Editora Fiel - Artigo: Um Desafio às Mulheres

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Editora Fiel - Artigo: Um Desafio às MulheresEditora Fiel - Artigo: Um Desafio às Mulheres 

 

Um Desafio às Mulheres

John Piper

John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.

Neste breve texto, o pastor John Piper enumera, como que em oração, uma lista de importantes conselhos direcionados às mulheres cristãs, a fim de que vivam para a glória de Cristo.

  1. Que tudo da sua vida - em qualquer esfera - seja devotado à glória de Deus.
  2. Que as promessas de Cristo sejam confiadas tão plenamente que paz, alegria e força encham sua alma a ponto de transbordar.
  3. Que essa plenitude de Deus abunde em atos diários de amor, de forma que as pessoas possam ver suas boas obras e glorificar ao seu Pai no céu.
  4. Que vocês sejam mulheres do Livro, que amem, estudem e obedeçam a Bíblia em cada área do seu ensino. Que a meditação sobre a verdade bíblica possa ser a fonte de esperança e fé. E que vocês continuem a crescer em entendimento através de todos os capítulos de sua vida, nunca pensando que o estudo e o crescimento são apenas para os outros.
  5. Que vocês sejam mulheres de oração, de forma que a Palavra de Deus se abra para vocês; e o poder da fé e santidade desça sobre vocês; e sua influência espiritual crescerá no lar, na igreja e no mundo.
  6. Que vocês sejam mulheres que tenham uma profunda compreensão da graça soberana de Deus, fortalecendo todo esse processo espiritual; que sejam pensadoras profundas sobre as doutrinas da graça, e amantes e crentes profundos dessas coisas.
  7. Que vocês sejam totalmente comprometidas ao ministério, seja qual for o seu papel específico, que não desperdicem o seu tempo em revistas de senhoras ou hobbies inúteis, assim como seus maridos não deveriam desperdiçar o tempo deles em esportes excessivos ou coisas sem propósito na garagem. Que você redima o tempo para Cristo e seu reino.
  8. Que vocês, se solteiras, explorem seu solteirismo para a plena devoção a Cristo e não sejam paralisadas pelo desejo de se casar.
  9. Que vocês, se casadas, apoiem a liderança do seu marido de maneira criativa, inteligente e sincera, tão profundamente como uma obediência a Cristo permitir; que vocês o encorajem em seu papel designado por Deus como o cabeça; que vocês o influenciem espiritualmente primariamente através da sua tranquilidade destemida, santidade e oração.
  10. Que vocês, se tiverem filhos, aceitem a responsabilidade com o seu marido (ou sozinhas, se necessário) de criar os filhos que esperam no triunfo de Deus, compartilhando com ele o ensino e a disciplina das crianças, e dando aos filhos aquele toque e cuidado protetor especial que vocês são unicamente capacitadas para dar.
  11. Que vocês não assumam que o emprego secular é um desafio maior ou um melhor uso da sua vida que as oportunidades incontáveis de serviço e testemunho no lar, na vizinhança, comunidade, igreja e no mundo. Que não proponham somente a pergunta: Carreira vs. Mãe em tempo integral? Mas que perguntem tão seriamente: Carreira em tempo integral vs. Liberdade para o ministério? Que vocês perguntem: O que seria maior para o Reino - ser empregado de alguém que lhe diga o que você deve fazer para seu negócio prosperar, ou ser um agente livre de Deus, sonhando o seu próprio sonho sobre como seu tempo, seu lar e sua criatividade poderiam fazer o negócio de Deus prosperar? E que em tudo isso você faz suas escolhas não sobre a base de tendências seculares ou expectativas de estilo de vida, mas sobre a base do que fortalecerá a sua família e promoverá a causa de Cristo.
  12. Que vocês parem e (com seus maridos, se forem casadas) planejem as várias formas da sua vida ministerial em capítulos. Os capítulos são divididos por várias coisas - idade, força, solteirismo, casamento, escolha de emprego, crianças no lar, crianças na escola, netos, aposentadoria, etc. Nenhum capítulo é tudo alegria. A vida finita é uma série de permutas. Encontrar a vontade de Deus, e viver para a glória de Cristo plenamente em cada capítulo é o que faz dele um sucesso, não se ele se parece com o capítulo de outra pessoa ou se tem nele o que o capítulo cinco terá.
  13. Que vocês desenvolvam uma mentalidade e um estilo de vida guerreiro; que nunca se esqueçam que a vida é breve, que milhões de pessoas estão entre o céu e o inferno todos os dias, que o amor ao dinheiro é suicídio espiritual, que os objetivos de mobilidade ascendente (roupas chiques, carros, casas, férias, comidas, hobbies) são um substituto pobre para os objetivos de viver para Cristo com toda a sua força, e maximizar sua alegria no ministério ao ajudar pessoas.
  14. Que em todos os seus relacionamentos com os homens vocês procurem a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e feminilidade; que vocês desenvolvam um estilo e comportamento que faça justiça ao papel único que Deus deu aos homens para serem responsáveis pela liderança graciosa com relação às mulheres - uma liderança que envolve elementos de proteção, cuidado e iniciativa. Que vocês pensem criativamente e com sensibilidade cultural (assim como ele deve fazer) ao moldar o estilo e ajustar o tom de sua interação com os homens.
  15. Que vocês vejam a direção bíblica para o que é apropriado e inapropriado para os homens e mulheres em relação uns para com os outros, não como restrições arbitrárias sobre a liberdade, mas como prescrições sábias e graciosas de como descobrir a verdadeira liberdade do ideal de complementaridade de Deus. Que vocês não mensurem sua potencialidade pelas poucas funções restringidas, mas pelas incontáveis oferecidas.

