ATOS DOS APÓSTOLOS-LIÇÃO 13

sábado, 26 de março de 2011

 

Rev.mestre-jovens-e-adultos-1-trim-2011 Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

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Atos dos Apóstolos até aos confins da terra

Lição 13 - Paulo testifica de Cristo em Roma

Caro professor, este é o fim de mais um trimestre de...

Texto Bíblico: Atos 27.18-25


INTRODUÇÃO
I.Viagem de Paulo a Roma (AT 27.1 – 28.10)
II. O evangelho é proclamado na capital do Império (28.16-31)


CONCLUSÃO

Caro professor, este é o fim de mais um trimestre de Lições Bíblicas. É um período importante para fazermos uma reflexão do nosso magistério em Escola Dominical. Analise os métodos que você utilizou, questione se é adequado. Pergunte a turma de alunos sobre a eficácia de suas ministrações. Lembre, que os alunos são o alvo de toda estrutura da Escola Dominical de sua igreja.

A lição desta semana vai abordar acerca da viagem missionária do Apóstolo Paulo a Roma.

Professor, quando o Apóstolo do gentios alcançou, finalmente, o destino de sua terceira viagem missionária, ele logo retornou a Jerusalém (At 21.15). Porém, não levou muito tempo para que Paulo e seus companheiros tivessem problemas. Alguns judeus alegaram que ele, através de seus ensinos, tinha arruinado a Lei de Moisés e profanado o Templo, trazendo os gentios (At 21.27,28).

Foi então, que iniciou-se uma revolta no pátio do Templo, e Paulo foi salvo de linchamento pela intervenção do tribuno militar romano (At 21.31,32). O apóstolo foi mantido prisioneiro por mais de dois anos, e sofreu uma série de julgamentos em Jerusalém e Cesareia perante o Sinédrio, o procurador romano Félix, seu sucessor Festo, e diante do rei Agripa e sua esposa. No entanto, o apóstolo exerceu seu direito como cidadão romano de apelar a César, e foi enviado para Roma a fim de ser julgado.

No decorrer de uma longa viagem à cidade de Roma houve um naufrágio na ilha de Malta, mas, em fim, Paulo chegou salvo a Roma. Os crentes romanos lhe deram as boas vindas, e os judeus ouviram o evangelho (At 28.30,31). O apóstolo usou os dois anos de prisão em Roma para escrever a várias igrejas. As chamadas “cartas da prisão” pertencem a este período, são elas: Efésios (uma carta circular dirigida às igrejas asiáticas da região), Colossenses, Filemon (carta pessoal instruindo Filemon a receber de volta, na qualidade de irmão em Cristo Jesus, o escravo fugitivo) e Filipenses.      

Prezado professor, essas informações são importantes para contextualizar os alunos sobre a viagem paulina a Roma. E, também, conhecer as circunstâncias em que algumas Epístolas de Paulo foram escritas.

Tenha uma boa aula.

ATOS DOS APÓSTOLOS-LIÇÃO 12

sábado, 19 de março de 2011

 

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Lição 12 - As viagens missionárias de Paulo

Na lição desta semana vamos estudar “as Viagens...

Texto Bíblico: Atos 13.1-5; 46-49


INTRODUÇÃO
I. A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 13 – 14)
II. A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 15.36 – 18.28)
III. TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 18.23 – 28.31)


CONCLUSÃO
Na lição desta semana vamos estudar “as Viagens Missionárias do Apóstolo Paulo”. É fudamental providenciar os mapas das viagens missionárias de Paulo. Você deverá falar das cidades que o apóstolo passou e localiza-las no mapa para melhor clareza do aluno. O prezado professor vai perceber que:

Na primeira viagem missinária as igrejas na Galácia são estabelecidas (At 13 – 14). As cartas de Paulo aos Gálatas foram enviadas para estas igrejas.

Na segunda viagem, o evangelho foi levado até a Macedônia, e fundaram-se igrejas em Filipos e em Tessalônica (At 15.36 –18.22). Na Acaia, Paulo fundou a igreja em Corinto, e apresentou seus ensinos na mais alta instância filosófica do mundo ocidental: o Areópago em Atenas (At 17.19-34). 

Na terceira viagem, Paulo permaneceu mais de dois anos em Éfeso, formando ali uma importante comunidade cristã (At 19). O evangelho se espalhou pela Ásia Menor, chegando a Colossos e a Laodiceia.

