; é indiferente a Deus e à sua Palavra. Tal indiferença, todavia, é iniquidade e grosseria intelectual (Jr 2.6; Sl 14.1). De relance, quem não indaga acerca das necessidades espirituais e morais do ser humano, apruma-se refinado e culto. Mas escrutinado pelos santos profetas e apóstolos, revela-se como aquele que, arrogando-se por sábio, faz-se louco (Rm 1.22).
A luta pela santíssima fé não se dá apenas no terreno da polimia; fere-se, renhidamente, num teatro de operações sutis e quase invisíveis. Assim é o palco da apologética. Num estressante cotidiano, somos desafiados por uma gente bárbara e intelectualmente perversa; uma gente divorciada da fé e inimiga de Deus. Diante dessa gente cultamente inculta, mas disfarçada sempre com os requintes da civilização, urge-nos apresentar as razões de nossa fé (1Pe 3.15).
Não somos apenas uma comunidade evangelística. Ergamo-nos apologeticamente. As armas para deflagrar essa guerra, têmo-las nós (Rm 13.12; 2Co 6.7; 10.4; Fp 1.7).
Muitas são as perguntas a responder. Existe um Deus único e verdadeiro que intervém na história? Tem a mensagem do Cristo relevância para os nossos dias? E a Bíblia? É possível a sua contemporaneidade?  Existe, de fato, uma religião verdadeira? Há valores absolutos? A verdade é possível? As perguntas são muitas; as respostas que temos, porém, não são poucas; a Bíblia é um grande manancial.


 

 

PERFIL
Pastor Claudionor de Andrade é gerente de Publicações da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, comentarista de Lições Bíblicas da CPAD, apresentador do programa radiofônico “O Som da Profecia” da Rádio CPAD FM 96.1 em João Pessoa (PB), e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD.

 

 

 

CRÉDITO: CPADNEW

 

 

CPAD - Os desafios do pentecostalismo (1ª parte)

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 12

segunda-feira, 20 de junho de 2011

 

 

Rev.Lições Jovens e Adultos Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 12 - Conservando a pureza da doutrina pentecostal

Antes de tudo, é preciso advertir que o assunto da verdade é...

Texto Bíblico: 2 Timóteo 4.1-4; 2 Pedro 2.1-3
INTRODUÇÃO
I. FALSOS DOUTORES E PROFETAS
II. A SUTILEZA DE SATANÁS NO FIM DOS TEMPOS
III. A IGREJA É A GUARDIÃ DA SÃ DOUTRINA

Significado teológico de “verdade”
Por
Anderson Grangeão da Costa

Antes de tudo, é preciso advertir que o assunto da verdade é tema muito amplo; os pontos que se seguem são observações fundamentais, que requerem um estudo mais extenso. Nas Escrituras, a palavra “verdade” retém primeiro seu sentido comum, natural. Neste caso, suas acepções básicas agrupam-se sob aspectos intelectuais e morais: “realidade”, “exatidão”, “genuinidade”, “legitimidade”, “validade”, “confiabilidade”, “sinceridade”.
Entretanto, nas Escrituras, palavras de uso comum adquirem significados especiais, elevados, pelo fato de constituírem os meios materiais de comunicação da revelação divina. Deus, querendo dar ao homem o conhecimento necessário dos grandes fatos relativos à sua salvação, agradou-se transmiti-los por palavras, que assumiram significados novos. Para além de seu uso normal, a verdade passou a acumular significados que remetem à esfera espiritual, relacionados diretamente com a revelação de Deus.
Em sentido teológico, a verdade refere-se, em primeiro lugar, ao próprio Deus. A verdade, inclusive, é um de seus atributos, pelo qual se afirma que Ele é absolutamente verdadeiro, em si mesmo e em tudo quanto declara. Esse sentido da verdade estende-se, então, à realidade espiritual; se, em seu uso comum, a verdade relaciona-se com a realidade, em seu uso especial relaciona-se com a realidade das coisas espirituais e eternas. A verdade, em termos teológicos, também se refere à revelação divina; com revelação, queremos dizer o ato pelo qual Deus dá ao homem conhecimentos, dele e de toda realidade espiritual, que lhe seria impossível alcançar por quaisquer outros meios (Mateus 11.25,26). Então, como acontece com a revelação, a verdade refere-se igualmente a Jesus Cristo, a Palavra divina, o Revelador do Pai (João 1.18); por ser o Filho do Pai, Ele não somente revela a verdade, mas Ele é a verdade mesma. Por fim, a verdade refere-se ao próprio registro da revelação divina, as Escrituras Sagradas; a verdade outrora revelada foi, por último, colocada na forma escrita, e este registro inspirado corresponde agora aos livros de nossa Bíblia. Pelo fato de as Escrituras representarem a forma escrita da revelação, consequentemente o conceito de verdade abrange todas as doutrinas ou ensinamentos que derivam dela.
Considerando estes pontos, concluímos que a verdade inclui os grandes fatos relativos à revelação divina, seu conteúdo e seus meios, desde o conhecimento de Deus até o registro de sua revelação: Deus (que é a verdade) revela-se (apresenta a verdade acerca de si mesmo) ao homem por seu Filho, Jesus Cristo (que é a verdade), e sua revelação constitui os escritos produzidos sob a santa inspiração, a Palavra de Deus (que é a verdade). 
Definida conforme nossa descrição, a verdade não pode ser alcançada pelo homem, no uso de suas faculdades naturais. Evidentemente, esses sentidos especiais do termo só podem ser apreendidos mediante revelação divina; por serem sentidos espirituais, só podem ser assimilados por uma mente em condições espirituais adequadas, iluminada pelo Espírito Santo. Em outras palavras, a compreensão da verdade, em suas várias referências espirituais, requer antes o conhecimento da verdade (João 17.3).

 

CPAD - Escola Dominical

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 11

domingo, 12 de junho de 2011

 

Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 11 - Uma igreja autenticamente pentecostal

Certo cartum retratava um senhor Brown e uma...

Texto Bíblico: Marcos 16.15-20; Atos 2.42-47

INTRODUÇÃO
I. EVANGELIZAÇÃO, MISSÃO DA IGREJA PENTECOSTAL
II. A MISSÃO EDUCADORA DA IGREJA PENTECOSTAL
III. A IGREJA PENTECOSTAL NÃO DEVE DESCUIDAR DO SERVIÇO SOCIAL E DA COMUNHÃO

ENSINO CRISTÃO: DECRETO DE DEUS[

“Ele parece não fazer algo de Si mesmo que possivelmente possa delegar às Suas criaturas. Ordena-nos que façamos lenta e desajeitadamente o que Ele poderia fazer perfeitamente e num piscar de olhos. [...] Talvez não percebamos o problema em sua inteireza, por assim dizer, de permitir que vontades finitas coexistam com a Onipotência. Parece envolver em cada momento quase que uma espécie de abdicação divina”.
(C.S.Lews)


Certo cartum retratava um senhor Brown e uma senhorita Smith. Era óbvio que a moça, munida das provas e dos resultados de entrevistas, candidatava-se a um cargo pedagógico.

“Sinto muitíssimo, mas não podemos aceitá-la. Notamos que você é recém-formada de uma escola de educação, e exigimos um professor com experiência em sala de aula de, no mínimo, cinco anos. Além disso, você só tem grau de bacharel e preferimos alguém com o mestrado”.

O olho do leitor então passa para o quadro seguinte, onde o senhor Brown, agora irmão Brown e superintendente da Escola Dominical, entrevista a irmã Smith, a qual rebate o pedido que ele lhe fez para ser professora: “Irmão Brown, sou nova-convertida e, na verdade, não sei muita coisa sobre a Bíblia”.

“Ora, isso não é problema”, responde ele. “A melhor maneira de aprender a Bíblia é ensina-la”.
“Mas, irmão Brown, eu nunca ensinei aos juniores”, ela objeta.
“Oh, não deixe que isso a coíba, irmã Smith. Tudo o que exigimos é alguém com o coração disposto”, vem a resposta.

O cenário é mais do que um desenho caricatural; é um comentário de nosso baixo nível de discernimento em relação ao ensino cristão. Se você planeja ensinar que 2 + 2 são 4, precisa de cinco anos de experiência pedagógica. Se espera ensinar as crianças a dizer,  “Eu trouxe”, em vez de, “Eu truce”, provavelmente lhe exijam o mestrado. Mas, para ensinar o currículo da vida cristã, qualquer coisa é boa o bastante para Deus.
Que contraste com o desígnio para o ensino, apresentado no Novo Testamento. Segunda Timóteo 2.2 informa-nos que o ensino não é um ministério da mediocridade, mas da multiplicação. Nenhum ser humano está completamente cônscio do poder residente no ensino. Toda vez que alguém ensina, desencadeia um processo que, idealmente, nunca acaba.
Duas razões atuam para formar um argumento convincente: a Igreja tem de ensinar. Não se trata de opção, mas de uma característica indispensável; não é difícil de contentar; mas necessário. A denominação evangélica que não educa, deixa de existir como Igreja do Novo Testamento. Para que o Cristianismo seja perpetuado, precisa ser propagado.

