Os desafios do pentecostalismo (2ª parte)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

 

07/10/2011 13:25

Os desafios do pentecostalismo (2ª parte)

Hoje, falaremos de mais dois desafios: o desafio da apostasia e a mensagem com poder pentecostal.
3) O desafio da apostasia – A que assemelharei a apostasia? A um abismo que chama outros abismos. Hoje, incomodado com a verdade; amanhã, apóstata e herege (1 Tm 4.1). Hoje, com a Bíblia; amanhã, com a própria escritura. Hoje, ainda com a unção de Deus; amanhã, feiticeiro (1 Sm 15.23). Hoje, despindo-se da humildade cristã; amanhã, revestindo-se de orgulho e soberba (Ez 28.1-19; 1 Tm 3.6).
Se caminharmos de apostasia em apostasia, com que nos apresentaremos ante o Senhor? Com profecias e milagres? Com sinais e maravilhas? Ou com exorcismos? Tais coisas, porém, jamais nos farão conhecidos diante de Deus. Apresentemos tudo isso ao Senhor, e ainda correremos o risco de ouvir do Rei: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23).
Somente uma coisa faz-nos conhecidos diante do Cristo: o amor sacrifical que, mansa e humilhadamente, lhe devotamos. Este é o argumento mudo, dolorido e pungente dos santos. Somente a humildade traz a ortodoxia doutrinária. 
4) Uma mensagem com poder pentecostal – Se me perguntarem, hoje, que mensagem apresentar nestes tempos impiamente pós-modernos, responderei: “Jesus Cristo salva, batiza no Espírito Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, brevemente, haverá de arrebatar-nos”.
Nossa homilética, por conseguinte, não necessita de nenhum sucedâneo; é completa em si mesma, pois essencialmente bíblica. Teológica e historicamente, é a mesma mensagem que nos trouxeram Daniel Berg e Gunnar Vingren nos alvores do século XX. Aí, o Calvário e o Cenáculo. Também, aí, o avanço da Igreja e o estrugir da trombeta do arcanjo.
Hoje, portanto, não carecemos de nenhuma confissão positiva; carecemos urgentemente, sim, de confissão de pecados, a fim de que alcancemos a misericórdia divina. Não carecemos, de igual modo, da teologia da prosperidade, pois a prosperidade de certas teologias enoja o Nazareno. Não tinha Ele onde reclinar a cabeça, mas uma cruz para adormecer a fronte. Quanto aos que, ousada e impiamente, nos invadem as igrejas e congregações com mensagem exóticas, não tem eles cabeça para reclinar; fizeram-se loucos diante do Cordeiro. Endureceram de tal maneira a cerviz, que já não podem curvar a cabeça ante a soberania divina.
Que futuro espera os pentecostais? Não me preocupo com essa questão, pois os dois últimos capítulos do Apocalipse mostram, detalhadamente, o porvir que nos aguarda. Minha preocupação é com o presente. O que temos feito deste presente que nos concedeu o Senhor Jesus no Cenáculo? Já de posse deste presente, estamos nós, de fato, presentes onde o Nazareno jamais estaria ausente?
O nosso presente exige que sejamos espiritual e biblicamente coerentes. Doutra forma, não haverá futuro; haverá apenas um passado glorioso; escreveremos história; mas, história, jamais faremos. Somente quem aceita e vence os desafios é que participa da História da Salvação (Ml 3.16).

 

PERFIL
Pastor Claudionor de Andrade é gerente de Publicações da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, comentarista de Lições Bíblicas da CPAD, apresentador do programa radiofônico “O Som da Profecia” da Rádio CPAD FM 96.1 em João Pessoa (PB), e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD

 

 

 

CRÉDITO: CPADNEWS

 

 

 

 

 

CPAD - Os desafios do pentecostalismo (2ª parte)

OS DESAFIOS DO PENTECOSTALISMO (1° PARTE).