Quando lemos sobre as viagens missionárias do apóstolo Paulo nos capítulos 13,14,16–20 de Atos dos Apóstolos, verificamos a estratégia missionária de Paulo em torno do seguinte tripé: estabelecimento da igreja local; estabelecimento de obreiros; confirmação da Igreja. 

De acordo com a pregação do apóstolo numa determinada cidade, as pessoas a aceitavam e como igreja local era estabelecida na dita cidade. Isto é patente na primeira viagem missionária do apóstolo (At 13.47-49).
Então, a necessidade de se estabelecer obreiros nativos faz com que o apóstolo oriente a igreja a eleger de “comum consentimento” os seus ministros (At 14.23).

Por fim, depois de estabelecer a igreja e os obreiros nativos, o apóstolo desenvolve uma ação fundamental nas igrejas constituídas: a confimação na fé. Na terceira viagem missionária não há estabelecimento de igrejas e nem de obreiros. Mas as visitas do apóstolo às comunidades formadas. Ele as confirma na fé. Por exemplo, na igreja de Éfeso ele fica dois anos. E os líderes desta igreja já estavam estabelecidos (At 20.17). A reunião que o apóstolo Paulo faz com os anciões da igreja dos Efésios confirma a natureza de sua viagem (At 20.17-37).

Prezado professor, conclua a lição falando da importância do ministério missionário do apóstolo Paulo para a propagação do evangelho no mundo. Diga, que o fato de conhecermos a salvação hoje, deve-se muito ao ministério que o Senhor outorgou a este apóstolo de Cristo.

Boa aula.

ATOS DOS APÓSTOLOS-LIÇÃO 11

sábado, 12 de março de 2011

 

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Lição 11 - O primeiro concílio da igreja de Cristo

Prezado professor, o título da lição desta semana é...

Texto Bíblico: Atos 15.6-12


Introdução
I. O que é um concílio
II. A importância do concílio de Jerusalém
III. Carta de Jerusalém


GRAÇA: O BENDITO AMOR DE DEUS
Prezado professor, o título da lição desta semana é “O Primeiro Concílio da Igreja de Cristo”.


Em Atos capítulo 15 surge uma questão de cunho cultural e espiritual: “Para os gentios alcançarem a salvação era preciso se tornar um judeu”? Isto nos faz refletir no que é preciso para se obter a salvação.

Por isso Professor, introduza o tópico III dizendo que a salvação é proveniente da Graça de Deus.
A Bíblia mostra que a graça é manifesta pela bondade de Deus. No Antigo Testamento ela significa o “favor de Deus para livrar Israel do povo inimigo” (2 Rs 13.23; Sl 6.2,7); “o perdão de pecados” (Sl 41.4; 51.1); “achar favor aos olhos de alguém” (Gn 30.27; Êx 34.9). O profeta “Isaías revela que o Senhor anseia por ser gracioso com o seu povo” (Is 30.18). O Antigo Testamento enfatiza a graça de Deus demonstrada ao povo da aliança: Israel.     

Em o Novo Testamento a “Graça” é um dom imerecido pelo o que as pessoas são salvas. O apóstolo Paulo é o escritor sacro que mais aborda acerca da graça divina. Ele a demonstra como o evento de salvação na vida do crente (Ef 2.8.) Por conseguinte, a liberdade em Cristo é experimentada na vida daqueles que foram alcançados pela graça de Deus. Por isso, “Graça” é um elemento central das Escrituras onde demonstra a impossibilidade das obras humanas; mas evidencia o amor, a misericórdia, a longanimidade e bondade do Eterno Senhor de nossas vidas.

Em sua presciência, Deus nos elegeu em Cristo Jesus. Ele nos vida abundante, aniquilando toda condenação ou lembrança do pecado (Hb 10.17,18).

Prezado professor, conclua este tópico dizendo ao seu aluno que o Concílio de Jerusalém, através do Espírito Santo, reconheceu a Graça de Deus como suficiente à salvação de nossas vidas (15.11 cf.28). Nada, e ninguém, podem impedir a salvação e a liberdade de nossas vidas em Cristo Jesus (Gl 2.4; 5.13). Estas não estão fundamentadas em méritos humanos ou ascetismos, mas somente na Graça suficiente de Deus mediante a fé em Jesus Cristo (Ef 2.8). 