É ordem de Jesus Cristo
Mateus 28.19,20 enfoca a lente zoom do Espírito Santo na Grande Comissão, que são as últimas palavras de Jesus Cristo ditas aos discípulos antes da ascensão dele. Cinco referências da Grande Comissão no Novo Testamento (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.46-48; Jo 20.21-23; At 1.8) indicam que não é algo aleatório, mas essencialmente para estratégia de nosso Senhor.
O mandato “Fazei discípulos” (ARA) inclui intrinsecamente o ensino. Mas temos de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada espécie, isto é, “guardar [obedecer] todas as coisas” que Cristo ordenou. Em outras palavras, Seus ensinamentos foram designados para produzir informação e transformação. Esse tipo de instrução é muito exigente e inacreditavelmente difícil de se realizar.
Lucas 6.40 fornece mais apoio ao objetivo de Jesus no que se refere aos Seus ensinamentos, quando Ele diz: “Mas todo o que for perfeito será com o seu mestre”. A verdade de Deus não foi revelada para satisfazer nossa curiosidade, mas para nos conformar à imagem de Cristo.

Foi praticada pela Igreja Primitiva 
Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu mesmo a esse mandamento?
A Ilustração. Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles “perseveravam na doutrina [ensino] dos apóstolos” (2.42). Este era o padrão contínuo; não uma exceção.
A Implementação. Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: “Uns [...] para pastores e doutores [mestres, professores]” (Ef 4.11). O propósito? “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12); mais outra prova de que os talentosos são chamados para ministério da multiplicação e não da adição.

Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As pessoas clamavam pelo “dom de ensino” com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1). Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata.
As evidências bíblicas acima devem ser constrangedoras o bastante para atrair o sério e abortar o superficial.


Texto extraído da obra: “Manual de Ensino Para o Educador Cristão”. Rio de Janeiro: CPAD.

 

CPAD - Escola Dominical

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 10

 

Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 10 - Assembleia de Deus 100 anos de pentecostes

Em um determinado dia Deus colocou no meu coração que...

Texto Bíblico: 1Coríntios 3.6-11


INTRODUÇÃO
I. O CHAMADO MISSIONÁRIO DOS PIONEIROS
II. A FUNDAÇÃO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL
III. DO NORTE PARA TODO O BRASIL

CONCLUSÃO


A CHAMADA PARA O BRASIL
Em um determinado dia Deus colocou no meu coração que deveríamos nos reunir num sábado à noite, para orar na casa de um irmão da igreja que tinha sido batizado com o Espírito Santo. Enquanto orávamos, o Espírito do Senhor veio de maneira poderosa sobre nós. Houve vários comentários sobre aquela reunião, e várias pessoas passaram a se reunir ali conosco durante diversos sábados para orar, e todas as vezes o Espírito do Senhor vinha sobre nós de maneira poderosa.
Um outro irmão, Adolfo Ulldin, recebeu do Espírito Santo palavras maravilhosas, vários mistérios sobre o meu futuro lhes foram revelados. Entre outras coisas, o Espírito Santo falou através desse irmão que eu deveria ir para o Pará. Foi-nos revelado também que o povo para quem eu testificaria de Jesus era de um nível social muito simples. Eu deveria ensinar-lhes os primeiros rudimentos da doutrina do Senhor. Naquela ocasião tivemos o imenso privilégio de ouvir através do Espírito Santo linguagem daquele povo, o idioma português. Ele também nos disse que comeríamos uma comida muito simples, mas Deus nos daria tudo o que fosse necessário.
O Espírito Santo disse também que eu ia casar-me com uma moça chamada Strandberg. Tempos depois casei-me com Frida Strandberg. Aquela profecia ocorrera muitos anos antes de eu a conhecer. Deus disse também outras coisas que mais tarde tive a oportunidade de ver a sua confirmação. Deus tinha falado, e eu compreendi que havia recebido uma chamada divina para o meu futuro campo missionário. Glória a Jesus!
O que faltava saber era onde estava situado o Pará. Nenhum de nós o conhecia. No dia seguinte eu disse ao irmão Adolfo: “vamos a uma biblioteca aqui na cidade para saber se existe algum lugar na terra chamado Pará”. Nossa pesquisa nos fez saber que no Norte do Brasil havia um lugar com esse nome. Confirmamos mais uma vez que Deus nos tinha falado. Aceitei minha chamada com inteira convicção de sua origem divina. Glória a Jesus!
Conheci Daniel Berg em Novembro de 1909, em Chicago, quando eu estava buscando o batismo com o Espírito Santo. No ano seguinte enquanto Berg estava trabalhando numa quitanda em Chicago, o Espírito Santo mandou que ele se mudasse para South Bend, Indiana, onde eu era pastor da igreja, para que juntos louvássemos o nome do Senhor. Ele deixou o seu trabalho, veio para South Bend e disse-me: “Irmão Gunnar, Jesus ordenou-me que eu viesse me encontrar com o irmão para juntos louvarmos o seu nome”. Eu lhe respondi: “Está bem!”.
Daniel passou a participar comigo dos cultos e a testificar e louvar ao Senhor por sua maravilhosa salvação.
Um dia sentimos que era a vontade de Deus irmos à casa do irmão Adolfo Ulldin, o homem que Deus usara quando me chamou para o Brasil. Chegamos à sua casa num sábado à tarde, justamente quando ele estava chegando do trabalho. Quando entramos na cozinha, o poder de Deus veio sobre o irmão Ulldin, e ele foi arrebatado em espírito, como das outras vezes. E foi durante aquela poderosa reunião que Daniel Berg recebeu a sua chamada para me acompanhar ao Brasil.
Isto tudo aconteceu no verão de 1910. Deus nos revelou, quando estávamos orando em outra ocasião, que deveríamos sair de Nova Iorque com destino ao Pará. E para nos orientar mais ainda, nos revelou a data: 5 de novembro de 1910. Ainda não sabíamos se havia algum navio partindo para o Brasil naquele dia, mas tudo foi comprovado depois. Partimos do porto de Nova Iorque justamente no dia que Deus nos tinha revelado.

Texto extraído da obra: “Diário do Pioneiro: Gunnar Vingren”. Rio de Janeiro: CPAD.    

CPAD - Escola Dominical

JUVENIS-LIÇÃO 10

 

Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Os perigos do relativismo moral

Lição 10 - Assembleia de Deus uma jornada histórica

Decididos a atender ao chamado divino para...

ASSEMBLEIA DE DEUS: UMA JORNADA HISTÓRICA

A FUNDAÇÃO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL


Por

Isael Araújo


Decididos a atender ao chamado divino para a obra missionária no Brasil, Vingren deixou em 12 de outubro de 1910, o pastorado da igreja em South Bend e Daniel Berg saiu do seu emprego numa quitanda em Chicago.
Após terem experiências marcantes em relação ao dinheiro que precisariam para viajar, embarcaram em Nova Iorque na terceira classe do navio Clement rumo ao Brasil. Na viagem de quatorze dias, a comida foi péssima. Mas, eles ficaram ali, deitados na terceira classe, orando durante todo o tempo. Certo dia, Daniel profetizou que o Senhor estava com eles, e verdadeiramente sentiram isso em seus corações.
Durante o período em que estavam no navio, oraram por um companheiro de viagem, e um dos passageiros aceitou Cristo como Salvador.
Chegaram a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910. Em Belém, moraram no porão da Igreja Batista. Nos cultos e reuniões de oração da igreja, Vingren e Berg, quando começaram a falar o idioma português, pregavam a respeito do batismo com o Espírito Santo. O objetivo deles era pregar o evangelho de poder aos seus ouvintes. Eles não vieram ao Brasil para fundar uma igreja.
Celina Martins Albuquerque, membro da Igreja Batista, creu na mensagem pentecostal pregada pelos jovens missionários e recebeu o batismo com o Espírito Santo quando orava de madrugada em sua casa, do dia 2 de junho de 1911, juntamente com outra irmã da sua igreja, Maria de Nazaré.
O batismo com o Espírito Santo da irmã Celina Albuquerque, e também, da irmã Maria de Nazaré, que ocorreu na noite do dia 2 de junho, fez surgir uma discussão na Igreja Batista de Belém, que culminou na expulsão de 13 membros, no dia 13 de junho de 1911. No dia 18 do mesmo mês e ano, domingo, com 18 pessoas presentes mais Vingren e Berg, nasceu, na casa de Celina Albuquerque, a Missão de Fé Apostólica, que, em 11 de janeiro de 1918, foi registrada oficialmente como Sociedade Evangélica Assembleia de Deus.

 

CPAD - Escola Dominical

ADOLESCENTES-LIÇÃO 10

 

Conteúdo adicional para as aulas de Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
A vida de Cristo na harmonia dos evangelhos

Lição 10 - Assembleia de Deus uma História de Fé

Nasci em Östra Husby, Östergötland, Suécia, em...

