A ORIGEM DA BÍBLIA

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

 

A ORIGEM DA BÍBLIA

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A origem da BíbliaA Bíblia é a revelação de Deus aos homens: o Todo-Poderoso revelou-se à humanidade plenamente através de seu Filho Jesus Cristo – palavra viva; tornou-se homem para dar ao gênero humano uma idéia concreta, definida e palpável do que seja a pessoa que devemos ter em mente quando pensamos em Deus – Deus é tal qual Jesus.

Toda a Bíblia se desenvolve ao redor da bela história de Cristo e de sua promessa de vida eterna. Seu aparecimento na terra, indubitavelmente, é o acontecimento central de toda a história. Cristo é o Verbo Divino, a Palavra de Deus em ação, tema unificador: o assunto central da Bíblia.

O Antigo Testamento forneceu o cenário para o surgimento do Messias. O Novo, descreve-o com perfeição. Assim, Cristo se esconde no Antigo Testamento e é desvendado no Novo.

Os crentes anteriores a Cristo olhavam adiante com grande expectativa, ao passo que os crentes de nossos dias vêem em Cristo a concretização dos planos de Deus: o perfeito e harmonioso cumprimento da Bíblia.

Quem é o autor da Bíblia? Quem é seu real interprete?

Deus é o autor da Bíblia por excelência, e o Espírito Santo, seu real intérprete. Embora Deus seja o genuíno autor da Bíblia, inspirou cerca de 40 homens para escrevê-la. Esses homens tinham diferentes atividades, viviam distantes uns dos outros, tinham estilos e características distintas e eram provenientes de três continentes. O trabalho de todos levou pelo menos uns 1.500 anos – de Moisés ao apóstolo João.

Independente dessas circunstâncias, na Bíblia há um só plano, que de fato mostra que há um só autor divino, guiando os humanos. Isto é o que garante a unidade da revelação bíblica.

A formação do cânon sagrado

Você conhece a origem da Bíblia? Sabe como, em quanto tempo e, em quais condições ela foi formada? Sabe o que ela representa e sempre representará para a humanidade? A palavra “cânon”, expressão latina, deriva-se do termo grego kanõn, que significa literalmente “vara reta de medir” ou “régua de carpinteiro”. Em outras palavras, este termo denota um padrão de medida excelente e rigoroso. Aplicado às Escrituras o Cânon significa aquilo que serve de norma, regra de fé e prática. Deste modo, o Cânon Sagrado é uma coleção de livros que foram aceitos por sua autenticidade e autoridade divinas. Isto significa que os livros que hoje formam a Bíblia satisfizeram o padrão, ou seja, foram dignos de serem aceitos e incluídos. Os livros da Bíblia são denominados canônicos para não serem confundidos com os apócrifos, escritos não inspirados e não autorizados por Deus. O emprego do termo “cânon” foi primeiramente aplicado aos livros da Bíblia por Orígenes (185-254 d.C).

Como se formou, e em quanto tempo se completou o Cânon do Antigo Testamento?

O Cânon do Antigo Testamento foi formado num período aproximado de 1.046 anos – de Moisés a Esdras. Moisés começou a escrever o Pentateuco cerca de 1491 a.C., Esdras surge por volta de 445 a.C. Esdras, segundo a literatura judaica, na qualidade de escriba e sacerdote, presidiu um conselho formado por 120 membros chamado Grande Sinagoga. A Grande Sinagoga selecionou e preservou os rolos sagrados, determinando naquele tempo o cânon das Escrituras do Antigo Testamento (Ed 7.10,14). Foi essa mesma entidade que reorganizou a vida religiosa nacional dos repatriados e, mais tarde, deu origem ao supremo tribunal judaico denominado sinédrio.

A formação do Cânon se deu gradualmente

Antes mesmo de Deus ter ordenado a Moisés que escrevesse, pela primeira vez, um memorial a respeito da vitória de seu povo sobre os amalequitas, a Palavra de Deus já circulava entre os homens sob o método da transmissão oral: “Escuta-me, mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei; o que os sábios anunciaram, ouvindo-o de seus pais, e o não ocultaram…” (Jó 15.17,18). Agora observe as evidências da formação do cânon na própria narrativa bíblica.

Moisés

Moisés começou a escrever o Pentateuco cerca de 1491 a.C., concluindo-o por volta de 1451 a.C. Não há evidência de que o homem tivesse a palavra de Deus escrita antes do dia em que Jeová disse a Moisés: “Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué…” (Êx 17.14). A memória de Amaleque seria riscada para sempre. Esse foi o juramento que fez o Senhor. O Todo-Poderoso queria que aquela vitória fosse registrada num livro para que Israel jamais se esquecesse daquele livramento, provisão e justiça divinos. Mais tarde, Deus haveria de configurar o Livro santo e reafirmar seus propósitos a Moisés: “Escreve estas palavras; porque conforme o teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel” (Êx 34.27). [grifo nosso]

Josué e Samuel

Josué (1443 a.C), sucessor de Moisés, escreveu uma obra que colocou “perante o Senhor” (Js 24.26). Samuel (1095 a.C), último juiz e profeta, também escreveu, pondo seus escritos “perante o Senhor” (1 Sm 10.25). Afinal de contas, o que significa escrever e colocar “perante o Senhor”? Sobre isto, Deus já havia instruído a Moisés: “E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houver posto na arca o testemunho que te darei” (Êx 25.21). Tudo nos leva a crer que, naquele tempo, os livros sagrados eram depositados na Arca do Concerto à medida que iam sendo escritos. Deste modo, quem intentaria pelo menos tocar na santíssima Arca, onde o Altíssimo fulgurava sua glória? Deus havia arrumado uma forma bem original de preservar as Sagradas Escrituras.

Isaías

Isaías (770 a.C), profeta e conselheiro de confiança do rei Ezequias, afirma que suas inspiradas profecias se cumpririam cabalmente e estariam registradas por escrito no “Livro de Jeová”. Trata-se de explícita referência às Escrituras na sua formação: “Buscai no livro do Senhor, e lede…” (Is 34.16).

Salmos

Em 726 a.C. os Salmos já eram cantados: “Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram” (2 Cr 29.30).

Jeremias

O Senhor ordenou a Jeremias (626 a.C) que registrasse sua promessa de trazer seu povo do cativeiro: “A palavra que do Senhor veio a Jeremias dizendo: assim diz o Senhor Deus de Israel: Escreve num livro todas as palavras que te tenho falado” (Jr 30.1,2).

Josias

No tempo do rei Josias (621 a.C), época em que o templo estava sendo reparado, o sacerdote Hilquias achou o “Livro da Lei” (2 Rs 22.8-10). Quando o Livro santo foi lido perante o rei, o grande monarca percebeu quanto o povo estava fora da vontade de Deus e renovou a aliança com o Senhor.

Este episódio é uma evidência da formação do cânon naquela época, porém, também patenteia-nos uma grande lição para os nossos dias. Quando a Palavra de Deus é relegada, o povo se corrompe.

Daniel

Daniel (553 a.C) refere-se aos “livros” (Dn 9.2). Eram os rolos sagrados das Escrituras de então.

Zacarias

Zacarias (520 a.C) declara que os profetas que o precederam falaram da parte do Espírito Santo (7.12). Não há aqui referências direta a escritos, mas há inferências. Zacarias foi o penúltimo profeta do Antigo Testamento, isto é, profeta literário.

Neemias

Neemias nos seus dias (445 a.C), achou o livro das genealogias dos judeus que já haviam regressado do exílio (7.5). Certamente havia outros livros.

Ester

Nos dias de Ester, o Livro Sagrado estava sendo escrito. Ester e Mardoqueu foram usados por Deus para livrar Israel do extermínio, intentado pelo maléfico Hamã. Para que esse feito fosse lembrado perpetuamente, instituíram e registraram “no livro” a festa de Purim: “… e escreveu-se no livro” (Et 9.32).

Nos dias de Jesus

Na época de Jesus, os 39 livros do Antigo Testamento já eram plenamente aceitos pelo judaísmo como divinamente inspirados. O Senhor referiu-se repetidas vezes ao Antigo Testamento, reconhecendo-o como a Palavra de Deus (Mt 19.4 e 22.29). Para se conferir a confiança que os escritores do Novo Testamento tinham do Antigo, basta conferir as centenas de citações da Lei, dos profetas e dos escritos feitos por eles.

Concluímos que, começando por Moisés, à proporção que os livros iam sendo escritos, eram postos no tabernáculo, junto ao grupo de livros sagrados. Esdras, como já dissemos, após a volta do cativeiro, reuniu os diversos livros e os colocou em ordem, como coleção completa. Destes originais eram feitas cópias para as sinagogas largamente disseminadas.

O Cânon do Antigo Testamento só foi realmente reconhecido e fixado no Concílio de Jâmnia em 90 d.C. Houve muitos debates acerca da aprovação de certos livros, porém, o trabalho desse Concílio foi apenas ratificar aquilo que já era aceito por todos os judeus através dos séculos.