Medite:
Graça, Graça,
A mim basta a graça de Deus: Jesus;
Graça, Graça,
A graça eu achei em Jesus (HC. 205).
Boa aula!

ATOS DOS APÓSTOLOS-LIÇÃO 10

domingo, 6 de março de 2011

 

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Lição 10 - O Evangelho propaga-se entre os gentios

Prezado professor, a lição desta semana fala sobre...

Texto Bíblico: Atos 10.44-48; 11.15-18


Introdução:
I. Os Gentios no Antigo Testamento
II. Os Gentios em o Novo Testamento
III. Judeus e Gentios unidos por Deus mediante a cruz


Prezado professor, a lição desta semana fala sobre “a propagação do evangelho entre os gentios”, baseada em Atos 10.44-48; 11.15-18.
Os objetivos desta lição são:
Conhecer a origem dos gentios no Antigo Testamento; Explicar a missão e a salvação entre os gentios nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos;
Concientizar-se que judeus e gentios formam a Igreja do Senhor mediante a cruz.
Na epístola aos Efésios no capítulo 2 e versículos 12-18, o apóstolo Paulo diz: “Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegaste perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito”.
O texto bíblico em apreço denota a natureza comunitária da Igreja do Senhor. Esta é a família espiritual criada por Deus, uma comunidade formada pelo Espírito Santo e estabelecida na obra expiatória de Cristo Jesus. A qual anula qualquer separação, dualidade e acepção de pessoas que possam existir no mundo.

ATOS DO APÓSTOLOS-LIÇÃO 09

sábado, 26 de fevereiro de 2011

 

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Lição 09 - A conversão de Paulo

Na lição desta semana vamos estudar sobre a vida...

Texto Bíblico: Atos 9.1-9
INTRODUÇÃO
I. A respeito da formação cultural de Paulo
II. Como se deu o encontro de Saulo com Jesus
III. Os propósitos da vocação de Paulo

CONCLUSÃO


JESUS CRISTO: O CENTRO DA MENSAGEM DE PAULO


Prezado professor,
A Paz do Senhor!

Na lição desta semana vamos estudar sobre a vida e o ministério de uma pessoa muito especial em o Novo Testamento: o Apóstolo Paulo. Instruído aos pés de Gamaliel, sendo fariseu, conhecedor profundo do Antigo Testamento e das tradições de seu povo; o apóstolo Paulo era considerado um dos homens mais versados na religião de Israel.
No caminho para Damasco o apóstolo, que era um perseguidor implacável da Igreja Primitiva, teve um encontro onde sua história mudaria por completo. Ele deparou-se com a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Uma célebre frase marca a importância desse encontro: “Saulo, Saulo, porque me persegues?”. A partir desse momento o Senhor faria de Paulo um evangelista usado por Deus na expansão mundial do evangelho. O apóstolo seria uma testemunha incansável de Cristo Jesus.
Ele iniciou o seu ministério entre os judeus, testemunhando Cristo como o cumprimento das Profecias, e em seguida partiu para pregar aos gentios, estabelecendo várias igrejas locais na Ásia Menor. O apóstolo Paulo ficaria conhecido como “o apóstolo dos gentios”. 
Jesus Cristo: o tema frequente nas pregações de Paulo
A pessoa de Jesus Cristo era o assunto principal nos ensinos de Paulo: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). Nas epístolas aos Colossenses, por exemplo, Cristo é apresentado como o Mediador e a Fonte de toda a vida; aquele que capacita homens e mulheres a viverem uma vida abundante. Ele é a “imagem do Deus invisível”; o que encarnou os atributos de Deus com autoridade divina, como aquele que participa da própria criação.
Ainda, sobre a centralidade de Jesus no ensino do Apóstolo Paulo, o teólogo americano Darrell L. Bock diz:

Ele, como “o primogênito de toda a criação” (prototokos pases ktiseos; cf. 89.27), é preeminente entre todos os governantes. Tudo no céu e na terra, visível e invisível, não importa o grau de autoridade foi criado por Ele e está sujeito a Ele. Ele é o sustentador da criação. Ele governa o Reino ao qual os santos pertencem. Jesus serve como o mediador soberano da criação, exercendo prerrogativa divina.