 

30/09/2011 15:42

Os desafios do pentecostalismo (1ª parte)

No início do século 20, não passávamos de um punhado de crentes que, refugiados na Rua Azuza, em Los Angeles, buscávamos uma porção dobrada do Espírito Santo. Entramos no cenáculo e a promessa do Cristo não mentiu. Já revestidos de poder e usufruindo já de todos os dons, saímos a conquistar um mundo que se evidenciava moderno. Em menos de cinquenta anos, eis-nos em todos os continentes e ilhas. Beirando agora o centenário, os confins da terra já não nos parecem tão estranhos; revelam-se palmilháveis.
No Brasil, chegamos em 1910 e deparamo-nos com uma terra que, embora descoberta pela cristandade, achava-se ainda coberta para o cristianismo. Hoje, vêmo-la descobrir-se cristianamente, ensejando-nos grandes desafios evangelísticos, missionários e apologéticos.
Se na gênese do Movimento Pentecostal o mundo exibia-se moderno, o mesmo mundo, passado um século, presume-se evoluído e pós-moderno. Como enfrentar-lhe os desafios? O irmão Seymour não se assustou com a modernidade de seu tempo; encarou os desafios e, pela fé, ousadamente, venceu-os. Diante de tal exemplo, que alternativa nos resta?  Se não vencermos os desafios da pós-modernidade, podemos até florescer algumas conquistas. Todavia, jamais frutificaremos a expansão do Reino de Deus até aos confins da terra.
Eis os desafios que estão a subestimar-nos; por isso, não temos de superestimá-los.
1) Conquistas inacabadas – Ufanamo-nos por ser a maior igreja da América Latina. O Brasil, porém, continua a esperar por uma ação evangelizadora integral, completa e global (Js 13.1). Se nas cidades avançamos, nos campos e regiões ribeirinhas, muito há por fazer. E se a mensagem evangélica já está adaptada à língua portuguesa, urge levarmos o Cristo àqueles povos de estranhas línguas que, desde o achamento do Brasil, jazem escondidos nos verdores ainda virgens de nossas matas.
O desafio não pode ser ignorado. É um gigante a afrontar-nos no vale de uma decisão que reivindica uma coragem singular. Tão singular quanto o povo que, revestido de poder, reúne as condições todas para evangelizar a terra que é vista e as que se acham nos confins (At 1.8). Não foi o que fizeram os dois jovens suecos ao se depararem com os longes de nosso chão? Por que haveríamos nós de ignorar as searas que clamam por salvação?
2) O desafio apologético – Este século não é a favor nem contra Deus; é indiferente a Deus e à sua Palavra. Tal indiferença, todavia, é iniquidade e grosseria intelectual (Jr 2.6; Sl 14.1). De relance, quem não indaga acerca das necessidades espirituais e morais do ser humano, apruma-se refinado e culto. Mas escrutinado pelos santos profetas e apóstolos, revela-se como aquele que, arrogando-se por sábio, faz-se louco (Rm 1.22).
A luta pela santíssima fé não se dá apenas no terreno da polimia; fere-se, renhidamente, num teatro de operações sutis e quase invisíveis. Assim é o palco da apologética. Num estressante cotidiano, somos desafiados por uma gente bárbara e intelectualmente perversa; uma gente divorciada da fé e inimiga de Deus. Diante dessa gente cultamente inculta, mas disfarçada sempre com os requintes da civilização, urge-nos apresentar as razões de nossa fé (1Pe 3.15).
Não somos apenas uma comunidade evangelística. Ergamo-nos apologeticamente. As armas para deflagrar essa guerra, têmo-las nós (Rm 13.12; 2Co 6.7; 10.4; Fp 1.7).
Muitas são as perguntas a responder. Existe um Deus único e verdadeiro que intervém na história? Tem a mensagem do Cristo relevância para os nossos dias? E a Bíblia? É possível a sua contemporaneidade?  Existe, de fato, uma religião verdadeira? Há valores absolutos? A verdade é possível? As perguntas são muitas; as respostas que temos, porém, não são poucas; a Bíblia é um grande manancial.