Fonte: Desiring God
Tradução: Desiring God

Editora Fiel - Artigo: Um Desafio às Mulheres

Blog Fiel » Pensando biblicamente sobre o pretenso “casamento homossexual” (1)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

 

Pensando biblicamente sobre o pretenso “casamento homossexual” (1)

 

O “pretenso ‘casamento homossexual’” está sendo intensamente debatido no mundo ocidental. Queremos ajudá-lo a pensar de forma bíblica e amorosa. Então, estamos começando uma série de artigos sobre o assunto. Abaixo segue a primeira parte traduzida da pregação de John Piper sobre “‘Digno de honra entre todos seja o matrimônio’ – Pensando biblicamente sobre o pretenso casamento homossexual pregada no dia 16 de Junho de 2012.


Por John Piper

Seja constante o amor fraternal. Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos. Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados. Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros. Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? (Hebreus 13:1-6)

A mensagem de hoje é construída em torno de oito pontos projetados para dar uma visão bíblica do casamento em relação à homossexualidade, e em relação à Emenda sobre Casamento proposta em Minessota. Eu pedi para lerem Hebreus 13:1-6 não porque darei uma exposição do texto, mas porque quero enfatizar aquela frase do versículo 4: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio”. É isso que desejo progredir para a glória de Deus e para sua orientação e seu bem.

1. O casamento foi criado e definido por Deus nas Escrituras como uma união sexual e pactual entre um homem e uma mulher em uma aliança vitalícia e exclusiva entre eles, como marido e mulher, com o intuito de revelar o relacionamento pactual de Cristo com Sua Igreja, comprada por Seu sangue.

Isso é mais claramente visto em quatro passagens onde estas verdades são tecidas em conjunto.

1. Gênesis 1:27, 28

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra… (Gênesis 1:27, 28)

2. Gênesis 2:23, 24

Então, Deus liga seu projeto de masculinidade e feminilidade com o casamento em Gênesis 2:23, 24. Quando a mulher é criada do lado do homem, este exclama: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”

Em outras palavras, Deus criou a humanidade macho e fêmea para que houvesse uma união sexual de uma só carne e um apego pactual com o intuito de multiplicar a raça humana, e mostrar a aliança de Deus com seu povo, e finalmente a alinça de Cristo com sua Igreja.