Os livros apócrifos do Antigo Testamento

A palavra “apócrifo” significa, literalmente “escondido”, “oculto”, isto em referência a livros que tratem de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No sentido religioso, o termo significa não genuíno, espúrio, suposto, ilegítimo. Os livros apócrifos foram escritos entre Malaquias e Mateus, ou seja, entre o Antigo e o Novo Testamento, numa época em que cessara por completo a revelação divina. Nunca foram reconhecidos pelos judeus como parte do cânon hebraico. Jamais foram citados por Jesus nem foram reconhecidos pela igreja primitiva. Apareceram pela primeira vez na Septuaginta, a tradução do Antigo Testamento feita do hebraico para o grego. Quando Jerônimo traduziu a famosa Vulgata, no início do século V, incluiu os apócrifos oriundos da septuaginta. São 11 os escritos apócrifos: sete livros e quatro acréscimos a livros. Os sete livros apócrifos constantes das Bíblias de edição católico-romana são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 Macabeus, 2 Macabeus. Os quatro acréscimos ou apêndices são: Ester (a Ester 10.4–16.24); Cânticos dos três santos filhos (a Daniel 3.24-90); História de Suzana (a Daniel cap.13); Bel e o Dragão (a Daniel cap.14). Em 1546, no concílio de Trento, a Igreja Romana aprovou os apócrifos (escritos que apoiavam seus falsos ensinos) para combater o movimento da Reforma Protestante.

O Cânon do Novo Testamento

Como no Antigo Testamento, homens inspirados por Deus escreveram aos poucos os livros que compõem o cânon do Novo Testamento. Sua formação levou apenas duas gerações: quase 100 anos. Em 100 d.C. todos os livros do Novo Testamento estavam escritos. O que demorou foi o reconhecimento canônico, isto motivado pelo cuidado e escrúpulo das igrejas de então, que exigiam provas concludentes da inspiração divina de cada um desses livros. Outra coisa que motivou a demora na canonização foi o surgimento de escritos heréticos e espúrios com pretensão de autoridade apostólica. Trata-se dos livros apócrifos do Novo Testamento.

Por que formar um cânon para o Novo Testamento?

Jesus foi o redentor de quem o Antigo Testamento deu testemunho. Suas palavras, segundo eles, não podiam ter menos autoridade do que a Lei e os Profetas. Convencidos disto, os cristãos as repetiam sempre e as colocaram na forma escrita que se tornou o núcleo do cânon.

O tempo estava passando. Enquanto a regra tradicional da “doutrina apostólica baseada nos ensinos de Cristo e na interpretação do seu trabalho” foi mantida, não houve necessidade de escrevê-la. Mas, com a morte dos apóstolos, um a um, a tradição oral tornou-se insuficiente. As dissensões nas igrejas também tornaram o apelo à palavra escrita tanto natural quanto necessário.

Nenhum livro podia ser declarado Escritura, se não contivesse as ênfases que o tornasse como tal. Prevalecia uma unanimidade surpreendente entre as igrejas quanto aos escritos que falavam convincentemente de Deus.

O cânon do Novo Testamento aumentou sob a orientação de um instinto espiritual, em lugar da imposição de uma autoridade externa. Os escritos aceitos eram de autoria daqueles honrados pela Igreja – Mateus, João, Paulo, Pedro – assim como de pessoas menos conhecidas, apoiadas por uma autoridade apostólica – Pedro por trás de Marcos, Paulo por trás de Lucas. Alguns livros levaram mais tempo para alcançar a canonicidade. O Cânon do Novo Testamento se fixou de forma quase universal no século IV d.C., com Atanásio de Alexandria (325 d.C.). No ano de 367 d.C. Atanásio enviou uma carta estabelecendo a lista dos livros sagrados que deviam ser lidos nas igrejas. Essa lista era exatamente a mesma que contém os atuais vinte e sete livros do Novo Testamento. Porém, o cânon neotestamentário só foi definitivamente reconhecido e fixado, quando uma lista idêntica a de Atanásio foi aprovada no concílio de Cartago em 397 d.C.

A Bíblia é fruto da mente de Deus

Concluímos que a Bíblia é como a construção de um grande prédio, em que há muitos operários empregados. Cada um sabe bem o seu ofício, porém todos dependem do plano do arquiteto. Ela é perfeita e harmoniosa. Embora tivesse havido tantos autores humanos, a unidade, simplicidade e singularidade da Bíblia indicam que houve uma só mente por trás de todas, a mente de Deus. Os autores humanos fornecem variedade de estilo e matéria. O autor divino garante unidade de revelação e ensino. Teólogos liberais, através da danosa Alta Crítica, fazem de tudo para colocar a Bíblia em descrédito. Chegam a sustentar que ela é uma espécie de história secular do esforço do homem por encontrar a Deus. Rejeitamos essa idéia com repugnância! A Bíblia é a Palavra viva de Deus que narra o esforço do Todo-Poderoso por revelar-se e salvar o homem perdido.

Marcos Tuler é pedagogo, bacharel em teologia, pós-graduado em docência superior, conferencista, articulista, professor e orientador pedagógico do Seminário Evangélico Boa Esperança no Rio de Janeiro. É chefe do setor de Educação Cristã da CPAD e autor dos livros Manual do Professor da Escola Dominical e Recursos Didáticos para a Escola Dominical. (escoladominical@cpad.com.br)

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Falsificando a Palavra de Deus

sábado, 5 de maio de 2012

 

Falsificando a Palavra de Deus

Geoffrey Thomas

A grande reivindicação do apóstolo Paulo foi nunca haver falsificado a Palavra de Deus. Infelizmente, porém, muitos o fazem hoje. Como?

Primeiramente, por meio de manipulação psicológica ou de “lavagem cerebral”. Você pode mudar as atitudes das pessoas para com o cristianismo, mediante o retirá-las de seu ambiente familiar, levá-las a menosprezar os seus laços familiares, por meio da utilização de horas contínuas de cânticos e de música ritmada, mediante o construir uma dependência dos líderes, ou por roubar-lhes o sono, ou estimular suas emoções, ou ameaçá-las com terríveis juízos, se elas abandonarem o seu grupo, ou por forçá-los a seguirem um regime de estudos, ou, ainda, por meio de devoções e de testemunho pessoal do evangelho nas ruas, semanalmente.

Este excessivo programa degrada e insulta as pessoas. Nenhum crente genuíno, que acredita na verdade bíblica e no ensino de que o homem e a mulher foram criados à imagem de Deus, desejaria seguir por muito tempo um tipo de programa desses.

Não Está à Venda

Em segundo lugar, por meio da utilização de técnicas de marketing. Vivemos em uma sociedade em que os anúncios dizem às pessoas que coisas admiradas e desejadas por elas estão sendo oferecidas aqui e agora mesmo. A igreja pode tomar para si essa idéia e começar a se tornar proeminente em oferecer às pessoas ajuda a respeito de como lidar com seus relacionamentos ou com a solidão, aconselhando-as sobre como se tornarem pessoas bem-sucedidas ou como se recuperarem de vícios ou depressões, etc.

Esta, porém, não é a mensagem cristã e jamais pode tornar-se a mensagem cristã. Deus, que é nosso Criador e Juiz, nos tem dado sua própria mensagem. A Bíblia não está à venda; portanto, ela não precisa de vendedores eficazes. A Bíblia não está à procura de patrocinadores. Não pode haver descontos, nem ofertas especiais por meio dos quais os pecadores podem obter alguma coisa ao preço que eles desejam.

O evangelho é sempre gratuito, mas nos foi trazido a um custo terrível pelo Senhor Jesus. O evangelho não precisa de qualquer intermediário. A Bíblia não está em competição com outras comodidades que são oferecidas aos consumidores no mercado de pechinchas da vida. O evangelho não está aqui para ser vendido a qualquer preço para o mais experimentado licitante.

O mundo tem dificuldade em elevar os homens para alcançarem o seu preço; nós temos dificuldade em fazer os homens rebaixarem-se para atingir o preço de Deus — “Nada em minha mão eu trago, tão-somente à cruz me apego”.

Transformado

Em terceiro lugar, por meio da incredulidade modernista. A Dra. Eta Linnemann era uma acadêmica em uma universidade da Alemanha. Ela estudou sob a instrução de Rudolf Bultmann e Ernst Fuchs; ela pertencia à mesma escola anti-sobrenatural de filosofia deles.

Ela ingressou numa carreira de autora e professora de teologia, na Alemanha Ocidental. Sua abordagem básica, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, dizia o seguinte: “Qualquer que seja o significado do texto bíblico, ele não pode ser verdadeiro. Por isso, constantemente encontramos dificuldades no texto das Escrituras e, em seguida, nós as solucionamos com ingenuidade”.

Falsificação é a essência do modernismo e quase destruiu a Dra. Eta Linnemann. Mas ela encontrou-se com alguns crentes vibrantes que conheciam pessoalmente a Jesus como seu Senhor e Salvador.

Ela escreveu: “Deus agarrou minha vida em seus laços salvadores e começou a transformá-la de maneira radical. Minhas inclinações destrutivas foram substituídas por uma fome pela Palavra dEle e pela comunhão com os verdadeiros cristãos...

“Repentinamente, ficou claro para mim que meu ensino era um caso de um cego guiando outro cego. Eu me arrependi da maneira errada como havia instruído os meus alunos. Um mês depois disso, sozinha em meu quarto, distante de qualquer influência de outros ao meu redor, deparei-me com uma decisão momentosa.

“Eu continuaria a controlar a Bíblia, utilizando meu intelecto, ou permitiria que meu raciocínio fosse transformado pelo Espírito Santo? João 3.16 trouxe luz a esta decisão, pois eu havia experimentado a verdade desse versículo. Minha vida agora considerava o que Deus havia feito por mim” (Historical Criticism of the Bible, pp. 18-19).

Surdos Para a Voz de Deus

A Dra. Eta Linnemann chamou de “veneno” o seu ensino anterior; ela destruiu seus escritos publicados e tornou-se uma missionária na Indonésia. Isso está exatamente de acordo com o que o apóstolo afirmou em 2 Coríntios 4.2: “Pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus”.

Os liberais pararam de buscar a sabedoria de Deus por meio das Escrituras e se tornaram surdos para a voz reformadora de Deus na igreja. Arruinados pelo racionalismo, eles se tornaram incapazes de receber a Bíblia como a Palavra de Deus para o homem, aceitando-a apenas como a palavra do homem a respeito de Deus.