 

 

PERFIL
Pastor Claudionor de Andrade é gerente de Publicações da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, comentarista de Lições Bíblicas da CPAD, apresentador do programa radiofônico “O Som da Profecia” da Rádio CPAD FM 96.1 em João Pessoa (PB), e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD.

 

 

 

CRÉDITO: CPADNEW

 

 

CPAD - Os desafios do pentecostalismo (1ª parte)

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 12

segunda-feira, 20 de junho de 2011

 

 

Rev.Lições Jovens e Adultos Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 12 - Conservando a pureza da doutrina pentecostal

Antes de tudo, é preciso advertir que o assunto da verdade é...

Texto Bíblico: 2 Timóteo 4.1-4; 2 Pedro 2.1-3
INTRODUÇÃO
I. FALSOS DOUTORES E PROFETAS
II. A SUTILEZA DE SATANÁS NO FIM DOS TEMPOS
III. A IGREJA É A GUARDIÃ DA SÃ DOUTRINA

Significado teológico de “verdade”
Por
Anderson Grangeão da Costa

Antes de tudo, é preciso advertir que o assunto da verdade é tema muito amplo; os pontos que se seguem são observações fundamentais, que requerem um estudo mais extenso. Nas Escrituras, a palavra “verdade” retém primeiro seu sentido comum, natural. Neste caso, suas acepções básicas agrupam-se sob aspectos intelectuais e morais: “realidade”, “exatidão”, “genuinidade”, “legitimidade”, “validade”, “confiabilidade”, “sinceridade”.
Entretanto, nas Escrituras, palavras de uso comum adquirem significados especiais, elevados, pelo fato de constituírem os meios materiais de comunicação da revelação divina. Deus, querendo dar ao homem o conhecimento necessário dos grandes fatos relativos à sua salvação, agradou-se transmiti-los por palavras, que assumiram significados novos. Para além de seu uso normal, a verdade passou a acumular significados que remetem à esfera espiritual, relacionados diretamente com a revelação de Deus.
Em sentido teológico, a verdade refere-se, em primeiro lugar, ao próprio Deus. A verdade, inclusive, é um de seus atributos, pelo qual se afirma que Ele é absolutamente verdadeiro, em si mesmo e em tudo quanto declara. Esse sentido da verdade estende-se, então, à realidade espiritual; se, em seu uso comum, a verdade relaciona-se com a realidade, em seu uso especial relaciona-se com a realidade das coisas espirituais e eternas. A verdade, em termos teológicos, também se refere à revelação divina; com revelação, queremos dizer o ato pelo qual Deus dá ao homem conhecimentos, dele e de toda realidade espiritual, que lhe seria impossível alcançar por quaisquer outros meios (Mateus 11.25,26). Então, como acontece com a revelação, a verdade refere-se igualmente a Jesus Cristo, a Palavra divina, o Revelador do Pai (João 1.18); por ser o Filho do Pai, Ele não somente revela a verdade, mas Ele é a verdade mesma. Por fim, a verdade refere-se ao próprio registro da revelação divina, as Escrituras Sagradas; a verdade outrora revelada foi, por último, colocada na forma escrita, e este registro inspirado corresponde agora aos livros de nossa Bíblia. Pelo fato de as Escrituras representarem a forma escrita da revelação, consequentemente o conceito de verdade abrange todas as doutrinas ou ensinamentos que derivam dela.
Considerando estes pontos, concluímos que a verdade inclui os grandes fatos relativos à revelação divina, seu conteúdo e seus meios, desde o conhecimento de Deus até o registro de sua revelação: Deus (que é a verdade) revela-se (apresenta a verdade acerca de si mesmo) ao homem por seu Filho, Jesus Cristo (que é a verdade), e sua revelação constitui os escritos produzidos sob a santa inspiração, a Palavra de Deus (que é a verdade). 
Definida conforme nossa descrição, a verdade não pode ser alcançada pelo homem, no uso de suas faculdades naturais. Evidentemente, esses sentidos especiais do termo só podem ser apreendidos mediante revelação divina; por serem sentidos espirituais, só podem ser assimilados por uma mente em condições espirituais adequadas, iluminada pelo Espírito Santo. Em outras palavras, a compreensão da verdade, em suas várias referências espirituais, requer antes o conhecimento da verdade (João 17.3).