O Cristo ensinado pelo Apóstolo Paulo é suficiente às nossas vidas. Ele é quem deve ser pregado, ensinado, propagado e desejado por todos que anelam fazer o seu caminho aqui nesta terra. Jesus Cristo é suficiente para tudo, Ele tem a primazia sobre todas as coisas. Esse é o Cristo no ensino do Apóstolo Paulo.
Prezado professor, no final da aula, faça as seguintes perguntas aos alunos:

• Quem tem sido o centro de nossas mensagens?
• Quem tem sido a prioridade em nossos ensinos?
• Quem tem a primazia em nossas músicas?

Conclua a lição dizendo: se a nossa vida não representar exatamente o evangelho de Cristo, ou se pelo menos não houver uma disposição sincera para isso, estamos negligenciando aquele por quem vivemos, e morremos; Jesus Cristo, aquele que vive e reina para sempre.


Tenha uma boa aula!

ATOS DOS APOSTOLOS-LIÇÃO 08

domingo, 20 de fevereiro de 2011

 

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Lição 08 - Quando a igreja de Cristo é perseguida

Quando olhamos para o passado da Igreja Cristã, contemplamos...

Texto Bíblico: Atos 8.1-8
INTRODUÇÃO
I. Os efeitos da morte de Estevão
II. Quando a igreja é perseguida
III. Como enfrentar a perseguição

A PERSEGUIÇÃO DA IGREJA DE CRISTO
Caro professor, A lição dessa semana está baseada em Atos 8.1-8. O tema da lição é: Quando a igreja de Cristo é perseguida.
Quando olhamos para o passado da Igreja Cristã, contemplamos o seu sofrimento, angustia e dor. Os dois primeiros séculos da Igreja Antiga foram dolorosos. Perseguições cruéis assolavam-na e os crentes, que depositavam sua fé em Cristo, eram constantemente desafiados a negá-lo.
A obra
“Os Mártires do Coliseu”, editada pela CPAD, conta sobre alguns martírios de cristãos que não voltaram atrás em relação a sua fé: a morte a espada do jovem bispo Eleutério em 139; a decaptação da jovem Martina em 228; e muitos outros martírios, de cristãos, ao longo da história da Igreja.
Hoje, essa triste realidade não é diferente. Alguns cristãos continuam a sofrer perseguições severas por causa de sua fé em diversas regiões do mundo. Uma pesquisa divulgada recentemente, pelo site portas abertas, informa que de uma lista de 50 países, quatro são os países – a Coreia do Norte, o Irã, o Afeganistão e a Arábia Saudita – que mais perseguem cristãos no mundo. Ainda nações como a Índia, a China, e outros do Oriente Médio, continuam a atacarem cristãos. Como o prezado professor pode observar a perseguição ao cristianismo continua forte.
Aqui no Brasil, apesar de não sentirmos na pele, a perseguição está na esfera intelectual. Alguns tentam, a todo o custo, desarticular o discurso cristão a favor da vida. Os cristãos não podem emitir opiniões sobre aborto, homossexualidade, eutanásia, células troncos; porque para eles, temos uma opinião meramente religiosa. Não! O que temos são valores pautados numa cosmovisão cristã bíblica e cristocêntrica. E, também, temos o direito, garantido por lei, de propagar a cosmovisão cristã.
Professor, aproveite a lição dessa semana para refletir com os alunos acerca dos missionários, e vários outros irmãos em Cristo, espalhados em vários países. Eles sofrem perseguições e têm suas vidas completamente alteradas onde moram.
Conclua essa lição orando com a classe, pedindo a Deus pelos missionários e por todos os cristãos perseguidos em todo o mundo. Eles precisam de nossas orações!


Boa aula! 

ATOS DOS APOSTOLOS-LIÇÃO 07

sábado, 12 de fevereiro de 2011

 

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Lição 07 - Assistência Social, um importante negócio

Prezado professor, o título da lição dessa semana é:...

Texto Bíblico: Atos 5.1-11.


INTRODUÇÃO
I. As dores do crescimento
II. A instituição do diaconato
III. Assistência Social, um importante negócio
CONCLUSÃO


Prezado professor, o título da lição dessa semana é: Assistência Social, um importante negócio. Tendo por base o texto de Atos 6.1-7.
Após esta lição, professor, o seu aluno deverá:

•Compreender os incômodos e dores que acompanham o crescimento da Igreja.
•Explicar a instituição do diácono.
•Conscientizar-se de que a assistência social, também, é prioridade do evangelho.

