O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 13

sábado, 25 de dezembro de 2010

 

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Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus

Lição 13 - Se o meu povo orar

Todos os propósitos se cumpriram; a tarefa árdua se completou; Salomão...

LEITURA EM CLASSE 2 Crônicas 7.11-18

INTRODUÇÃO

I. A Necessidade de se humilhar e buscar a Deus
II. A Necessidade de arrepender-se e converter-se
III. As respostas divinas às atitudes do povo
CONCLUSÃO

COMENTÁRIO DE 2 CRÔNICAS 7.11-18
7.11-18


Todos os propósitos se cumpriram; a tarefa árdua se completou; Salomão havia realizado o seu dever e o seu privilégio. Ele tinha terminado sua obra monumental visando a glória de Yahweh. Cf. Is 21.4; II Cr 8.6.
...Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva. ...Entre as armas que havia à disposição de Yahweh para punir um povo pecaminoso estavam as desordem da natureza. Um povo agrícola que vivia em uma terra circundada por desertos dependia, de modo absoluto, da chuva. Os tempos modernos não mudaram muito essa dependência. Até nossos extensos sistemas de irrigação dependem das precipitações, ainda que deem às águas da chuva uma distribuição mais ampla... Visto que se pensava que Yahweh controlava as condições atmosféricas, mediante intervenção direta, também se acreditava que o pecado poderia reverter esse curso. A pestilência era outra arma divina contra o pecado, e a antiga e familiar praga dos gafanhotos representava outra temível ameaça.
...A oração de arrependimento, feita com humildade, pode curar qualquer praga e fazer cair as chuvas. Foi Yahweh quem disse isso. Ele atenta para o Seu povo (ver 2 Cr 6.33; Amós 8.12 e Jr 14.9). Mas o povo de Israel precisava pôr-se em movimento, inspirado pelo arrependimento. Eles tinham de buscar o rosto de Deus (cf. Sl 24.6; 27.8). Tinham de abandonar seus caminhos ímpios, o que serve de evidência de um verdadeiro arrependimento. A questão não pode ficar sob a forma de palavras e promessas. A conduta precisa ser modificada. Ver Os 6.1; Is 6.10; Jr 25.5. Os olhos de Yahweh (ver o v. 15) estão pesando a situação. Ele está olhando em busca de evidências de modificação; e imediatamente responderá a qualquer mudança para melhor. Cf. 2 Cr 6.40. E então o Senhor curará a terra e o povo (ver Sl 60.4). Há menção a coisas similares em 2 Cr 6.21-31, onde encontramos elementos da oração de Salomão, quando ele antecipou tais retrocessos. As calamidades podem ser curadas se Yahweh ficar satisfeito diante do que vir e ouvir. A conduta é muito importante, muito mais que meras orações e promessas.


Texto extraído da obra: “O Antigo Testamento Interpretado, versículo por versículo” de R. N. Champlin. Rio de Janeiro: CPAD.

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 12

sábado, 18 de dezembro de 2010

 

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O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus

Lição 12 - Quando o crente não ora

O pecado pode ocorrer basicamente de duas formas. A mais...

Texto Bíblico: Jonas 1.1-5,11,12,15


O pecado de não orar

“Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito”
(1 Sm12.23)
O pecado pode ocorrer basicamente de duas formas. A mais comum a de quem pratica o mal, e por isso, evidentemente, está pecando, sem nenhuma sombra de dúvida. Mas também é possível pecar deixando de praticar o bem que se pode realizar. É o que expressa Tiago, o irmão do Senhor: “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando” (Tg 4.17).
Há muitos cristãos, que de cristãos só têm o nome. Mas todos sabem que devem orar e precisam orar; que a oração é o poderoso fator de equilíbrio e vitória espiritual; que a oração é o assunto que permeia toda a Bíblia e que foi a poderosa arma usada por todos os servos de Deus, no decorrer da história; todos sabem que os profetas foram homens de oração e que Jesus, o Mestre, era o maior exemplo de oração em todos os tempos; que também os apóstolos  reconheciam o valor da oração e o evidenciavam orando com regularidade. Todos os que atentam para a história do povo de Deus, sabem que os avivamentos  que o mundo já viu, que o povo desfrutou, foram precedidos e sustentados pelas orações daqueles que tiveram coragem de enfrentar as forças diabólicas, orando a Deus com persistência  e com fervor.
Você está observando atentamente nesta mensagem deixada para nós pela história? Você reconhece e admite a veracidade bíblica e histórica do que estamos dizendo aqui? Acha que a oração é tudo isto que estamos ensinando? Mais algumas perguntas, e estas exigem muita sinceridade na resposta. Você está orando? Como está sendo a sua oração? Está orando com regularidade? Está orando continuamente? As suas orações, qual incenso de aroma agradável, estão subindo ao céu? O anjo de Deus poderá dizer da sua oração o que disse a oração de Cornélio, que ainda não era um membro da igreja: “As tuas orações... subiram para memória diante de Deus”?
Por que não orar é pecado? Primeiro, porque é mandamento de Jesus. O Senhor disse: “Vigiai e orai”. Paulo ensina: “Orai sem cessar”, e também: “Perseverai em oração, velando nelas com ações de graças”. Segundo, porque orar por nós mesmos, e uns pelos outros, é o meio mais seguro para vencermos todo o mal e alcançarmos o céu. Porque orar e interceder, como diz a Bíblia, “ por todos os homens”, é o meio divino de ajudá-los e de expressar o nosso amor por aqueles a quem Deus ama e quer salvar.
Não orar é pecado, porque não orar é o caminho certo para uma vida espiritual raquítica, falida e infrutífera. Não orar é o caminho seguido por muitos que fracassaram e deixaram de si uma história triste e um exemplo demolidor. Não orar tem sido o caminho pelo qual muitos se distanciaram da Igreja de Deus, e morreram no pecado e estão perdidos para sempre. Não siga tal caminho. Desperte enquanto é tempo. Se você peca deixando de orar, poderá pecar de muitas outras maneiras. Não peque deixando de orar. Desperte. Como está escrito: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14).  Ore. Ore mais. Quem mais ora, mais poder tem para enfrentar as adversidades da vida! (SOUZA, Estevam Ângelo.
Guia Básico de Oração. pp.231-35,CPAD).

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 11

sábado, 11 de dezembro de 2010

 

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O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus

Lição 11 - A Oração que Conduz ao Perdão

Perdão. A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se...

Leitura bíblica: Salmos 51.1-13


Introdução:
I. O pecado nos afasta de Deus
II. Confissão e Perdão
III. A restauração do pecador
Conclusão


PERDÃO E CONFISSÃO
Perdão. A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. Central à doutrina do AT está o conceito de cobrir o pecado da vista de Deus, representado pela palavra heb. Kapar (Salmos 78.38; cf. Dt 21.8; Jr 18.23). Isto é indicado pelas várias traduções da palavra tais como “apaziguar”, “ser misericordioso”, “fazer reconciliação”, e o uso mais proeminente na expressão “fazer expiação”. 
Em Levítico 4.20 está declarado: “o sacerdote por eles fará propiciação [de kapar], e lhes será perdoado [de salah] o pecado”. Uma terceira palavra heb., na’as, ocorre frequentemente com ideia de “levantar” ou “dispersar” o pecado (Gn 50.17; Êx 10.17).
Destas passagens fica claro que o perdão depende de um pagamento justo, de uma penalidade pelo pecado. Os sacrifícios do AT proporcionaram tipicamente e profeticamente uma expectativa do sacrifício final de Cristo (cf. At 17.30; Rm 3.25). O perdão como um relacionamento entre Deus e o homem depende dos atributos divinos de justiça, amor e misericórdia, e é baseado na obra de Deus ao providenciar um sacrifício apropriado.
A doutrina do perdão antecipada no AT tem sua plena revelação em o NT. Aqui, três palavras principais se destacam: (1) “despedir” e “remissão” (Mt 6.12,14,15; 9.2,5,6 etc.); (2) “ser misericoridioso” (Lc 7.43; Ef 4.32; Cl 2.13; 3.13); (3) “soltar” (Lc 6.37). Em o Novo Testamento o perdão faz parte do programa total da salvação, proporcionado para aqueles que creem em Cristo. No perdão, a culpa pelo pecado é perdoada e substituída pela justificação, através da qual o pecador é declarado justo. O perdão está sempre incluído em toda a obra de Deus pelo pecador; ele é basicamente judicial, e provê a remissão ao pecador. 
Um outro aspecto grande e importante da revelação do NT diz respeito aos cristãos que pecam. Embora judicialmente todos os pecados sejam perdoados quando o pecador é salvo através da fé (Jo 3.18; Cl 2.13), se o pecado entrar na vida de um cristão, ele afetará o relacionamento deste com o Pai Celestial. O perdão e a restauração da comunhão que se fazem necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1.9) e o arrependimento (Lc 17.3,4; 24.47; At 5.31). O lado divino é zelado pela eficiência e pela eficácia da morte e intercessão de Cristo (1 Jo 2.1); Cristo roga ao Pai a favor do pecador com base em seu próprio sacrifício.
Portanto, todo pecado se torna imperdoável se o indivíduo passar desta vida para a eterna sem se beneficiar da graça divina, pois o perdão é concedido durante a nossa vida neste mundo.
O perdão também é uma obrigação no relacionamento entre os homens, e os crentes são exortados a perdoarem-se uns aos outros (Ef 4.32; cf. Mt 16.13,14).
Confissão. A palavra significa fazer uma admissão (geralmente com voz fraca) de uma mudança de posição. Quase todas as passagens bíblicas podem ser classificadas sob dois aspectos: uma confissão de pecado ou uma confissão de fé. A confissão de pecado é feita a Deus (Sl 32.3-6; 1 Jo 1.9), àquele que sofreu o dano (Lc 17.4), a um conselheiro espiritual (2 Sm 12.13; Tg 5.17), ou à congregação de crentes (1 Co 5.3ss; cf. 2 Co 2.6ss). A confissão de fé deve ser feita abertamente diante dos homens (Mt 10.32; Rm 10.9; 1 Tm 6.12,13; Hb 3.1; 4.14; 10.23). No final, todos os homens serão obrigados a confessar o senhorio de Cristo (Fp 2.11).

 
Texto adaptado da obra “
Dicionário Bíblico Wycliffe”, Rio de Janeiro: CPAD.

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 10

sábado, 4 de dezembro de 2010

 

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O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus

Lição 10 - O Ministério da Intercessão

O poder da oração congregacional não pode ser exagerado. Se a...