ASSEMBLEIA DE DEUS: UMA HISTÓRIA DE FÉ
Texto Bíblico: Mateus 28.19,20; Marcos 16.15-20

ESCOLHIDO POR DEUS

Por

Gunnar Vingren

Nasci em Östra Husby, Östergötland, Suécia, em 8 de agosto de 1879. Meu pai era jardineiro. Por serem crentes, meus pais procuraram desde a minha infância ensinar-me os caminhos e preceitos do Senhor. Quando eu ainda era bem pequeno, ia à Escola Dominical, da qual, meu pai era dirigente. Aos 11 anos de idade concluí o curso primário e comecei a ajudar meu pai no ofício de jardineiro. Continuei nessa atividade até os 19 anos.
Eu era um menino de apenas 9 anos de idade quando senti a chamada de Deus na minha vida. Senti-me atraído por Deus de uma forma especial, e costumava orar muito. Às vezes reunia outras crianças comigo e orava com elas. Porém, com 12 anos de idade desviei-me do Senhor e tornei-me um filho pródigo. Caí profundamente no pecado até os 17 anos, quando o Senhor outra vez me chamou. Isso aconteceu em 1896. Eu resolvera ir ao culto de vigília de Ano-novo e entregar-me outra vez ao Senhor. Fui com meu pai para esse culto, e fiz o que havia resolvido. Aleluia!
Aos 18 anos fui batizado nas águas. Isto aconteceu numa igreja Batista em Wraka, Smaland, Suécia, no mês de março ou abril de 1897. Neste mesmo ano tornei-me sucessor de meu pai no trabalho da Escola Dominical. Isto aumentou muito a minha necessidade de Deus e de sua graça.

Ainda neste, em 14 de julho, li numa revista um artigo sobre as grandes necessidades e sofrimentos de tribos nativas no Exterior, o que me fez derramar muitas lágrimas. Subi para o meu quarto e ali prometi a Deus pertence-lhe e pôr-me à sua disposição para honra e glória do seu nome. Orei também insistentemente para que Ele me ajudasse a cumprir essa promessa.
No mês de outubro realizamos uma festa para levantar dinheiro a fim de ajudar um irmão que ia sair para o campo missionário como evangelista. Tudo o que eu tinha nessa oportunidade eram 6 coroas, e eu as entreguei como oferta. Quando voltei para casa depois da festa, senti uma alegria imensa, e ouvi uma voz que me dizia: ‘Tu também irás ao campo de evangelização da mesma forma que Emílio!’
Fiquei um ano mais no meu trabalho, mas sempre participando dos cultos, testificando e tratando de ganhar almas para Jesus. Continuei à frente da Escola Dominical até o fim de outubro de 1898. Depois de muitas orações dos irmãos, fui para uma escola bíblica em Götabro, Närke. Os dirigentes daquela escola eram os pastores Emílio Gustavsson e C.J.A. Kihlstedt (VINGREN, Ivar. O Diário do Pioneiro. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp 19, 20).

 

 

CPAD - Escola Dominical

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 9

segunda-feira, 30 de maio de 2011

 

 

Rev.Lições Jovens e Adultos Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 9 - Ramificações do Moderno Mov. Pentecostal

Mais do que nunca precisamos de um avivamento genuíno, que prime pela ortodoxia bíblica, pela sã doutrina...

Por César Moisés Carvalho


Em toda a história, Deus sempre levantou pessoas que se dispuseram a ser instrumentos usados por Ele (At 13.2-5). Por isso, conheceremos um pouco sobre alguns abnegados servos do Senhor que foram, em determinadas épocas, usados pelo Todo-Poderoso para que a chama do Pentecostes continuasse a arder nos corações e a Igreja pudesse cumprir a sua missão (Mt 28.19,20). Veremos ainda como surgiu o chamado “Moderno Movimento Pentecostal” nos Estados Unidos, sua posterior implantação no território brasileiro e constataremos ter sido esta uma bênção de Deus para a nossa nação. Aprenderemos que, diferente do que se pensa, o que aconteceu nos Estados Unidos foi a deflagração do chamado “Moderno Movimento Pentecostal”. O Movimento Pentecostal ou o Pentecostalismo, desde a experiência de Atos 2, nunca se extinguiu.

AS ORIGENS DO MODERNO MOVIMENTO PENTECOSTAL

Charles Parham, Topeka


Enquanto grandes avivamentos estavam ocorrendo na Europa e no mundo, Deus levantou Charles Fox Parham, pastor de uma Igreja Metodista para que fundasse uma Escola Bíblica, onde ocorreu, no dia 1º de janeiro de 1901, a primeira experiência pentecostal do século 20 nos Estados Unidos. O avivamento iniciado ali se espalhou por todo o país.  Em 1905, Parham mudou-se para Huston, no Texas. Ali, em outro empreendimento para formar evangelistas-missionários, teve como um de seus alunos William Seymour.
Willian Seymour, Los Angeles


Segundo os historiadores, a igreja que se reunia em um galpão na Rua Azusa 312, em Los Angeles, Califórnia, dirigida pelo pastor Willian Joseph Seymour, é considerada o centro irradiador do avivamento que se espalhou para outras cidades americanas e muitas nações. O pastor Willian não tinha grande eloquência, todavia em seu coração ardia a chama pentecostal, o que levou a igreja a experimentar um rápido crescimento. Os cultos, realizados três vezes por dia, eram marcados por curas, milagres, batismos com o Espírito Santo e abundante manifestação dos dons espirituais (1 Co 12.1-11). O avivamento ocorrido ali tem sido considerado como um dos maiores do século passado, e é denominado de pentecostalismo clássico.

Willian Durham, Chicago
O avivamento pentecostal também chegou a Chicago que se tornou o centro irradiador do Movimento Pentecostal para a grande maioria das cidades e igrejas americanas que aceitaram a mensagem pentecostal. Um dos “focos” desse avivamento em Chicago foi a Igreja Missão da Avenida Norte, liderada pelo pastor William H. Durham. Devido a igreja em Chicago possuir pessoas de várias nacionalidades, foi justamente de seu despertamento que saíram, em 1910, os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, fundadores da Assembleia de Deus no Brasil, e o italiano Luigi Franscescon, fundador da Congregação Cristã no Brasil.

O MOVIMENTO PENTECOSTAL NO BRASIL

Primeira Onda – Pentecostalismo Clássico
Segundo classificação sociológica, o Movimento Pentecostal em nosso país é dividido em três categorias, sendo que a Congregação Cristã no Brasil, fundada em 1910 e a Assembleia de Deus, iniciada em 1911, representam o chamado Pentecostalismo Clássico. O destaque da pregação dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren era, sem dúvida, o batismo com o Espírito Santo. Contudo, é também reconhecido que a estrutura da mensagem dos dois suecos continha a integralidade do evangelho: “Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará”.

Segunda Onda – Pentecostalismo Neoclássico
Também denominada de deuteropentecostalismo, a chamada segunda onda, mais conhecida como Pentecostalismo Neoclássico, inicia-se nos anos 1950 e vai até 1975. O enfoque desse grupo de igrejas não recaía somente sobre a pregação do batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas espirituais (glossolalia), que marcou o pentecostalismo clássico. A ênfase era dada à cura divina e aos milagres. As denominações mais conhecidas do pentecostalismo neoclássico são: Igreja do Evangelho Quadrangular (1951); O Brasil para Cristo (1955); Igreja de Nova Vida (1960); Igreja Pentecostal Deus é Amor (1962); Casa da Bênção (1964); Convenção Batista Nacional (1965); Igreja Metodista Wesleyana (1967) e Igreja Presbiteriana Renovada (1975).

Terceira Onda – Neopentecostalismo
Essa vertente surgiu no final da década de 70, tendo grande similaridade com o movimento neopentecostal dos Estados Unidos, de quem, aliás, copiou as principais práticas. Em nosso país, as principais denominações neopentecostais são: Comunidade Evangélica (fundada em 1976, tendo mudado o nome em 1992, passando a chamar-se Comunidade Sara a Nossa Terra); Igreja Universal do Reino de Deus (1977); Igreja Internacional da Graça de Deus (1980) e Igreja Renascer em Cristo (1986). 

O CRESCIMENTO DA IGREJA SOB O FERVOR PENTECOSTAL

Qualidade versus quantidade

Que o fervor pentecostal impulsiona o crescimento da Igreja não há dúvida. Foi justamente para isso que o Senhor no-lo deu (At 1.8). Contudo, crescimento exige cuidado e dedicação (At 15.36; 16.4,5). Infelizmente, nem sempre o crescimento quantitativo vem acompanhado do qualitativo, fazendo com que as igrejas sejam grandes sem serem fortes e sadias espiritualmente. Tal se dá por falta de ensinamento bíblico e maturidade espiritual. Querer imitar práticas pentecostais sem o devido ensino da Palavra ou a integralidade do evangelho, significa tornar-se aberto a todo o tipo de inovação mística desprovida de fundamentação bíblica.