 

CPAD - Escola Dominical

MOVIMENTO PENTECOSTAL-LIÇÃO 10

domingo, 12 de junho de 2011

 

Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Movimento Pentecostal - As doutrinas da nossa fé

Lição 10 - Assembleia de Deus 100 anos de pentecostes

Em um determinado dia Deus colocou no meu coração que...

Texto Bíblico: 1Coríntios 3.6-11


INTRODUÇÃO
I. O CHAMADO MISSIONÁRIO DOS PIONEIROS
II. A FUNDAÇÃO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL
III. DO NORTE PARA TODO O BRASIL

CONCLUSÃO


A CHAMADA PARA O BRASIL
Em um determinado dia Deus colocou no meu coração que deveríamos nos reunir num sábado à noite, para orar na casa de um irmão da igreja que tinha sido batizado com o Espírito Santo. Enquanto orávamos, o Espírito do Senhor veio de maneira poderosa sobre nós. Houve vários comentários sobre aquela reunião, e várias pessoas passaram a se reunir ali conosco durante diversos sábados para orar, e todas as vezes o Espírito do Senhor vinha sobre nós de maneira poderosa.
Um outro irmão, Adolfo Ulldin, recebeu do Espírito Santo palavras maravilhosas, vários mistérios sobre o meu futuro lhes foram revelados. Entre outras coisas, o Espírito Santo falou através desse irmão que eu deveria ir para o Pará. Foi-nos revelado também que o povo para quem eu testificaria de Jesus era de um nível social muito simples. Eu deveria ensinar-lhes os primeiros rudimentos da doutrina do Senhor. Naquela ocasião tivemos o imenso privilégio de ouvir através do Espírito Santo linguagem daquele povo, o idioma português. Ele também nos disse que comeríamos uma comida muito simples, mas Deus nos daria tudo o que fosse necessário.
O Espírito Santo disse também que eu ia casar-me com uma moça chamada Strandberg. Tempos depois casei-me com Frida Strandberg. Aquela profecia ocorrera muitos anos antes de eu a conhecer. Deus disse também outras coisas que mais tarde tive a oportunidade de ver a sua confirmação. Deus tinha falado, e eu compreendi que havia recebido uma chamada divina para o meu futuro campo missionário. Glória a Jesus!
O que faltava saber era onde estava situado o Pará. Nenhum de nós o conhecia. No dia seguinte eu disse ao irmão Adolfo: “vamos a uma biblioteca aqui na cidade para saber se existe algum lugar na terra chamado Pará”. Nossa pesquisa nos fez saber que no Norte do Brasil havia um lugar com esse nome. Confirmamos mais uma vez que Deus nos tinha falado. Aceitei minha chamada com inteira convicção de sua origem divina. Glória a Jesus!
Conheci Daniel Berg em Novembro de 1909, em Chicago, quando eu estava buscando o batismo com o Espírito Santo. No ano seguinte enquanto Berg estava trabalhando numa quitanda em Chicago, o Espírito Santo mandou que ele se mudasse para South Bend, Indiana, onde eu era pastor da igreja, para que juntos louvássemos o nome do Senhor. Ele deixou o seu trabalho, veio para South Bend e disse-me: “Irmão Gunnar, Jesus ordenou-me que eu viesse me encontrar com o irmão para juntos louvarmos o seu nome”. Eu lhe respondi: “Está bem!”.
Daniel passou a participar comigo dos cultos e a testificar e louvar ao Senhor por sua maravilhosa salvação.
Um dia sentimos que era a vontade de Deus irmos à casa do irmão Adolfo Ulldin, o homem que Deus usara quando me chamou para o Brasil. Chegamos à sua casa num sábado à tarde, justamente quando ele estava chegando do trabalho. Quando entramos na cozinha, o poder de Deus veio sobre o irmão Ulldin, e ele foi arrebatado em espírito, como das outras vezes. E foi durante aquela poderosa reunião que Daniel Berg recebeu a sua chamada para me acompanhar ao Brasil.
Isto tudo aconteceu no verão de 1910. Deus nos revelou, quando estávamos orando em outra ocasião, que deveríamos sair de Nova Iorque com destino ao Pará. E para nos orientar mais ainda, nos revelou a data: 5 de novembro de 1910. Ainda não sabíamos se havia algum navio partindo para o Brasil naquele dia, mas tudo foi comprovado depois. Partimos do porto de Nova Iorque justamente no dia que Deus nos tinha revelado.