Eles crêem que os seres humanos são fundamentalmente bons, que não existe ninguém perdido e que crer em Jesus não é necessário para a salvação, embora auxilie algumas pessoas.

As igrejas liberais não poderiam abandonar a terminologia bíblica e, ainda, pretenderem ser cristãs. Por isso, os termos bíblicos receberam significados diferentes.

Qual é a agenda?

O “pecado” tornou-se ignorância ou, ainda, a negligência de certas estruturas sociais. E “Jesus” tornou-se um modelo para um viver criativo — um exemplo ou um revolucionário. A “salvação” tornou-se libertação da opressão.

A “fé” se torna a conscientização da opressão e a vontade de fazer algo a respeito dessa opressão. O “evangelismo” significa trabalhar para vencer a injustiça entrincheirada.

O tema do Concílio Mundial de Igrejas, em 1964, foi: “O Mundo Tem de Estabelecer a Agenda”. Os liberais crêem que os interesses da Igreja devem ser os mesmos do mundo, embora isso envolva a exclusão do evangelho.

Fome, racismo, ecologia, envelhecimento, ou qualquer outro assunto que era crucial para o mundo, deveria ser a primeira preocupação para o povo cristão. Mas Deus não somente nos deu a sua Palavra para pregarmos; Ele nos deu também os métodos para realizarmos a sua obra: participação, persuasão e oração.

No entanto, renomadas igrejas têm lançado fora esses métodos, em troca de poder, política e dinheiro.

A Bíblia é Adequada?

Os evangélicos modernos não são conscientemente heréticos. A Bíblia é a Palavra de Deus? É claro que sim. Ela é a autoridade absoluta? Sim, com certeza. É inerrante? A maioria dos evangélicos afirmam a inerrância das Escrituras.

Muito deles, porém, não crêem que a Bíblia é adequada para satisfazer os desafios contemporâneos da Igreja ou que ela é suficiente para ganhar as pessoas para Cristo. Eles têm se voltado para sermões que visam às “necessidades sentidas” das pessoas, para o entretenimento ou para os “sinais e maravilhas”.

A Bíblia (eles dizem) é insuficiente para empreender o crescimento cristão; por isso, eles se voltam para grupos de terapia ou para o aconselhamento cristão. A Bíblia é insuficiente para tornar conhecida a vontade de Deus; por isso, eles buscam sinais externos e revelações.

A Bíblia é inadequada para mudar nossa sociedade; portanto, eles procuram estabelecer o grupo de lobby dos evangélicos no Congresso Nacional e trabalham para eleger deputados, senadores, presidentes e outros oficiais evangélicos. Eles procuram mudanças por meio do poder político e do dinheiro.

Que mensagem?

Assim como os liberais, alguns que se declaram evangélicos estão atribuindo um novo significado às palavras da Bíblia, lançando termos seculares e terapêuticos sobre a terminologia espiritual.

O pecado se torna um comportamento disfuncional; a salvação se transforma em auto-estima ou em integralidade; e Jesus, apenas um exemplo para um viver correto. Esta é a mensagem que se proclama domingo após domingo.

Deste modo, a Palavra de Deus está sendo falsificada novamente. Mas o cristianismo prospera não por oferecer às pessoas aquilo que elas já têm, e sim por oferecer o que elas estão necessitando desesperadamente — a Palavra de Deus e a salvação por intermédio do Senhor Jesus Cristo.

Editora Fiel - Artigo: Falsificando a Palavra de Deus

A SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS

terça-feira, 11 de outubro de 2011

 

 

A suficiência das Escrituras

A Reforma do século dezesseis foi um divisor de águas na vida da igreja e também na história da humanidade. A Reforma não foi uma inovação, mas uma restauração. Não foi a abertura de um novo caminho, mas uma volta às veredas antigas. Não foi a introdução de um novo evangelho, mas uma volta ao antigo evangelho. A Reforma foi uma volta à doutrina dos apóstolos, um retorno ao Cristianismo puro e simples. As verdades enfatizadas na Reforma podem ser sintetizadas em cinco “solas”: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solu Christu e Soli Deo Gloria. Vamos destacar agora o Sola Scriptura.
Todas as igrejas cristãs creem nas Escrituras e aproximam-se dela como Palavra de Deus. Porém, nem todas têm o mesmo conceito das Escrituras. A Bíblia não apenas contém a Palavra de Deus, a Bíblia é a Palavra de Deus. A Bíblia não é uma dentre as regras de fé e prática, mas nossa única regra de fé e prática. Destacaremos, aqui, três pontos importantes para a nossa reflexão.
Em primeiro lugar, as Escrituras são inerrantes. Jesus Cristo foi enfático em dizer que as Escrituras não podem falhar. Ele disse, também, que a Palavra de Deus é a verdade. Não há erros nas Escrituras. Não há contradição nos seus registros. Seus relatos não são mitológicos. A Palavra de Deus é fiel e verdadeira e digna de inteira aceitação. Nem uma das palavras de Deus pode cair por terra. Nenhuma de suas promessas pode fracassar. Pode passar o céu e a terra, mas a Palavra de Deus não vai passar. Ela permanece para sempre. Suas profecias se cumpriram, estão se cumprindo e cumprir-se-ão à risca. Deus conhece a história antes de ela acontecer. O próprio Deus que inspirou as Escrituras é quem dirige os destinos da história.
Em segundo lugar, as Escrituras são suficientes. Nada pode ser acrescentado às Escrituras. Ainda que um anjo venha do céu e pregue outro evangelho, além do que está registrado nas Escrituras, deve ser decisivamente rejeitado. Há dois desvios perigosos com respeito às Escrituras atualmente. O primeiro deles é o liberalismo teológico. Os teólogos liberais não creem na infalibilidade nem na suficiência das Escrituras. Aproximam-se dela não com fé, mas com suspeitas; não com humildade, mas com insolência; não com submissão, mas com rebeldia. Atribuem às Escrituras muitos erros. Afirmam que ela está cheia de falhas e que seus relatos históricos estão repletos de contradição. Afirmam que seus milagres não passam de mitos. Esses paladinos do engano e arautos da incredulidade retiram das Escrituras o que está nas Escrituras, atraindo sobre si mesmos a merecida punição de seu erro. O segundo desvio é o sincretismo religioso. Há muitos crentes que olham para as Escrituras como um livro mágico, usando-a apenas como uma espécie de amuleto religioso. Não a estudam com profundidade nem a aceitam como a única regra de fé e prática. Estão sempre buscando novas revelações e correndo atrás de novos sonhos e visões para nortear-lhes os passos. Se os liberais removem das Escrituras seu conteúdo, os adeptos do sincretismo acrescentam às Escrituras suas novas visões e revelações. Desta maneira, ambas as posições são um sinal de rebeldia contra Deus e uma evidência de insolente apostasia. Não precisamos de novas revelações. Tudo que precisamos saber para a nossa salvação, santificação e serviço está contido nas Escrituras. Devemos conhecê-la, obedecê-la e proclamá-la com fidelidade e senso de urgência.
Em terceiro lugar, as Escrituras são eficientes. As Escrituras não são apenas inerrantes e suficientes, elas são também eficientes. Elas realizam todo o propósito de Deus. Elas não voltam para Deus vazia. Elas são mais preciosas do que o ouro e mais doces do que mel. Elas são não apenas inspiradas, mas também úteis para toda a correção, repreensão e ensino. É por meio delas que Deus chama seus eleitos. É por meio delas que Deus santifica seu povo. É por meio delas que Deus consola seus filhos. É por meio delas que Deus fortalece a sua igreja e a equipada para cumprir sua missão.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

Copyright ©2011 Hernandes Dias Lopes. Todos os direitos reservados.

 

HERNANDES DIAS LOPES

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 13

sábado, 26 de março de 2011

 

 

Rev.Pre-adolescentes-mestre1-trim-2011 Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
A Bíblia e a Ciência

Lição 13 - No meio do fogo cruzado!

Caro professor da classe de pré-adolescente, a paz do Senhor!...

Texto Bíblico: 1 Coríntios 13.2,4-10

Informações complementares para a lição
Caro professor da classe de pré-adolescente, a paz do Senhor! Estamos aqui em mais uma oportunidade para trazer para você mais um auxílio didático para a lição desta semana que tem como título: “No meio do fogo cruzado!”

CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO
Como nesta lição a palavra da seção “Falando Sério” é humildade, colocamos um texto muito interessante acerca desse tema tão pertinente à lição, já que esta trata de atrair seus amigos, colegas e até familiares que ainda não conhecem a Cristo. Um dos atributos indispensáveis a todo crente é ser humilde de coração, de modo a testemunhar pela sua própria vida, através de sua conduta diária. Leia e comente com sua classe sobre alguns atributos divinos que precisam estar intrínsecos em todo crente. 

Herdeiros humildes
“Não é maravilhoso ficar junto de pessoas humildes e gentis que não têm nada para provar e não exaltam a si mesmo à custa dos outros? Elas exibem uma confiança tranqüila no Senhor, a quem adoram e pertencem. São filhas do Rei, príncipes e princesas do Reino eterno de Deus, e sabem que o Senhor as exaltará em seu próprio lugar no tempo certo.
Como Jesus, os humildes estão aqui para servir, não para serem servidos. Com seu modo silencioso, eles ministram a você poderosamente, porque sabem como ouvir bem, e estão dispostos a separar o tempo para fazer isto. As pessoas não presunçosas são uma alegre companhia, porque você pode ser você mesmo perto delas, pode abrir–se e compartilhar as suas esperanças, seus sonhos, seus medos e preocupações. Você não precisa ter medo de admitir as suas fraquezas e seus fracassos, porque elas possuem uma consciência saudável de si próprias. São receptivas e gentis, e estão sempre dispostas a demonstrar a misericórdia e o perdão de Deus.