O evangelho completo
A mensagem pregada pelos missionários de que Jesus Cristo salva, cura, liberta, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará, continua sendo atualíssima. Os desvios e abusos que têm surgido ao longo de um século de existência não têm afetado a consistência doutrinária da Igreja de Cristo, especialmente, a Assembleia de Deus. Nosso credo não sofreu rupturas nem modificações. Continuamos crendo no batismo com o Espírito Santo com a evidência do falar em línguas, nos dons espirituais, na cura divina e continuamos pregando a volta de Cristo e o arrebatamento da Igreja antes da Grande Tribulação (1 Ts 4.14-18). O evangelho, longe de ser um meio de recebimento de bênçãos materiais, é o poder de Deus para a salvação, a maior bênção que existe (Rm 1.16).


O verdadeiro mover pentecostal
Mais do que nunca precisamos de um avivamento genuíno, que prime pela ortodoxia bíblica, pela sã doutrina. Em tempos pós-modernos, temos visto algumas práticas que são nocivas para as igrejas pentecostais. Precisamos estar atentos e orar ao Senhor. O que temos visto em nosso tempo? A igreja na atualidade parece estar convivendo com a sonolência (Ef 5.14), insensibilidade espiritual para discernir doutrinas contrárias a fé cristã (1 Tm 1.3,4,6); o secularismo (Rm 12.2); o pragmatismo, o comodismo e a indiferença. O que fazer? Orar e clamar ao Todo-Poderoso pedindo: “aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos [...] (Hc 3.2).
Precisamos conhecer a história do pentecostalismo para que possamos clamar ao Senhor um autêntico avivamento venha sobre a nossa nação.  Não podemos deixar que o comodismo e a indiferença venham tomar conta dos nossos corações. Precisamos de um renovo vindo do Senhor. Vamos orar e clamar para que o Todo-Poderoso venha avivar a igreja no Brasil.

 

CPAD - Escola Dominical

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 8

segunda-feira, 23 de maio de 2011

 

Rev.Lições Jovens e Adultos Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 8 - O genuíno culto pentecostal

A igreja deve ser regularmente instruída a manter a ordem no culto público...

Texto Bíblico:  1Coríntios 14.26-33,39,40
INTRODUÇÃO
I. A ADORAÇÃO E CULTO
II. COMPOSIÇÃO DO CULTO PENTECOSTAL
III. MODISMOS LITÚRGICOS
CONCLUSÃO

A ORDEM E REVERÊNCIA NOS CULTOS

É lamentável ver em muitas igrejas, às vezes em igrejas grandes e conhecidas, conversas e cochichos sem fim nos cultos públicos, e o motivo disso é, principalmente, porque o mau exemplo vem do púlpito, onde pastores, presbíteros, etc, julgam-se com o direito de cochicharem uns com os outros e até mesmo durante a pregação da Palavra do Senhor. Isso constitui falta grave.
Muitas coisas gloriosas de que temos exemplo nas Escrituras podem acontecer no culto público, inclusive curas, milagres e maravilhas. Mas no culto público não deve haver falatórios e cochichos nem no púlpito nem na congregação.

A mensagem que o pregador leva é por vezes gravemente prejudicada pelos falatórios e cochichos, pelo andar de crianças nos corredores, pelo chorar de crianças, pelo vaivém de muitos entrando e saindo do recinto do templo sem necessidade, pela formação de bloquinhos nos corredores e por outras irreverências tão lamentáveis. É dever dos diáconos reprimir energicamente tais procedimentos, e cabe ao pastor da igreja fiscalizar para que a ordem seja mantida.

A igreja deve ser regularmente instruída a manter a ordem no culto público, e o pastor deve determinar aos diáconos e auxiliares a respeito.

A ordem nos cultos é essencial ao progresso espiritual da igreja e ao bom conceito do pastor. Uma igreja cujos cultos se realizam em desordem da má impressão aos visitantes e mesmo aos membros que compreendem as coisas de Deus, revela um pastor descuidado e não alcança o desejado progresso espiritual.

O SIGNIFICADO DA LITURGIA BÍBLICA

Introdução

Karl Barth (1886-1968) afirmou certa vez que o culto cristão é o ato mais importante, mais relevante e mais glorioso na vida do homem. Acredito que nenhum cristão, seja qual for a sua orientação denominacional, ousaria contraditar o grande teólogo suíço. Pois todos empenhamo-nos em prestar ao Redentor a mais excelsa das adorações.

Além disso, a nossa índole espiritual induz-nos a adorá-lo; é uma necessidade que reivindica pronta satisfação. Mas o que muitos não querem admitir é que o culto, por mais simples e singelo, não prescinde da liturgia.

Alguns movimentos não toleram sequer a hipótese de uma liturgia no culto cristão. Haja vista os pietistas, os puritanos e as comunidades de fé pentecostal. Achamos que a liturgia acabará por destruir-nos a espontaneidade, a modéstia e a beleza espiritual. Todavia, mesmo sem o admitir, temos uma liturgia. Tem início esta quando nos reunimos com o propósito de adorar a Deus na beleza de sua santidade. E prossegue já com a oração e os cânticos congregacionais, e tem continuidade já com a proclamação do Evangelho. E encerra-se com a impetração da bênção apostólica.

Isto é liturgia!

Só há uma maneira de se evitá-la: deixar de se reunir, e não mais celebrar publicamente a bondade divina. Mas enquanto o povo de Deus congregar-se para honrar-lhe o nome, e tributar-lhe deferências e glórias, a liturgia aí estará presente. E nem por isso prejudicará o desenvolvimento espiritual dos fiéis. Pelo contrário: ajuda-los-á a consagrar-se mais ao serviço cristão. Aliás, até mesmo a devoção individual reclama uma liturgia.

Conforme veremos mais adiante, o mal não está na liturgia, e sim no formalismo que vem destruindo igrejas e mumificando grandes movimentos.
1. O verdadeiro sentido da liturgia
A palavra liturgia é originária do grego leitourgia. Esta, por seu turno, é formada por dois vocábulos: leitos, público e ergon, trabalho. Literalmente, significa serviço público. Na Antiga Grécia, o termo era usado para designar uma função administrativa num órgão governamental. Desde a sua origem, por conseguinte, a liturgia tem uma forte conotação com o serviço que os súditos devem prestar ao rei.

O termo passou, com o tempo, a designar o culto público e oficial da Igreja Cristã. Hoje, é definido como a forma pela qual um ato de adoração é conduzido. Numa linguagem mais técnica, liturgia é o elenco de tudo o que concorre para a boa condução de uma reunião religiosa. Teologicamente, a definição é bastante simples: É tudo o que, diante de Deus, exprime a devoção de uma comunidade de fé: cânticos, leituras bíblicas, testemunhos, pregação, movimentos etc.
2. A liturgia no Antigo Testamento
O culto levítico era extremamente pomposo. Em virtude de seu harmonioso elenco de sons e gestos, constituía-se ele num espetáculo de raríssima beleza. Haja vista a observação da rainha de Sabá ao visitar o rei Salomão. A soberana do país do Sul enalteceu a Jeová ao observar como os hebreus portavam-se na Casa de Deus (1 Rs 10.5).

Os ministros do altar não poupavam esforços nem minúcias na condução do culto. Tudo tinha de sair perfeito; nenhum detalhe haveria de ser esquecido. A apresentação do sumo sacerdote, dos ministros da música e dos demais levitas não contemplava a menor hipótese de falha. Nos sacrifícios e oferendas, redobrados desvelos. A atenção dos sacerdotes perseguia o menor descuido. Era uma esmeradíssima e sublimada liturgia.

Na inauguração do Santo Templo, tamanha foi a glória de Deus a baixar no santuário que o cronista viu-se compungido a registrar simplesmente: “E os sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a Casa do Senhor” (2 Cr 7.2).
3. A liturgia no Novo Testamento
Apesar de o Cristianismo não ser uma religião sacerdotal, é impossível dissociar o seu culto da liturgia. Todo culto, aliás, pressupõe uma liturgia, necessariamente. O próprio Cristo ia à sinagoga, e participava ativamente dos serviços aí realizados (Lc 4.16-22). Mais tarde, o mesmo faria Paulo. O primeiro lugar que o apóstolo visitava, ao chegar a uma cidade gentia, era a sinagoga (At 13.5). Em nenhum momento criticou ele o culto hebreu. Pelo contrário: certa vez, propôs-se a fazer um voto essencialmente judaico para não escandalizar a sua nação (At 21.23,24).

Sendo hebreus os primeiros membros da Igreja, o culto cristão, no início, em quase nada diferia do culto judaico. As diferenças, porém, já eram bem nítidas. A começar pelo dia escolhido para a reunião. Se os judeus congregavam-se aos sábados, os cristãos reuniam-se no primeiro dia da semana a fim de rememorar a ressurreição do Senhor (At 20.7). Além disso, em todas as reuniões celebravam a Santa Ceia – a mais importante e solene cerimônia da Igreja.
Enganam-se os que pensam não haver no Novo Testamento um esquema de culto. Atentemos a esta recomendação de Paulo aos coríntios que, embora fervorosos, não sabiam como dirigir suas reuniões: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 14.26).