Texto extraído da obra: “Diário do Pioneiro: Gunnar Vingren”. Rio de Janeiro: CPAD.    

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JUVENIS-LIÇÃO 10

 

Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Os perigos do relativismo moral

Lição 10 - Assembleia de Deus uma jornada histórica

Decididos a atender ao chamado divino para...

ASSEMBLEIA DE DEUS: UMA JORNADA HISTÓRICA

A FUNDAÇÃO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL


Por

Isael Araújo


Decididos a atender ao chamado divino para a obra missionária no Brasil, Vingren deixou em 12 de outubro de 1910, o pastorado da igreja em South Bend e Daniel Berg saiu do seu emprego numa quitanda em Chicago.
Após terem experiências marcantes em relação ao dinheiro que precisariam para viajar, embarcaram em Nova Iorque na terceira classe do navio Clement rumo ao Brasil. Na viagem de quatorze dias, a comida foi péssima. Mas, eles ficaram ali, deitados na terceira classe, orando durante todo o tempo. Certo dia, Daniel profetizou que o Senhor estava com eles, e verdadeiramente sentiram isso em seus corações.
Durante o período em que estavam no navio, oraram por um companheiro de viagem, e um dos passageiros aceitou Cristo como Salvador.
Chegaram a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910. Em Belém, moraram no porão da Igreja Batista. Nos cultos e reuniões de oração da igreja, Vingren e Berg, quando começaram a falar o idioma português, pregavam a respeito do batismo com o Espírito Santo. O objetivo deles era pregar o evangelho de poder aos seus ouvintes. Eles não vieram ao Brasil para fundar uma igreja.
Celina Martins Albuquerque, membro da Igreja Batista, creu na mensagem pentecostal pregada pelos jovens missionários e recebeu o batismo com o Espírito Santo quando orava de madrugada em sua casa, do dia 2 de junho de 1911, juntamente com outra irmã da sua igreja, Maria de Nazaré.
O batismo com o Espírito Santo da irmã Celina Albuquerque, e também, da irmã Maria de Nazaré, que ocorreu na noite do dia 2 de junho, fez surgir uma discussão na Igreja Batista de Belém, que culminou na expulsão de 13 membros, no dia 13 de junho de 1911. No dia 18 do mesmo mês e ano, domingo, com 18 pessoas presentes mais Vingren e Berg, nasceu, na casa de Celina Albuquerque, a Missão de Fé Apostólica, que, em 11 de janeiro de 1918, foi registrada oficialmente como Sociedade Evangélica Assembleia de Deus.

 

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ADOLESCENTES-LIÇÃO 10

 

Conteúdo adicional para as aulas de Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
A vida de Cristo na harmonia dos evangelhos

Lição 10 - Assembleia de Deus uma História de Fé

Nasci em Östra Husby, Östergötland, Suécia, em...

