Paulo, um Modelo de Líder-Servidor

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

 

Paulo, um Modelo de Líder-Servidor

O líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário e solícito.

Líder-servidor: Indivíduo que, na moderna administração, é visto como o modelo ideal de liderança, pois, em vez de chefiar friamente, serve aos liderados de modo que constrange-os a trabalhar em prol do bem coletivo.

Você é um cooperador de Cristo? Atualmente muitos querem exercer liderança, mas poucos querem servir ao Mestre e a Sua Igreja. Jesus, enquanto homem perfeito, é o nosso exemplo de líder-servidor. Certa vez, Ele declarou que não veio a esse mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). Paulo foi um homem que seguiu as pisadas do Mestre. Ele procurou servir a Jesus em todo o tempo. Mesmo sofrendo retaliação e rejeição de alguns, Paulo amou, liderou e serviu a igreja.

No capítulo seis de 2 coríntios, Paulo em sua defesa, dando provas e descrevendo seu ministério de reconciliação, no qual ele atuava como embaixador de Cristo, representando os interesses do Reino de Deus na terra nos deixa uma lição para hoje, vejamos.

Sua liderança é demonstrada em serviço, e ele até se identifica em algumas de suas cartas como servo (Rm 1.1; 2 Co 4.5; Tt 1.1). Seu modelo de líder-servidor era o próprio Jesus, que nos deixou um grande exemplo (Jo 13.1-17; Fp 2.5-8). Por isso, Paulo exortou aos coríntios que o imitassem assim como ele imitava ao Senhor (1 Co 11.1).

PAULO SE IDENTIFICA COMO SERVIDOR DE CRISTO (2 Co 6.1,2)

1. Paulo se descreve como cooperador de Deus no ministério da reconciliação (v.1). A organização dos capítulos da Bíblia (não somente das epístolas paulinas) muitas vezes não obedece à estrutura lógica dos versículos. Os dois primeiros versículos do capítulo 6 são um complemento do capítulo cinco. Quando Paulo usa o plural e “nós, cooperando também com ele”, refere-se ao Senhor Jesus que realizou a obra expiatória, pois o Pai o fez pecado por nós (5.21), a fim de pagar a dívida da humanidade, reconciliando-nos com o Criador.

Ao tornar conhecida a obra da redenção, Paulo afirma que estamos cooperando com Jesus Cristo. Deus não depende de ninguém para fazer o que precisa ser feito, mas Ele deseja uma relação de comunhão e serviço em conjunto com o homem, para que este tenha o privilégio de participar do ministério da reconciliação.

2. Paulo, um modelo de líder-servidor. Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). O apóstolo dedicou, pois, sua vida e personificou sua liderança como um líder-servidor. Ele procurou imitar o Mestre em tudo, servindo apenas aos interesses da Igreja de Cristo (2 Co 12.15; Fp 2.17; 1 Ts 2.8).

3. Paulo desperta os coríntios para a chegada do tempo aceitável (v.2). O versículo dois é uma citação de Isaías 49.8. Neste vaticínio do profeta messiânico, surge o Servo do Senhor (que é o Cristo profetizado), com a promessa de ajuda no dia em que a salvação for manifestada aos gentios. Paulo usa a profecia para anunciar que o tempo aceitável (favorável) é agora, o dia da salvação é hoje, e a proclamação do Evangelho que pregava está no presente. O tempo aceitável por Deus e pelos homens é agora, e todos podem participar livremente da reconciliação oferecida em Cristo. A parte final do versículo dois evidencia a preocupação paulina com os coríntios em relação à graça de Deus. A graça salvadora é para “agora”, porque este é o momento oportuno de sua aceitação.

Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar na vida eclesiástica, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir.

A ABNEGAÇÃO DE UM LÍDER-SERVIDOR (6.3-10)

1. O cuidado de um líder-servidor. Paulo volta a descrever as agruras do seu ministério apostólico, a fim de fortalecer o fato de que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério. O apóstolo afirma essa verdade, com as seguintes palavras: “não dando nós escândalo em coisa alguma” (v.3). Em outras palavras, ele estava dizendo que evitava dar qualquer “mau testemunho”, para que o seu ministério em particular e o de seus companheiros não fossem desacreditados.

2. Experiências de um líder-servidor (vv.4-6). Nos versículos 4 a 6, Paulo descreve seu ministério apostólico apresentando uma série de seis tribulações e aflições experimentadas por ele. Didaticamente, ele separa esses acontecimentos em três conjuntos, contendo três “experiências” cada. Nos versículos 4 e 5, ele menciona: “aflições, necessidades e angústias” e “açoites, prisões e tumultos”. O primeiro e segundo conjuntos descrevem as várias situações de sofrimento, que causaram danos físicos e materiais ao apóstolo Paulo. Ainda no versículo cinco, ele menciona “trabalhos, vigílias e jejuns”, referindo-se às dificuldades enfrentadas em seu ministério. Porém, apesar de tudo isso, Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.

3. Os elementos da graça que o sustentaram nestas experiências (vv.7-10). Em contraposição às seis dificuldades mencionadas acima, no versículo seis, Paulo apresenta outros seis “elementos” que lhe deram força interior, resultantes da graça, e que o sustentaram, bem como a seus companheiros, naquelas tribulações: “pureza, ciência (conhecimento), longanimidade, benignidade, a presença do Espírito Santo e o amor não fingido (verdadeiro)”.

A “pureza”, que é o primeiro elemento, tem a ver com a atitude de um coração íntegro e mãos limpas para realizar a obra de Deus. Ao citar “ciência”, Paulo referia-se ao conhecimento da Palavra de Deus. “Longanimidade” fala da capacidade de suportar injúrias e desprezos, sem nutrir ressentimentos. A “benignidade”, traduzida às vezes por bondade, possibilita o líder cristão a não agir com revanche ou desforra. Fazer algo no Espírito Santo significa reconhecer a sua direção em todas as decisões da nossa vida. Por último, Paulo fala do “amor”, que deve este ser a nossa maior motivação para o exercício ministerial. Todos esses elementos positivos têm sua fonte no Espírito Santo (v.6), o qual produz o amor não fingido.