O espírito do Novo Testamento não é contrário à liturgia. É uma necessidade que se impõe ao culto; é um meio teologicamente válido em nossa adoração. Todavia, a liturgia não pode ser um fim em si mesma; é um acessório, não a essência da adoração. Por isso temos de precaver-nos contra o formalismo.
4. O formalismo
É a ênfase exagerada às formas externas da religião em detrimento de sua essência: a plena comunhão com Deus. Também é conhecido como liturgismo e ritualismo. É a liturgia pela liturgia. O formalismo foi muito combatido pelos profetas e por nosso Senhor (Is 29.13; Mt 6.1-6), por ser um obstáculo à expansão do Reino.

A própria Igreja Católica, que ostenta um ritual pomposo e circunstancial, condena o ritualismo que, em sua terminologia, é chamado rubricismo por causa das letras vermelhas que, nos missais e breviários, indicam o modo de se recitar ou celebrar o ofício. Não obstante tal preocupação, os católicos emprestam à liturgia uma importância exagerada. Para o Concílio Vaticano II, a liturgia é a ação sagrada por excelência.

Conclusão
Sejamos equilibrados. Se por um lado não podemos fazer da liturgia um fim em si mesma, por outro não devemos desprezá-la como o faziam os sacerdotes do tempo de Malaquias, que achavam um enfado o culto do Senhor (Ml 1.13). O equilíbrio é fundamental. E se Paulo insta aos romanos a serem fervorosos no espírito, não deixa de recomendar aos coríntios a que tudo façam com decência e ordem (Rm 12.11; 1 Co 14.40).

(Texto extraído do: MANUAL DE LITURGIA DA BÍBLIA OBREIRO APROVADO, CPAD, 2010)

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 7

domingo, 15 de maio de 2011

 

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Lição 7 – Os dons de poder

O livro de Atos ressalta a continuação dessa obra na Igreja...

Texto Bíblico: Atos 8.5-8; 1Coríntios 12.4-10

INTRODUÇÃO
I. O DOM DA FÉ
II. OS DONS DE CURAR
III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS
CONCLUSÃO
OS DONS DE PODER

E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé.
“Outro” (gr. heteros) significa “outro de um tipo diferente”. Em outro lugar nesta passagem, “outro” (gr. allos) significa “outro do mesmo tipo”, por exemplo, outro crente (outro membro da assembleia local reunida). Paulo pode estar usando, heteros aqui para marcar uma diferença nos dons antes e depois, em vez de significar um tipo diferente de crente. Possivelmente, a palavra da sabedoria e a palavra da ciência possam ser consideradas a comunicar luz e os cinco dons seguintes, a comunicar poder – não à inteligência, mas à vontade. Ou ele pode estar apenas lembrando aos coríntios que nem todos serão usados em todos os dons. Ou pode ter colocado a palavra da sabedoria e a palavra da ciência à parte, porque os coríntios também foram associados com a sabedoria e a ciência natural, e precisavam destes dons de modo especial.

O dom da fé (1 Co 13.2) não é a fé salvadora, mas deve ser considerado como um dom que vai ajudar ou beneficiar todo o corpo local. Pode ser considerado como um dom especial da fé para uma necessidade particular. Alguns o definem como “a fé que move montanhas”, trazendo manifestações incomuns ou extraordinárias do poder de Deus. Mas da mesma maneira que a palavra da sabedoria é uma dotação específica de uma palavra para satisfazer a necessidade de sabedoria, assim o dom da fé pode ser uma dotação específica de fé para satisfazer a necessidade do corpo como um todo (cf. o que Paulo fez no meio de uma tempestade [At 27.25]).
E a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar.

“Dons” e “curar” (curas) estão ambos no plural em grego. Isto pode indicar que há vários dons para curar vários tipos de doenças e enfermidades. Ou pode significar que o Espírito Santo que usar uma variedade de pessoas para ministrar estes dons. Ou pode ter o sentido de que os dons do Espírito não curam somente um item da doença ou enfermidade, mas tudo o que esteja errado. Ele quer curar a pessoa completamente.

Também nos informa que ninguém pode dizer: “Eu tenho o dom de curar”, como se este dom pudesse ser possuído e ministrado ao bel-prazer da pessoa. Cada cura necessita de um dom especial, que é dado não à pessoa que ministra o dom, mas por meio daquela pessoa para o indivíduo doente, de forma que Deus recebe toda a glória. Ele é quem cura (At 4.30).
Quando Pedro disse ao coxo à porta Formosa: “O que tenho isso te dou” (At 3.6), “o que tenho” está no singular em grego e significa que o Espírito deu a Pedro um dom específico para o coxo. Pedro não tinha um reservatório de dons de curas. Ele tinha de receber do Espírito um novo dom para cada pessoa a quem ele ministrava. Esta verdade ainda permanecesse em nossos dias. Embora Tiago 5.14,15 nos diga que chamemos os presbíteros da igreja, se isso não é possível, o Espírito Santo pode usar qualquer membro do corpo para ministrar os dons de curas para o doente.

E a outro, a operação de maravilhas.
“Operação de maravilhas” (gr. energēmata dunamenōn, “atividades da operação de maravilhas” ou “das operações de milagres” – outra vez dois plurais) sugere muitas variedades de milagres ou ações de poder grandioso e sobrenatural. O termo energēmata é muitas vezes usado para se referir à atividade divina (Mt 14.2; Mc 6.14; Gl 3.5; Fp 3.21) ou à atividade de Satanás (At 13.9-11). “A palavra grega traduzida por ‘milagres’ (gr.sēmeion) em João enfatiza seu valor de sinal para incentivar as pessoas a crer e continuarem crendo. O livro de Atos ressalta a continuação dessa obra na Igreja, mostrando que Jesus é vencedor.

(Texto extraído da obra “I & II Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções”, Rio de Janeiro: CPAD)

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 6

domingo, 8 de maio de 2011

 

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Lição 06 - Dons que manifestam a sabedoria de Deus

O tópico II da lição fala a respeito dos tipos de sabedorias que influenciam o homem...

Texto Bíblico: Atos 16.16-24


INTRODUÇÃO
I. OS DONS DO ESPÍRITO SANTO
II. A PALAVRA DA SABEDORIA
III. A PALAVRA DA CIÊNCIA E O DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS
CONCLUSÃO


Prezado professor, o tópico II da lição fala a respeito dos tipos de sabedorias que influenciam o homem na sociedade contemporânea. São elas: a satânica, a humana e a divina. No contexto atual o crente em Jesus deve exercer suas ações mediante a sabedoria do alto. Para isto devemos estar sempre disponíveis para cultivar um relacionamento mais íntimo com Deus.

Para distinguir a sabedoria divina do dom da palavra de sabedoria apresente os seguintes conceitos de sabedoria:


Sabedoria satânica é sempre empregada com o propósito maligno. Existem pessoas dotadas de sabedoria diabólica, que fazem de tudo para alcançar seus propósitos. A sabedoria satânica se caracteriza pela inveja, sentimentos facciosos, etc (Tg 3.14-16; Ez 28.12-17).
Sabedoria humana ou natural limita-se aos interesses da vida. A sabedoria humana concerne preponderantemente à vida presente. Tal sabedoria pode levar o homem a ter sucesso em diferentes áreas. Todavia, o homem pode possuir grande sabedoria humana e, contudo, não conhecer a Deus (Lc 14.28-32).
Sabedoria divina se caracteriza por adotar os melhores meios possíveis para promover a grandeza do reino de Deus.

É a sabedoria evidenciada pelo homem espiritual e não se confunde com a sabedoria natural. Esta sabedoria de Deus não é o dom especial do Espírito (palavra de sabedoria), pois a sabedoria é essencial a todos: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente” (Tg 1.5).

Através da Escritura, todos os servos de Deus são encorajados a buscar esta sabedoria, que é uma necessidade na diária. A sabedoria divina é tremendamente necessária à igreja para o uso correto dos dons de Deus.


Conclua o tópico dizendo que a sabedoria divina não pode ser confundida com o “dom da palavra da sabedoria”. Esta é uma habilitação sobrenatural do Espírito Santo.  No entanto, todos devem buscar a sabedoria de Deus através das Sagradas Escrituras.

Boa aula!

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 5

domingo, 1 de maio de 2011

 

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Lição 05 - A Importância dos Dons Espirituais

Os pensamentos mais profundos de Paulo estão registrados nas...

Texto Bíblico: 1 Coríntios 12.1-11
Introdução
I. Os Dons Espirituais
II. Os Dons do Espírito Santos e a Espiritualidade
III. Os propósitos dos Dons Espirituais

Conclusão

A IGREJA MEDIANTE A EXPRESSÃO DOS DONS

Por David Lim

Os pensamentos mais profundos de Paulo estão registrados nas suas epístolas às igrejas em Roma, Corinto e Éfeso. Estas igrejas eram instrumentos da estratégia missionária de Paulo. Romanos 12, 1 Coríntios 12 e 13 e Efésios 4 foram escritas a partir do mesmo esboço básico. Embora fossem igrejas diferentes, são enfatizados os mesmos princípios. Cada texto serve para lançar luz sobre os demais. Paulo fala do nosso papel no exercício dos dons, do exemplo da unidade e diversidade que a Trindade oferece, da unidade e diversidade no corpo de Cristo, do relacionamento ético – tudo à luz do último juízo de Cristo.