ASSEMBLEIA DE DEUS: UMA HISTÓRIA DE FÉ
Texto Bíblico: Mateus 28.19,20; Marcos 16.15-20

ESCOLHIDO POR DEUS

Por

Gunnar Vingren

Nasci em Östra Husby, Östergötland, Suécia, em 8 de agosto de 1879. Meu pai era jardineiro. Por serem crentes, meus pais procuraram desde a minha infância ensinar-me os caminhos e preceitos do Senhor. Quando eu ainda era bem pequeno, ia à Escola Dominical, da qual, meu pai era dirigente. Aos 11 anos de idade concluí o curso primário e comecei a ajudar meu pai no ofício de jardineiro. Continuei nessa atividade até os 19 anos.
Eu era um menino de apenas 9 anos de idade quando senti a chamada de Deus na minha vida. Senti-me atraído por Deus de uma forma especial, e costumava orar muito. Às vezes reunia outras crianças comigo e orava com elas. Porém, com 12 anos de idade desviei-me do Senhor e tornei-me um filho pródigo. Caí profundamente no pecado até os 17 anos, quando o Senhor outra vez me chamou. Isso aconteceu em 1896. Eu resolvera ir ao culto de vigília de Ano-novo e entregar-me outra vez ao Senhor. Fui com meu pai para esse culto, e fiz o que havia resolvido. Aleluia!
Aos 18 anos fui batizado nas águas. Isto aconteceu numa igreja Batista em Wraka, Smaland, Suécia, no mês de março ou abril de 1897. Neste mesmo ano tornei-me sucessor de meu pai no trabalho da Escola Dominical. Isto aumentou muito a minha necessidade de Deus e de sua graça.

Ainda neste, em 14 de julho, li numa revista um artigo sobre as grandes necessidades e sofrimentos de tribos nativas no Exterior, o que me fez derramar muitas lágrimas. Subi para o meu quarto e ali prometi a Deus pertence-lhe e pôr-me à sua disposição para honra e glória do seu nome. Orei também insistentemente para que Ele me ajudasse a cumprir essa promessa.
No mês de outubro realizamos uma festa para levantar dinheiro a fim de ajudar um irmão que ia sair para o campo missionário como evangelista. Tudo o que eu tinha nessa oportunidade eram 6 coroas, e eu as entreguei como oferta. Quando voltei para casa depois da festa, senti uma alegria imensa, e ouvi uma voz que me dizia: ‘Tu também irás ao campo de evangelização da mesma forma que Emílio!’
Fiquei um ano mais no meu trabalho, mas sempre participando dos cultos, testificando e tratando de ganhar almas para Jesus. Continuei à frente da Escola Dominical até o fim de outubro de 1898. Depois de muitas orações dos irmãos, fui para uma escola bíblica em Götabro, Närke. Os dirigentes daquela escola eram os pastores Emílio Gustavsson e C.J.A. Kihlstedt (VINGREN, Ivar. O Diário do Pioneiro. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp 19, 20).

 

 

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PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 10

 

 

Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Subsídios para as lições do 2º Trimestre de 2011
Embaraços que prejudicam a vida cristã

Lição 10 - Cem anos de vitória

Daniel Berg e Gunnar Vingren amavam a Deus e...

Prezado professor (a), este será um dia especial, pois daremos início as Comemorações do Centenário das Assembleias de Deus no Brasil. Fizemos um resumo da história da nossa denominação para facilitar o seu estudo. Tenha uma boa aula! Deus o abençoe.