3. Mateus 19:4-6

Surpreendentemente, Jesus pegou essa relação entre criação e casamento e aliança vitalícia, tecendo juntos exatamente esses dois textos de Gênesis. Mateus 19:4-6:

“Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher [Gênesis 1:27] e que disse [citando Gênesis 2:24]: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”

E em nossa situação cultural, as palavras “não separe o homem o homem e a mulher que Deus ajuntou” tem um significado muito maior do que qualquer um pensaria que tivesse.

4. Efésios 5:24-32

Mais um texto sobre o sentido do casamento faz a distinção entre homem e mulher – esposo e esposa –como retrato pactualmente significativo de Cristo e da Igreja. Efésios 5:24-32:

“Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, [...] Eis por que [citando Gênesis 2:24] deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.”

Em outras palavras, desde o princípio houve um significado profundo e misterioso do casamento. E Paulo agora revela este mistério. E este o é: Deus fez o ser humano macho e fêmea com suas naturezas distintas de masculinidade e feminilidade e com papeis distintos no casamento para que no casamento, como marido e mulher, eles pudessem exibir Cristo a Igreja.

Os que significa que os papéis básico de um esposo e esposa não são intercambiáveis.  Marido exibe o amor sacrificial da liderança de Cristo  e a esposa exibe o papel submisso do corpo de Cristo. O mistério do casamento é que Deus tem essa exibição dupla (do marido e da mulher) em mente quando Ele criou a humanidade como macho e fêmea. Portanto, a realidade mais profunda do universo subjaz o casamento como uma união pactual entre um homem e uma mulher.

2. Não há algo como o pretenso “casamento do mesmo sexo”, e não seria sábio chamá-lo assim.

O ponto aqui não é apenas que o assim chamado “casamento homossexual” não deva existir, mas que ele não existe e não pode existir. Aqueles que acreditam que Deus nos falou verdadeiramente na Bíblia não devem ceder dizendo que a parceria comprometida e vitalícia de relações sexuais entre dois homens ou duas mulheres seja um casamento. Não é. Deus criou e definiu o casamento. E o que Ele uniu nessa criação e nessa definição não pode ser separado, e ainda chama-lo de casamento aos olhos de Deus.

[veja a segunda parte aqui]

Por John Piper © 2012 Desiring God Foundation. Usado com permissão. Website em português: www.satisfacaoemdeus.org

Tradução: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados

 

Blog Fiel » Pensando biblicamente sobre o pretenso “casamento homossexual” (1)

O QUE É UM CRISTÃO?

sexta-feira, 14 de maio de 2010


O que É um Cristão?

Por John Piper

O que significa ser um cristão? Charles Hodge, um dos grandes teólogos reformados do século XIX, achou a resposta neste texto: “É ser constrangido por um senso do amor de nosso divino Senhor, de tal modo que Lhe consagramos nossa vida”.

Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo.

Como a verdade faz isso? Paulo disse que o amor de Cristo o constrangia por causa de um julgamento que ele fazia a respeito da morte: “Julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. Paulo se tornou cristão não somente por meio da decisão com base no fato de que Cristo morreu pelos pecadores, mas também por meio do sábio discernimento de que a morte de Cristo foi também a morte de todos aqueles em favor dos quais Ele morreu.

Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.

Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.

Entretanto, esse constrangimento surge de um juízo que fazemos sobre a morte de Cristo: “Quando Ele morreu, eu morri”. É um julgamento profundo. “Assim como o pecado de Adão foi, legal e eficazmente, o pecado de toda a raça, assim também a morte de Cristo foi, legal e eficazmente, a morte de seu povo.” Visto que nossa morte já aconteceu, não temos mais condenação (Rm 8.1-3). Isto é a essência do amor de Cristo por nós. Por meio de sua morte imerecida, Cristo morreu nossa morte bem merecida e abriu o seu futuro como o nosso futuro.