O contexto dessas passagens paralelas é a adoração. Depois de uma exposição das grandes doutrinas da fé (Rm 1 – 11), Paulo ensina que o modo apropriado de corresponder a elas é mediante uma vida de adoração (Rm 12 – 16). Os capítulos 11 a 14 de 1 Coríntios também se referem à adoração.

Os capítulos 1 a 3 de Efésios apresentam uma adoração em êxtase. Efésios 4 revela a Igreja como uma escola de adoração, onde aprendemos a refletir o Mestre supremo. Paulo considera os seus convertidos apresentados em adoração viva diante de Deus (Rm 12.1,2; 2 Co 4.14; Ef 5.27; Cl 1.22,28). Conhecer a doutrina ou corrigir as mentiras não basta. A totalidade da nossa vida deve louvar a Deus. A adoração está no âmago do crescimento e reavivamento da igreja.

Natureza Encarnacional dos Dons
Os crentes desempenham um papel vital no ministério dos dons. Romanos 12.1-3 nos diz para apresentarmos nosso corpo e mente como adoração espiritual e que testemos e aprovemos o que for a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Semelhantemente, 1 Coríntios 12.1-3 nos adverte a não perdermos o controle do corpo e a não sermos enganados pela falsa doutrina, mas deixar Jesus ser senhor (grifo nosso). E Efésios 4.1-3 nos recomenda um viver digno da vocação divina, tomar a atitude correta e manter a unidade do Espírito.

Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e, portanto, deve estar envolvido na adoração. Muitas religiões pagãs ensinam um dualismo entre o corpo e o espírito. Para elas, o corpo é mau, uma prisão, ao passo que o espírito é bom e precisa ser liberto. Essa opinião era comum no pensamento grego.

Paulo conclama os coríntios a não se deixarem influenciar pelo passado pagão. Antes, perdiam o controle; como consequencia, podiam dizer qualquer coisa e alegar que ela provinha do Espírito de Deus. O contexto bíblico dos dons não indica nenhuma perda de controle. Pelo contrário, à medida que o Espírito opera através de nós, temos mais controle do que nunca. Entregamos nosso corpo e mente a Deus como instrumentos a seu serviço. Oferecemos-lhe a mente transformada e a colocamos debaixo do senhorio de Cristo, num espírito meigo e disciplinado, para deixar Deus operar através de nós (grifo nosso). Efésios 4.1-3 diz-nos que as atitudes certas levam o ministério eficaz. Por isso, o corpo, a mente e as atitudes ficam sendo instrumentos para a glória de Deus. 

[...] Os dons são encarnacionais. Isto é, Deus opera através dos seres humanos. Os crentes submetem a Deus sua mente, coração, alma e forças. Consciente e deliberadamente, entregam tudo a Ele. O Espírito, então, os capacita de modo sobrenatural a ministrar acima das suas capacidades humanas e, ao mesmo tempo, a expressar cada dom através de sua experiência de vida, caráter, personalidade e vocabulário. Os dons manifestos precisam ser avaliados. Isto não diminui em nada a sua eficácia, pelo contrário, dá à congregação a oportunidade de testar, pela Bíblia, sua veracidade e valor para edificação.

O princípio encarnacional é visto na revelação de Deus à raça humana. Jesus é Emanuel, Deus conosco (plenamente Deus e plenamente humano). A Bíblia é ao mesmo tempo um livro divino e um livro humano. É divina, inspirada por Deus, autorizadora e inerrante. É humana, pois reflete os antecedentes, situações vivenciais, personalidades e ministérios dos escritores. A Igreja é uma instituição tanto divina quanto humana. Deus estabeleceu a Igreja, pois de outra forma ela nem existiria. Apesar disso, sabemos que a Igreja é bastante humana. Deus opera através de vaso de barro (2 Co 4.7). O mistério que permaneceu oculto através das gerações e agora foi revelado aos gentios é “Cristo em vós, esperança da glória” (Cl 1.27).

Não precisamos ter medo. O que Deus ministra através de sua vida, ministério e personalidade talvez seja diferente do que Ele ministra através dos outros. Não devemos pensar que estamos garantindo a perfeição quando temos um dom espiritual. Isto pode ser avaliado por outras pessoas, com amor cristão (grifo nosso). Basta sermos vasos submissos, buscando edificar o corpo de Cristo. Ao invés de focalizarmos a nossa atenção na dúvida – se um dom é totalmente de Deus – façamos a pergunta mais vital: Como posso melhor atender as necessidades do próximo e alcançar os pecadores para Cristo? Somente a compreensão desse princípio deixará a Igreja livre para manifestar os dons. 

Texto extraído da obra: “Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal”, editada pela CPAD.

 

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 04

domingo, 24 de abril de 2011

 

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Lição 04 - Espírito Santo - Agente Capacitador da Obra de Deus

Professor, para introduzir o tópico II da lição é importante...

Texto Bíblico: Lucas 24.46-49; Atos 1.4-8
Introdução:
I. O Relacionamento do Espírito Santo com a humanidade
II. O Espírito Santo na vida do crentre
III. O Batismo com o Espírito Santo

capacita-nos a fazer a obra de Deus
Prezado professor,


A Paz do Senhor!


Nesta semana estudaremos a lição 4 cujo título é “Espírito Santo - Agente Capacitador da Obra de Deus”. Ela está baseada em Lucas 24.46-49 e Atos 1.4-8 e, também, está dividida em três tópicos: 1) O Relacionamento do Espírito Santo com a Humanidade; 2) O Espírito Santo na vida do crente; 3) O Batismo com o Espírito Santo capacita-nos a fazer a obra de Deus.

Professor, para introduzir o tópico II da lição é importante refletir que a renovação do Espírito Santo é necessária em nossas vidas. Às vezes, pela rotina da vida, não percebemos as implicações espirituais de se ter um relacionamento diário com o Espírito Santo. Conscientizemo-nos da necessidade de uma renovação diária em nossas vidas espirituais. No entanto, devemos saber que:

1. A renovação é diária. O nosso corpo precisa diariamente de um renovo. Este exemplo denota a necessidade da vida espiritual ser conservada periodicamente. O cristão é responsável pela saúde espiritual, assim como o indivíduo é com a sua saúde física (2 Co 4.16).
2. A renovação é consciente e desejada. Precisamos, diariamente, fazer o seguinte questionamento: “Como a minha vida espiritual está?” (1 Co 11.28a). Esse tipo de indagação reflete uma vida cheia do Espírito Santo.
3. A renovação denota a ação do Espírito Santo. A renovação do Espírito Santo mantém o crente afastado das práticas que não glorificam a Deus. Trás aprofundamento na Palavra, renovando-o com poder e tornando-o sensível à direção do Santo Espírito (Is 30.21; At 16.6,7; 10.19). 

Que o Espírito Santo possa renovar a sua vida, as suas forças e o seu interior.

Tenha uma boa aula e Deus o abençoe!

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 03

segunda-feira, 18 de abril de 2011

 

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Lição 03 - O que é Batismo com o Espírito Santo

A derradeira questão relacionada à ideia do batismo no...

Texto Bíblico: Atos 2.1-4,7,8
Introdução
I. O que não é o batismo com o Espírito Santo
II. O que é o Batismo com o Espírito Santo
III. A Experiência de Atos 2

O PROPÓSITO DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

A derradeira questão relacionada à ideia do batismo no Espírito Santo é o propósito da experiência. Qualquer consideração do assunto deve indicar a razão dessa obra especial e a necessidade que visa cumprir.

Realmente, muitos cristãos não percebem nenhum propósito especial relacionado ao batismo no Espírito Santo, como obra distinta dos demais aspectos da conversão-iniciação. Bruner escreve: “O poder do batismo no Espírito Santo é, em primeiro lugar, um poder que nos une a Cristo”. Segundo Hoekema, o batismo no Espírito Santo simplesmente “significa a outorga do Espírito visando a salvação, às pessoas que não eram crentes no sentido cristão anterior a essa outorga”. Não há “prova bíblica em favor do argumento de que o falar em outras línguas é uma fonte especial de poder espiritual”, conclui Hoekema.

Dunn chega à mesma conclusão: “O batismo no Espírito... está primariamente introdutório”. Concorda que é “somente de modo secundário uma experiência para revestir de poder”.

Segundo parece, para Dunn e os demais que adotam a sua posição, não sendo o batismo no Espírito Santo distinto da conversão, nenhum propósito há que não possa ser atribuído a qualquer crente, posto que o Espírito habita em todos os crentes.

Já há muito tempo os pentecostais reconhecem a posição teológica acima como resultante de uma Igreja subdesenvolvida, na qual falta a qualidade dinâmica, experimental e capacitadora da vida cristã. J. R. Willians escreve: “Além de estar nascido no Espírito, que é o modo de começar a vida nova, também há a necessidade de ser [o crente] batizado no Espírito Santo, visando transbordar dessa vida no ministério próximo”.