“Até aos confins da Terra”


Por Telma Bueno

Daniel Berg e Gunnar Vingren amavam a Deus e desejavam servi-Lo, não importando o lugar para onde Deus os enviaria. Esses corajosos jovens saíram da Suécia, sua terra natal, e foram para os Estados Unidos da América. Ali eles estudaram, trabalharam e serviram ao Senhor. Porém a chama missionária continuava a arder em seus corações. Até que certo dia, durante o culto na casa de um irmão, Deus falou de modo bem claro aos jovens: “Vocês vão pregar a minha Palavra em Belém do Pará”. Belém do Pará, Brasil? Onde fica esse lugar? Os jovens não sabiam nada a respeito do Brasil. Eles tiveram que fazer uma pesquisa em uma biblioteca.
Daniel e Gunnar não estavam preocupados com o que iriam encontrar no Brasil, se a viagem seria longa e difícil. Eles só estavam preocupados com uma coisa — pregar e ensinar a Palavra de Deus.
Os jovens precisavam de recursos para a viagem até o Brasil. Eles sabiam que Deus iria enviar o dinheiro, afinal foi o Senhor quem os chamou para sua obra. Com os recursos em mão, eles viajaram de trem até Nova York e ali embarcaram no navio que os traria ao Brasil. Não foi nada fácil deixar a família, os amigos, o trabalho. Eles, como Abraão, deixaram tudo para trás. Isso prova que os jovens confiavam em Deus.
Foram quatorze dias viajando de navio. Já pensou, quatorze dias vendo só água por todos os lados? Eles devem ter passados maus momentos, até que finalmente no dia 19 de novembro de 1910 o navio chega a Baía de Marajó e os missionários podem avistar Belém do Pará, a “terra prometida” pelo Senhor.
Os missionários desembarcaram. Eles estavam cansados, porém sãos e salvos. E agora? Para onde iriam? Como se comunicar com as pessoas? Eles não falavam português, nem uma palavrinha. Então eles tiveram uma ideia. Seguir em frente e subir a rua, a atual Av. Presidente Vargas. Era uma avenida agradável, com vários palacetes e mangueiras. Eles seguiram caminhando até a Praça da República. Ali descansaram e aproveitaram para saborear algumas mangas. Depois, oraram pedindo a Deus que lhes mostrasse um lugar onde pudessem se hospedar. Deus providenciou um lugar para os missionários. Eles ficaram hospedados em um pequeno hotel. 
Os missionários, desejosos de pregar a Palavra de Deus e evangelizar, trataram logo de aprender a nossa língua.  Naquele tempo, havia algumas igrejas evangélicas em Belém do Pará, e os missionários eram bem recebidos em todas, pregando a Palavra de Deus com a ajuda de um intérprete. Mas, logo, logo aprenderiam nosso idioma.
Os jovens trabalhavam pregando a Palavra de Deus e ensinando sobre a chama pentecostal. Os cultos eram bem fervorosos. A chama pentecostal ardia nos corações. Pessoas eram salvas em Jesus, eram curadas e batizadas no Espírito Santo. Deus estava operando maravilhas! A primeira pessoa a receber o batismo no Espírito Santo na Assembleia de Deus do Brasil foi uma mulher,  a abençoada irmã Celina de Albuquerque. Não demorou muito e as perseguições vieram. Daniel Berg e Gunnar foram convidados a sair da igreja Batista. E agora, para onde iriam? Eles começaram a se reunir na casa de alguns irmãos até que passaram a ser chamados pelas pessoas de “Missão da Fé Apostólica”.  Estava nascendo ali a Assembleia de Deus do Brasil. O tempo passou, a igreja cresceu e se espalhou por todo território nacional, e hoje a Assembleia de Deus  é a maior denominação pentecostal do Brasil.
Daniel Berg e Gunnar Vingren serviram ao Senhor com amor e dedicação, até que no dia 29 de junho de 1933, na Suécia, Gunnar partiu para estar com o Senhor no céu. Trinta anos depois, com setenta e nove anos, no dia 27 de maio de 1963, Daniel também partiu para o céu. Porém a obra do Senhor não parou. A Assembleia de Deus no Brasil continua a crescer e atualmente envia muitos missionários até “aos confins da terra” para que preguem a Palavra de Deus, anunciando que Jesus salva, cura, liberta, batiza no Espírito Santo, e em breve voltará!

 

 

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