As pessoas despretensiosas o tratam com educação, gentileza e respeito. Quando está com elas, você sente que foi elevado de alguma forma, em um sentido muito real e pessoal. De maneira sutil elas o exaltam, fortalecendo a sua fé em Deus — e no que Deus pode fazer em você e através de você. Tais pessoas fazem com que você se sinta renovado. Você se despede delas com um novo senso de vitalidade e esperança.

Agradeça a Deus por aqueles que são mansos e humildes! Glorifique-o porque algum dia seus filhos humildes herdarão a terra. Louve-o porque você passará a eternidade em comunhão com aqueles que são como Cristo — aquEle que nos ensinou todo o significado da verdadeira humildade.”


“(...) e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” (Mateus 23.12)
                                                        (
Graça diária. CPAD.2007)


SAIBA MAIS


AMOR
“Cristo manda que amemos os outros como Ele o fez. Este amor é a evidência de que somos verdadeiramente salvos. Deus é o Criador do amor; e Ele quer que os seus filhos amem-se uns aos outros.


Amar significa colocar os outros em primeiro lugar. O amor é ação — mostrando aos outros que nos importamos com eles, e não apenas dizendo. Para demonstrar amor, devemos estar dispostos a dar o nosso tempo e dinheiro para atender às necessidades dos outros.” 
(
Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal. p. 1459).

 

CPAD - Escola Dominical

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 12

sábado, 19 de março de 2011

 

Rev.Pre-adolescentes-mestre1-trim-2011 Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
A Bíblia e a Ciência

Lição 12 - A ciência e a sabedoria

Texto Bíblico: Isaías 44. 6-8; Daniel 2.20

CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

Sabemos que na sociedade pós-moderna em que vivemos, a ciência vem se expandido de forma intensa. O avanço tecnológico apareceu em vários campos do conhecimento, trazendo inovações de procedimentos, fórmulas, ou seja, novas informações e descobertas. A ciência, quando usada adequadamente para beneficiar a vida humana é, sem dúvida alguma, muito proveitosa e tida com bênção para todos. A descoberta da penicilina, a internet, a fibra ótica, as vacinas, dentre outras inovações são de grande valor para humanidade. Entretanto, não há descoberta alguma que possa se comparar com a sabedoria de Deus. As verdades divinas são inquestionáveis e a Bíblia afirma que um dos atributos de Deus que devem ser considerado é que Ele é sábio.

O cristianismo — religião ou doutrina que defende a fé em Jesus Cristo e a sua moral e promessa de redenção — não se opõe à ciência. Muito pelo contrário! A ciência se desenvolveu devido à capacidade de inteligência dada ao homem por Deus. Além disso, a religião incentivou e influenciou a revolução científica. 

O renomado escritor Charles Colson em seu livro “Respostas às dúvidas de seus adolescentes” ao responder uma pergunta: “Você tem certeza de que o cristianismo não é contra a ciência?”
Eu tenho certeza, mas muitos defensores contemporâneos da ciência querem, claramente, dar a impressão de que o cristianismo se opõe à ciência.

Muito em breve, ‘a religião deve ser considerada como uma prática anticientífica’, escreveu John Maddox, editor da Nature, o jornal científico de maior prestígio no mundo. A maioria dos primeiros cientistas — Copérnico, Newton, Lineu — eram cristãos. Na verdade, os historiadores nos dizem que o cristianismo realmente ajudou a inspirar a revolução científica.

Considere alguns exemplos. Nas culturas pagãs, o mundo parecia estar vivo com suas deusas dos rios, divindades astrais e seus deuses do sol. Porém Gênesis 1 se coloca como um forte contraste a tudo isto. A natureza não é divina; ela é obra das mãos de Deus. O sol e Lua não são deuses; são meramente luminares colocados no céu para servir aos propósitos de Deus. 
Uma outra pressuposição crucial para a ciência é que a natureza é ordenada. Esta pressuposição também foi um resultado de crenças cristãs.

 

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 11

sábado, 12 de março de 2011

 

Rev.Pre-adolescentes-mestre1-trim-2011 Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
A Bíblia e a Ciência

Lição 11 - O Fim do Mundo!

Os “Sinais dos tempos” são fatos profeticamente preditos...

Texto Bíblico: Lucas 21.11,25-27; Mateus 24.13; Jeremias 4.24,26


Os “Sinais dos tempos” são fatos profeticamente preditos que, quando acontecem, constituem prova de que outras profecias já aconteceram ou estão para acontecer. Nós temos vários exemplos desses sinais na Palavra de Deus (1 Sm 10.3-7; Is 7.14; Lc 2.12; Jo 2.18-23).

A palavra profética contém sinais que, quando confirmados, provam que a vinda de Jesus está próximo portas. Quando os discípulos perguntaram a Jesus que sinais se mostrariam da sua vinda e do fim do mundo (Mt 24.3), o Mestre lhes falou de certos sinais, dos quais podemos deduzir o seguinte:

Existem sinais reais, pelos quais é possível determinar que “o “Filho do Homem já está às portas” (Mc 13.29; Lc 31.21). Por meio dele podemos conhecer o “tempo” (Rm 13.11). Ver que vai se  aproximando aquele Dia (Hb 10.25) e que “já está próximo o fim de todas as coisas” (1Pe 4.7). Os que atenciosamente estão observando os sinais, podem saber “o que houve de noite” e conhecer que “vem a manhã, e, também a noite” ( Is 21.11,12).

Embora os sinais mostrem que “o dia está próximo”, jamais se poderá estabelecer com exatidão o retorno de Jesus, pois “daquele Dia e hora, ninguém  sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o filho, senão o Pai” (Mc 13.32; Mt 24.36). Quando Jesus pronunciou essas palavras, nem Ele sabia o dia do seu retorno ( Texto extraído: BERGSTÉN, Eurico. livro Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD).


Professor, oriente os seus alunos para permanecerem fiéis a Deus, pois não sabemos o Dia nem a hora que Jesus voltará para buscar a sua igreja.

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 10

domingo, 6 de março de 2011

 

Rev.Pre-adolescentes-mestre1-trim-2011 Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

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A Bíblia e a Ciência

Lição 10 - A destruição do meio ambiente

Desde o início, sabemos que Deus criou o mundo e tudo...

Texto Bíblico: Gênesis 2.4,5;2.15; Salmos 104.5-6,24;31-32

Desde o início, sabemos que Deus criou o mundo e tudo o que nele há. A natureza e todos os seres viventes também foram criados pelo Eterno. A beleza do meio ambiente era preservada. Porém, nos tempos pós-modernos observamos uma grande degradação do habitat natural, devido a falta de informação e da preocupação com os seres vivos (que precisam sair de seu ambiente e migrar para outros lugares diferentes de seu habitat.
Como temos visto atualmente, os meios de comunicação mostram notícias de vários desastres ambientais como terremotos, tsunamis, enchentes, maremotos, e outros.
O escritor Antonio Mesquita em seu livro “Fronteira final” faz uma advertência importante como:

“A primeira referência que trata da responsabilidade do homem com a natureza está em Gênesis. Ao homem foi dada a missão de lavrar (fazer uso), e de guardar (proteger), a Terra. A determinação divina indica a ação humana como mordomo e não como explorador negligente. Mordomo porque a terra e tudo o que nela há é do Senhor. Ninguém é (ou pode ser) dono eterno de nada, muito menos da Terra ou de qualquer porção dela.
Quando o Senhor voltar verá uma terra totalmente alterada, e nós teremos de dar conta do que fizemos por meio de orientação e ensino sobre o que Ele nos entregou.”

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 09

sábado, 26 de fevereiro de 2011

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A Bíblia e a Ciência

Lição 09 - A multiplicação da ciência

Nos tempos atuais observamos como tem sido grande o avanço...

A multiplicação da ciência
Caro professor da classe de pré-adolescente, a paz do Senhor! Nesta semana estudaremos a lição que tem como o título: “A multiplicação da ciência.”
Nos tempos atuais observamos como tem sido grande o avanço científico em diversas áreas: informática, biologia, medicina, entre outras. Em virtude disso, o volume das informações também cresceu de forma considerável, encurtando o tempo das pesquisas e obviamente das descobertas em vários campos da ciência. O Livro
“O mundo de Rebeca” do escritor César Moisés ratifica acerca desse extremo crescimento científico, ressaltando que a evolução informacional é muito maior que a evolução biológica, citando algumas palavras de Stephen Hawking:
“(...) acerca do evolucionismo ele diz que ‘os sistemas mais complexos que temos são nossos próprios corpos. A vida parece ter originado nos oceanos primordiais que cobriam a Terra há bilhões de anos. Como isso aconteceu, não sabemos. Pode ser que colisões aleatórias entre átomos formaram macromoléculas capazes de se reproduzir e de se unir em estruturas mais complexas (...) A atual taxa de atualização do DNA humano pela evolução biológica é de cerca de uma unidade por ano. Mas 200 mil novos livros são publicados por ano, uma taxa de novas informações de mais de um milhão de unidades por segundo. Claro que grande parte dessas informações é lixo, mas, mesmo que apenas uma unidade em um milhão seja útil, isso ainda é cem mil vezes mais rápido do que a evolução tecnológica.”  