AS ARMAS DE ATAQUE E DEFESA DE UM LÍDER-SERVIDOR

1. As armas da justiça numa guerra espiritual (v.7). Quando usa a metáfora de “armas”, a mente de Paulo parece transferir-se para um campo de batalha. Como embaixador de Cristo, sente-se também como “um soldado” preparado para a luta. Suas armas não são materiais ou exteriores; são espirituais (Ef 6.11-17; 1 Ts 5.8). Sua força interior é o “poder de Deus” que o capacita a enfrentar as adversidades sem se render ou transigir em sua integridade moral e espiritual.

2. Os contrastes da vida cristã na experiência de um líder-servidor (vv.8-10). Nos versículos 8 a 10, o texto mostra alguns paradoxos da experiência de Paulo como servo do Senhor. O Comentário Bíblico Pentecostal da CPAD afirma que Paulo “experimentou louvor e vergonha; foi elogiado e caluniado, visto como um genuíno servo de Deus e como uma fraude enganosa; foi tratado como uma celebridade e também ignorado” (p.1099). Ora, em todas essas ocasiões, Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Essas experiências deram-lhe condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da inefável riqueza celestial.

3. Paulo dá uma resposta aos adeptos da Teologia da Prosperidade (v.10). “Como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo”. Paulo fala literalmente de pobreza material. Não há nada metafórico nessa frase. Ele fortalece o conceito de que a possessão material não é símbolo de riqueza espiritual. Por isso, a riqueza que Paulo podia oferecer era proveniente do Evangelho de Cristo. Dessa forma, o apóstolo demonstra que a pobreza terrena não significa nada, e que ninguém precisa tornar-se pobre para obter riquezas espirituais. A questão aqui é: Qual a nossa prioridade - Deus ou o dinheiro? Pois ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24).

Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Estas experiências lhe deram condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da riqueza celestial.

CONCLUINDO

Se quisermos servir ao Senhor com inteireza de coração, precisamos seguir os passos de Jesus que foi, é e sempre será o modelo perfeito de líder-servidor. Ele viveu para fazer a vontade do Pai e servir a todos (Mc 10.45).

“Agora é o Dia da Salvação 6.1,2. Como cooperadores de Deus, que pertencem a Ele, como também trabalham para Ele, e como embaixadores de Cristo (2 Co 5.20), Paulo e sua equipe exortavam os coríntios a não receber a graça de Deus sem resultado algum. Os coríntios tinham recebido a graça de Deus, inclusive a salvação por Cristo, mas eles não deviam supor que a salvação é mantida automaticamente. É possível ‘deixá-la ir por nada’ (2 Co 6.1, NEB). Isto aconteceria se eles voltassem à antiga maneira de viver ou se dessem ouvidos aos críticos ‘superespirituais’ ou aos falsos apóstolos que estavam ensinando um evangelho diferente (cf. 2 Co 11.4; Gl 2.21). Precisamos viver de acordo com a nova vida que nos foi dada (cf. Jo 15.2; Deus tira os ramos que não dão frutos). A seguir, Paulo cita Isaías 49.8 e o aplica aos coríntios. Eles estavam vivendo nos dias em que a profecia estava sendo cumprida. É o dia de Deus, o tempo de Deus. Paulo não diminui a importância da era futura ou as últimas coisas. Mas eles têm de reconhecer que esta é a era final antes da era milenar. Agora é o dia em que Deus torna possível a reconciliação a Ele por Cristo. Hoje é o dia da salvação (cf. Hb 3.12-15). À medida que nos aproximamos do fim dos tempos também temos de aplicar as observações de Paulo à nossa época, de forma que não recebamos a graça de Deus ‘em vão’ [...]. Nada seria mais triste que ter recebido a graça de Deus e, no fim, se perder”.

(HORTON, S. M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. 1.ed. RJ, CPAD, 2003, pp.213-14.)

Bibliografia Elienai Cabral

Paulo, um Modelo de Líder-Servidor

O Que Diz A Bíblia Sobre O Homem do Lar

sábado, 12 de maio de 2012

 

O Que Diz A Bíblia Sobre O Homem do Lar

Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de .o lar.. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.

Tal lar, tal mundo

Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia de que atingiremos o alvo o qual Deus tem para nós na relação de família.

I. O HOMEM DO LAR

A. Homem foi o primeiro criado

1. A realidade Gên 2:7-8, 18-22, v.18, .Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.. v. 22, .E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher. I Tim 2:13, .Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva..
2.A responsabilidade
· De ser primeiro formado como Adão, ou por ser o primogênito como Rúben ou Esaú e outros, trouxe privilégios e responsabilidades (Lei - Deut 21:15-17; veja os exemplos com Rúben ,Gên 49:3; Esaú , Gên 27:19 e na parábola de Lu 15:11-32).
· O homem foi feito por Deus e assim Deus tem autoridade sobre o homem. A mulher foi formada do homem e ele tem autoridade sobre ela. As crianças vêm dos pais e assim os pais têm autoridade sobre os filhos. · O exemplo de Cristo: Col 1:15-19, .E ele é antes de todas as coisas, ... E ele é a cabeça do corpo ... toda a plenitude nele habitasse. · No jardim do Éden, depois do pecado, Deus veio chamando Adão e não Eva para explicar o que tinha acontecido. Deus falou com Adão como cabeça do lar e responsável pelas ações do lar. Gên 3:9. · Foi Adão que respondeu pelas ações da família como o responsável do lar. Gên 3:10-12. · Adão não procurou essa posição, como nenhum homem a procura, mas foi desde o princípio .conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade. (Ef 1:11; I Cor 4:7).