LEITURA EM CLASSE
Gênesis 18.23-29,32,33
INTRODUÇÃO
I. A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
II. CARACTERÍSTICAS DE UM INTERCESSOR
III. A FORÇA DA ORAÇÃO COLETIVA

CONCLUSÃO

Há consideráveis precedentes em favor da oração feita pela igreja local, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento (1 Cr 29.20; 2 Cr 29.28-31; At 1.14,24; 4.24-31; 12.5; 20.36).
O poder da oração congregacional não pode ser exagerado. Se a oração de um único crente pode muito em seus efeitos, quanto mais poderá a oração de uma congregação (At 12.5; Tg 5.16)? Se somente dois, em perfeito acordo no Espírito, podem obter “qualquer coisa que pedirem” (Mt 18.19), qual será o resultado quando uma congregação inteira orar com um só pensamento, unidos no Espírito? Temos algumas boas respostas ilustrativas: Quando a congregação de Jerusalém orou, depois de Pedro e João serem soltos da prisão, “moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (At 4.31). Noutra ocasião, quando a Igreja continuou a orar intensamente, mesmo sem real expectativa de resposta, o Senhor enviou o seu anjo e livrou Pedro das mãos de Herodes (At 12.5-16).
A oração congregacional pode assumir diversas formas. Pode incluir as orações feitas antes do culto, as que são realizadas após o culto e as que acontecem durante o culto, juntamente com todos os presentes. Pode abranger as reuniões regulares de oração na igreja, bem como períodos especiais de jejum e oração.
As orações feitas antes do culto não somente preparam o coração para o recebimento da Palavra de Deus, mas também criam uma atmosfera própria para a presença do Espírito Santo, capacitando os participantes a ministrarem com uma unção especial (Ef 6.18,19). Um horário e um lugar adredemente marcados para as orações antes do culto devem ser anunciados e propagados. Esse período de oração não requer qualquer estruturação, mas pode ser simplesmente uma oportunidade para aqueles que gostam de se reunir cedo, com o propósito de ficar esperando em Deus, de adorá-lo ou de apresentar suas petições diante do Senhor.
As orações realizadas depois do culto têm sido uma valiosa tradição na maioria das igrejas pentecostais e carismáticas.  Essas orações são consideradas vitais para o bem-estar e o progresso espiritual de uma congregação local. Podem envolver orações pelos enfermos, orações com aqueles que buscam a salvação ou o batismo no Espírito Santo, orações por necessidades espirituais e orações e adoração de ordem geral. Muitas igrejas têm salas de oração adjacentes ao santuário, onde a congregação pode se reunir numa atmosfera um tanto quanto reclusa para a busca de Deus. Em outras igrejas, as orações depois do culto acontecem em redor do altar... Algumas congregações designam pessoas que têm a habilidade de encorajar e ajudar os outros, a fim de supervisionar esses períodos de oração.
As orações congregacionais ocorridas durante o andamento do culto deveriam buscar envolver todas as pessoas presentes, embora haja a tendência de haver limites estruturais e de tempo. Muitas congregações engajam-se em extensos períodos de adoração coletiva e oração, durante os quais são comuns as manifestações dos dons de elocução do Espírito Santo. A oração é geralmente liderada pelo pastor, um colega de ministério ou um membro da congregação. A participação da audiência, que diz “amém” e outras expressões de adoração, indicando concordância com aquele que lidera nas orações, é esperada e contribui para um sentimento de unidade, à medida que o corpo se aproxima do Senhor em oração e petição. Ocasionalmente, congregações inteiras unem-se em oração conjunta. Embora existam aqueles que criticam essa prática, não há como negar a existência de base e precedentes bíblicos (At 4.24-30). Esse sistema tem-se mostrado comum no movimento pentecostal, desde o seu início. 
Uma vida de oração madura e bem desenvolvida pode atingir níveis sem paralelo de (1) comunhão com o Senhor e de (2) eficácia no suprimento das necessidades espirituais, fatos evidentes para onde quer que nos voltemos. Mas uma oração fervorosa e eficaz não ocorre simplesmente porque expressamos um pedido de oração. Tudo pode começar com elementares apelos de pedido de ajuda em tempos de crise ou em circunstâncias difíceis, mas deve amadurecer através da prática constante das formas tradicionais de oração. As práticas de oração sugeridas neste capítulo não têm um fim em si mesmo. São apenas formas externas identificáveis de oração, que podem ser usadas para os crentes crescerem no espírito, até que se tornem íntimos com Deus e se transformem em intercessores em favor de um mundo necessitado e que está morrendo espiritualmente.

  
Texto extraído da obra “
Teologia Bíblica da Oração” Rio de Janeiro: CPAD.

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 9

sábado, 27 de novembro de 2010

 

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O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus

Lição 09 - A oração e a vontade de Deus

Elementos de uma oração eficaz

LEITURA EM CLASSE
João 14.13-17; 15.7; 1 João 5.14,15
INTRODUÇÃO
I. A ORAÇÃO E A VONTADE DE DEUS
II. ORAÇÕES NÃO RESPONDIDAS POR DEUS
III. ORAÇÕES ATENDIDAS POR DEUS
CONCLUSÃO


Orações não respondidas é, de fato, uma frustração para o crente. Como entender o que faz que uma oração não seja respondida?
O apóstolo João descreve que a resposta à oração está ligada ao relacionamento da “confiança que temos para com ele [Deus]” com a vontade soberana dEle: “E esta é a confiança que temos nele: que se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 Jo 5.15).
O Pastor Estevam Ângelo de Souza ensina, pelo menos, quatro elementos importantes para uma oração eficaz. São eles:
1.    Orar com o coração limpo do pecado. [...] “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (Sl 66.18). A Bíblia fala da oração como sendo uma conversa do filho com o Pai celestial e, enfaticamente, fala da oração dos santos, o que é uma referência às pessoas que se relacionam com Deus de modo digno da sua onisciência. Se, ao contrário, a pessoa ora a Deus com o coração cheio de pecados, sem arrependimentos e sem temor, faz simplesmente o papel de hipócrita; e, para o hipócrita, não há promessa na Bíblia. Pode ser ainda o comportamento de quem abusa da misericórdia de Deus e escarnece da sua santidade. É bom orar como filho obediente.
2.    Orar com fé. É o apostolo Tiago que ensina. Ele diz que devemos pedir com fé e em nada duvidando, pois, conforme acrescenta, “o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa” (Tg 1.6,7). Tudo o que recebemos de Deus é tão-somente pela fé. Está escrito: “Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). A Bíblia tanto fala da fidelidade e da infalibilidade de Deus, como relata em numerosos detalhes as muitíssimas vezes em que Deus tem atendido aos que o buscam com fé. É para confiarmos inteiramente em Deus. Duvidar das suas promessas, tanto nos prejudica como o ofende, pois Ele a tantos tem feito tanto, que merece ser invocado com segura fé. 
3.    Orar segundo a vontade de Deus. Diz o apóstolo Paulo que “a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2). Também está escrito: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Ts 4.3). E ainda: “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm 2.3,4). O apóstolo João afirma: “Se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 Jo 5.14). O que estamos estudando são declarações dos santos apóstolos. Veja agora o que o próprio Senhor Jesus diz acerca da vontade de Deus: “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.38-40). É muito boa a vontade de Deus!
4.    Orar com perseverança. O inconstante nada alcança, qualquer que seja a atividade na vida. Enquanto isso, a perseverança, tudo alcança. A oração eficaz deve ter o caráter de uma batalha ordenada como propósito seguro de vencer; e quem luta ao lado do Senhor de tudo e de todos deve orar, com certeza de ser mais do que vencedor. E esta é a divisa de todos os que têm perseverado diante de Deus em oração, não aceitando nenhuma derrota, nenhum fracasso. Conserve limpo o seu coração, ore com fé, peça segundo a vontade de Deus; persevere e vença, pois a sua perseverança e vitória com certeza glorificarão a Deus! 
Prezado professor, é importante ressaltar ao aluno a importância de termos uma vida de Santidade, Fé, Perseverança e no centro de Sua vontade. Deus é soberano e dotou o ser humano de livre arbítrio. Para uma manutenção da vida com o Eterno é fundamental seguir o conselho do apóstolo Paulo: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). Fazei tudo o que glorifica a Deus e o nome do Senhor será exaltado em sua vida!

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 8

sábado, 20 de novembro de 2010

 

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Lição 08 - A oração sacerdotal de Jesus Cristo

A maior de todas as orações

LEITURA EM CLASSE
João 17.1-4; 15-17; 20-22.
INTRODUÇÃO
I. ORAÇÃO POR UMA VIDA DE COMUNHÃO COM O PAI
II. ORAÇÃO POR PERSEVERANÇA, ALEGRIA E LIVRAMENTO
III. ORAÇÃO POR SANTIDADE, UNIDADE E FRUTOS  ESPIRITUAIS
CONCLUSÃO