CRESCENDO NO CONHECIMENTO
A ciência como Apologética
“Nós ouvimos, por todos os lados, que a ciência desaprovou o cristianismo, mas hoje em dia a evidência histórica nos dá uma resposta clara: ao contrário, foi o cristianismo que possibilitou a ciência. Ao invés de nos sentirmos intimidados por ataques feitos em nome da ciência, podemos mostrar que a própria existência do método científico, e tudo o que ele alcançou, é um grande argumento de defesa da verdade do cristianismo. Historicamente, muitos cristãos fizeram exatamente isso. Isaac Newton, com frequência, considerado o maior dos primeiros cientistas, era um cristão devoto, cuja procura pela ciência era fortemente motivada pelo seu desejo de defender a fé. Ele acreditava de modo convicto que o estudo científico do mundo precisaria levar diretamente ao Deus que criou aquele mundo.”

PRÉ-ADOLESCENTES-LIÇÃO 08

domingo, 20 de fevereiro de 2011

 

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A Bíblia e a Ciência

Lição 08 - Quem é esse aí?

A lição desta semana aborda um tema bastante
relevante e...

Texto Bíblico: Salmos 139.1,2,7,13-16,23,24


A lição desta semana aborda um tema bastante relevante e também muito polêmico e atual: a clonagem humana. A clonagem consiste no processo de reprodução de um ser ou de seres, por meio de técnicas desenvolvidas em laboratório. É um ser gerado de forma assexuada, ou seja, não envolve o relacionamento sexual entre macho e fêmea.
Muitas pesquisas estão sendo feitas e experiências já foram realizadas com diversos animais. Já existem pessoas que desejam encomendar a clonagem de entes queridos que já morreram, a partir de um fio de cabelo, deixado como lembrança. Pessoas que possuem animais de estimação querem que os mesmos sejam clonados e se tornem “cópias idênticas”, para substituírem aqueles que morrerem por velhice, doença ou acidente. 
Muito se tem discutido acerca dos resultados desses cruzamentos celulares, porém muitos cristãos têm colocados suas opiniões segundo o que nos mostra a Palavra de Deus. Vejamos o que o Pastor Elinaldo Renovato expõe em seu livro “Ética Cristã”

“Os cristãos vão mais além, e em suas indagações, perguntam se Deus aprova tais experiências, se elas são eticamente corretas, à luz da sua Palavra. (...) Não pretendemos
ter a última palavra sobre o tema, pois trata-se de um assunto ainda em análise, envolvendo inúmeros aspectos de ordem moral, ética, psicológica e, sobretudo, espiritual. Devemos nos debruçar não só sobre as informações técnicas, mas, principalmente sobre os princípios sagrados emanados da Palavra de Deus, que é a nossa única e maior ‘regra de fé e prática.’ Muitas pessoas não sabem o que vem a ser a clonagem de seres vivos, e muito menos, de seres humanos.”

Certamente e clonagem humana é viável, mas contraria a vontade de Deus, além de possuir um custo moral elevado e muito arriscado, sob os pontos de vista ético e espiritual. Os milhares de embriões que serão sacrificados, será algo que, sem dúvida, não terá a aprovação de Deus. Que o Senhor, o Criador de todas as coisas, que fez o homem à sua imagem e semelhança, confira o senso de responsabilidade àqueles que por Ele foram dotados de inteligência e conhecimentos que poderão ser muito mais úteis à humanidade, se voltados para experiências que não contrariem seu projeto para o habitante da terra.

PRE-ADOLESCENTES-LIÇÃO 07

sábado, 12 de fevereiro de 2011

 

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A Bíblia e a Ciência

Lição 07 - Doença? Tô fora!

Nesta semana estudaremos a lição que trata de um tema...

Texto Bíblico: Mateus 8.2-4; 15.30-31


Prezado professor da classe de pré-adolescente.

Nesta semana estudaremos a lição que trata de um tema bastante pertinente e atual: a cura sobre as doenças. Como devemos proceder para buscar a cura das doenças que procuram assolar o nosso corpo. Inicialmente faremos um panorama de alguns milagres de cura citados no Antigo Testamento e Novo Testamento:
Pode–se observar que na Bíblia há várias pessoas que possuíam tipos diferentes de doenças. E muitos milagres de cura divina aconteceram. No Antigo Testamento Deus usou inúmeros profetas para ministrar cura sobre muitas vidas. A cura de Naamã foi proferida pelo profeta Eliseu que lhe enviou um mensageiro dando-lhe instruções acerca do que deveria fazer: lavar-se sete vezes no rio Jordão (2 Rs 5. 1-10) e o caso da mão do rei Jeroboão (1 Rs 13. 6). No Novo Testamento vemos diversas curas ministradas por Jesus ao longo dos Evangelhos e demais livros. Dois exemplos bem claros são: a cura da Sogra de Pedro (Lc 4.38-41) e a cura de uma mulher paralítica (Lc 13.10-17). 

O escritor Rui Raiol em seu livro “Cura divina: promessa atual de Deus” ressalta a importância como sinal de sua atuação plena no mundo. Por isso, “além do benefício pessoal, a cura divina tem um caráter mais abrangente. Ela foi o elemento autenticador da mensagem de Cristo. Quando os judeus não davam crédito às suas palavras, Ele reivindicava as obras que realizava, como obra irrefutável de sua divindade: ‘Se não faço as obras de meu Pai, não me crediteis. Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras, para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim, e eu, nele”  (Jo 10.37,38).

Ao questionamento de João Batista no cárcere acerca do Messias, Cristo deu uma resposta notadamente prática, pois ‘na mesma hora, curou muitas enfermidades, e males, e espíritos maus; e deu vista a muitos cegos’ (Lc 7.21), e em seguida, ordenou que tais feitos fossem relatados ao profeta.
Inegavelmente, a cura divina foi um dos elementos mais importantes na formação da Igreja. Aqueles que foram confortados com a promessa de permanente companhia de Cristo podiam agora, com intrepidez, anunciá-lo ao mundo. Jesus continuava tão presente como há alguns meses atrás.

Podemos concluir que muitos personagens bíblicos foram curados em várias épocas e de diferentes maneiras. Mas é necessário que também consultemos profissionais capacitados para que seja feito um tratamento adequado para cada tipo de doença. Por isso, também é importante consultar um médico para que seja avaliado o caso e o diagnóstico definido. Cremos que o nosso Deus pode curar todas as enfermidades através da oração. Porém, devemos ser prudentes e agir com bom senso e sabedoria, contando com a ajuda dos médicos para auxiliar de forma apropriada o tratamento das doenças.

PRE-ADOLESCENTES-LIÇÃO 6

sábado, 5 de fevereiro de 2011

 

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A Bíblia e a Ciência

Lição 06 - A benção dos alimentos!

Prezado professor da classe de pré-adolescente. Nesta semana...

Texto Bíblico: Gênesis 1.29-30; 9.3; Ezequiel 34.31; Salmos 104.13-14
Prezado professor da classe de pré-adolescente. Nesta semana estudaremos a lição 6 que trata da provisão  dos alimentos para todos os seres vivos.
O Salmo 104 trata da glória de Deus manifestada na criação e na conservação de tudo o que criou. O Senhor em sua plena sabedoria, ao formar os seres vivos, estabeleceu a proteção e preservação das espécies e provisão de seu sustento. Por isso, Ele criou também os alimentos para a manutenção e bem-estar do nosso corpo. Isso mostra o cuidado divino concernente as suas obras.
A terra ao ser criada, torna-se fértil e frutífera. Vejamos o que o Comentário
Bíblico Beacon explica a respeito dos alimentos providenciados por Deus:
“Os versículos 6-9 referem–se mais naturalmente à obra criada da primeira parte do terceiro dia (Gn 1.9-10). As águas são vistas como que cobrindo até os montes, mas em obediência à voz do Criador elas foram reunidas em oceanos, e apareceram as terras secas. (...) Embora os limites das águas tenham sido removidos durante o dilúvio, elas estão permanentemente delimitadas de acordo com o propósito de Deus. A terra torna-se frutífera pelo seu rebentar (10-12) e a chuva é descrita como que vindo das câmaras (13) de Deus. A terra traz fruto abundante, vinho para alegrar o coração, azeite para ungir o rosto (a pele) e pão para fortalecer o corpo (14-15). A natureza provê um hábitat para as crianças que Deus formou” (16-18).
Precisamos cuidar bem do nosso corpo, pois ele é Templo do Espírito Santo. Por isso, devemos ter uma alimentação balanceada, composta de frutas, legumes, cereais e verduras. É também muito importante ingerir alimentos ricos em proteínas necessários para a reconstrução e fortalecimento das células. Devemos evitar alimentos gordurosos e com excesso de açúcares. Beber bastante líquidos como água e sucos é ótimo para manter o organismo bem hidratado. Além disso, não podemos ficar muitas horas sem comer, para que nosso metabolismo não sinta falta demasiada de nutrientes, pois quando isso acontece somos tentados a comer com mais ansiedade e de forma desequilibrada provocando a insaciável da apetite e, assim, ingerindo maior quantidade de alimentos.

PRE-ADOLESCENTES-LIÇÃO 05

domingo, 30 de janeiro de 2011

 

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A Bíblia e a Ciência

Lição 05 - Adão - a imagem de Deus

“Deus criou tudo o que existe: o céu, a terra,...

Texto Bíblico: Gênesis 1.26,27;2.18; Romanos 8.29


Caro professor da classe de pré-adolescente, a paz do Senhor! Nesta semana estudaremos a lição que tem como o título: “Adão — a imagem de Deus.