No tópico III da presente lição, o professor pode desenvolver uma reflexão com o objetivo de fundamentar biblicamente a realização da Assistência Social como prioridade na igreja local. Refutando, portanto, a ideia de que a atividade social é secundária na Igreja. Explique a classe, que de acordo com os mandamentos do Senhor, a Assistência Social deve ser realizada na igreja local, embasada no maior mandamento que o Senhor Jesus nos deixou: Amai o teu próximo com a ti mesmo (Mc 12.31). Portanto, não pode haver uma prática dualista na Igreja de Cristo acerca desse mister. O teólogo e Pastor inglês John Stott, em sua obra “Cristianismo Equilibrado”, editado pela CPAD, explica bem essa questão da legitimidade de a Igreja pensar em sua atividade social a partir de uma perspectiva integral do Evangelho de Cristo:

O nosso próximo é uma pessoa, um ser humano, criado por Deus. E Deus não o criou como uma alma sem corpo (para que pudéssemos amar somente sua alma), nem como um corpo sem alma (para que pudéssemos preocupar-nos exclusivamente com seu bem-estar físico), nem tampouco um corpo-alma em isolamento (para que pudéssemos preocupar-nos com ele somente como um indivíduo, sem nos preocupar com a sociedade em que ele vive). Não! Deus fez o homem um ser espiritual, físico e social. Como ser humano, o nosso próximo pode ser definido como “um corpo-alma em sociedade”. Portanto, a obrigação de amar o nosso próximo nunca pode ser reduzida para somente uma parte dele. Se amamos o nosso próximo como Deus o criou (o que é mandamento para nós), então, inevitavelmente, estaremos preocupados com o seu bem-estar total, o bem-estar do seu corpo, da sua alma e da sua sociedade. [...] É verdade que o Senhor Jesus ressurreto deixou a Grande Comissão para a sua Igreja: pregar, evangelizar e fazer discípulo. E esta comissão é ainda a obrigação da Igreja. Mas a comissão não invalida o mandamento, como se “amarás o teu próximo” tivesse sido substituído por “pregarás o Evangelho”. Nem tampouco reinterpreta amor ao próximo em termos exclusivamente evangelísticos. Ao contrário, enriquece o mandamento amar o nosso próximo, ao adicionar uma dimensão nova e cristã, nomeadamente a responsabilidade de fazer Cristo conhecido para esse nosso próximo (STOTT. John R. W. Cristianismo Equilibrado. Rio de Janeiro, CPAD, p. 60,61.).

Prezado professor, aproveite o tema dessa semana para promover uma conscientização dos alunos em relação a nossa responsabilidade social com os menos favorecidos, tanto com os da igreja quanto com os de fora. Essa deve uma característica fundamental da Igreja de Jesus Cristo. Fazendo isso o Senhor acrescentará mais almas que hão de ser salvas.

Boa aula e até a próxima!

ATOS DOS APÓSTOLOS-LIÇÃO 6

sábado, 5 de fevereiro de 2011

 

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Lição 06 - A Importância da disciplina na Igreja

Prezado professor, lição dessa semana
desenvolverá um tem...

Texto Bíblico: Atos 5.1-11.
INTRODUÇÃO
I. A disciplina e sua necessidade
II. A oferta de Ananias e Safira
III. O extremo da disciplina

ENSINO: A ESSÊNCIA DA DISCIPLINA

Prezado professor, lição dessa semana desenvolverá um tema muito importante para a Igreja de Cristo: a disciplina. Após esta aula o seu aluno deverá:
•    Reconhecer que a disciplina é uma prova do amor de Deus.
•    Explicar a necessidade da disciplina.
•    Saber que todo ato gera uma consequencia.
Desenvolva a lição 6 deste trimestre buscando alcançar os três objetivos propostos acima.
O tópico I da presente lição expõe o conceito de “disciplina” e sua necessidade na Igreja. Uma palavra que denota o alvo da disciplina é o ENSINO. Para obtê-lo é preciso desenvolver hábitos rigorosos com o objetivo de apreender o que está sendo ensinado. A este processo educativo, de criação de novos hábitos, denominamos DISCIPLINA.
Na obra “Disciplina do Homem Cristão”, editada pela CPAD, o autor Kentes Hughes descreve exemplos de disciplinas que fizeram de um homem um gênio da oratória. Ele narra:

Em nossa época, Winston Churchil foi proclamado, com justiça, o orador do século, e poucos dos que ouviram seus eloquentes discursos discordariam. Menos, ainda, suspeitariam que ele pudesse ser qualquer outra coisa, menos “natural”. A verdade é que Churchill tinha um defeito de dicção no ss que o tornava alvo de muitas anedotas e resultava em sua falta de habilidade para ser espontâneo, ao falar em público. Ainda assim, ele ficou famoso por seus discursos e observações oportunas de improviso.