A MAIOR DE TODAS AS ORAÇÕES

Alguns irmãos costumam fazer orações bem compridas; porém, a verdadeira oração é medida por seu peso, não por seu comprimento.
Assim se expressou o grande pregador brintânico Charles Haddon Spurgeon; e ele está certo! A maior oração já feita está registrada em João 17, e leva cerca de seis minutos para ser lida em voz alta, e em tom de reverência. Não há muito comprimento nela, mas certamente há muitíssima profundidade e peso.
De acordo com o que diz Herbert Lockyer, há 650 orações definidas registradas na Bíblia; porém, nenhuma delas pode igualar-se à “Oração Sacerdotal” de Jesus, registrada em João 17 – nem o poderá nenhuma outra, registrada fora da bíblia.
O que há nessa oração que a faz assim tão grande? Ela é grande por causa da pessoa que a proferiu. E essa pessoa é nada menos que o próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele não é somente o Filho de Deus, mas Deus, o Filho, o Deus eterno que veio à terra em forma humana, porém sem pecado.
Cada um dos quatro evangelhos tem sua ênfase especial. Em seu evangelho, Mateus enfatiza Cristo, o Rei, o Messias prometido nas Escrituras do Antigo Testamento. O de Marcos é o Evangelho do Servo, e Lucas pinta no seu a simpatia do Filho do Homem. Porém, o propósito de João ao escrever o seu evangelho foi apresentar a divindade de Jesus Cristo.
“Em verdade, Jesus operou na presença de seus discípulos, ainda muito outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30,31).
Isso explica porque João incluiu esta oração em seu evangelho; ela destaca a impressionante verdade de que Jesus Cristo é o Deus eterno. Quase todos os versículos de João 17 expressam esse grande fato.
Somente Deus, o Filho, poderia pedir ao Pai para glorificá-lo (v.1). Moisés pediu para “ver” a glória de Deus (Ex 33.18). Jesus pediu para “receber” a glória de Deus, e a identificou como sendo a mesma glória na qual havia estado com o Pai “antes que o mundo existisse” (v.5). Somente alguém desequilibrado mentalmente ou então o Deus eterno poderia afirmar ter a glória ou qualquer outra coisa “antes que o mundo existisse”.
[...] Com esta simples declaração, Jesus afirmou ser Deus. Por quatro vezes, nesta oração, Jesus disse que Deus, o Pai, o enviou (vv. 3,18,21,25). Naturalmente que qualquer apóstolo ou profeta pode afirmar ter sido enviado por Deus; contudo, nenhum mero ser humano poderia afirmar que “saiu de Deus” (Jo 17.8; 16.28). Qualquer cristão poderia orar “Tudo que é meu, é teu”, mas somente o Filho de Deus poderia adicionar a isso “e tudo o que é teu, é meu” (v.10). Jesus afirmou que possuía tudo o que o Pai possuía! Ele afirmou também ser “um com o Pai” (vv. 11,21).
[...] Pense no que deve ter significado para o nosso Salvador o fato de comunicar-se com seu Pai! O cálice que Ele estava prestes a beber viria da mão de seu Pai (Jo 18.11). Haveria a vergonha, a dor e mesmo a morte e uma separação temporária de seu Pai; [porém], Ele veio ao mundo para esse propósito, e o Pai o veria através de sua gloriosa vitória.
É interessante contrastar esta ocasião de oração com algumas outras ocasiões de intercessão registradas nas Escrituras. Em Gênesis 18, lemos que Abraão intercedeu pela cidade de Sodoma. Mas Jesus estava encarregado “do mundo inteiro” e deveria morrer para salvar os pecadores perdidos. Moisés intercedeu por toda uma nação, o povo de Israel (Êx 32), e até ofereceu-se para morrer para que eles fossem perdoados. Porém Jesus morreu! E por causa de sua morte, todos aqueles que nEle creem são perdoados e salvos  por toda eternidade. Salomão fez uma grande oração na dedicação do Templo ao Senhor; porém a oração de Jesus Cristo em João 17 significa a criação de um templo espiritual, a Igreja (1 Pe 2.5).
Aqui, Jesus nos deu um bom exemplo: a oração é essencial. Não somente nos fatos do dia-a-dia, mas especialmente nas crises que atravessamos ao longo da vida. “Não orem para terem vidas fáceis”, disse Phillips Brooks. “Orem para serem homens mais vigorosos. Não orem por tarefas que se igualem às suas forças. Orem por forças que se igualem às suas tarefas”.

 


Texto adaptado da obra “A Oração Intercessória de Jesus: Prioridades para uma Vida Cristã Dinâmica”, Rio de Janeiro: CPAD.

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 7

sábado, 13 de novembro de 2010

 

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Lição 07 - A oração da Igreja e o trabalho do Espírito Santo

A Oração na Vida da Igreja Antiga

LEITURA EM CLASSE
Atos 1.12,14; 2.4,38,40,41; 4.32
INTRODUÇÃO
I. O INÍCIO DA IGREJA CRISTÃ
II. A DISSEMINAÇÃO DA PALAVRA
III. O ESPÍRITO E O CRESCIMENTO DA IGREJA
CONCLUSÃO


A Oração na Vida da Igreja Antiga

A expansão do Evangelho está diretamente interligada à vida de oração da Igreja do Primeiro Século. A ordem expressa aos discípulos para “que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do pai”, resultou num estado de espera cuja característica principal foi o cultivo da oração (At 1.13,14,24,25): “perseveravam unanimemente em oração e súplicas”.
No dia de Pentecoste é possível ver o resultado dessa perseverança. Todos estavam reunidos unânimes em vários cultos semanais buscando a Deus e aguardando a promessa. “E, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados” (At 2.2), enchendo as pessoas que adoravam o Eterno na casa em que estavam.
O poder vivificante de Deus espalhou-se pela terra a exemplo da criação, quando o Santo Espírito do Senhor pairava sobre as águas (Gn 1.2). A promessa chegara a partir de pessoas simples que buscavam a Deus em oração crendo na promessa do Cristo. [1]
Em Atos 2.4, os crentes foram cheios do Espírito Santo. É importante notar que o termo “cheio do Espírito Santo” é um recurso linguístico usado por Lucas para se referir literalmente a expressão usada por Jesus Cristo em Atos 1.5: “mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” [2]. O cumprimento em Atos 2.4, “e todos foram cheios do Espírito Santo”, é o desdobramento da promessa anunciada em Atos 1.5. Neste caso, em Atos, as expressões “batismo no Espírito Santo” e “Cheios do Espírito Santo” são sinônimas. [3]
O pentecoste de Atos 2 é “um paradigma padrão”. Ele reflete um exemplo padronizado que estará presente em derramamentos posteriores ao longo do livro dos Atos dos Apóstolos.
A importância histórica, e única, do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes é analisada com pertinência pelo teólogo americano Antony D. Palma:

A vinda do Espírito Santo sobre os discípulos que aguardavam no dia de Pentecostes foi sem precedentes. De um modo muito importante, foi um evento único, histórico, sem repetição. Essa vinda do Espírito foi profetizada especialmente por Joel (Jl 2.28,29) e foi ratificada na ascensão de Jesus (At 2.33). Foi um evento histórico-redentor: O termo “histórico-redentor” (ou histórico-salvífico) é a forma adjetiva de “história salvífica”, um importante conceito da teologia bíblica. Ele enfatiza a atividade de Deus na História e através dela, com o objetivo de atingir seus propósitos redentores para raça humana. Carson diz: “Pentecostes na perspectiva de Lucas é antes de tudo um evento histórico-salvífico culminante”. [4]

Certamente a pequena comunidade do período antigo da Igreja não imaginava a dimensão de sua participação naquele evento “histórico-salvífico” cuja característica principal foi sua expansão fenomenológica, atingindo em pouco tempo a maior parte do mundo antigo. Essa expansão, historicamente, começou no cenáculo onde algumas pessoas perseveravam em oração e aguardavam a promessa do Pai.
Através da oração Deus opera poderosamente. A oração era o elemento principal na vida do Senhor Jesus, dos apóstolos e da Igreja Primitiva onde a luta diária era constante, porém, na mesma proporção era o desejo dessa igreja em ver o seu Senhor anunciado a todos.
Os primórdios das Assembleias de Deus no Brasil, que sempre foi conhecida como uma igreja de oração, demonstra o legado dessa prática. Os testemunhos em relação a realidade piedosa naquele período, onde a mensagem pentecostal começava a ser propagada, são infindáveis. Hoje pode-se dizer, que direta ou indiretamente, a população evangélica no Brasil é majoritariamente pentecostal. Esse fato é possível porque no Brasil diferentes grupos oriundos de igrejas tradicionais perseveravam, em oração, e criam na promessa pentecostal bíblica.
Por isso, prezado professor, fale ao seu aluno da atualidade do batismo no Espírito Santo. Deus quer encher seu povo, mexer com a estrutura de seu caráter, impregnar a ética cristã em sua vida. Sem dúvida que a oração é um bom começo para essa mudança!


Referências:
[1] PEARMAN, Myer. Atos: E a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 20.
[2] Aqui o evangelista Lucas reproduz exatamente as palavras de Jesus.
[3] HORTON, Stanley M. O que a Bíblia Diz sobre o Espírito Santo. 4. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 154,55.
[4] PALMA, Anthony.
O Batismo no Espírito Santo e com Fogo: Os Fundamentos Bíblicos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 28.

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 6

sábado, 6 de novembro de 2010

 

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Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2010
O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus

Lição 06 - Importância da oração na vida do crente

Chegar a uma teologia ou compreensão básica da oração deveria ser uma das principais prioridades de todo crente...

LEITURA EM CLASSE: Filipenses 4.4-9
INTRODUÇÃO
I. RECONHECENDO O VALOR DA ORAÇÃO
II. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO DO CRENTE
III. COMO DEVE O CRENTE CHEGAR-SE A DEUS EM ORAÇÃO
CONCLUSÃO


ORAÇÃO: UM RELACIONAMENTO DE AMOR COM DEUS1

A oração é questão de amor
Chegar a uma teologia ou compreensão básica da oração deveria ser uma das principais prioridades de todo crente. Um estudo dos exemplos bíblicos de oração eficaz, [...] também reveste-se de vital importância. Mas enquanto o crente não se engaja verdadeiramente na oração, de maneira prática e significativa, a teologia e o estudo são de valor limitado. A oração não é respondida por que um crente sabe como ela funciona, mas porque conhece pessoalmente aqueEle a quem as orações são dirigidas.
Antes de qualquer coisa, a oração é questão de amor. Não se trata de encontrar os métodos, as técnicas ou os procedimentos certos para persuadir a Deus a fazer aquilo que desejamos. A mais elevada forma de oração é a relação de amor entre dois corações (o do crente e o de Deus), que batem como se fosse um. Andar com Deus na mais doce comunhão da oração é uma relação contínua. É certo que Deus ouve o clamor cheio de pânico, pedindo ajuda e livramento do desastre ou da calamidade. Mas livrar o crente da tribulação, a fim de que ele possa voltar à sua rotina apática, não é propósito de Deus ao responder às orações. As aflições podem ser a maneira dEle dizer: “Venha a mim. Eu amo você, e desejo ter um recíproco e contínuo relacionamento de amor com você”.
Desenvolvendo o relacionamento de amor
Mas como é que alguém desenvolve esse amor que forma o alicerce de uma vida de oração eficaz? A pergunta mostra-se especialmente pertinente em se tratando do bem-estar material e das questões relacionadas aos dias de hoje. Os cuidados e os confortos da vida atraem o afeto humano a tudo, menos a Deus. E nem deve esse relacionamento de amor, que almeja a comunhão divina como o próprio Deus, vir apenas para fazer pedidos. Antes, deve ser nutrido e cultivado até chegar à maturidade. Começa com a prática regular das várias disciplinas da oração e cresce, com fiel persistência, até chegar a um belo relacionamento de amor com o Pai celeste. As orações são respondidas quando são enviadas ao céu por meio da linha do amor. É inteiramente inconcebível que um crente comum possa ser identificado com um crente cheio do Espírito, pentecostal ou carismático, sem ter um estilo de vida no qual a oração eficaz desempenhe um papel importante.
[...] Seria tolice edificar os fundamentos de uma obra sem erigir uma construção em cima. Portanto, a busca da teologia e de exemplos bíblicos de orações respondidas são inúteis, a menos que uma prática diária de comunhão em oração seja edificada sobre esse alicerce.
[...] O crente sério deve sempre estar consciente da proximidade de um Deus pessoal, que deseja comunicar-se com seus filhos. E quando a mente e o coração estão livres dos cuidados deste mundo, que ocupam grande parte das horas em que estamos acordados, naturalmente nos voltamos àquEle com quem a comunhão é agradabilíssima. 
Reflexão: “Não há nenhum mandamento neotestamentário que requeira um número diário de orações ou um horário preestabelecido para essas orações. Cada crente, por sua própria iniciativa, deveria determinar e traçar um hábito pessoal de oração, pois sem isso é quase impossível que seja desenvolvida uma vida de oração eficaz”.