Fee, semelhantemente, considera que “a profunda insatisfação com a vida em Cristo sem a vida no Espírito” é exatamente o pano de fundo histórico do Movimento Pentecostal. Desde o início do século XX até o presente, os pentecostais têm acreditado que a plena dinâmica do revestimento de poder pelo Espírito vem somente com a experiência especial e distintiva do batismo no Espírito Santo. Quando essa experiência deixa de ser normal na Igreja, esta fica destituída da realidade da dimensão poderosa da vida no Espírito.

Por isso os pentecostais acreditam que a experiência distintiva do batismo no Espírito Santo, tal como Lucas a descreve, é crucial para a Igreja contemporânea. Stronstad diz que as implicações da teologia de Lucas são claras: “Já que o dom do Espírito era carismático ou vocacional para Jesus e a Igreja Primitiva, assim também deve ter uma dimensão vocacional na experiência do povo de Deus hoje”. Por quê? Porque a Igreja hoje, da mesma forma que a Igreja em Atos dos Apóstolos, precisa do poder dinâmico do Espírito para evangelizar o mundo de modo eficaz e edificar o corpo de Cristo. O Espírito veio no dia de Pentecostes porque os seguidores de Jesus “precisavam de um batismo no Espírito que revestisse de poder o seu testemunho, de tal maneira que outros pudessem também entrar na vida e na salvação”. E, por ter vindo no dia de Pentecostes, o Espírito volta repetidas vezes, visando o mesmo propósito.

Segundo os pentecostais, o propósito dessa experiência é o elemento final e mais importante, que torna o batismo no Espírito Santo separável e distinto da regeneração. J. R. Willians comenta: “[Os pentecostais] insistem que além da salvação – e, visando uma razão inteiramente diferente – há outra ação do Espírito Santo que equipa o crente para um serviço adicional”.

A convicção, justificação, a regeneração e a santificação são obras importantes do Espírito. Mas há “outro modo de operação, sua obra energizadora”, que é diferente, mas igualmente importante. Myer Pearlman declara: “A característica principal dessa promessa é o poder para o serviço, e não a regeneração para a vida eterna”. O batismo no Espírito é “distinto da conversão”, diz Robert Menzies, porque “desencadeia uma nova dimensão do poder do Espírito: é um revestimento de poder para o serviço”.

[...] Concluindo, o propósito do batismo no Espírito Santo – a dimensão contínua da vida revestida pelo poder do Espírito – torna a experiência suficientemente importante para ser conhecida, compreendida e compartilhada. Não seja o falar em línguas o propósito ulterior ou a razão pela qual a experiência deve ser desejada, mas sim a necessidade do poder sobrenatural para testemunhar e servir [grifo nosso]. A necessidade ulterior é que cada membro do corpo de Cristo receba esse revestimento de poder a fim de que a Igreja possa operar na plena dimensão da vida no Espírito.


 

Texto extraído da obra: “Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal”. Rio de Janeiro: CPAD.

 

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 02

 

Rev.Lições Jovens e Adultos Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 02 - Nomes e Símbolos do Espírito Santo

O Espírito Santo pode e irá ajudar todo crente a interpretar...

Texto Bíblico: João 1.29-33; Romanos 8.9-11,14,15

Introdução
I. A pluralidade dos nomes do Espírito Santo
II. OS Símbolos Bíblicos
III. OS Símbolos do Espírito Santo
CONCLUSÃO


O ESPÍRITO SANTO COMO ENSINADOR

O Espírito Santo pode e irá ajudar todo crente a interpretar e compreender corretamente a Palavra de Deus e a sua obra contínua neste mundo. Ele nos levará a toda a verdade. Esta promessa, no entanto, exige também que cooperemos com o nosso esforço.

Devemos ler com cuidado e com oração. Deus jamais teve a intenção de fazer da Bíblia um livro de difícil compreensão para o seu povo. Porém, se não nos dispusermos a cooperar com o Espírito Santo mediante o estudo e a aplicação de regras sadias de interpretação, nosso modo de entender a Bíblia – nossa regra infalível da fé e conduta - ficará carregado de erros. O Espírito Santo nos levará a toda a verdade à medida que lemos e estudarmos cuidadosamente a Bíblia, sob sua orientação.

Uma das verdades ensinadas pelo Espírito Santo é que não podemos recitar uma fórmula mágica do tipo: “Amarro Satanás; amarro minha mente; amarro minha carne. Agora, Espírito Santo, creio que os pensamentos e as palavras que se seguem vêm todos de ti!”. Não nos é lícito usar encantamentos para submeter Deus à nossa vontade. João admoesta a Igreja: “Provai se os espíritos são de Deus e a testar, pelas Escrituras, os nossos pensamentos e os de outras pessoas. Há perigos genuínos neste assunto. Certo autor reivindica, na capa do seu livro: “Este livro foi escrito no Espírito”. Outra reivindicação do seu livro: “Predições cem por cento corretas das coisas do porvir”. A tarefa do leitor, com a ajuda do Espírito Santo, é seguir o exemplo dos bereanos, que o próprio Espírito recomenda através das palavras de Lucas. Eles persistiam “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11). Cada crente deve ler, testar e compreender a Palavra de Deus e os ensinos a respeito dela. O crente pode fazer assim confiadamente, na certeza de que o Espírito Santo, que habita em cada um de nós, irá levar-nos a toda a verdade.

 

Texto extraído da obra: “Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal”. Rio de Janeiro: CPAD.

Movimento Pentecostal-Lição 1

sábado, 2 de abril de 2011

 

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Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 01 - Quem é o Espírito Santo

Prezado professor, neste trimestre estudaremos os...

Texto Bíblico: João 14.16,17; 6.13-15

Introdução
I. A doutrina do Espírito Santo
II. A aseidade do Espírito Santo
III. A personalidade do Espírito Santo
CONCLUSÃO


Prezado professor, neste trimestre estudaremos os fundamentos da fé pentecostal. Este movimento se deu no Dia de Pentecoste, quando o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja (At 2.2). Esta chama chegou ao Brasil através dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. O Espírito Santo e a atualidade dos dons foram as mensagens mais enfáticas. Por isso, neste trimestre, vamos iniciar a nossa lição falando a respeito do Espírito Santo. Quem Ele é, e que trabalho realiza?

O comentarista deste trimestre é o Pastor Elienai Cabral – conferencista e autor de várias obras publicadas pela CPAD, membro do Conselho Administrativo da CPAD, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e também da Casa de Letras Emílio Conde.
Quando estudamos sobre os assuntos doutrinários, temos de estar dispostos em primeiro lugar, a reconhecer nossa limitação e imperfeição para compreender um Deus que é infinito e criador de um infinito universo. Sobre este desafio, escreveu Mark D. Mclean:

Há vários conceitos errôneos a respeito da obra do Espírito Santo. Alguns deles têm-se arraigado à religião popular e às doutrinas populares da Igreja em geral. A religião popular é a maneira de vivermos a nossa vida diária em Cristo. É uma mistura de elementos normativos e não-normativos. Os elementos normativos são as doutrinas bíblicas corretas a respeito daquilo que devemos crer e praticar. Os elementos não-normativos são modos errôneos de entender doutrinas bíblicas, bem como os elementos não-bíblicos que se vêm infiltrando no ambiente cultural onde vive o cristão.

Ninguém compreende plenamente o Deus infinito ou seu infinito Universo, nem conhece ou entende com perfeição cada palavra da Bíblia. Continuamos todos discípulos (literalmente: “aprendizes”). Como criaturas finitas, não devemos ter dificuldades para reconhecer que é rematada loucura alegar que compreendemos totalmente o Deus infinito. Deus ainda está trabalhando na Igreja e em cada indivíduo, para nos transformar segundo a imagem de Cristo. Os cristãos precisam evitar o desânimo e aceitar com alegria o desafio de conhecer e experimentar a Deus mais plenamente todos os dias.

Somos desafiados a labutar o tema do Espírito Santo e a vigência de seus dons nos dias atuais. É um tema profundo, necessário e relevante. Precisamos a cada dia buscar a normatização das Sagradas Escrituras para direcionar as nossas experiências. Necessitamos ser cheios do Espírito Santo, mas também, cheio do conhecimento de sua Palavra.
Gostaria nesta oportunidade, prezado professor, indicar três obras importantes para enriquecer suas aulas:


 

HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo. 4. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
HORTON, Stanley M. et all.
Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
MENZIES, Willian W.; HORTON,
Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 5. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.


Todas as obras citadas acima são publicadas pela CPAD.
Boa aula!

JUVENIS-LIÇÃO 13

sábado, 26 de março de 2011

 

Rev.Juvenis-mestre-1-trim-2011 Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
A História da Igreja

Lição 13 - As igrejas de hoje

Prezado professor, podemos classificar no Brasil o...

Texto Bíblico: 1 Coríntios 12.12-20
Prezado professor, podemos classificar no Brasil o Movimento Pentecostal em três períodos:

O primeiro ocorre de 1910 a 1950, quando a Assembleia de Deus e a Congregação Cristã no Brasil eram as únicas igrejas de caráter pentecostal no país.