Na realidade, Chuchill escrevia tudo e exercitava! Ele coreografava até as pausas [...]. As margens de seus manuscritos levavam anotações, antecipando os “aplausos”, “silêncio”, “aplausos prolongados” e até a “ovação de pé”. Feito isto, ele ensaiava infinitamente diante do espelho, moldando suas respostas mordazes e expressão facial. F.E.Smith dizia: “Winston passou os melhores anos de sua vida escrevendo improvisos”. Um orador natural? Talvez. Um homem com um duro trabalho naturalmente disciplinado! [grifo nosso]

E assim acontece com qualquer área da vida.1
Prezado professor, conclua o tópico I dizendo que não surgem gênios sem disciplina. A disciplina levada a sério forja a genialidade. Diga aos alunos que o principal papel da disciplina é pedagógico. Ele tem o objetivo de educar, ou reeducar, a pessoa para alcançar o alvo almejado.
Se o contexto da disciplina envolver pecado, o objetivo não é outro, se não, auxiliar o pecador a ser reconduzido à comunhão dos santos a fim de que sua alma seja completamente sarada e ele volte a sentir a alegria da salvação. Assim, a pessoa firma um propósito de nunca mais pecar!


Tenha uma boa aula!


______________________________________1HUGHES, R. Kent.
DISCIPLINAS DO HOMEM CRISTÃO. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 05.

PAE-LIÇÃO 05-O SEGUNDO TRATADO DE LUCAS

domingo, 30 de janeiro de 2011

 

Rev.Jovenseadultos-Betel

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I TRIMESTRE 2011 – ATOS DOS APÓSTOLOS

Queridos irmãos, A Paz do Senhor!

Estamos na 5ª lição da revista ATOS DOS APÓSTOLOS – 1º trimestre de 2011.

Nosso comentarista é o Pastor Eliel A. Alencar - O tema da semana é:

“A GRAVE MENTIRA DE ANANIAS E SAFIRA”

Muito Importante!!!

Peça ao Espírito Santo para fazer a diferença em sua aula!

Ore, leia a Bíblia, consulte sua revista, estude a lição, complete os exercícios propostos no PIL. Estejam Preparados.

Tenham todos uma boa semana!

“Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. Salmos 126:6

Escreva-nos:

comercial@editorabetel.com.br

PAE-LIÇÃO 04-O SEGUNDO TRATADO DE LUCAS

 

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I TRIMESTRE 2011 – ATOS DOS APÓSTOLOS

 

Queridos irmãos, A Paz do Senhor!

Estamos na 4ª lição da revista ATOS DOS APÓSTOLOS – 1º trimestre de 2011.

Nosso comentarista é o Pastor Eliel A. Alencar - O tema da semana é:

“O PRIMEIRO MILAGRE APOSTÓLICO”

Muito Importante!!!

Peça ao Espírito Santo para fazer a diferença em sua aula!

Ore, leia a Bíblia, consulte sua revista, estude a lição, complete os exercícios propostos no PIL. Estejam Preparados.

Tenham todos uma boa semana!

“Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. Salmos 126:6

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PAE-LIÇÃO 03-O SEGUNDO TRATADO DE LUCAS

 

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I TRIMESTRE 2011 – ATOS DOS APÓSTOLOS

Queridos irmãos, A Paz do Senhor!

Estamos na lição da revista ATOS DOS APÓSTOLOS – 1º trimestre de 2011.

Nosso comentarista é o Pastor Eliel A. Alencar - O tema da semana é:

“O ESPÍRITO SANTO E O PENTECOSTES”

Sejam todos muito bem vindos!

Insistimos em afirmar que este Plano de Aula Expositiva (PAE) não tem a pretensão de ser uma proposta final. Trata-se apenas de um auxílio!