 

[1] Texto extraído da obra “Teologia Bíblica da Oração” Rio de Janeiro: CPAD.

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 4

sábado, 23 de outubro de 2010

 

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Subsídios para a lição: O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus - 4º

Lição 04 - A Oração em o Novo Testamento

Prezado professor, no decorrer da história da Igreja Cristã é possível verificar diversos...

Leitura Bíblica: Lucas 24.46,49,52,53; Atos 1.4,5,12,14


Introdução
I. A ORAÇÃO NO INÍCIO DA IGREJA
II. PRINCÍPIOS DA ORAÇÃO CONGREGACIONAL
III. O APÓSTOLO PAULO E A ORAÇÃO
CONCLUSÃO


A PRÁTICA DA ORAÇÃO: UMA NECESSIDADE PARA A IGREJA


Prezado professor, no decorrer da história da Igreja Cristã é possível verificar diversos elementos que marcam a vivência e a intimidade da Igreja com Deus. O elemento em pauta é o desenvolvimento da prática de oração na Igreja ao longo dos anos.
Compreender a oração no desenvolvimento histórico da Igreja, produz ensinamentos edificantes para nossa vida espiritual.
A ocasião da primeira reunião de oração dos discípulos, após a ascensão de Jesus, denota a motivação clara (e oriunda diretamente de Jesus, o cabeça da Igreja) da igreja em Jerusalém viver a disciplina de uma vida com a prática da oração1  .
Sobre o tema em apreço, o Pastor Claudionor de Andrade analisa brevemente a prática da oração nos primórdios da Igreja e avança séculos, mostrando a continuidade do exercício da oração no período medieval e moderno:

A oração jamais se ausentou da Igreja; sem aquela inexistiria esta. Se Jesus foi um exemplo de oração, por que, diferentemente, agiriam seus discípulos e apóstolos? Veja, por exemplo, Paulo. Seja nos Atos dos Apóstolos, seja em suas epístolas, deparamo-nos com o doutor dos gentios endereçando a Deus as mais ferventes orações.
Depois da era apostólica, os pais da igreja, além de suas lides teológicas, consagravam-se à oração. Ignácio, Tertuliano, Ambrósio e Agostinho. O bispo de Hipona escreveu acerca de seu ministério de oração e intercessão: “Eis que dizeis: ‘Venha a nós o vosso reino. E Deus grita: Já vou’ Não tendes medo?”
E os reformadores? Martinho Lutero foi um grande paradigma na intercessão em favor da Igreja de Cristo naqueles períodos da Reforma Protestante. Mais tarde chegaram os avivalistas. John Wesley levantava-se de madrugada para falar com o Pai celeste. E o irmão Finney? Era um gigante na oração. Com o Movimento Pentecostal a Igreja de Cristo desfez-se em orações e súplicas por aqueles que, sem ter esperança de ver Deus, caminhavam para o inferno. Em suas anotações pessoais, Daniel Berg e Gunnar Vingren descrevem suas ricas experiências oriundas de uma vida de profunda oração2

Ao tomarmos conhecimento de como os antigos da fé perseveravam em oração e que tal prática é uma herança dos apóstolos, podemos concluir, parafraseando John Bunyan: Jamais seremos cristãos verdadeiros, se não formos pessoas de oração. O hábito da oração deve ser cultivado com perseverança, não duvidando que a oração seja atendida.
O hábito da oração nos ensina a depender de Deus, deixando que Ele escolha, em sua liberdade soberana, o tempo, o lugar, o meio e o fim, na certeza de que tudo quanto Ele fizer sempre será o melhor .
Deus é um Ser que intervem na causa humana. Ele se fez humano e é conhecedor de todas as nossas fragilidades. O Deus-Homem denota em nós a certeza de que o “Pai Nosso” nos ouvirá, de fato, como um pai que ouve o seu filho.
Portanto, prezado professor, incentive o seu aluno a cultivar o hábito da oração. Mostre a ele que a disposição para orar pode nascer de maneira bem natural. Ensine-o a aquecer o coração com a meditação das Palavras de Cristo, de Paulo ou dos Salmos, por exemplo. Conclua dizendo que após a meditação da Palavra, a exposição de todas as súplicas do coração será eficaz. O hábito da prática de oração é uma necessidade para a sobrevivência espiritual!

 


Reflexão: “Numa palavra, a oração é a suprema proteção contra o ceticismo que insinua ser o objeto da fé mera ilusão ou uma projeção de nossos anseios na tela do infinito”.

 

 

 

 

BRANDT, Robert L.; BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração. Rio de Janeiro, CPAD, 4. ed., 2007, p. 280.

ANDRADE, Claudionor. As disciplinas da vida Cristã: como alcançar a verdadeira espiritualidade. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 36.

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 3

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

 

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Subsídios para a lição: O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus - 4º

 

Lição 03 - A Oração Sábia

Ao longo de todo o período bíblico e da história do cristianismo, se destaca...

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 6.12,21,36,38,39


Introdução
I. Vivendo a diferença
II. As Características da Oração de Salomão
III. A Oração Intercessória
Conclusão


ORAÇÕES QUE SOBEM AO CÉU


“E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos”
(Ap 5.8)

O incenso era um ingrediente perfumado que fazia parte dos sacrifícios que eram oferecidos a Deus. Pelo texto em destaque e outros do Apocalipse, podemos entender que o incenso perfumado simbolizava as orações que subiam ao céu cheias de fé na bondade e no poder de Deus.
Ao longo de todo o período bíblico e da história do cristianismo, se destaca o valor da oração que expressa a sinceridade, a humildade e a fé daqueles que servem a Deus e o adoram em espírito e em verdade. Oração não é mera liturgia. É conversar com Deus, o Pai das luzes; é o modo de aproximar-se confiantemente do Pai das misericórdias. É o meio de comunicação com o céu mais eficiente do que todo o poder da mídia moderna. É o canal pelo qual vem do céu ao nosso coração a abundância da graça de Deus, plena de paz, alegria e certeza de que é a vontade do Pai dar-nos o reino eterno por herança. É no ambiente da oração que respiramos a atmosfera do céu. É na prática da oração que nossa fé cresce e se torna robusta, pois é aí que o Espírito Santo de Deus tem a maior oportunidade de revelar as dimensões da grandeza do poder e da bondade de Deus.
É quando oramos até sermos cheios do Espírito Santo, que Deus e o céu, com toda a beleza da glória, se tornam reais para nós. É quando oramos e somos possuídos inteiramente pelo Espírito Santo, que as nossas paixões são dominadas, as nossas dúvidas são vencidas, a nossa visão das riquezas de Deus é ampliada, as nossas forças são fortalecidas, a nossa fraqueza é descoberta, e o poder de Deus se aperfeiçoa em nós. É quando permanecemos em oração, não como quem faz um sacrifício, mas como quem se deleita na presença de Deus, que de nós se apodera “o espírito de sabedoria e revelação”. 1  E é aí que oramos, não apenas pedindo, mas agradecendo e adorando, e é este o incenso que junto com as orações dos santos sobem ao céu.
Vejamos outra vez o nosso texto base. Observe a importância desse cerimonial no céu: “E, quando [o Cordeiro] tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos”. Em Apocalipse, mas adiante, lemos: “E da mão do anjo subiu à presença de Deus o fumo do incenso, com as orações dos santos”. Esta é uma revelação clara de que as orações sinceras, quando são humildes e com fé, sobem ao céu, à presença de Deus. É muito importante considerarmos ainda, que as orações, que como incenso subiam à presença de Deus, estavam relacionadas com o ato da redenção efetuada por Cristo. Um pouco antes, no mesmo livro, lemos: “E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” 2
Não há nada importante na Bíblia: nenhum feito heróico, nenhuma vitória brilhante, nenhuma vida santa, nenhuma prosperidade espiritual, que não esteja relacionada intimamente com as orações que sobem ao céu. Tudo acontece porque há na terra quem ore. Diante dessa visão de ter a sua oração incluída nessa taça, que fará você, então? Ore. Continue orando. Persevere em oração. Já sabemos o final da história, que a nossa oração é reconhecida diante de Deus. Portanto, ore!


[1] Efésios 1.17
[2] Apocalipse 8.4; 5.9


TEXTO EXTRAÍDO DA OBRA: “Guia Básico de Oração” Rio de Janeiro, CPAD.

  1. Autor: Estevam Ângelo de Souza
    Foi ministro do Evangelho, professor
    de diversas matérias teológicas e
    articulista dos periódicos e autor

     

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO-LIÇÃO 2

sábado, 9 de outubro de 2010

 

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Subsídios para a lição: O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus - 4º

 

 

Lição 02 - A Oração no Antigo Testamento

Prezado professor, na lição desta semana vamos analisar o desenvolvimento da...

Leitura bíblica 1 Reis 18.31-39


INTRODUÇÃO
I. A ORAÇÃO NO PENTATEUCO
II. A ORAÇÃO E OS PROFETAS
III. OS LIVROS POÉTICOS E A ORAÇÃO
CONCLUSÃO


Prezado professor, na lição desta semana vamos analisar o desenvolvimento da prática de oração ao longo do Antigo Testamento.
Para isso, é importante ressaltar que a oração é uma das mais antigas práticas da humanidade. Esta como responsável pela existência de todas as religiões no mundo, faz uso da oração a fim de afirmar sua experiência de fé. Todavia, a humanidade é criação de Deus, e o elo que comunica verdades entre o Criador e sua criatura, passa pelo exercício da oração. Ainda que a humanidade, majoritariamente, pratique orações a falsos deuses, a existência dessa prática denuncia que o Criador “programou” e “inseriu” essa necessidade à vida do homem comum . 