Portanto, o juízo que fazemos sobre a sua morte resulta em sermos constrangidos pelo amor dEle. Veja como Charles Hodge expressou isso: “Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.

Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.

Extraído do livro:

Uma Vida Voltada para Deus
John Pipe


Fonte:www.editorafiel.com.br

PENETRADO PELA PALAVRA DE DEUS

Penetrado Pela Palavra de Deus

Por John Piper


Oh! Como precisamos conhecer a nós mesmos! Somos salvos? Estamos vivos em Cristo? Existe somente um instrumento que cria, detecta e confirma a vida eterna na alma do homem — ou seja, a Palavra de Deus. Portanto, o que Hebreus 4.12 afirma a respeito da Palavra é importantíssimo.

“A Palavra de Deus”



A expressão “Palavra de Deus” pode significar uma palavra falada por Deus sem um porta-voz humano. Mas, no Novo Testamento, esta expressão normalmente significa uma palavra ou mensagem que um homem fala como representante de Deus. Por exemplo, Hebreus 13.7 diz: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”. Portanto, a expressão, “Palavra de Deus”, em Hebreus 4.12, provavelmente se refere à verdade de Deus revelada nas Escrituras e que homens falaram uns para os outros na dependência da ajuda de Deus para entendê-la e aplicá-la.



“Viva e eficaz”



A Palavra de Deus não é morta ou ineficaz. Ela tem vida. E, devido a isso, ela produz resultados. Existe algo sobre a Verdade revelada por Deus, que a conecta com Deus como a fonte de toda a vida e poder. Deus ama a sua Palavra. Ele tem predileção por sua Palavra. Ele a honra com sua presença e poder. Se queremos que nosso ensino e testemunho produza efeitos, devemos permanecer fiéis a Palavra revelada de Deus.



“Mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas.”



O que faz esta Palavra viva e eficaz? Ela penetra. Com que propósito? Para dividir. O quê? Alma e espírito. O que isto significa?

O escritor sagrado nos dá uma analogia. É semelhante a dividir juntas e medulas. As juntas são a parte mais grossa, dura e exterior do osso. As medulas são a parte mais mole, macia, viva e interior do osso. Isso é uma analogia de “alma e espírito”. A Palavra de Deus é como uma espada bastante afiada, capaz de cortar diretamente da parte exterior, dura e grossa do osso até à sua parte interior, macia e viva. Algumas espadas, menos afiadas, podem atingir um osso, resvalar e não penetrar. Outras espadas penetram somente até ao meio das juntas grossas e duras de um osso. Mas uma espada pontuda, bem afiada, de dois gumes (afiados em cada lado da ponta), penetrará a junta até alcançar a medula. “Alma e espírito” são como juntas e medulas de ossos. “Alma” é aquela dimensão invisível da vida que somos por natureza. “Espírito” é aquilo que somos pelo novo nascimento sobrenatural. Jesus disse: “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6). Sem o poder vivificador, criador, regenerador do Espírito de Deus em nós, somos apenas um “homem natural”, e não um “homem espiritual” (1 Co 2.14-15). Por conseguinte, o “espírito” é aquela dimensão invisível de nossa vida que somos por meio da obra regeneradora do Espírito Santo.

Qual é o principal ensino da afirmativa de que a “Palavra de Deus” penetra até ao ponto de “dividir alma e espírito”? O principal ensino desta afirmativa é que a Palavra de Deus revela o nosso verdadeiro “eu”. Somos espirituais ou naturais? Somos nascidos de Deus e estamos espiritualmente vivos? Ou enganamos a nós mesmos e ainda estamos espiritualmente mortos? “Os pensamentos e propósitos” de nosso coração são espirituais ou apenas naturais? Somente a “Palavra de Deus” pode “discernir os pensamentos e propósitos do coração”, como afirma Hebreus 4.12.