Seqüência de aparecimento
Deus + Cristo + Homem + Mulher + Crianças = ordem de autoridade e responsabilidade

· Na igreja, é o homem que tem responsabilidades várias. I Tim 2:12; 3:1-13.
· No lar, é o homem que tem o mandamento de iniciar o amar em todos os aspectos. Em Ef 5:25, .Vós, maridos, amai vossas mulheres. a palavra amai vem da palavra grega Philía que significa amor que é medido por sacrifício. Então o homem tem primeiro essa responsabilidade de amar todos no lar na maneira certa por ser o primeiro formado.
Então, pelo homem ser primeiro formado no jardim do Éden, Deus mostrou a sua vontade para o homem ter uma posição primária no lar. Essa posição, de ser formado primeiro, traz com ela responsabilidades intransferíveis das quais ele tem que dar conta diante de Deus (Gên 3:9; I Sam 3:13) e que a falta de levá-las sério, pode ter um efeito intenso sobre a sua comunhão com Deus (I Ped 3:7).
OBS: Há os que argumentem deste fato do homem tendo autoridade sobre a mulher e da família por ser formado primeiro dizendo que as árvores devem então ter autoridade sobre o homem pois elas eram primeiras. Neste argumento é negado o fato que foi o homem feito na imagem de Deus e não as arvores e qualquer parte outra da criação. O homem tem supremacia da criação por ser criado na imagem de Deus.

B. Homem é cabeça do lar

1. A posição: I Cor 11:3; Ef 5:23
2. A responsabilidade

  • A posição de cabeça não é para ser vista como o mundo vê, pois o mundo vê o homem como um ditador que reina sobre um país, um senhor que governa um castelo, ou o galo que manda no galinheiro.

  • A autoridade que o homem do lar tem, não é da sua origem.(I Cor 4:7, .Porque, quem te faz diferente?.) É uma autoridade que Deus confia no homem do lar. O homem exercita esta autoridade com firmeza e sabedoria, mas é Deus quem a mantém e a estabeleçe.( The Christian Family, p. 133 )

  • Como Cristo é a cabeça da igreja, o homem é a cabeça da mulher e do lar.

Como foi, podemos perguntar, que Cristo mostrou a sua posição de cabeça? Ele mostrou a sua posição de cabeça da igreja quando .a si mesmo se entregou por ela. (Ef 5:25). A maneira de ser a cabeça está vista no seu amor. O seu amor está visto no seu sacrifício. Lembramos o significado da palavra ágape que é um amor medido pelo seu sacrifício. O homem tem essa responsabilidade de amar com sacrifício pois o mandamento é , .Vós, maridos, amai vossas mulheres.. E o homem há de amar ela como Cristo amou a igreja (Ef 5:25) e como a seus próprios corpos (Ef 5:28). Em I Ped 2:21- 3:18, o exemplo de Cristo padecendo pelos outros, (.pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.. 2:21, e .o Justo pelos injustos. 3:18), é o exemplo para mulheres (3:1), para maridos (3:7) e, finalmente, para todos (3:8).

Como Cristo é a cabeça da igreja, o homem é da mulher.

Pelo homem ser a cabeça da mulher e do lar, a maior parte do sustento do lar deve vir dele (I Tim 5:8). O corpo do homem dá evidência que é para ele suportar o esforço do trabalho físico do lar. O homem tem uma capacidade natural de agüentar o estresse mental que vem em administrar as necessidades do lar. Deus fez o homem se desanimar no coração menos fácil e isso facilita a sua posição de ser a cabeça do lar. Como a igreja deve olhar só a Cristo para seu sustento material e cuidado espiritual, a esposa e a família devem olhar à cabeça do lar para o sustento material, e o cuidado moral e espiritual (Ef 5:25-28).
É da cabeça do lar que deve vir o padrão de iniciativa maior nos assuntos de espiritualidade e moral no lar (Êx 10:2; Deut 6:7-9; Sal 78:5,6; Prov. 13:22,24; Isa. 38:19; Efe. 6:4). Se a cabeça do lar estiver presente não deve ser alguém outro no lar que toma a iniciativa de ter orações nas refeições do lar ou de ter a família incentivada e pronta para os cultos públicos ou de decidir quais serão os limites morais do lar. Outro pode participar neste incentivo, mas é a cabeça que deve ter a responsabilidade geral deste padrão de iniciativa.
É lógico que esta posição serve de modelo de comportamento diante das mulheres dando honra para ser imitado ou copiado por todos no lar. É o marido que Deus instrua .Igualmente vós, maridos, coabitai ... dando honra à mulher, como vaso mais fraco. (I Ped 3:7). Se o homem não está dando honra à sua mulher ele está em desobediência direta. Se ele permite que os filhos desrespeitem a sua esposa, as irmãs deles, a professora na escola ou a vizinha, ele está em desobediência indireta por eles. Ele é a cabeça, o responsável diante de Deus pelo que transcorra por todos no lar ou na sua presença ou na sua ausência. · O homem, para ser a cabeça que deve ser, vai precisar aumentar o conhecimento sobre as suas responsabilidades, as necessidades da sua esposa como mulher, e uma certa sabedoria pedagógica para cuidar dos seus filhos. .Vós maridos, coabitai com elas com entendimento. (I Ped 3;7) traz para o homem responsabilidades de agir com compreensão, percepção e experiência em vez de altivez, emoção, essentimento ou só aquelas ações e atitudes a sociedade aceita. · O Pastor da igreja tem responsabilidades espirituais na igreja e tem que .dar conta. (Heb 13:17), também o marido é responsável por todos sobre quais ele tem responsabilidade e deve responder pelo que se faz na mesma maneira. Eli em I Sam 3:11-14. Eli, sabendo do comportamento dos seus filhos , .não os repreendeu.. O julgamento veio então, não só sobre os filhos, mas sobre Eli, como pai e responsável pelo lar. Por Acã pecar, a família foi destruída, mostrando em parte a influência que Deus coloca na posição do pai. Pelo pai pecar, a semente deste pecado seria prolongado nas ações da família. Josué 7:1-26. A mesma foi repetida em Daniel 6:24.
Pensamos do fato que talvez a mulher ou os filhos não aceitem o homem assumir a sua posição. É capaz que o homem por anos não tem exercitado bem a sua posição. Essa falta de se declarar tem resultado hábitos maus no lar influenciando a esposa que por sua vez tem que tomar uma liderança, e os filhos que por sua vez não têm acostumado de a submeter-se à autoridade do pai. Quando este é o caso, anos de normas que têm criados automaticamente pela falta de cabeça ativa no lar, não podem ser esperado que todos mudem tudo num momento para outro. Se o homem tem reconhecido o fato que ele não desempenhou satisfatoriamente a sua posição, é necessário que ele confesse tal pecado a Deus e procure a sua graça de colocar tudo em ordem no seu lar, sabendo que leva tempo e amor constante até que todos sigam as determinações dele como cabeça do lar. Temos o exemplo de Deus para conosco (I Jo 4:19) e a promessa da Palavra (I Cor 13:8, .O amor nunca falha.) para nos encorajar nessa tarefa admirável.
Em resumo e em resposta à solicitação dos maridos e pais interessados em saber o que podem fazer para agirem na maneira que a posição pede, estas sugestões estão aqui dadas. Dar atenção à família (brincando ou fazendo obras manuais com os filhos, lendo livros a eles, dando ouvido à esposa e aos filhos, passeando ao parque ou centro com todos da família, conversando dos assuntos que eles puxam, etc.); ser atento às necessidades da família (roupa, alimentação, escolaridade, medicamento, conselhos, bem estar mental e emocional); proteger a família de qualquer situação que prenuncia um mal seja de amigos, hábitos, musicas, vizinhos ou parentes; instrua sobre hábitos saudáveis de higiene pessoal, alimentação, boas maneiras, conversação, etc.; ser um exemplo do bem, da Bíblia e de comportamento.