A Oração Veterotestamentária


O Antigo Testamento representa o “aio” responsável que guia o povo israelita ao relacionamento perfeito com Deus. Até a formação desse povo, o “Eu Sou” se revela especialmente à sua criatura com o objetivo em designar seu propósito de relacionamento com a vida humana. Esse contexto se configura com Adão, onde o primeiro registro de comunicação entre ele e Deus aparece no texto veterotestamentário (Gn 1.28). Porém, o Texto Sagrado silencia acerca de qualquer oração feita por Adão e Eva  . Mas, com o nascimento do filho de Sete (filho de Adão e Eva), Enos, começou-se “a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26).
No desenvolvimento da nação de Israel averiguamos,  em termos de oração, a coragem e a persistência de Abraão em implorar pela cidade de Sodoma, manifestando a existência de justos que poderiam poupar a cidade (Gn 18.22-33). A luta de Jacó com o anjo denota a experiência perpetrada por uma longa oração no Antigo Testamento (Gn 32.24-32). E o grande diálogo de Moisés com o Criador, ao ponto de pedir que o seu nome fosse riscado do Livro da Vida se Deus não perdoasse aqueles que adoravam o Bezerro de ouro (Ex 32.31ss).
Esse contexto denota que o exercício da prática de oração feito por esses personagens centrais, não exigia uma postura para tal. Ou seja, a oração poderia ser feita em pé (1 Sm 1.26), em certas ocasiões ajoelhadas (1 Rs 8.54) ou prostradas (1 Rs 18.42) com as mãos estendidas (1 Rs 8.22,54) ou levantadas (Sl 63.4).
Inicialmente as orações eram feitas de frente para o Templo porque era o lugar onde Deus havia dito que estaria (1 Rs 8.29,30). Após a destruição do Templo ás orações eram feitas em direção a Jerusalém (Dn 6.10).
A oração de Salomão, entretanto, reconhece que “os céus e até o céu dos céus te não poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado” (1 Rs 8.27). Portanto, o desenvolvimento da oração veterotestamentária denota que a postura, o local onde a oração era feita, e as necessidades pelas quais se faziam as súplicas, não representavam a principal preocupação dos autores hebreus.
Professor, solicite ao aluno que ele comente sobre a importância dos Salmos no relacionamento e na comunhão de Israel com Deus e entre seus irmãos, de acordo com o último tópico da lição. Conclua a aula deste domingo afirmando que a exemplo dos pais do Antigo Testamento, devemos nos aproximar de Deus em Oração.

 

 

 

 

 

 


1 BRANDT, Robert L.; BICKET, Zenas J.
Teologia Bíblica da Oração. 4. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 39.
2 Ibidem, p. 41.
3
Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1420.

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

 

 

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LIÇÃO 2

A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

Objetivo: Meditar sobre a oração no Antigo Testamento, ressaltando a intimidade dos patriarcas (Pentateuco), profetas (Maiores e Menores) e poetas (Salmos) com Deus, exemplo de fé para os cristãos.


INTRODUÇÃO


O Antigo Testamento está repleto de orações de pessoas que desfrutaram de um relacionamento íntimo com o Senhor. Na aula de hoje, enfocaremos a oração no Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), Proféticos (Isaias, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Joel, Amós, Jonas e Habacuque) e Poéticos (Jó e Salmos). A oração dos patriarcas, profetas e salmistas, à luz do evangelho, servem de instrução para a igreja cristã.
1. A ORAÇÃO NO PENTATEUCO
O ser humano foi criado para se relacionar com Deus. Em Gn. 3.8 está escrito que Deus andava com Adão e Eva e com eles passeava no jardim pela viração do dia. Esse relacionamento rompeu-se por causa do pecado (Gn. 3.10,21). Mesmo assim, outras pessoas andaram com Deus em oração, dentre elas destacamos: Sete que começou a invocar o nome do Senhor (Gn. 4.26). Enoque é um exemplo de homem que andou com Deus, por isso, o Senhor O tomou para si (Gn. 5.24), do mesmo modo Noé, que fez tudo que o Senhor O ordenara (Gn. 7.5). Entre os patriarcas, Abraão destaca-se em intimidade com Deus, sendo esse um amigo de Deus (Gn. 15.1-4; 17.1-4). Eliezer, o servo de Abraão, aprendeu com o seu senhor a confiar em Deus (Gn. 24.13,14). Do mesmo modo o filho de Abraão, Isaque, que costumava sair para orar ao Deus de seu pai (Gn. 24.63; 26.24,25). Jacó, após padecer com os seus erros, voltou-se para o Senhor, e aprendeu a depender dEle em oração (Gn. 28.20-22). Moisés também merece lugar de destaque entre aqueles que buscavam a Deus em oração no Antigo Testamento. Ele orou a Deus desde a sua chamada, na ocasião em que reconheceu o Senhor como o EU SOU (Ex. 3.1-4). Várias vezes Moisés orou a Deus pedindo Sua intervenção (Ex. 14.13-15; 33.15-17). Mas Moisés não queria apenas receber de Deus, ele queria mais de Deus, por isso, pediu ao Senhor que se revelasse perante ele. A resposta do Senhor, foi negativa, pois ninguém poderia ver a Deus continuar vivo, mesmo assim o Deus de Israel decidiu passar Sua bondade diante de Moisés (Ex. 33.18-23). A resposta do Senhor também foi negativa quando Moisés insistiu em entrar na terra prometida (Dt. 20.12; Dt. 3.26).
2. A ORAÇÃO NOS PROFETAS
Os profetas eram arautos de Deus, homens e mulheres que buscavam a Deus e recebiam seus oráculos. Por meio da oração os profetas de Deus foram chamados à proclamar a mensagem do Senhor, assim aconteceu com Isaias (Is. 6.1-4) e Jeremias (Jr. 1.18). Diante da grandeza de Deus, esses homens reconheceram sua pequenez e condição pecaminosa. Nas Lamentações de Jeremias percebemos a intimidade de um homem que se queixa da tragédia humana diante de Deus (Lm. 5.1-3,5-9,16,17,19-22). Ezequiel, o profeta exilado, também prateia e lamenta a condição do povo de Judá no cativeiro (Ez. 9.8; 11.13). Daniel é outro profeta que intercede pelo povo, sendo este preso e condenado por buscar ao Senhor em oração (Dn.9.3-10,13,16,18,19). Os profetas, em geral, sentem a dor do povo, eles são simpáticos com as agruras de Israel e Judá, em suas orações eles clamam a Deus por livramento (Jl. 1.19,20) e atentam para os pecados e suas conseqüências (Am. 7.2,5,14,15). O profeta Jonas é um caso singular entre os profetas, pois esse foi comissionado a pregar arrependimento a nação inimiga de Israel. Ele preferiu evadir-se da responsabilidade, fugindo, mas a providência de Deus O conduziu à obediência. Jonas, por fim, ora a Deus, pedindo que o livre do perigo (Jn. 2.5-9), ainda que ele não tenha se conformado com a Soberania divina, até que, finalmente, perceba a misericórdia e longanimidade do Senhor (Jn. 4.2,3). Habacuque nos deixa um exemplo sublime de oração em meio à adversidade (Hc. 1.2-4). Ele ora pedindo um avivamento e se propõe a confiar em Deus, mesmo diante das situações desfavoráveis (Hc. 3.2-19).
3. A ORAÇÃO NOS POÉTICOS
Os livros bíblicos de poesia estão repletos de orações. A história do patriarca Jó, narrada em poesia, revela um homem de oração, que intercedia pela sua família. As orações de Jó, bem como as dos salmistas, nos ensinam a como orar e como não orar. Em meio ao desespero, Jó deseja que o Senhor o mate (Jó. 6.8,9; 9.27-34). As orações de Jó, e a de alguns salmos, não podem ser assumidas pelos cristãos. Jô chega, em determinadas circunstâncias, a mostrar desequilíbrio mental e emocional (Jô. 10.1-21). A grande contribuição da narrativa de Jó está na percepção final de que Deus é soberano e que cevemos nos submeter à Sua vontade (Jó. 42.1-6). O livro de Salmos, lido à luz do evangelho de Cristo, é um compêndio instrutivo para as orações cristãs. Davi, o mavioso salmista, revela em suas orações-cânticos, intimidade profunda e adoração a Deus (Sl. 8.1; 9.1,2; 48.1; 93.1-2). Os salmitas, em geral, são pessoas dependentes do Senhor (Sl. 5.8; 6.2,3; 10.1; 13.1,2). Nos tempos de aflição eles se dirigem Àquele que pode livrar (Sl. 18.6). Diante dos seus pecados, pedem perdão a Deus (Sl. 25.18; 51.10). Por meio da oração eles confessam os seus pecados (Sl. 32.5; 51.1-8) e também agradecem a Deus pelos Seus cuidados (Sl. 30.12; 69.30; 116.17). Através dos Salmos podemos aprender a orar a Deus, a desfrutar de intimidade com Ele, a nos prostrar diante da Sua soberana vontade.
CONCLUSÃO
A oração cristã tem seu fundamento no Antigo Testamento. Os patriarcas, profetas e salmistas eram pessoas que buscavam a Deus em oração. Se quisermos aprender a orar, precisamos voltar a esses fundamentos. À luz do evangelho, podemos crescer espiritualmente atentando para as orações de homens e mulheres, tais como Davi e Ana, que desfrutaram de um relacionamento íntimo com o Senhor. E, como Elias, a orar, reconhecendo que somente o Senhor é Deus (I Rs. 18.38,39)


 

BIBLIOGRAFIA
BRANDT, R. L., BICKET, Z. J. Teologia bíblica da oração. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
GEORGE, J. Orações notáveis da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

 

 

Fonte: Pb. José Roberto A. Barbosa

       >>http://escoladominical.org.br/subsidios/2010/4trimestre/licao02.htm

 

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PRÁTICA DA ORAÇÃO

terça-feira, 5 de outubro de 2010

 PRÁTICA DA ORAÇÃO

   A prática da oração é a arte de entrar no Santo dos Santos e de se colocar na presença do próprio Deus em espírito, por meio da fé, valendo-se do sacrifício de Cristo, e falar com Deus com toda liberdade através da palavra audível ou silenciosa.