Falando em termos práticos, quando lemos ou ouvimos a Palavra de Deus, sentimos que ela penetra em nós mesmos. O efeito deste penetrar é revelar se há espírito ou não. Existe medula e vida em nossos ossos? Ou somos apenas um esqueleto sem medula viva? Existe “espírito” ou somente “alma”? A Palavra de Deus penetra fundo o suficiente, para mostrar-nos a verdade de nossos pensamentos e motivos, e o nosso próprio “eu”.

Renda-se a esta Palavra de Deus, a Bíblia. Use-a para conhecer a si mesmo e confirmar sua própria vida espiritual. Se existe vida, haverá amor, gozo e um coração obediente à Palavra. Dedique-se a esta Palavra, de modo que suas palavras se tornem a Palavra de Deus para outros e revelem a condição espiritual em que eles estão. Então, sobre a ferida causada pela Palavra, derrame o bálsamo da Palavra.



Extraído do livro:

Penetrado pela Palavra
John Piper
Fonte:www.editorafiel.com.br



Persevere na Oração

Por John Piper

Esta passagem nos dá cinco diretrizes para a oração, as quais precisamos ouvir.


Primeira: “Perseverai na oração”.



Existe muito poder a ser desfrutado em perseverarmos na oração. Não esqueçam o amigo inoportuno de Lucas 11.8: “Digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade”; e não esqueçam a parábola que Jesus contou “sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer”. A perseverança é o grande teste de genuinidade da vida cristã. Louvo a Deus pelos crentes que têm perseverado em oração durante sessenta, setenta ou oitenta anos! Oh! que sejamos um povo de oração e que este ano — e todos os nossos anos — seja saturado com orações ao Senhor de todo o poder e de todo o bem. Será bom dizermos no final da vida: “Completei a carreira, guardei a fé”, por meio da oração.



Segunda: “Vigiai na oração”.



Isto significa: “Esteja alerta!” Esteja mentalmente desperto. Talvez o apóstolo Paulo tenha aprendido isto do que aconteceu no Getsêmani. Jesus pediu aos discípulos que orassem, mas os encontrou dormindo. Ele disse a Pedro: “Não pudeste vigiar nem uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mc 14.37,38).



Precisamos estar em vigilância enquanto oramos — em vigilância contra as vagueações de nossa mente, contra as vãs repetições, contra expressões vulgares e sem sentido, contra desejos restritos e egoístas. Também devemos vigiar por aquilo que é bom. Devemos estar especialmente alerta quanto à orientação de Deus, nas Escrituras, para as nossas súplicas. É Deus quem opera em nós a vontade de orar, mas sempre experimentamos esta capacitação divina como nossa própria atitude e resolução.



Terceira: Seja agradecido em todas as orações.



São admiráveis os relatos do que Deus tem feito na vida de muitos crentes, por meio da oração. Tais relatos me têm estimulado a persistir em oração com ações de graças. Compartilhe com os outros estas boas coisas.



Quarta: Peça que se abra uma porta à pregação da Palavra, na sua vida.



Em dois sentidos:

1. Que, semana após semana, haja corações abertos e receptivos em sua igreja;

2. Que seus vizinhos se mostrem receptivos ao evangelho, enquanto você o anuncia. “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (At 16.14). Isto é o que desejamos aconteça nos domingos e durante a semana.



Quinta: Ore pelos pregadores de nossa pátria, para que eles apresentem com clareza o mistério de Cristo.



“Grande é o mistério da piedade” (1 Tm 3.16). Oh! que chamada para o proclamarmos! Eu amo o ministério de pregador! Embora, não esteja a altura dele. Eu e todos os pregadores, pastores, necessitamos de oração — para que entendamos o mistério de Cristo, escolhamos os textos necessários, preguemos no poder do Espírito Santo, falemos a verdade em amor. Sem Cristo, nada podemos fazer.