C. Homem é líder do lar

1. O privilégio: Gên 18:19; 35:2: Josué 24:15; Atos 10:2
2. A responsabilidade

· A posição de cabeça mostra que o homem tem autoridade no lar; a posição de líder mostra que o homem é o dirigente ou orientador do lar. Sendo cabeça, o homem tem a posição de agir. Sendo líder, ele tem a responsabilidade de agir.
· Liderança envolve a responsabilidade de agir para o beneficio de um outro, não o direito de mandar os outros a lhe servir. O homem responsável do lar nunca deve pensar da autoridade que ele tem fora do contexto da responsabilidade que ele também tem. Luc. 22:24-47.
· Liderança no lar, é um poder intransferível que Deus tem estabelecido para o homem do lar ter. O homem não deve se esconder desta função, nem procurar se desculpar desta obrigação por achar que não tem uma personalidade forte, experiência adequada, etc. Ele deve aprender cumprir a sua posição pedindo de Deus a sabedoria necessária (Tiago 1:5).
· Liderança envolve também a necessidade de delegar autoridade aos outros. Se ele não transmite poderes transferíveis aos outros capazes, todas as decisões e ações têm que por necessidade ser feitas por ele. Isto exaustará o líder por ele tentando ser um sabe-tudo em todos os lugares. Assim a família logo sentiria alienada dele, e assim ele será responsável de destruir e amarrar os relacionamentos no lar.( p. 240, Man and Woman in Biblical Perspective). Como ela respeita o andamento e limites da responsabilidade do marido, o marido deve respeitar os limites da responsabilidade da esposa não interferindo desnecessariamente na administração que ela dá no lar.

Cristo trata a igreja como esposa e não como uma filha.

· Liderança envolve o líder procurando conselhos e ajuda dos outros. Isso não enfraqueçe a sua posição de líder mas contrariamente, garante a realização da sua posição. Prov. 15:22, .Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam.. (Prov. 11:14; 24:6). .E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente. Tiago 1:5. Salomão foi abençoado por Deus quando ele pediu um coração entendido em vez de pedir muitos dias, riquezas, ou a vida de seus inimigos. (I Reis 3:5-15).
· Deus tem posto ordem no mundo. Na realidade, tudo na criação, até o lar, pede este arranjo para ter paz. Se o fundo do coração da esposa e dos filhos pudessem ser vistos, se poderia ver que eles desejam intensamente que o homem do lar tome a atitude de líder. Quando o líder é submisso a quem não deve ser líder, confusão e espanto no lar é criado, senão visivelmente, nas emoções. A natureza pecaminosa de todos os participantes do lar causa os que devem ser submissos a desafiarem a liderança. Mas, no fundo de tudo, há o desejo de ter a ordem que Deus tem posto no lar. Cristo é a cabeça e o corpo é bem ajustado (Efes. 4:16).
· O desejo para ter paz no lar não deve superar a responsabilidade de liderar no lar. A prática de sacrificar o que o homem do lar vê como saudável, certo e justo só para ter unanimidade no lar não é aceitável. Não há razão por ele aceitar o que é danoso e ofensivo entre os por quem ele é responsável e comprometido a amar e proteger. Deus leva ele como o que tem que dar conta por tudo que ele permite ocorrer no lar. Lembre-se do caso de Eli (I Sam. 3:13,14).
· Por ser líder, não quer dizer que tem que ser rude, duro ou áspero. Um líder pode ser, e deve ser, manso, culto e meigo. Moisés foi um líder de uns três milhões de pessoas por mais de quarenta anos, e é dito .E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. (Núm. 12:3). Cristo também, o modelo para o homem do lar, tinha do Pai, todas as coisas depositadas nas suas mãos, mas ... .Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se.... e assim ... .começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.. (Jo 13:3-16).
· O verdadeiro líder é primeiramente um líder consigo mesmo. Ele já pratica autocontrole com os seus desejos, ânimos, e apetites. Ele já proporciona bem o seu tempo entre seu trabalho e descanso, e seu prazer e dever. Só depois de ele saber de si controlar, pode ele ser um líder capaz dos outros. (Veja este principio na relação de pastor - igreja, I Tim. 3:4,5; professor - aluno, II Tim. 2:2).
· O homem do lar, interessado em cumprir a sua posição de líder para a glória de Deus e em obediência à Palavra de Deus fará tudo necessário até mesmo de se humilhar diante dos do lar quando errar pedindo lhes perdão. Assim estará seguindo o exemplo de Cristo que foi obediente em tudo (Fil. 2:8).