 

A oração parece uma decantada loucura. Como pode o homem comunicar-se com o próprio Deus em qualquer tempo, em qualquer lugar e em qualquer situação, se este é o Senhor de todo o Universo, e aquele um miserável habitante de um pequeno planeta que integra o sistema solar, que por sua vez é somente uma parte minúscula de uma galáxia chamada Via-Láctea, composta de mais de 100 bilhões de estrelas relativamente semelhante ao sol? O espanto é muito maior quando se sabe que existem 100 bilhões de galáxias (23 para cada habitante da Terra), além dos distantes e brilhantes quasares!

Mesmo não havendo seres inteligentes senão neste modesto planeta, como pode Deus ouvir as orações diárias que, pelo menos os 1,6 bilhões de cristãos lhe dirigem? Os  críticos dizem que a oração é válida, não porque penetra "até aos ouvidos do Senhor dos exércitos" (Tg 5.5), mas porque é emocionalmente saudável para quem ora. No entanto, aqueles que oram corretamente estão convencidos de que sua oração chega de fato "até à santa habitação de Deus, até aos céus" (2Cr 30.27). E ainda perguntam com uma pequena dose de malícia: "O que fez o ouvido, acaso não ouvir?" (Sl 94.9).

Apesar desta aparente irracionalidade, a oração é " a mais alta atividade da qual o espírito humano é capa", segundo o professor E.A Judce, da Universidade de Sidney, Austrália. O homem  ora porque tem necessidade interior de orar, porque sabe que Deus existe e é "galardoador dos que o buscam" (Hb 11.6), porque precisa de Deus e reconhece que ele não é semelhante aos deuses da mitologia greco-romana nem aos  ídolos, que "têm ouvidos, e não ouvem" (Sl 115.6).

 

Resultados

 

 Outra coisa estranha, mas óbvia em vista da onisciência de Deus, é que o propósito da oração é tornar Deus ciente de nossa dor e nossa necessidade. A oração é o instrumento pelo qual confessamos duas coisas ao mesmo tempo: a estreiteza de nossos recursos e a extrema largueza dos recursos do poder e do amor de Deus.A prática da oração é um dos mais extraordinários meios de graça de que o homem pode dispor. A oração é a outra via de comunhão com Deus. A primeira via é a leitura da Palavra de Deus. Por esta via, Deus fala com você; por aquela via você fala com Deus.

É possível classificar em três grupos distintos os efeitos da oração:

1.Resultados psicológicos.Por meio da oração, você pode superar a tensão, a ansiedade, a angústia, certos tipos de depressão, o sentimento de culpa e outros estados emocionais desagradáveis. É perfeitamente possível relaxar durante e depois da oração. A oração é uma das alternativas para a ansiedade: "Não andeis ansiosos de coisa alguma;em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus" (Fp 4.6-7).

2.Resultados espirituais.A oração força o exercício da piedade e da disciplina pessoal, ajusta o homem aos padrões de fé e de comportamento. O esquema é muito simples: você ora porque precisa de Deus, mas, para ser ouvido, é necessário que você compareça de mãos limpas perante o Senhor. Ou, pelo menos, que inicie sua prece com arrependimento e confissão de pecado, pois "Deus não atende a pecadores" (Jo 9.31).Veja a percepção do salmista a este respeito: "Se eu tivesse guardado lugar para o pecado no meu coração, Deus nunca me teria ouvido" (Sl 66.18 em A Bíblia Viva).A oração bem sucedida depende de uma estreita união com Cristo: "Se permanecedes em mim e as minhas palavras permanecerem  em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito" (Jo 15.7).Pedro chega a dizer que a falta de ocmpreensão entre marido e mulher, o egoísmo de um e de outro e outros problemas conjugais causam orações sem resposta da parte de Deus (1Pd 3.7).Foi a necessidade imperiosa e urgente de ser atendido por Deus, a propósito da aproximação do irmão Esaú e do bando de 400 homens armados que o acompanhavam, que fez Jacó admitir que era um suplantador e deixar-se corrigir por Deus, numa noite de oração do outro lado do vau de Jaboque (Gn 32.22-33.17).

3.Resultados e termos de atendimento.Deus responde as orações de seus filhos, não necessariamente como pedimos, mas a seu modo e de acordo com a sua soberania.

Não poucas vezes, ele "é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós" (Ef.3.20).Sem oração você não alcança certas bênçãos.Jesus deixou claro: "Pedi, e dar-se-vos-á;buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á"(Mt 7.7-8).Tiago vai mais além e declara com sua peculiar franqueza: "Nada tendes, porque não pedis"(Tg 4.2).A oração tem um alcance enorme: "Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tg 5.16).

 

Elementos da oração

 

A primeira parte de nossas orações são só orações de súplica. Para muitos, oração e súplica são sinônimos perfeitos.

Na verdade não é assim. A oração no contexto bíblico tem pelo menos seis elementos, que não precisam marcar presença numa única prece, mas devem ser lembrados sempre:

1.Na oração, você exalta o caráter de Deus, a imensidão, a perfeição e a beleza da criação e de todas as suas obras posteriores, e se delicie com o próprio Deus.A razão máxima da adoração é "porque a sua misericórdia dura para sempre", como declarou em uníssono o povo de Israel por ocasião da inauguração do Templo de Jerusalém (2Cr 7.3) e como aparece repentinamente no Salmo 136.

2.Nas ações de graça, você agradece nominalmente as manifestações da misericórdia, do amor e do poder de Deus em sua vida, na família e na comunidade. Esta é uma obrigação a que você precisa se impor: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios" (Sl 103.2).Cuidado para não repetir a grosseiria dos nove leprosos mal-agradecidos: "Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?" (Lv 17.17).

3.Na confissão, voc~e se abre e conta a Deus suas mazelas e fraquezas, pecado de qualquer natureza, admitindo sempre a própria culpa e recorrendo à misericórdia divina.É como disse C.S.Lewis, "todas nós temos pecados suficientes para sermos intragáveis".Ponha este lixo para fora na prática da oração.O pecado armazenado é uma desgraça (Os 13.4).

4.No extravazamento, você derrama a sua alma perante Deus e fala de seus sustos e medos abertamente com o firme propósito de descansar no Senhor. É nesta hora solene que você entra no santuário de Deus (Sl 73.16-17) para sair de semblante não mais corregado nem triste (1Sm 1.18,Mt 11.29).

5.Na intercessão, você se exercita no altruísmo e ora em favor do sofrimento alheio, dos problemas alheios e das necessidades alheias, assim como Jesus orou por Pedro (Lc.22.32) e ora por todos nós (Jo 17.20,Rm 8.34,Hb 7.25).É bom lembrar também que o próprio Espírito "intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis" (Rm 8.26-27).A intercessão não é uma escolha, mas uma ordem: "Orai pelos que vos perseguem"(Mt 5.44).

6.Na súplica, você apresenta a suas necessidades pessoais, familiares e comunitárias, costumeiras ou esprádicas, que formam um leque enorme, e clama pela intervenção amorosa e sábia de Deus.A resposta de Deus às vezes tarda, como no caso de Isaque, que deve ter orado vinte anos a favor do engravidamento da esposa: era de 40 anos quando se casou e de 60 quando nasceram os gêmeos Esaú e Jacó (Gn 25.19-26). No caso de Zacarias e Isabel, a demora foi muito maior: quando ela concebeu, os dois eram "avançados em dias" (Lc 1.7,18 e 36).

 

O direito da súplica

 

  Peça sem constrangimento. Não é necessário substituir a súplica pelo louvor. É Deus quem abre a porta da oração e diz: "Pede-me o que queres que te dê" (1Rs 3.5), "Invoca-me, e te respondeirei" (Jr 33.3), "Pedi, e dar-se-vos-á" (Mt 7.7),"Se dois dentre vós concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pedirem, ser-lhes-á concedido  por meu Pai que está no céu" (Mt 18.19), "Tudo quanto pedirdes em oração crendo, recebereis" (Mt 21.22) e "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" (Jo 14.14).Se o "amigo" (Lc 11.5-8), o "pai" (Lc 11.11-13) e o "juiz" (Lc 18.4-5), mesmo sendo maus, dão alguma coisa aos que lhe pedem, "quanto mais vosso pai que está nos céus", argumenta com força o Senhor Jesus, "dará boas coisas aos que lhe pedirem?" (Mt 7.11). Porém é preciso toma r alguns cuidados:

1.O motivo das orações deve ser constantemente burilado das tentações do egoísmo e do consumismo. Uma das razões do não-atendimento das orações é porque o objetivo delas está todo errado: "Vocês pedem para usá-las para os seus próprios prazeres" (Tg 4.3) em A Bíblia na Linguagem de Hoje).

2.Não se deve orar apenas por saúde, cura física, sucesso, prosperidade moderada, felicidade e família. Há certas carências muito sérias que podem ser supridas por meio da oração. Devemos partir daquele aviso de Tiago: "Se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concebida" (Tg 1.5).Sem em seu caso, a carência não é de sabedoria, mas de alegria, entusiasmo, humildade, paciência, amor,poder, pureza, ousadia,capacidade para o trabalho, equilíbrio, fé ou qualquer outra coisa, você tem o direito e o dever de levar insistentemente esta necessidade a Deus em oração. É para pedir o que não se tem, no raciocínio de Tiago.

A posse destes valores extraordinários contribui para o seu bem total e para o progresso do evangelho. Este tipo de oração segue de perto o modelo apresentado por Jesus Cristo, pois santifica o nome de Deus, promove o seu reino e implanta a sua vontade "assim na terra com no céu" (Mt 6.9,10).

 

O sim e o não

 

  Deus diz sim a muitas de nossas orações. É animador listar os sins de Deus nas orações contidas na história bíblica.Isaque orou por sua mulher estéril e Rebeca concebeu (Gn 25.21).Israel clamou contra a dura servidão de Faraó e Deus ouviu o seu gemido e os tirou de lá com poderosa mão (Êx 2.23-25, Nm 20.14-16,Dt 26.5-9,At 7.34).Moisés intercedeu pelo povo e o fogo do Senhor, que já havia consumido extremidade do arraial, se apagou (Nm 11.1-3).Manoá orou para que o anjo que anunciou o nascimento de Sansão viesse mais uma vez e ele veio (Jz 13.8-9).Salomão implorou a bênção de Deus sobre o templo de Jerusalém e este o ouviu (1Rs 9.3).Ém vários Salmos, Davi tem prazer em testemunhar que o Senhor ouve as suas orações (Sl 4.3,5.3,6.8-9,18.6,31.22,40.1).Ezequias orou ao Senhor por sua doença mortal e Deus curou (2Rs 20.5).Jonas fez uma aflita oração no ventre do peixe e este vomitou o profeta numa praia do Mediterrâneo (Jn 2.1-10).Zacarias também orou em favor de sua esposa para que ela fosse fértil e Isabel lhe deu João Batista (Lc 1.13).