Extraído do livro:

Penetrado pela Palavra
John Piper

Fonte: www.editorafiel.com.br

RAZÕES POR QUE OS CRENTES NÃO PRECISAM FICAR COM MEDO

Razões Por Que os Crentes não Precisam Ficar com Medo

Por John Piper

Na bíblia, centenas de vezes somos instruídos a não ficar com medo. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus” (Is 41.10). Quando somos jovens, facilmente ficamos amedrontados, embora tenhamos pouco conhecimento daquilo que nos pode fazer mal. Quando nos tornamos mais velhos, o nosso conhecimento dos riscos e perigos aumenta. Deveria o nosso medo aumentar? Alguém pode responder “não”, porque nos tornamos mais sábios e capazes de evitar o perigo e de esquivar-nos dos riscos e sobrepujar os assaltos.

No entanto, existem razões melhores para não deixarmos nosso medo crescer. Não é por que nos tornamos mais espertos e capazes de evitar o perigo, e sim por que, pela fé em Cristo Jesus, nos tornamos mais confiantes de que Deus cuidará de nós da maneira que Ele achar melhor. Isto não garante segurança ou conforto nesta vida. Mas garante regozijo eterno, quando confiamos nEle. Confiar em Deus, por meio de Jesus Cristo, é a chave para a ausência de temor. E as promessas de Deus são a chave que nos liberta do cárcere do temor. Então, considere estas promessas e seja corajoso.

1. Não morreremos sem o consentimento do gracioso decreto de Deus para seus filhos.

Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo (Tg 4.15).

Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais (Mt 10.29-31).

Vede, agora, que Eu Sou, Eu somente, e mais nenhum deus além de mim; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar alguém da minha mão (Dt 32.39).

(Veja também Jó 1.21; 1 Sm 2.6; 2 Rs 5.7).

2. Maldições e feitiços não atingem o povo de Deus.

Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nm 23.23).

3. Os planos de terroristas e nações hostis não se concretizam sem a permissão de nosso Deus gracioso.

O Senhor frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos (Sl 33.10).

Forjai projetos, e eles serão frustrados; dai ordens, e elas não serão cumpridas, porque Deus é conosco (Is 8.10).

(Veja também 2 Sm 7.14; Ne 4.15.)

4. Os homens não podem injuriar-nos além da graciosa vontade de Deus para nós.

O Senhor está comigo; não temerei. Que me poderá fazer o homem? (Sl 118.6.)

Neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem? (Sl 56.11.)

5. Deus promete proteger os seus filhos de tudo o que não for para o seu bem.

Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome (Sl 91.14).

6. Deus promete nos dar tudo o que é necessário para Lhe obedecermos, para desfrutarmos dEle e honrá-Lo para sempre.

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?... vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.31-33).

7. Deus nunca diminui sua vigilância.

É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel (Sl 121.4).

8. Deus estará conosco, nos ajudará e sustentará em aflições.

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel (Is 41.10).

Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo (Is 41.13).

9. Terrores virão, alguns de nós morreremos, mas não se perderá nem um fio de nossos cabelos.

Jesus “lhes disse... haverá... coisas espantosas e também grandes sinais do céu... Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça” (Lc 21.10,11,18).

10. Nada acontece aos filhos de Deus fora do tempo designado.

Então, procuravam prendê-lo; mas ninguém lhe pôs a mão, porque ainda não era chegada a sua hora (Jo 7.30).

(Veja também Jo 8.20, 10.18.)

11. Quando o Deus Altíssimo é o nosso auxílio, ninguém pode fazer-nos mal além do que Ele decreta.

Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? (Hb 13.6.)

Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31).

12. A fidelidade de Deus está fundamentada no poderoso valor de seu nome, e não em nossa pequena medida de obediência.

Então, disse Samuel ao povo: Não temais; tendes cometido todo este mal.... Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo (1 Sm 12.20-22).

13. O Senhor, nosso protetor, é grande e temível.

Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível (Ne 4.14).



Extraído do livro:

Penetrado pela Palavra
John Piper
Fonte: www.editorafiel.com.br