O segundo foi de 1950 a 1975, ele foi marcado pelas cruzadas de evangelismo e cura divina. A inspiração deste movimento no Brasil, veio dos EUA. Ali surgiram grandes nomes com ministério de cura divina. A partir de então nascem os seguintes movimentos:


•    A Cruzada Nacional de Evangelização em 1950, que depois tornou-se a “Igreja do Evangelho Quadrangular”;

•    A Igreja “O Brasil para Cristo”, fundada em 1955 pelo ex-assembleiano Manoel de Melo;

•    A “Igreja de Nova Vida”, fundada no Rio de Janeiro por um descendente dos pioneiros do Avivamento de Azusa;

•    A Igreja “Deus é Amor”, fundada pelo ex-assembleiano Davi Miranda;

•    A “Igreja Casa da Benção”.
O terceiro período ocorreu no final dos anos 70 e perdura até hoje. Este período também é denominado de neopentecostalismo. Seu início se deu com o advento da Igreja Universal do Reino de Deus, a Internacional da Graça de
Deus, Renascer em Cristo e outras.
Professor faça um esquema cronológico do surgimento de todas estas igrejas para que o seu aluno esteja devidamente informado dos fatos.

Tenha uma boa aula

JUVENIS-LIÇÃO 11

sábado, 12 de março de 2011

 

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A História da Igreja

Lição 11 - O início do movimento pentecostal

O Movimento Pentecostal que eclodiu no Brasil no início do...

Texto Bíblico: Atos 2.1-4


O Movimento Pentecostal que eclodiu no Brasil no início do século XX, tem sua origem na experiência de Atos 2, ocorrida em pentecostes, quando o Espírito Santo manifestou o seu “dom” entre as pessoas oriundas de diversos lugares do Império Romano. Mas, parece que ao longo da História Eclesiástica, devido à perda do foco e a a proximidade de outros interesses, à revelia do Evangelho, o fogo pentecostal arrefeceu. 

No início do século XX a chama pentecostal volta acender nos corações de pessoas sedentas uma intimidade mais estreita com Deus.

Um professor de teologia pertencente à Igreja Metodista, chamado Charles Fox Parham, abriu um seminário em Kansas denominado de Escola Bíblica Betel. Frequentavam este seminário cerca de 40 estudantes. Na noite de 01 de Janeiro de 1901 houve um período de oração onde uma aluna, de 18 anos, pediu que todos os alunos, e o professor Parham, impusessem as mãos sobre ela pedindo o Batismo com o Espírito Santo. Esta aluna foi batizada com o Espírito Santo. E mais tarde os demais alunos também o receberam. Todos os alunos viajaram os Estados Unidos pregando a benção experimentada no seminário: o Batismo com o Espírito Santo. Este fato marca o reavivamento do Movimento Pentecostal no mundo.


Tenha uma boa aula.

ATOS DOS APÓSTOLOS-LIÇÃO 03

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

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Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
Atos dos Apóstolos até aos confins da terra

Lição 03 - O Derramento do Espírito Santo no Pentecostes

O Batismo com o Santo Espírito é a promessa do Pai. Esta...

Texto Bíblico: Atos 2.1-6,12
Introdução

I. O Batismo com o Espírito Santo
II. Fundamentos do Batismo com o Espírito Santo
III. O Batismo no Espírito Santo na História da Igreja
IV. Os objetivos do Batismo com o Espírito Santo


OS PROPÓSITOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Prezado professor, a palavra-chave da lição desta semana é Batismo. Esta significa, de acordo com o original grego, mergulho ou submersão. O termo “batismo” está inserido na presente lição com o objetivo de compreender seu tema central: O Batismo com o Espírito Santo. A ideia aqui, é explicar a uma pessoa a importância de se mergulhar e encher-se no Espírito Santo de Deus.
O Batismo com o Santo Espírito é a promessa do Pai. Esta é assim chamada, porque Ele providenciou o derramamento prometido conforme o Senhor Jesus falou aos discípulos. A profecia de João Batista, registrada nos quatro Evangelhos, lembra este fato: “Jesus os batizaria com o Espírito Santo” 1 . Esta operação denota a ação da Santíssima Trindade. O Pai envia o Espírito Santo e o Filho participa dessa obra como o batizador 2.
O Batismo com o Espírito Santo possui uma relação tênue com a evangelização mundial. Em Atos 1.8 essa relação é patente. Por isso, é importante ressaltar que o Batismo com o Espírito Santo tem propósitos claros e definidos:

1.Ousadia para testemunhar Jesus Cristo (At 1.8,22);
2.Poder para realizar milagres (At 5.1-11);
3.Carisma para ministrar à Igreja (At 6.3,5);
4.Oração em língua para edificação espiritual (1 Co 14.2,4).

1. Testemunhando de Cristo
O Senhor Jesus disse aos discípulos: “... Ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até confins da terra” (At 1.8). Note o pensamento evolutivo do texto! Os discípulos teriam de testemunhar primeiramente numa região pequena (Jerusalém), depois nos distritos maiores (províncias - Judeia e Samaria) e, logo após, ao mundo todo (confins da terra). Em que consistia o testemunho dos discípulos? O teólogo pentecostal, Antony Palma, ajuda-nos a responder:

Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas “testemunhas”, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição. A ideia do testemunho ocorre ao longo do livro de Atos; ela é aplicada geralmente aos discípulos (1.8,22; 2.32; 3.15; 5.32; 10.39,41; 13.31) e 3especificamente a Estevão (22.20) e a Paulo (22.15; 26.16). 

Os discípulos proclamariam a ressurreição de Jesus Cristo! Porém, para evangelizar o mundo eles careciam do auxílio poderoso do Espírito Santo: poder para realizar milagres!
________________________________________________
1HORTON, Stanley M.
A Doutrina do Espírito Santo. 4. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.11.
2Ibidem


2. Poder para realizar milagres
Em Atos dos Apóstolos, o poder do Espírito Santo é aplicado aos discípulos com o objetivo de legitimar a mensagem do evangelho a pessoas carentes de salvação e esperança:


At 3.1-10 → A cura do homem coxo;
At 9.36-42 A → Ressurreição de mortos (Dorcas);
At 5.19; 12.7-10; 16.23-26 → As libertações milagrosas de Pedro e Paulo;
At 5.1-11; 12.23 → Ananias e Safira; Agripa I são fulminados.


Mas os discípulos, pelo poder do Espírito Santo, ministrariam também à Igreja.

3. Ministrando à Igreja de Cristo
Em seu início, a igreja de Jerusalém estava em contínua expansão. Porém, seus primeiros anos eram marcados por circunstâncias que exigiam discernimento e sabedoria oriundos do Espírito Santo. Os assuntos da Igreja – o engano de Ananias e Safira (At 5.3,7,8); o desentendimento das mulheres de fala aramaica e grega (At 6.1-7); o concílio de Jerusalém (15.28) – não dependiam, somente de sabedoria humana, mas indelevelmente da sabedoria do alto.
O poder do Espírito Santo concedido a Igreja serve, também, para ministrar aos santos individualmente. Por isso, o Santo Espírito disponibilizou um dom para a edificação espiritual do crente: a Glossolalia.  

4. Glossolalia: dom de Deus
O termo “glossolalia” deriva do idioma grego glossa (língua) e lalia (falar). Logo, “glossolalia” é o falar em línguas desconhecidas. “É o dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimentos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas”4 .
De acordo com o teólogo pentecostal Anthony Palma, há pelo menos três razões para o fenômeno das línguas ser ordenado por Deus. A primeira é de cunho histórico. Os fenômenos meterorológicos e atmosféricos registrados em Atos marcam a inauguração da nova aliança de Deus com a humanidade.
A segunda é a ocorrência de glossolalia no dia de Pentecostes, uma festa onde judeus oriundos de várias nacionalidades estavam presentes em Jerusalém. Esse evento marcou o “imperativo missiológico” de Jesus Cristo aos discípulos.
A terceira razão, na perspectiva bíblica, consiste em edificação pessoal. O apóstolo Paulo afirma que a oração em “língua desconhecida” edifica o indivíduo. Segundo Palma, a glossolalia juntamente com o dom de interpretação, edifica a congregação. Porém, sem o dom de interpretação, a língua edifica apenas a pessoa que fala. Ela é um meio de autoedificação espiritual constituída numa oração individual auxiliada pelo Espírito Santo (Rm 8.26).
Prezado professor, finalize a lição dessa semana dizendo que o batismo com o Espírito Santo tem um propósito bem amplo. Muito além das quatro paredes do templo em que cultuamos a Deus. O Senhor Jesus quer mergulhar, submergir e encher os crentes com o Santo Espírito para exercerem, com sabedoria e discernimento, o ministério ordenado por Ele.
________________________________________________
3PALMA, Anthony D. O Batismo no Espírito Santo e com Fogo: Os fundamentos Bíblicos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.86.
4ANDRADE, Claudionor Corrêa de.
Dicionário Teológico. 13. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 201.
5Ibidem, p.89-92.

Ao desenvolver a presente lição, não esqueça de atentar para os seguintes objetivos:


•Definir o Batismo com o Espírito Santo.
•Fundamentar, bíblica e historicamente, o Batismo com o Espírito Santo.
•Explicar os objetivos do Batismo com o Espírito Santo.
Boa aula!