Mas Deus também diz não a não poucas orações, mesmo que elas sejam proferidas por pessoas de caráter e de fé.Moisés implorou ao Senhor permissão para passar o Jordão e ver a terra da promessa e Deus lhe disse: "Basta;não me fales mais nisto" (Dt 3.23-29).Apesar de ser um homem de oração, Davi orou sentidamente pelo filho recém-nascido gravemente enfermo e Deus levou a criança após uma semana de intensa oração e jejum (2Sm 12.15-23).Paulo conta que em três ocasiões diferentes implorou a Deus para ficar livre do espinho na carne e cada vez o Senhor lhe dizia não (2Co 12.7-9).O mesmo apóstolo deve ter orado pela saúde de Timóteo e de Trófimo, mas não há indicação de que eles tenham sido curados (1Tm 5.23  2Tm 4.20).

 

Oração e ação

 

 A oração não elimina a ação nem a ação elimina a oração.

Ninguém melhor que Neemias soube valorizar uma e outra, como se pode observar nesta informação do próprio punho do governador da Palestina na época da reconstrução de Jerusalém: "Todos procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará.Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos". (Ne 6.9).

Depois grandes cristãos do século XVI, um prostestante e alemão, e outro, católico e espanhol, escreveram frases semelhantes sobre o equilíbrio entre a oração e a ação.O mais velho, Lutero (1483-1546), dizia: "É preciso orar como se todo trabalho fosse inútil e trabalhar como se todo orar fosse em vão".O mais novo, Loyola 1491-1556), afirmava: "Devo orar como se tudo dependesse de Deus, trabalhar como se tudo dependesse de mim".

 

A frequência da oração

 

  Quantas vezes se deve orar? só aos domingos, na igreja?Todos os dias na hora de levantar ou na hora de dormir? Somente para dar graças às refeições? Só em caso de fome, doença e morte? A Bíblia tem resposta para estas indagações.

1.Períodos rígidos de oração. Porque a oração é de grande importância, é bom que haja algum horário fixo de oraração, como acontece até hoje entre judeus e muçulmanos.Daniel se obrigava a orar de joelhos três vezes ao dia (Dn 6.10). O próprio Davia fazia o mesmo em intervalos regulares quem sabe de seis horas: "À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz" (Sl 55.17).Em Atos, encontramos duas referências à hora nona de oração (três horas da tarde), tanto no templo (At 3.1) como em casa do centurião romano que absorveu este costume dos judeus (At 10.30).

2.Perídos especiais de oração.Os horários fixos e diários de oração não dispensam algo como um dia inteiro de oração, uma noite de oração, três dias de oração e jejum (como aconteceu aos judeus que se achavam em Susã na época de Ester), uma semana de runiões de oração, etc.Jesus tinha o hábito de passar uma noite inteira "orando a Deus" (Lc 6.12).Os dias seguintes eram para ele de grande importância: a escolha dos doze apóstolos (Lc 6.12-16), a cura do jovem possesso (Lc 9.37-43), o encontro com a mulher adúltera (Jo 8.1-11) e a sua prisão, julgamento e morte (Mt 26.36-27.56).

3.Oração conforme a necessidade. Não é preciso esperar a "hora nona de oração" para orar. Você é livre para orar em qualquer lugar, momento e situação.Dependendo da sua necessidade e de sua vontade. Você pode orar na rua, no trabalho, atrás de uma junta de bois, numa quadra de esportes, ao volante de um carro, numa fila de banco e assim por diante.Neemias é formidável quanto a isto: quando Artaxerxes se dispõe a ajudá-lo e perguntou-lhe como, na mesma hora Neemias fez uma oração relâmpago para pedir a direção e a bênção de Deus, sem fechar os olhos, sem se expressar em voz alta e sem sair da presença do rei (Ne 2.4).Estando em agonia,Jesus orava mais intensamente ali no Getsêmane (Lc 22.44).

4.Oração contínua. O "orai sem cessar" de Paulo (1Ts 5.17) significa uma abertura total à oração.É como se você vivesse vinte e quatro horas por dia dentro de uma oração.É a manutenção pura e simples do espírito de oração em todas as coisas, mesmo sem se ajoelhar e sem falar.O que caracteriza este tipo nobre de oração é o sentimento constante de suas carências, a permanente dependência de Deus e a cuidadosa manutenção de uma confiança total em Deus.

A oração contínua é mais do que a oração noite e dia daquela viúvo de 84 anos que não deixava o templo de Jerusalém e que tinha estado casada apenas 12,6% de seus dias (Lc 2.36-37).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Extraído do Livro:

César Lenz M.Elben.Práticas Devocionais.Exercícios de Sobrevivência e Plenitude Espiritual.2°ed.(ampliada)Viçosa-MG:Ultimato,1994,pp.15-29.

 

 

 

JESUS ENSINA SOBRE ORAÇÃO

sábado, 2 de outubro de 2010

 

Texto Bíblico: Mateus 6.5-13


Você quase pode ver a angústia estampada na face dos discípulos, no momento em que eles estavam ao redor do Mestre Jesus. Um deles, talvez Pedro, assume o papel de porta-voz do grupo. Em vez de pedir: “Senhor, ensina-nos como orar”, ele rompe o silêncio e diz: “Senhor, ensina-nos a orar agora!”(Lc 11.1).
Suas palavras demonstravam tanto ansiedade quanto expectativa. Por diversas vezes, viram Jesus se retirar para lugares isolados, e maravilhavam-se ao ver a serenidade que o Mestre apresentava após aqueles momentos. É bem possível que os discípulos não soubessem o que fazia a face de Cristo brilhar, porém estavam certos de que, fosse o que fosse, eles também queriam vivenciar esta experiência, e naquele instante!
Certamente os discípulos já ouviram Jesus pregar sobre a oração, especialmente no momento em que Ele apresentou o fascinante Sermão da Montanha (Mt 5-7). No entanto, aquele fora um sermão público, ministrado a uma multidão, e esta era a oportunidade para uma reunião particular. E Jesus, percebendo a ansiedade deles, sabia que teria total atenção.
Havia centenas de orações registradas nas Escrituras, as quais o Mestre poderia ter chamado a atenção dos discípulos naquele dia. Por exemplo, a maravilhosa oração de Salomão, narrada no segundo livro das Crônicas. Jesus também poderia ter respondido aos discípulos, mencionando as orações de Josué, Jefté e, além dessas, a de Jabez. Entretanto, não fez isso. Jesus sabia que seus discípulos nunca compreenderiam plenamente os exemplos de oração, se não entendessem primeiramente os princípios da oração. É exatamente por isso que Ele nos deixou seu modelo de oração.
Não nos deu um mantra; deu-nos um padrão de oração, e os discípulos aprenderam perfeitamente. Na verdade, até mesmo uma leitura superficial das epístolas nos revela o quanto assimilaram bem aquela lição. Em poucos anos, eles viraram o Império Romano de cabeça para baixo!
Professor, ensine aos alunos que da mesma forma que a oração de Jesus revolucionou a vida dos apóstolos, pode transformar a vida deles também. Incentive aos alunos a terem uma vida de oração.


(Texto extraído do livro: A Oração de Jesus de Hank Hanegraaff, CPAD)


Boa ideia!


Você vai precisar de uma caixa de presente lacrada e com uma fenda no centro, retângulos de papel ofício e lápis preto.
Entregue a cada aluno um retângulo e um lápis. Eles devem escrever um pedido de oração e colocar dentro da caixa. Escolha um por orar todos os dias pelos pedidos, e trazer a caixa no próximo domingo e entregar a outra criança e assim sucessivamente até que todos tenham participado. Durantes os domingos dê oportunidade para que os alunos testemunhem as respostas de oração

Marketing para a Escola Dominical-O relacionamento do cristão com Deus.

 

 

O relacionamento do cristão com Deus

Entre os anos de 2004 e 2005, durante as terças-feiras dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, o pastor Pedro de Santana, líder da Assembleia de Deus em Goioerê, estado do Paraná, encarregou-me de ministrar os estudos bíblicos à igreja. A temática daquele período acabou servindo como sugestão do título da revista Lições Bíblicas desse último trimestre do ano, comentada pelo pastor Eliezer de Lira e Silva, da Assembleia de Deus em Curitiba.

Recordo-me que aqueles dias foram responsáveis pelo levantamento de muitas dúvidas que dezenas de membros da igreja — incluindo eu mesmo — tínhamos acerca do assunto. A despeito de ser uma prática milenar e de constituir-se como um dos grandes assuntos da espiritualidade, havendo, justamente por isso, centenas de livros sobre a oração, é natural que dúvidas inusitadas ou assuntos recorrentes surjam. Velhas questões, muitas delas nunca satisfatoriamente respondidas, certamente ainda ocuparão as páginas de obras, inspirarão temas de pregações e estudos e pode ser que elas nos acompanhem até atravessarmos os umbrais da eternidade. Isso obviamente não significa que devemos parar de refletir acerca do assunto, antes, é um convite a que nos debrucemos a respeito do tema, a fim de não reproduzirmos as histerias coletivas que ultimamente tem acontecido por aí.

Coincidência, ou não, há poucos minutos li uma reportagem do jornal carioca O Globo, dizendo que duas clínicas de recuperação para dependentes químicos foram fechadas no interior do estado de São Paulo. O motivo? A única “terapia” utilizada para a “cura” dos drogados era a oração. Não tenho como avaliar o caso, pois precisaria de mais elementos, entretanto, de início, entendo que seja qual for a orientação religiosa, nenhuma clínica pode sentir-se autossuficiente e dispensar os serviços de assistência social, psicológica e médica, com a desculpa que é possível recuperar as pessoas apenas com o “trabalho espiritual”. Tal fato aponta para os equívocos que existem a respeito da oração.