D. Homem é exemplo no lar

1. O modelo

  • O Pai com seu povo. Lev 19:2; Mt 5:48; Lu 6:36.

  • Cristo com a igreja. Lu 22:26; João 13:1-17; Ef 5:23; I Ped 2:21.

Não há melhor ou mais completo modelo para o homem seguir no seu respeito de ser o que deve no lar do que o exemplo de Cristo para com o Seu povo. O amor de Cristo que levou-se a se entregar pelos Seus não obstando o preço da sua morte é para o homem um modelo de amar a sua esposa e lar não importando as inconveniências que podem vir. Vamos ver Cristo e o Seu Pai.

Exemplo de Cristo

          • Amoroso - Mar 1:11; Jo 13:1.

          • Iniciante no amor - Jo 3:16; Fil. 1:6; I Jo 5:19.

          • Levou peso do outro - I Cor 13:7; Heb 12:2.Iniciou a união - Col 3:14.

          • Sacrifício - Jo 3:16.

          • Zeloso - Zac. 8:2.

          • Exemplar - Jo 14:9.

Lição para o Homem do Lar

          • Seja ativo; não desinteressado, com apatia.

          • Seja valioso à sua família

          • Encare os problemas; não abandone a família.

          • Não seja satisfeito com a destruição da família.

          • Renunciar-se voluntariamente; não seja egoístico

          • Não fique com sentimento morno

          • Não seja vergonhoso, mas algo de orgulho à família.

2. A prática - Jo 13:17

Para o homem do lar ser um exemplo que faz uma diferença para o bem dos filhos e outros no lar, ações precisas têm que ser feitas. I Cor 8:1, .A ciência incha, mas o amor edifica.. Sabendo o que deve ser não é suficiente sozinho, tem que ser posto em ação. (Tiago 1:22-27, v. 25, .Aquele, porém, que ... não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.., Mat. 7:24; João 13:17) Reconhecimento do fato que o seu comportamento, atitude, e prática pesam muito no comportamento, atitude e prática dos que estão sob a sua autoridade já é um ponto de partida. Procurando a sabedoria de Deus em ser conformado à imagem de seu Filho é a prática diária necessária para o homem do lar que quer cumprir a sua posição para o bem. Tiago 1:5
O homem do lar, pela posição que Deus lhe tem dado, automaticamente, e muitas vezes inconscientemente, influi com intensidade nas maneiras de pensar e agir que todos do lar vão adotar nas suas próprias vidas particulares.

  • O que os pais ensinem aos filhos pode ser como adornos à vida dos filhos: Prov. 1:8,9.

  • Somos influenciados pelos outros: Prov. 13:20; 22:24,25; Rom 14:7;I Cor 15:33; I Tess 1:6,7; Heb 10:24; II Ped 2:7,8.

  • O exemplo do homem do lar cria raízes em todos os participantes do lar a praticarem nas suas vidas involuntariamente o mesmo comportamento, e os mesmos costumes, hábitos, morais ou crenças, seja para o bem ou para o mal, que eles têm visto pelo exemplo do homem do lar

  • Não é o que ele diz que produz tal impressão, mas o que ele inspira diariamente, pela sua prática, no decorrer dos anos.

O exemplo do homem do lar tem um efeito longo nos que presenciam o seu exemplo íntimo e continua no lar. Os filhos vão repetir, muitas vezes exagerando, os pecados que o pai reservou só para si. Veja o exemplo do Davi que reservou para ele o prazer da carne com Bate-Seba (II Sam 11:4) que logo seguiu cometer homicídio (II Sam 11:15-17) e levou ela para si. Nos filhos de Davi repetiu estes mesmos males entre eles mesmos. Amnon, filho de Davi, fez incesto com sua irmã Tamar (II Sam 13:11-14). Absolão, filho de Davi, resolveu vingar o mal que Amnon fez à Tamar, e matou Amnon (II Sam 13:23-29,32). Absolão, em tempo, então furtou os corações dos homens de Israel (II Sam 15:6) e assim tirou o reino de Davi. Mais tarde, Salomão, filho de Davi, tinha grande número de esposas, que foi instrumental para afastar o seu coração de Deus (I Reis 11:1-8). Assim prosseguia mais e mais violentamente nos filhos o mal que Davi reservava por si. Este foi para a grande tristeza da sua vida em particular e as da sua família, cumprindo assim a palavra do Senhor, .não se apartará a espada jamais da tua casa. (II Sam 12:10).

Lista parcial do que o exemplo dum pai pode influir sobre os no lar

        • hábitos pessoais de higiene no lar e em publico

        • modos de conduta no lar, igreja e na sociedade

        • atitudes sobre as leis do lar, igreja e da sociedade

        • maneiras de adorar Deus particular e publicamente

        • a importância dada à Bíblia· a reverência dada a Deus

        • procedimentos de trabalhar· responsabilidade no emprego

        • preferências de alimentação

        • opiniões políticas

        • opiniões religiosas

        • conceitos de vestimenta

        • uso de palavras e expressões

        • modos de conversar

        • atitudes sobre substâncias nocivas

        • cuidado dos enfermos, deficientes e pobres

        • o trato de mulheres

        • boas maneiras

        • morais: honestidade, justiça e fidelidade à sua palavra

        • uso do dinheiro· firmeza e liderança

        • padrões de pensamento e raciocínio

        • auto-estima

        • seriedade dada aos estudos

        • profissão

A Bíblia mostra o homem em posições de liderança nas quais são exemplos para os outros:

  • na igreja (profeta, pastor, diácono) I Tim 2:12; Atos 20:28,29; I Ped 5:1-3; Ef 4:1,12; I Tim 3-13

  • na sociedade (rei, governador) Rom 13:1-3

  • no lar (pai, marido, cabeça) I Cor 11:3; Efes. 5:23; 6:4

3. As bênçãos

Uma geração que ponha a sua esperança em Deus - Sal 78:5-8.
Filhos que admirem os pais - Mal 4:5,6.