“Deus criou tudo o que existe: o céu, a terra, as plantas e os animais foram todos feitos por Ele. Quando Deus terminou de criar a terra, Ele decidiu fazer o homem à sua imagem e semelhança. No versículo 26, a frase “Façamos o homem à nossa imagem” não significa que Deus nos tenha criado exatamente como Ele, especialmente no aspecto físico. Na verdade, somos o reflexo da sua glória. Nunca seremos iguais a Deus, porque Ele é nosso supremo Criador. O máximo que podemos esperar é sermos capazes de refletir o seus caráter com amor, paciência, misericórdia, bondade e fé.  
Caro mestre, nesta oportunidade estamos trazendo uma palavra de encorajamento para você continuar firme neste ministério que o Senhor lhe confiou extraída do livro “Graça diária para professores”:

“Sem dúvida, você se alegra sabendo que Deus tem um plano para a sua vida. Que consolo, basear o objetivo e o significado da sua vida nos cuidados, nas provisões e na bondade do Criador do universo! Por que você ensina? Muito provavelmente, não é pelo dinheiro que ganha. No entanto, os benefícios estão em progresso, como trabalhar com jovens que procuram a sua identidade, os desafios que cada dia traz para melhorar a sua capacidade de ensinar, e a recompensa de ver os seus alunos sendo bem-sucedidos na vida. Isso não tem preço.

A beleza profunda e impenetrável do plano de Deus é que Ele abrange tudo. Cada vida que você influencia ou é influenciado faz parte do desígnio em grande escala que Deus tem para a sua criação favorita — as pessoas — e o seu grande projeto é trazer todos a um relacionamento íntimo com o seu Pai afetuoso” (pág. 163).

PRE-ADOLESCENTES-LIÇÃO 04

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A Bíblia e a Ciência

Lição 04 - O homem, máquina perfeita

O nosso Pai é um Deus criador e criativo.
No sexto dia da...

Texto Bíblico: Gênesis 1.26; 2.7,21,22; Salmos 103.14-15


Caro professor da classe de pré-adolescente, a paz do Senhor! Nesta semana estudaremos a lição  que tem como o título: “O homem, máquina perfeita.”


O nosso Pai é um Deus criador e criativo. No sexto dia da Criação ele fez os animais e criou o homem e a mulher (para cuidar da terra e andar com Deus). Quando o Eterno fez o ser humano, assegurou que ambos (homem e mulher) seriam conforme a imagem e semelhança do Criador. É óbvio que Deus não nos criou exatamente como Ele, porque Deus não possui corpo físico. Em vez disso, somos reflexos da sua glória. Fomos criados para refletir o seu caráter, amor, bondade, perdão e fidelidade. Além disso, o homem foi criado com um propósito bem definido: governar a terra, já que é dotado de grande inteligência.

Vejamos o que o Comentário Beacon fala a respeito do homem: 1)“ Um ser espiritual apto para a imortalidade; 2) Um ser moral que tem a semelhança de Deus; 3) Um ser intelectual com a capacidade da razão e de governo (G. B. Williamson).

Uma das marcas da imagem de Deus foi Ele ter dado ao homem o status e o poder de governante. O direito do homem dominar ressalta o fato de que Deus o equipou para agir como governante. A aptidão para governar implica em capacidade intelectual adequada para argumentar, organizar, planejar e avaliar. A aptidão para governar implica em capacidade emocional adequada para desejar o mais alto bem-estar dos súditos, apreciar e honrar o que é bom, verdadeiro e bonito, repugnar e repudiar o que é cruel, falso e feio, ter profunda preocupação pelo bem-estar de toda a natureza e amar a Deus que o criou. A aptidão para governar implica em capacidade volitiva adequada para escolher fazer a toda a hora o que é certo, obedecer ao mandamento de Deus indiscutivelmente e sem demora, entregar alegremente todos os poderes a Deus em adoração jovial e participar em uma comunhão saudável com a natureza e Deus.

Deus criou o homem para ser uma pessoa que tivesse autoconsciência, autodeterminação e santidade interior (Ec 7.29; Ef 4.24; Cl 3.10). A imagem foi distribuída sem distinção de macho e fêmea, tornando-se iguais diante Deus. 

PRE-ADOLESCENTES-LIÇÃO 03

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A Bíblia e a Ciência

Lição 03 - A terra criada por Deus

Mesmo que os cientistas apresentem teorias que...

Texto Bíblico: Gênesis 1.9-11,20,24;2.1,4

Mesmo que os cientistas apresentem teorias que tentem explicar a origem de toda as coisas, diferindo do relato bíblico do Gênesis, ainda, assim, não precisamos sofrer abalo na nossa fé, com respeito à autoridade divina criação.
O profeta Isaías lança uma pergunta muito séria: “A quem pois fareis semelhante a Deus?”
Os povos antigos representavam muitas distorções de natureza religiosa. Como os homens de hoje, eram incapazes de adorar ao Deus Criador pela fé. Precisavam de representações concretas, tangíveis para praticarem a sua devoção. Porém quem tem o privilégio de conhecer a Deus, através das Sagradas Escrituras, sabe que Ele é maravilhosamente grande e não há meios de compará-lo com quem quer que seja.
Deus é o Criador de todo o Universo. Ele da atenção especial aos seres que criou conforme à sua semelhança. Ele está vivo, controlando todas as coisas e atento às nossas necessidades. Então louve e adore ao Senhor por tudo que Ele é e faz por nós (Telma Bueno – Revista de Maternal – Mestre 1).

PRE-ADOLESCENTES-LIÇÃO 02

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A Bíblia e a Ciência

Lição 02 - O universo criado por Deus

Quando paramos para pensar no Deus Todo-Poderoso, a quem amamos e...

Texto Bíblico: Gênesis 1.1,3-4,14-18; Salmos 19.1-2


Quando paramos para pensar no Deus Todo-Poderoso, a quem amamos e servimos, em Jesus Cristo, nosso terno Salvador, sentimos que o Espírito Santo transborda o nosso coração de alegria, prazer e agradecimento pelo fato de sermos chamados filhos herdeiros de Deus (Rm 8.17). Este é um privilégio muito grande, pois o Deus a quem servimos é maravilhoso em suas obras; magnífico, excelente.

O apóstolo Paulo enfatiza a grandeza de Deus quando exclama: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus!”(Rm 11.33). E continua interrogando quem ensinou ao Senhor a fazer isso ou aquilo? Ele assim se expressou não com o propósito de encontrar outro que se iguale a Deus, porque isso é impossível, mas justamente, para engrandecer ao Senhor e mostrar que não há outro igual a Ele.

A criação, os sinais e milagres operados por Deus são evidências claras do seu poder. Todo o Universo, os astros e a natureza manifestam a sua glória.

O Deus que tudo criou prometeu estar conosco todos os dias, por isso, não precisamos temer. Confie,  pois Ele é fiel.( Texto extraído da Revista do Maternal – Mestre1/2, Rio de Janeiro: CPAD).

PRE-ADOLESCENTES-LIÇÃO 01

 

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A Bíblia e a Ciência

Lição 01 - A Bíblia descobre a Ciência

Você já percebeu como a comunidade científica, a cada...

Texto Bíblico: 2 Timóteo 3.12-17


Você já percebeu como a comunidade científica, a cada dia, faz descobertas extraordinárias? Essas descobertas estão presentes em muitas áreas, principalmente na medicina. Todo esse avanço, contudo, não deve ser motivo para nos afastarmos de Deus. A ciência muitas vezes reconhece as verdades da mensagem bíblica.

A palavra de Deus é superior a qualquer empreendimento científico (Sl 138.2). Segundo, nenhuma descoberta cientifica é capaz de lançar por terra as verdades sagradas (Jr 9.23,24).
Muitos estudiosos têm dificuldade em aceitar o evangelho de Cristo, porque seus entendimentos estão cegado pelo Diabo (2 Co 4.4).

Devemos guardar a ciência na mente, porque a mente está relacionada ao nosso intelecto, uma das faculdades de nossa alma. A Palavra de Deus deve ser guardada em nosso coração, à parte mais profunda do nosso ser: o espírito, o homem interior (2 Co 4.16).

A Bíblia é um livro especial, não se trata de uma obra comum. Ela nos foi deixada por Deus para atingir à parte mais profunda do nosso ser. Por isso mantê-la apenas na mente é um desperdício (Hb 4.2; Rm 10.17; Sl 119.130) (Texto adaptado da Revista de Juvenis, nº1. Rio de Janeiro: CPAD).

Marketing para a Escola Dominical

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

 

A SUPREMACIA DA PALAVRA NA VIDA DA IGREJA EM MEIO À SOCIEDADE PÓS-MODERNA

Páginas do Codex Sinaiticus, escritas em grego (Foto: Reprodução)

Pr. César Moisés

INTRODUÇÃO

Em um mundo que rejeita todo e qualquer princípio universal, verdade objetiva ou obediência hierárquica, só há um caminho: solidificar ainda mais nossa cultura. A única coisa capaz de sustentar nossa estrutura são as bases sobre as quais estamos fundamentados. Por isso, em termos de discussão autoritativa, estabelecer verdades, revisitar conceitos e resgatar a relevância doutrinária, são atitudes básicas, primárias e inadiáveis da igreja no mundo pós-moderno. O próprio ato de falar sobre este assunto já é um desafio, pois não se concebe — em tempos multiculturais como este —, qualquer possibilidade de haver, “verdades universais” (conceitos que são tão comuns e abrangentes que não há como conceber a idéia de que existem pessoas que pensem o contrário).

Se você se sente perplexo por isso, devo lhe dizer: “Bem-vindo à sociedade pós-moderna”.

Neste contexto, o dever mais básico que temos de cumprir é resgatar a supremacia da Palavra de Deus. Isso não significa que os crentes devem comprar mais versões da Bíblia, ou mesmo ouvir mais mensagens durante a semana (ainda que seja indispensável). Não se trata disso, pois em qualquer lugar que se vá existe alguém falando de Deus. O que se requer é que aja uma atitude diferente em nosso relacionamento com a Palavra: nossa motivação, nossa volição, nossa cognição, enfim, todo o nosso ser precisa da influência do modus vivendi prescrito nas Escrituras Sagradas.