Perspectivas acerca da oração

Um dos nossos grandes erros é achar que conhecemos “muito” (alguns menos lúcidos acham até que sabem “tudo”!) de um assunto, simplesmente por ele ser algo que faz parte do nosso cotidiano. É preciso que quem leciona ou prega, tenha coragem de, tanto quanto possível, pensar coisas simples e comuns de formas, digamos, não muito convencionais e não óbvias. Essa atitude, inevitavelmente, obriga-nos a enxergar dimensões inexploradas acerca de um tema conhecido. Devo adiantar, por exemplo, que não serão consideradas, nesse texto, as chamadas orações multirreligiosas, inter-religiosas, extáticas, verbais, meditativas e contemplativas, mas apenas alguns aspectos de duas delas. Contudo, esse elenco oferece a oportunidade de se vislumbrar o quanto há ainda do tema a ser explorado.

Uma de minhas reflexões preferidas é imaginar quão distinta é a perspectiva divina da oração em relação ao que nós achamos dela. Para grande parte dos cristãos, influenciada pelo pragmatismo, a oração parece ser uma ferramenta ou uma técnica capaz de fazer com que Deus obedeça as nossas ordens ou desejos egoístas. Não acredito em nenhuma “teoria infalível” que pretenda ser uma “receita de bolo” para ensinar os cristãos a “saquearem o céu”. Esse tipo de incentivo ao que pretende ser “oração”, se parece mais com egoísmo, existencialismo ou qualquer outra postura filosófica desse ou de qualquer outro tempo, mas nada tem com o que as Escrituras apresentam (se não de maneira normativa, ao menos, descritiva), em termos de relacionamento com o Eterno — algo que, para mim, define a essência do ato de orar.

O entendimento corrente que reduz a oração ao mero ato de pedir, torna-se inviável diante da atitude de Jesus Cristo para com ela. Várias passagens dos Evangelhos informam que o Senhor retirava-se para orar (Mt 14.23; 26.36,39,44; Mc 6.46; Lc 6.12; 9.28). A despeito das discussões acerca da kenosis, o Senhor não deixou de ser Deus por encarnar-se, mas optou momentaneamente pelo estado de limitação humana, autoprivando-se da imunidade, e sendo vulnerável a todas as demais limitações comuns aos mortais. Ao refletir sobre a inegável verdade de que Jesus Cristo é Deus, nunca ouvi ou li, alguém pensando sobre a questão de o porquê de Ele orar! Se Cristo era e é Deus, existe necessidade de Deus orar? Rapidamente alguém responderá que na condição humana Ele precisava de Deus. Bem isso desconstruiria a verdade de que Ele apenas esvaziou-se, mas não deixou de ser Deus. A grande lição é que, como já disse, a perspectiva divina de oração é diametralmente oposta à nossa. Refletir acerca desse exemplo por parte do nosso Salvador destrói qualquer postura utilitarista a respeito da oração. Jesus Cristo não precisava orar, mas assim procedia pelo fato de que relacionar-se com o Pai é algo da própria natureza de sua divindade.

As motivações que nos levam a orar

Certa vez, um irmão contou-me que comprou um caderno e nele anotava cada minuto dedicado à oração. Em lágrimas ele revelou-me que um dia, ao terminar de orar, antes de fazer a sua anotação, o Senhor Deus disse-lhe, de forma audível, que não estava se agradando de sua postura, e que todas aquelas horas empregadas em “oração” não tinham valor algum, pois serviram apenas para o seu engrandecimento pessoal. Tal foi a surpresa daquele irmão que orgulhava-se das inúmeras horas que contabilizara! Conheço pessoas que sentem prazer em mostrar os seus joelhos “calejados de oração”. Tais demonstrações, na realidade, apontam para os graves e profundos erros que existem em torno de uma das práticas mais comuns do cristianismo. Acerca do assunto, escreve A. W. Tozer, que ao “orarmos, deveríamos avaliar quem está agindo: o desejo do nosso coração ou o Espírito Santo”. Sua conclusão caminha no sentido de que, se a “oração tem sua origem no Espírito, então a luta espiritual pode ser bela e maravilhosa; mas, se somos vítimas de desejos alimentados em nosso coração, a nossa oração pode tornar-se tão carnal quanto qualquer outro ato”.1

Isso significa que propósitos egoístas podem estar escondidos sob uma aparente piedade ritualística. Uma voz melancólica, chorosa e que parece mais teatral que espontânea, longe de evidenciar um perfil piedoso, revela a perspectiva enganosa de alguns em relação a Deus. Não são a mera aparência ou a posição física, a tonalidade ou o timbre da voz, as palavras ou as expressões faciais que levam a oração a ser aceitável diante do Senhor, mas a disposição do coração, as intenções e a motivação com que nos dirigimos a Ele.

Ainda no tocante às nossas motivações para orar, N. T. Wright afirma que quando “nos detemos diante de algumas impressionantes promessas do Novo Testamento (‘Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito’ [Jo 15.7]), descobrimos que elas estão equilibradas por um estranho fenômeno”. A surpresa vem com a revelação que o autor faz na sequência, dizendo que quando “reivindicamos ousadamente essas promessas, descobrimos que, se formos sinceros, nossos desejos e esperanças serão suavemente, porém firmemente remodelados, separados e colocados novamente em ordem”.2 Em outras palavras, nossas prioridades terão sido colocadas de cabeça para baixo e, como na Oração do Pai-Nosso (Mt 6.9-13), em vez de petições meramente temporais e transitórias, certamente, desejaremos o Reino de Deus, a santificação do Nome do Senhor, a vontade soberana e benfazeja dEle, e somente nos lembraremos de nós mesmos em último lugar.

Orações verbais e “silenciosas”

Se fôssemos falar sobre o conteúdo, orações “cristãs” que se parecem mais com o que é praticado no paganismo, “onde”, segundo N. T. Wright, “o ser humano tenta invocar, apaziguar, adular ou subornar o deus do mar, o deus da guerra, o deus do rio ou o deus do casamento para obter favores especiais ou evitar perigos específicos”3, talvez façam qualquer coisa, menos glorificar ao Senhor. Obviamente que isso não quer dizer que não se pode pedir algo que desejamos ou suplicar socorro em momentos de apreensão. Todavia, imaginar Deus como um ser alheio às nossas motivações (algo que, tudo indica, pesa mais que as palavras, os gestos e a posição física), diminui-lhe a divindade, pois faz com que um de seus principais atributos seja negado. “Dizemos”, como afirmou C. S. Lewis, “que Deus é onisciente; contudo, boa parte de nossas orações parece consistir em transmitir-lhe informação”.4

Ultimamente tenho aprendido que o nosso palavrório diante de Deus, “priva-o” de responder-nos e impede-nos de ouvi-lo. Como pentecostais, aprendemos que a “boa oração” é a mais barulhenta, altissonante e verborrágica, não obstante, após fazê-la, é possível que saiamos do ambiente ou que nos levantemos do lugar, muito mais orgulhosos que humildes, e mais cheios de si que do Espírito. Assim, reconsidero historicamente a importância do hesicasmo, não como movimento ou ordem monástica, mas como “prática do silêncio”. Alister McGrath afirma que o “tema do ‘silêncio’ pode estar relacionado ao tema apofático do mistério de Deus, isto é, ao reconhecimento de que a linguagem humana nunca será capaz de fazer jus a Deus”. Tal assunto aponta para a verdade, dita pelo mesmo autor, de que no lugar de “pronunciar clichês banais, a resposta certa ao confronto com toda a maravilha de Deus é o silêncio”. E isso por uma razão muito simples: “Estar em silêncio muitas vezes é condição prévia para a oração eficaz (que pode ser pensada como ‘ouvir Deus’)”. Esse “silêncio” não significa inércia ou frieza espiritual, pois antes de qualquer coisa, não se está discutindo o mero ato de quietude, de afastamento do convívio social, mas o distanciar-se de “todas as distrações para se concentrar em Deus”.5

A oração como dever e como relacionamento

À guisa de conclusão, eu diria que a “prática do silêncio” colocada por McGrath, leva-nos a pensar o quanto os afazeres e o corre-corre das obrigações diárias, quando não priva-nos de orar, conseguem tirar a nossa concentração no momento de falar com Deus. Para C. S. Lewis o grande problema não está especificamente na falta de atenção, mas no que ele chama de “oração como dever”: “Ora, o que incomoda não é o simples fato de cumprirmos o dever de orar às pressas e de qualquer jeito. O que incomoda de verdade é o fato puro e simples de a oração ser contada entre os deveres”. Essa percepção, segundo Lewis, não indica que estamos fazendo algo para o que não fomos criados, antes, demonstra que se “fôssemos perfeitos, a oração não seria um dever, mas deleite”. Assim, as dificuldades enfrentadas no período da oração ou nos momentos que o antecedem, demonstram apenas que “justo as atividades para as quais fomos criados são, enquanto vivemos na Terra, impedidas de várias maneiras: pelo mau em nós mesmos e nos outros. Não praticá-las é abandonar nossa humanidade. Praticá-las com naturalidade e prazer ainda não é possível. Essa situação cria a categoria do dever, todo o reino do especificamente moral”.6

Mas chegará o dia em que orar não mais será um dever, e tudo o que aqui vivemos em perspectiva, será efetivamente real (1Co 13.12), e a oração se transformará em relacionamento sólido e verdadeiro com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Até lá, porém, devemos praticar o dever de orar, buscando sempre o auxílio do Espírito Santo — nosso real e verdadeiro Intercessor (Rm 8.26) — fazendo com que o antegozo daqui, supra-nos momentaneamente a necessidade que somente se satisfará plenamente quando lá estivermos.

 

 

 

 

 

 

NOTAS

1 TOZER, A. W. Este mundo: Lugar de Lazer ou Campo de Batalha? Descubra a verdadeira missão de um discípulo de Cristo. 2.ed. Rio de Janeiro: Danprewam, 2009, p.27.

2 WRIGHT, N. T. Simplesmente Cristão. Por que o cristianismo faz sentido. 1.ed. Viçosa: Ultimato, 2009, p.183.

3 Ibid., p.175.

4 LEWIS, C. S. Oração: Cartas a Malcolm. Reflexões sobre o diálogo íntimo entre o homem e Deus. 1.ed. São Paulo: Vida, 2009, p.25.

5 MCGRATH, Alister. Uma Introdução à Espiritualidade Cristã. 1.ed. São Paulo: Vida, 2008, pp.191-2.

6 LEWIS, C. S. Oração: Cartas a Malcolm. Reflexões sobre o diálogo íntimo entre o homem e Deus. 1.ed. São Paulo: Vida, 2009, pp.143-46.

Publicado originalmente na Revista Ensinador Cristão, nº44,ano 11,pp.14-6.

 

 

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