E. Homem e a Responsabilidade

1. O Princípio

  • Bíblico Responsabilidade Pessoal: Eze 18:20; Jo 12:48; Gal 6:5,7

  • Posição de responsabilidade requer atenção e ação: Eze 33:1-6

  • Capacidades dadas aponta a responsabilidade de usar para o bem: Mt 25:14-30

  • Bênçãos vem em proporção de obediência: I Cor 3:8

I Tim 6:20, .Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado.

2. A Prática

A base primordial de ser pai é vista na idéia de responsabilidade. Sendo consciente do seu senso de responsabilidade do bem estar material e espiritual de outros é a marca distinguidora de um verdadeiro pai. (Weldon Hardenbrook, Recovering Biblical Manhood and Womanhood, p 378).
Por causa do pai ser ausente constantemente da sua posição no lar, seja por profissão ou vontade, tem tornado aceitável pela sociedade que o homem não precisa ser mais participante ativo nas suas famílias. Mesmo que este tem sido aceitável pela maioria, de jeito nenhum deve ser visto como digno de aceitação pelo homem do lar que queira cumprir tudo que Deus deu a ele fazer.
O pensamento que o homem não precisa ser um participante ativo na sua família fere o propósito do homem ser criado primeiro; está em oposição ao princípio do homem ser a cabeça do lar; é contraproducente para o homem ser um líder no lar; é irresponsabilidade na parte do homem se ele é a causa disto, ou se ele se acomoda e deixa isso desenvolver ou permanecer onde que ele tem autoridade. · Para um pai ser o que deve diante da sua esposa e com seus filhos leva coragem. Se ele não mostrar este ingrediente importante, mesmo em pouca quantidade, ele será considerado um vencido, derrotado, aquele que não tem ânimo para enfrentar as dificuldades ou sofrimentos da vida.
Os filhos tomarão o seu exemplo e multiplicarão esta prática para as gerações futuras. Assim logo tem uma sociedade de homens sem garra (pelo menos fora do campo de futebol), faltando convicção própria, e sem princípios pessoais. Isso será visto claramente na administração do país, dos estados, das cidades, e das igrejas. Mas o inverso acontecerá se o pai, em temor a Deus e amor pela família, toma a seriedade de dar importância à sua posição que Deus tem dado a ele e, pela graça de Deus, busca obedecer os princípios da Palavra de Deus, mesmo que isto lhe custe conveniência particular, conforto físico, sentimento de segurança interno ou um estilo menos ambicioso de vida. · O homem do lar faz a sua esposa ser sensível, compassiva e atenciosa pela atenção e amor que ele determina a ela. O homem responsável no amor e estimação à sua esposa e aos seus filhos traz para si amor e estimação vindo da sua esposa e dos seus filhos (Efes. 5:28, .Quem ama a sua mulher, ama-si a si mesmo..)

Tal homem, tal lar

F. O Homem do Lar e o Seu Tempo

1. O Modelo Mat. 28:20; Heb 13:5
Deus com Seu povo e Cristo com a Sua igreja.
2. O Mandamento Geral
Ecl 9:10; 12:13; Efes 5:15-17; Col 4:5
Todos os crentes devem remir o tempo desfrutando dele da melhor maneira para a glória de Deus enquanto estiveram na terra.
3. O Mandamento Particular
Como homem do lar, há uma responsabilidade particular para ele usar o seu tempo com sabedoria junto à família: Gên 2:23,24; Ecl. 9:9; Mat. 19:3-6; Efes 5:28, 29.
4. A Prática.
Em um único ano, há 8.760 horas, 522.00 minutos e 31.320.000 segundos. Quantas delas estão sendo empregadas na vida do lar?
A responsabilidade do homem diante de Deus é de usar o tempo para melhor proveito para a sua glória (Ecl 12:13; Col 4:5).É sempre um desafio ao homem empregar o seu tempo numa maneira adequada, pois os dias são maus (Efe. 5:16).Como seria para nós se Cristo estivesse nos protegendo o tanto quanto que protegemos os da nossa família?
A .porção. do homem é de gozar a vida com a mulher que ama (Ecl. 9:9). Se ele usa o seu tempo desproporcional, até com coisas dignas, ele perde a sua .porção., quer dizer, a benção principal de ser casado. Para .andar com sabedoria. (Col 4:5) é necessário empregar o tempo, cada minuto, para a glória de Deus. Pois o homem tem que responder pelo que se faz com o que Deus o dá (Ecl. 12:14; Mat. 25:14-30).

Uma vez usado o tempo por um propósito,
ele nunca voltará para ser usado por outro propósito.

Ser algo importante na sociedade e ser bem sucedido na vida com bens materiais não pode preceder a importância de obedecer a Deus ou ser responsável com a família. A vida conjugal e o fruto que vem desta união é recompensa suficiente para o homem que quer glorificar Deus com a sua vida (Ecl 9:9).
É crueldade para com a família e desobediência diante de Deus para o homem do lar se separar fisicamente desproporcional do lar por causa da sua paixão de ter louvor na sua profissão, prazer pessoal ou pela corrida de ser rico e famoso. Quando um homem do lar dá mais tempo à outra coisa do que aos do lar, os membros do lar sentem menos prezados, pouco importantes e deixados ao lado. Isto é crueldade que vem justamente da pessoa que publicamente, diante de Deus e o homem, prometeu que estes ele protegerá, cuidará e amará.
Não há segredos ou mágica .cortar caminho. ou criar um substituto que preencha o que um homem responsável, amável e atencioso pode ser e deve ser para o lar senão, gastar tempo em quantidade e qualidade no lar. Uma quantia de dinheiro, um tio, um amigo, um vizinho, ou sogro e sogra não são tão importantes ao lar quanto a presença física e atenção amorosa do homem do lar.