E é justamente aqui que se encontra o desafio. Restabelecer a supremacia da Palavra na vida da igreja. É possível que diante deste questionamento, alguém talvez pense: “Mas a Bíblia tem a primazia em nossa vida”. Será? Qual tem sido o tempo reservado para a exposição da Palavra em nossos cultos? Com qual freqüência nos contentamos com uma mensagem bíblica sem buscar algo que seja meramente motivacional, ou de natureza “auto-ajudadora”? Tal busca evidencia que a Bíblia, para muitos cristãos, perdeu a suficiência. Aliás, como disse John McArthur, “talvez a doutrina que mais esteja sob ataque na igreja de nossa geração seja a suficiência das Escrituras”.1 O professor da Grace Community Church, arremata sua asseveração dizendo que “mesmo pessoas que proclamam a autoridade, a inspiração e a infalibilidade das Escrituras, às vezes se negam a afirmar sua suficiência. O resultado é virtualmente o mesmo que negar a autoridade bíblica, porque afasta as pessoas da Bíblia, na busca de outra ‘verdade’”.2

E esta “outra verdade”, decididamente não é a verdade a qual Clemente se referiu, dizendo que “toda verdade é a verdade de Deus”, independentemente de quem tenha partido. É a “verdade” criada a partir do ethos ou da visão particular de cada um. Infelizmente muitos, como escrevi há oito anos na extinta revista Pentecostes, “estão substituindo a Bíblia por caixinhas de promessas, disk-profecias, consultas pessoais, telefônicas ou via Internet aos gurus neopentecostais. Isso tudo é uma clarividência do quanto perdemos nossa verdadeira identidade”.3

I – Fundamentos Transtornados

Quero iniciar este primeiro ponto falando sobre a idéia de “básico”. Muita gente acredita que básico é algo simples, quase sem valor, e do qual se pode prescindir. Nada mais equivocado. Analise apenas um exemplo. Existem milhares de modelos de automóveis, desde os mais populares até os mais luxuosos. Mas, qual a função básica de um veículo automotor? Locomoção, obviamente. Imagine se você adquirisse um carro hidramático que possui direção hidráulica, ar condicionado, sistema de GPS, e vários outros recursos que a tecnologia proporciona, mas que não lhe transportasse, ou seja, não lhe proporcionasse o básico. Você se contentaria apenas com estes recursos? É óbvio que a resposta é um sonoro “não”. Então, está muito claro, retire o aspecto básico de algo e logo você descobrirá que as coisas perdem a razão de ser. Pois básico é tudo aquilo que é fundamental, que faz parte da base.

Com este entendimento, fica claro o porquê de o salmista chamar atenção para o fato de que na “verdade, [...] os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” (Sl 11.3). Mesmo sabendo dos aspectos conjunturais do texto bíblico citado, ele traz à baila uma questão crucial para o nosso tempo pós-moderno: o perigo evidente que existe no fato de se abrir mão daquilo que é básico, elementar e fundamental entre nós. Por exemplo, todo cristão sabe que o postulado mais básico e elementar do evangelicalismo é que a Bíblia é a Palavra de Deus. O que acontece se esse fundamento for transtornado, estremecido, retirado ou desprezado? A resposta é óbvia. Mas, infelizmente, não é a crítica textual ou a teologia liberal que estão ameaçando este fundamento básico da fé cristã. Ele está sendo vilipendiado justamente pelos que dizem acreditar nele! Vejamos apenas três amostras desta ameaça:

1) O desprezo à autoridade da Bíblia

Sob a desculpa de sermos pentecostais e, por conseguinte “superespirituais”, muita gente não considera uma mensagem bem elaborada como sendo da parte de Deus. É preciso haver profecias — não como mensagens coletivas para toda a Igreja —, tem que ser individual, de forma que satisfaça os caprichos, anseios e expectativas egoístas de muitos cristãos.

2) A adulteração da Bíblia ao transformá-la em um livro de auto-ajuda

O descrédito em relação ao texto sagrado é tão grande, que agora a Bíblia foi transformada — na boca de alguns — em um livro motivacional, de auto-ajuda. Para que a Bíblia seja utilizada desta forma, ela é submetida ao pior tipo de expediente manipulativo que se possa imaginar — a chamada eisegese. O processo é mais ou menos como um engessamento, pois o pretenso orador se aproxima do texto, com os seus pressupostos, e empresta uma conotação não pretendida pelo hagiógrafo para que a mensagem venha coadunar com suas invencionices.

3) A proibição de a igreja exercer o sacerdócio universal dos crentes

O resgate deste postulado imprescindível da Reforma Protestante vem, de um tempo a esta parte, sendo solapado por aqueles que mais deveriam amar, cuidar e defender a integridade da mensagem bíblica. O terrorismo psicológico se instaura a partir do púlpito com as ameaças de “pregadores” que vociferam: “Se você duvidar do que estou dizendo, Deus pesará a mão sobre sua vida e sua família”. Esta é uma característica paradoxal desse tempo presente, pois o que motivou um elogio do historiador e médico Lucas em relação aos crentes bereanos (At 17.11) agora, estranhamente, provoca aversão naqueles que se dizem porta-vozes por Deus.

Para manter a integridade bíblica, nunca se deve perder de vista o fato de que as “narrativas bíblicas nunca são somente um fim em si mesmas. Sempre contêm lições teológicas ou éticas importantes”4 (veja como a narrativa de José é abruptamente interrompida para dar lugar à descrição do pecado de Judá, Gn 38). Isso não é difícil de ser concluído até mesmo para o leitor iniciante, que logo aprende que a “Bíblia não é apenas uma fonte para a doutrina ou teologia na cosmovisão cristã [como se ela só se preocupasse com a espiritualidade e com a relação do homem com Deus]; também é a fonte para um sistema ético consistente e benevolente”5. O autor deixa bem claro que os preceitos bíblicos servem — também — até mesmo para que a humanidade possa viver em sociedade, com valores igualitários e humanizantes.

O que deve ficar claro já de início nesta reflexão, é que a Bíblia é um livro que exerce influência em toda a maneira de o ser humano viver, seja na esfera ou dimensão espiritual, seja no aspecto existencial. O conteúdo bíblico não tem a finalidade de transformar os homens em anjos ou semi-deuses, antes, seu propósito é que este seja adequado ao modelo de homem perfeito: Jesus Cristo de Nazaré (Ef 4.12,13). Para isso, a mensagem não pode ser mutilada, pois, ao ser interpretada de maneira incorreta, ela perde o seu efeito (At 8.26-40).

II – Mudança de Referenciais

Com o transtorno ou desordem dos fundamentos, outro efeito já pode ser percebido em nosso meio: a perda de referenciais. Este é mais um dos subprodutos da pluralidade pós-moderna. Na realidade, existe um “sincretismo ideológico” no meio evangélico. Em outras palavras, está acontecendo exatamente aquilo que Brian Morley denuncia ao afirmar que os “novos crentes que vêm à igreja trazem consigo sua própria forma de pensar, influenciados pela cultura na qual cresceram; têm sua particular cosmovisão”. Mas isso não é tudo, o pior, é que, ele completa, “os cristãos que já estavam anteriormente na igreja, e que não compreendem as diferentes formas de pensamento do mundo (cosmovisões), não percebem quando estão adotando conceitos não-cristãos”.6

Esse fato é muito grave, pois as pessoas acabam achando que estão mais “críticas”, mais polidas e não percebem que, na verdade, elas apenas substituíram uma visão de mundo por outra, pois estão condicionadas pela visão decorrente do meio onde se encontram inseridas, mas não percebem!

1) Correta interpretação substituída pelo feeling hermenêutico

Silas Daniel afirma que é “cada vez mais comum cristãos atentarem menos para o que a Bíblia diz sobre determinada situação ou assunto, preferindo dar mais valor à sua intuição, à sua emoção e ao seu feeling, enfim, ao seu coração como definidor de certo e errado, e dar a isso o nome de ‘espírito cristão’ ou ‘amor cristão’”. O autor conclui que o resultado deste exercício é que “está se tornando igualmente comum a leitura da Bíblia a partir de interpretações condicionadas”, e o mais preocupante é que “as pessoas estão deixando cada vez menos a Bíblia falar por si mesma e cada vez mais fazendo com que a Bíblia diga o que elas querem que ela diga”.7

Ao que me refiro utilizando a expressão eufêmica “feeling hermenêutico” é exatamente a mania de pregadores e crentes submeterem a Bíblia aos seus sentimentos, ao “eu sinto que esta passagem significa...” Quantas aberrações são propaladas em nome de uma pseudo-espiritualidade? Lutero, com invulgar argúcia dizia que “devemos ler a Bíblia contra nós”, isso significa que, em quase todos os momentos, o Livro Sagrado irá nos confrontar e não o contrário.

2) Descréditos institucional e ministerial

Outro perigo enfrentado na pós-modernidade é a aversão às instituições e ao ministério. Se por um lado é fato que há escândalos, por outro, existe a verdade de que os homens que realmente possuem um caráter exemplar e vida ministerial digna de inspirar as gerações mais novas, na maioria das vezes, são desprezados e vistos como retrógados, reacionários, ultrapassados e que não gostam de “poder”.

Lamentavelmente os pastores — principalmente locais —, não estão mais tendo valor para muitos crentes. A palavra que vale é a do tele-evangelista, do pregador famoso que está no auge naquele momento, do cantor que ministra a palavra profética e por aí vai. Existe muita gente frustrada com Deus, pois, alguém, supostamente usado por Ele, lhe transmitiu uma palavra (a qual até hoje não se cumpriu), e isto faz com que as pessoas percam o respeito pelas coisas de Deus.