Não pode ser cabeça, líder, exemplo e responsável e ser também ausente a maior parte dos dias.
Ou é um, ou é outro

O homem do lar deve ter a glória de Deus como o alvo principal da sua existência. Isso é conseguido só através de obediência à sua palavra em todas as áreas da sua responsabilidade. Se um homem do lar tem um sucesso na sua vida profissional, mas tem um fracasso no seu lar, tem errado o alvo. Como pode um homem glorificar a Deus sem ser responsável naquilo que Deus estabeleceu antes de qualquer outra instituição - quer dizer, o lar?

Quanto tempo obediente no lar, Tantas bênçãos no lar

Em Gênesis 2:24 o princípio de preeminência que o homem deve dar para o lar e a harmonia e a união que o lar há de ter é mostrado nas palavras .deixará o homem o seu pai e a sua mãe., .e apegar-se-á à sua mulher., .e serão ambos uma carne..

  • Se o homem do lar depende dos pais, ou até outros membros da sua família, para cuidar, financiar, aconselhar, transportar, ministrar, proteger, etc., os de quem ele é primeiramente responsável, como pode ser dito que ele deixou o seu pai e a sua mãe? Se ele está dependendo dos outros para fazer o que ele mesmo deve, ele ainda não .deixou. os laços da sua vida anterior para criar uma nova união.

  • Se um homem está fora do lar a maior parte do tempo, mesmo fazendo o que é digno, como pode ele .apegar-se à sua mulher. ou a sua família, que dizer, ter união e harmonia como uma unidade? Se os membros do lar não estão juntos para planejar os projetos do lar e das vidas de cada um, o lar não terá união ou harmonia nenhuma.

  • Como é que um homem pode ser uma carne, quer dizer, promover harmonia e união íntima na família, se ele não está presente para resolver os contra tempos e problemas que surgem no dia-a-dia com os membros do lar?

O Homem sem Tempo para o Lar é o Homem sem Tempo para Obedecer a Deus

Hábitos entre os membros do lar estão automaticamente criados quando repete um acontecimento pelo menos três vezes. Se o homem do lar estiver fora quando decisões devem ser feitas sobre o dia a dia da família, logo a outra autoridade que é presente na sua ausência resolve os problemas na melhor forma possível. Assim um hábito é formado. Então, quando o homem do lar estiver presente, e ele determinar de ser a cabeça ou líder da família, ele vai entrar em choque com os costumes que a sua própria ausência criou. Dificilmente, de uma hora para outra, ele transformará os costumes feitos e praticados por dias. Ele sendo presente com tempo proporcional procurando ser o que Deus quer que ele seja, cria hábitos saudáveis entre todos no lar. Assim os do lar terão hábitos de seguir o seu exemplo, considerar o seu conselho e respeitar a sua liderança constantemente.
Todos os homens têm dificuldades para enfrentar, interesses pessoais para organizar e desafios na vida para vencer mas em nenhum tempo é aceitável deixar de obedecer os princípios do lar que Deus estipulou (Ecl. 12:14). Se o homem responsável quer sabedoria para equilibrar emprego, lazer, lar, desafios, etc., pode pedi-la de Deus, .que a todos dá liberalmente.. É necessário que este homem peça-a com fé, .em nada duvidando., significando que ele deve ter prontidão para colocar em prática a sabedoria que Deus dá. (Tiago 1:5,6).
Não pode desprezar o tempo em serviço a Deus no lar. O que o homem do lar presta às suas responsabilidades, ele está prestando a Deus no mesmo tempo. Mat. 25:40, .Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes..
Se Deus instituiu o lar, e se Deus estipulou as posições para todos no lar, e se Deus revelou a sua vontade para todos no lar obedecerem, pode então saber que .há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Ecl 3:1). Levará coragem pessoal, amor que é medido pelo sacrifício, e a sabedoria divina. Qualquer homem pode obter tudo o que Deus programou para seu lar (Mar 8:34-37; Fil. 4:13).

.Há tempo para todo o propósito debaixo do céu.


Preparado pelo:
Pastor Calvin G. Gardner
Igreja Batista Independente de Catanduva-SP

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).
(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)

O Que Diz A Bíblia Sobre O Homem do Lar

O PERFIL DE UM LÍDER CRISTÃO EXEMPLAR-BARNABÉ.

sábado, 15 de outubro de 2011

 

 

 livro de Atos dos apóstolos faz uma síntese da vida de Barnabé, um dos maiores líderes da igreja cristã, nos seguintes termos: “Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé…” (At 11.24). Há três verdades sobre Barnabé que devemos aqui destacar:

1. Um líder cristão deve investir sua vida na vida dos outros.

Ser líder é ser servo; ser grande é ser pequeno; ser exaltado é humilhar-se. Barnabé é o único homem da Bíblia chamado de bom. E por que? É porque quase sempre, ele está investindo sua vida na vida de alguém. Em Atos 4.36,37 ele está investindo recursos financeiros para abençoar pessoas. Em Atos 9.27 ele está investindo na vida de Saulo de Tarso, quando todos os discípulos fecharam-lhe a porta da igreja não acreditando que ele fosse convertido. Em Atos 11.19-26, a igreja de Jerusalém o vê como o melhor obreiro a ser enviado para Antioquia e quando ele vê a graça de Deus prosperando naquela grande metrópole, mais uma vez ele investe na vida de Saulo e vai buscá-lo em Tarso. Em Atos 13.2 o Espírito o separa como o líder regente da primeira viagem missionária. Em Atos 15.37-41 Barnabé mais uma vez está investindo na vida de alguém; desta feita na vida de João Marcos. Precisamos de líderes que sejam homens bons, homens que dediquem seu tempo e seu coração para investir na vida de outras pessoas.

2. Um líder cristão deve esvaziar-se de si para ser cheio do Espírito Santo. Barnabé era um homem cheio do Espírito Santo. Sua vida, suas palavras e suas atitudes eram governadas pelo Espirito de Deus. Um líder cheio do Espirito tem o coração em Deus, vive para a glória de Deus, ama a obra de Deus e serve ao povo de Deus. Barnabé é um homem vazio de si mesmo, mas cheio do Espírito Santo. A plenitude do Espírito não é uma opção, mas uma ordem divina. Não ser cheio do Espírito é um pecado de negligência. Precisamos de líderes que transbordem do Espírito, homens que sejam vasos de honra, exemplo para os fiéis, bênção para o rebanho de Deus. Quando os líderes andam com Deus, eles influenciam seus liderados a também andarem com Deus. Por isso, a vida do líder é a vida da sua liderança. Deus está mais interessado em quem o líder é do que no que o líder faz. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Piedade é mais importante do que performace.

3. Um líder cristão deve colocar seus olhos em Deus e não nas circunstâncias. Barnabé era um homem cheio de fé. Ele vivia vitoriosamente mesmo diante das maiores dificuldades, porque sabia que Deus estava no controle da situação. A fé tira nossos olhos dos problemas e os coloca em Deus que está acima dos problemas. A fé é certeza e convicção. É certeza de coisas e convicção de fatos (Hb 11.1). É viver não pelo que vemos ou sentimos, mas na confiança de que Deus está no controle, mesmo que não estejamos no controle. A fé sorri diante das dificuldades, não porque somos fortes, mas porque embora sejamos fracos, confiamos naquele que é onipotente. Barnabé é um exemplo de um líder que deve ser seguido. Precisamos de líderes que vejam o invisível, creiam no impossível e toquem o intangível. Precisamos de líderes que ousem crer no Deus dos impossíveis e realizar coisas para ele. Precisamos de líderes que olhem para a vida na perspectiva de Deus, que abracem os desafios de Deus e realizem grandes projetos no reino de Deus.

 

Fonte: Hernandes Dias Lopes

 

FONTE: HERNANDES DIAS LOPES

Época NEGÓCIOS - NOTÍCIAS - O líder em xeque

domingo, 9 de janeiro de 2011

 

Um novo livro revela a influência dos líderes sobre a saúde física e mental dos subordinados, questiona a agressividade associada ao poder e alerta: até os melhores precisam estar atentos para não se transformarem em chefiotas

Por Alexandre Teixeira (texto). Foto Thomas Susemihl. Ilustração Tato Araújo

THOMAS SUSEMIHL

Você provavelmente já suspeitava, mas agora é um acadêmico consagrado, autor de um best-seller de administração, quem afirma: ter um chefe bom diminui seu risco de ter um ataque cardíaco. Pesquisas publicadas nos últimos dois ou três anos oferecem sólidas evidências. Uma das mais impressionantes, realizada na Suécia, é fruto do acompanhamento de 3.122 profissionais por dez anos. Os resultados são inequívocos. Trabalhadores liderados pelos melhores chefes – homens e mulheres capazes de demonstrar consideração e empatia, de definir objetivos claros e de implementar mudanças de modo humano – sofreram menos infartos ao longo de uma década que seus pares menos afortunados. Um bom líder representa um risco ao menos 20% inferior de problemas cardíacos graves ao longo de 365 dias. Permanecer sob o comando de alguém assim por quatro anos é ainda melhor para a saúde – diminui a probabilidade de infarto em 39%.

Por outro lado, chefes despóticos e irascíveis, conhecidos monstros do ambiente corporativo, deixam as pessoas doentes. Literalmente. Seu impacto negativo sobre a saúde de funcionários está bem documentado em estudos europeus sobre doenças cardíacas. O acompanhamento de 804 operários finlandeses, por exemplo, mostra que aqueles que relataram tratamento injusto pelos superiores morreram mais de distúrbios no coração. O resultado é semelhante ao que surgiu em uma pesquisa com 6 mil funcionários públicos britânicos.

Naturalmente, esse comportamento letal no ambiente de trabalho cobra um custo pesado das organizações. A Zogby, uma consultoria global de pesquisas, estima que o assédio moral já expulsou mais de 20 milhões de americanos de seus empregos. Os que resistem se sentem menos comprometidos com o trabalho, são menos criativos e esforçados, persistem menos em tarefas difíceis e faltam mais. Um estudo em 265 restaurantes de fast-food nos Estados Unidos analisou o impacto de gerentes abusivos sobre os resultados. Constatou-se uma relação direta entre maus-tratos a subordinados e níveis maiores de desperdício de alimentos. Na melhor das hipóteses, empregados humilhados utilizam os ingredientes de modo ineficiente. Na pior, roubam ou jogam fora o que deveriam cozinhar. Assim, o cálculo do custo total de manter um troglodita no comando deveria incluir itens como tratamento de saúde para suas vítimas, perda de produtividade, furtos, erros de procedimento, alta rotatividade do pessoal e gastos com relações-públicas e advogados. Uma empresa de software, nos Estados Unidos, levou a conta a sério e chegou à conclusão de que um único gerente de vendas destrutivo lhe custava US$ 160 mil por ano.

Goste-se ou não, esse tipo de responsabilidade é parte do pacote de “benefícios” dos cargos de liderança. “Os chefes determinam a maneira como as pessoas passam seus dias e se elas sentem alegria ou desespero, trabalham bem ou mal, são doentes ou saudáveis”, afirma o acadêmico americano Robert Sutton, responsável por reunir, interpretar e divulgar essa massa de dados sobre o bem e o mal causado pelos líderes. Professor de administração de Stanford, ele se tornou conhecido como autor de Chega de Babaquice! – Como Transformar Um Inferno em Um Ambiente de Trabalho Sensacional! Seu novo livro nasceu de uma questão instigante: se você é um líder comprometido com o caminho do bem, o que pode fazer a respeito? Bom Chefe, Mau Chefe, que chega ao Brasil neste mês, é uma tentativa de resposta.

Época NEGÓCIOS - NOTÍCIAS - O líder em xeque