III – Estabelecendo a Base Comum

A Babel indecifrável em que estamos vivendo requer de cada um algumas escolhas decisivas. É preciso decidir qual direção tomar diante do pluralismo pós-moderno. Infelizmente já se cristalizou um paradigma entre os cristãos: a polarização. Assim, parece-nos que as reações se resumem a “rejeição total” ou “adesão ingênua”. O problema é que não existe apenas polarização neste sentido (do “lado de fora”, por assim dizer), encontramos dualismos do “lado de dentro” que provocam verdadeiros desarranjos na comunidade de fé. É possível dizer que temos, por falta de uma sólida compreensão bíblica, três grandes áreas de discussão tendo, em cada uma delas, ao menos dois blocos competindo no “cabo-de-guerra da fé”:

1) Usos e costumes: legalistas X irreverentes;

2) Espiritualidade: triunfalistas X céticos;

3) Teologia: anti-intelectuais X pseudo-intelectuais.

Nem é preciso dizer que nenhum dos grupos tem razão ou sensatez. Ambos estão errados. É preciso buscar o caminho da superação, em que exista uma “terceira via”. Antônio Tadeu Ayres afirma em seu livro Reflexos da Globalização sobre a Igreja, que diante desse perigo só existe uma saída, que é “ter um parâmetro que sirva como guia e referencial confiável. Tal parâmetro só pode ser representado pela Palavra de Deus, a cujo crivo a igreja deve estar permanentemente submetida”. Assim, a conclusão de Ayres é que a própria “submissão à Palavra nos ensina que os extremos devem ser evitados. Nem o fanatismo legalista nem o liberalismo inconseqüente constituem posturas adequadas para a [...] atuação [da igreja] frente ao mundo”.8

Todos esses problemas são fortes indicadores e apontam para uma única direção: a de que é preciso estabelecer uma base comum. Falta-nos a postura dos bereanos (At 17.11). A Palavra de Deus oferece algumas ações muito concretas:

1) Não se “conformar” ou tomar a forma deste mundo (Rm 12.2a);

2) Fazer manutenção constante do nosso sistema de pensamento (Rm 12.2b);

3) Ser guardião da integridade do nosso sistema bíblico-doutrinário (Jd 3);

4) Submeter nosso intelecto ao crivo escriturístico (2 Co 10.5).

Qual foi o papel do Decálogo para o povo de Israel (Êx 20.3-17)? Não era exatamente fornecer uma “base comum”, um paradigma, uma superestrutura, a fim de que o que fosse certo para um seria para todos, bem como o contrário? O Décalogo foi resignificado pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 22.36-40), que preservou a ética básica do Reino de Deus no célebre Sermão da Montanha (Mt 5—7).

IV – Ortodoxia, Ortopraxia e Ortopatia: Buscando uma compatibilização/integração

Ortodoxia, para alguns, é simplesmente conhecer a Bíblia e defender os seus postulados. Até aí, tudo bem. Entretanto, não se observa — na mesma proporção e cuidado — a “encarnação” das verdades e princípios bíblicos, e isso é muito sério. O descrédito de muitos em relação à Bíblia deve-se, em grande parte, pela falta de vivência, por parte dos ortodoxos, dos princípios práticos e sociais das Escrituras Sagradas, ou seja, falta ortopraxia, a teologia praticada. Ademais, é urgente procurar equilíbrio e administração dos sentimentos à luz do que preceitua a Bíblia, sintonizando nosso coração com as motivações do Reino, isto é ortopatia. Viver, a exemplo dos profetas veterotestamentários, personificando a “compaixão divina, isto é, aquilo que importa a Deus”.9

Paul Steven apresenta as “definições aplicativas” dos três termos e fornece insight interessantíssimo para a busca de uma compatibilização/integração destes temas à vida cristã:

1) Ortodoxia: “A doutrina que se alinha (orthos) com a Escritura é destinada a ser uma benção para a vida diária e, ao mesmo tempo, para louvar a Deus (doxa) na vida em si. Seu objetivo, como afirma J. I. Packer, é a verdadeira piedade, que é a verdadeira humanidade”.10

2) Ortopraxia: “Significa literalmente ‘prática certa ou corretiva’. A verdadeira ação cristã — ortopraxia — é gratuita, livre de artifícios, livre de um espírito calculista, livre de contrato: faço isto para Deus e Ele faz isto para mim. A vida ortopráxica é essencialmente espontânea. Com Jesus no coração, amamos por haver alguém necessitado e não para ganhar a aprovação de Deus ou receber benefícios do ato cristão”.11

3) Ortopatia: “O cultivo do coração — um meio mais completo de saber — é justamente o que a nossa cultura pós-moderna aprova. Contudo, a reação bíblica ao desafio pós-moderno não é abandonar a razão, mas permitir que Deus evangelize nossos corações e nossas mentes, no sentido de desejarmos o que Deus deseja. Como conhecimento prático da unificação do coração e da mente por Deus, a teologia tem o caráter de sabedoria. Mas, onde obtemos sabedoria?”12

Primeiramente é preciso libertar-se do “egoísmo piedoso”, ou seja, deixar de fazer o bem simplesmente porque sabe que receberá algo ainda maior em troca (mesmo que seja apenas prestígio e reconhecimento por estar fazendo nada mais do que o dever). A atitude cristã para aquisição da sabedoria é temer a Deus (confiar reverentemente e odiar o mal; cf. Pv 8.13, ARA), segundo nos revela Salmos 111.10; depois, é obrigatório manter vigilância constante no sentido de sempre averiguar a sabedoria segundo o padrão estipulado em Tiago 3.13-18. É bom entender que a sabedoria “terrena” aludida pelo meio-irmão do Senhor não tem nenhuma correlação com aquela dada a Bezalel (Êx 31.1-11), pois esta é concedida — através da graça comum — até àqueles que não temem a Deus (Mt 5.45). Neste sentido o homem é até considerado sub-criador ou co-criador.

Na verdade, para que a ortopatia seja realmente praticada, é preciso que a paixão de Deus seja a nossa paixão (Jo 3.16). O maior de todos os obstáculos é integrar ortodoxia-ortopraxia-ortopatia, em outras palavras, a questão é haver perfeita simetria e coerência entre teologia-vida-paixão. Daí a imprescindibilidade da formação de uma cosmovisão cristã, ou seja, viver em harmonia com os desígnios de Deus, cumprindo os seus propósitos e descobrindo paulatinamente a sua vontade para a nossa vida (Rm 12.1,2).

Conclusão – Construindo uma Cosmovisão Cristã

Finalizando esta breve reflexão, é preciso ainda — diante do reconhecimento de que os fundamentos estão transtornados — responder à pergunta: “Que pode fazer o justo?” ou, parafraseando, “O que está fazendo o justo?” A resposta oferecida na introdução deste texto torna-se agora mais clara: É preciso solidificar ainda mais nossa cultura. Como temos um cristianismo ainda muito platônico, contemplativo, verborrágico, que denuncia (muitas vezes parece mais ranzinza que crítico), mas raramente anuncia ou oferece respostas, ações concretas e alternativas com saídas plausíveis (e nesta assertiva não há nenhuma concessão ou validação do método pragmático — as famosas “receitas de bolo” — que impera na pós-modernidade, evidenciado através da cachoeira de lixo literário com o nome de “auto-ajuda”). Trata-se apenas do resgate de atitudes que sempre marcaram o engajamento e a prática dos cristãos comprometidos com o cumprimento de seu papel e participação no crescimento e na edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.12-16).

Assim, apresento três pequenas ações como forma de aproximação do modus vivendi prescrito na Bíblia. Na realidade, trata-se de uma recomendação prática para iniciar a formação de uma mente cristã ou adquirir uma cosmovisão cristã. Inicialmente, o crente deve aplicar-se a três coisas: (1) conhecer as Escrituras intimamente; (2) estudar a cultura diligentemente; e, (3) analisar os fatos, eventos e assuntos teologicamente. Essas são práticas elementares para que possamos ter uma visão correta da conjuntura histórica, em que estamos inseridos e possamos manter a ortodoxia e integridade bíblica. O maior erro de Israel foi não ter atentado para a ordem divina de criar uma cultura ou uma identidade exclusiva e de não ter sido uma contracultura em meio aos povos corrompidos da Terra Prometida (Dt 4.1-40). Oremos, vigiemos e ajamos para que a Igreja não cometa o mesmo erro e assim se degenere (Mt 5.13-16).

 

 

 

Notas_______________

1 MCARTHUR, John. Pense Biblicamente. Recuperando a visão cristã de mundo. 1.ed. São Paulo: Hagnos, 2005, p.27.
2 Ibid.
3 CARVALHO, César Moisés. Artigo: Perto do Abençoador. Revista Pentecostes. Ano 2, n°15, Rio de Janeiro: CPAD, setembro de 2000, p.22.
4 LEE, Edgar R. O papel da Bíblia na formação do pensamento cristão In PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.95-6.
5 Ibid.
6 MORLEY, Brian K. Entendendo nosso Mundo Pós-moderno in MCARTHUR, John. Pense Biblicamente. Recuperando a visão cristã de mundo. 1.ed. São Paulo: Hagnos, 2005, p.27.
7 DANIEL, Silas. A Sedução das Novas Teologias. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.26.
8 AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização sobre a Igreja. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.13.
9 STEVEN, R. Paul. Os Outros Seis Dias. 1.ed. Viçosa e Niterói: Ultimato & Textus, 2005, p.209.
10 Ibid., p.202.
11 Ibid., pp.205,208.
12 Ibid., p.209.

 

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