Fiquem a vontade para incluir novos textos, figuras, etc. Se entenderem a necessidade, por favor, podem excluir ou alterar, tanto a formatação quanto os textos aqui apresentados. (só não podem fugir do conteúdo da revista, que é à base desta apresentação).

Mais uma vez antecipamos os nossos sinceros agradecimentos a todos os colaboradores voluntários do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, que em obediência ao chamado do Senhor, juntam-se a nós mais uma vez, na Escola Bíblica Dominical.

“Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. Salmos 126:6

Muito Importante!!!

Peça ao Espírito Santo para fazer a diferença em sua aula!

Ore, Leia a Bíblia, Consulte sua revista, Estude a Lição, Complete os Exercícios Propostos no PIL - Estejam Preparados.

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PAE-LIÇÃO 02-O SEGUNDO TRATADO DE LUCAS

 

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I TRIMESTRE 2011 – ATOS DOS APÓSTOLOS

Queridos irmãos, A Paz do Senhor!

Estamos na lição da revista ATOS DOS APÓSTOLOS – 1º trimestre de 2011.

Nosso comentarista é o Pastor Eliel A. Alencar - O tema da semana é:

“O TRISTE FIM DE UM TRAIDOR”

Sejam todos muito bem vindos!

Insistimos em afirmar que este Plano de Aula Expositiva (PAE) não tem a pretensão de ser uma proposta final. Trata-se apenas de um auxílio!

Fiquem a vontade para incluir novos textos, figuras, etc. Se entenderem a necessidade, por favor, podem excluir ou alterar, tanto a formatação quanto os textos aqui apresentados. (só não podem fugir do conteúdo da revista, que é à base desta apresentação).

Mais uma vez antecipamos os nossos sinceros agradecimentos a todos os colaboradores voluntários do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, que em obediência ao chamado do Senhor, juntam-se a nós mais uma vez, na Escola Bíblica Dominical.

“Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. Salmos 126:6

Muito Importante!!!

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ATOS DOS APOSTOLOS-LIÇÃO 05

 

Rev.mestre-jovens-e-adultos-1-trim-2011 Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
Atos dos Apóstolos até aos confins da terra

Lição 05 - Sinais e Maravilhas na Igreja

Professor, o sobrenatural é um dos pilares da doutrina cristã. A vida...

Texto Bíblico: Atos 3.1-11.
INTRODUÇÃO
I. Sinais e Maravilhas, a ação sobrenatural da Igreja
II. O milagre na Porta Formosa
III. O milagre abre a porta da Palavra


MILAGRE: UM SINAL ATUAL
Professor, o sobrenatural é um dos pilares da doutrina cristã. A vida ministerial de Jesus Cristo foi permeada pelos eventos sobrenaturais: o seu nascimento virginal; seu ministério com variedades de milagres; sua ressurreição física dentre os mortos; e sua ascensão corpórea ao céu. Estes são alguns dos numerosos eventos sobrenaturais do verdadeiro cristianismo bíblico.

O Cristianismo histórico, sem o elemento sobrenatural, não passaria de uma religião vã. Sobre esta questão o apóstolo Paulo assevera: E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. [...] E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos (1 Co 15.14,17,18).

A nossa denominação é considerada hoje a maior Igreja Evangélica do Brasil porque os seus pineiros creram no sobrenatural de Deus e, com autoridade, pregaram ousadamente a atualidade dos milagres divinos.
Por isso, prezado professor, desenvolva o conceito bíblico de MILAGRE na introdução da lição. 

O que é Milagre
No Antigo e em o Novo Testamento, há três termos que descrevem um “milagre”. São eles: Sinal, Maravilha e Poder. Nessa oportunidade nos deteremos ao termo Sinal.
No Antigo Testamento, esse termo apresenta algo ordenado por Deus com uma significação especial, como por exemplo: a libertação de Israel através de Moisés (Ex 3.12). Deus prometeu que libertaria o povo israelita das mãos dos egípcios através de seu servo Moisés. Este O serviria no Monte Horebe.
Em o Novo Testamento o termo “sinal” se refere aos milagres de Jesus, tais como uma cura (Jo 6.2), a transformação da água em vinho (Jo 2.11) e especialmente o milagre mais significativo do Novo Testamento: a Ressurreição de Jesus Cristo.1

Estudando meticulosamente os termos que descrevem o evento do milagre, saberemos que cada um deles revela um aspecto do milagre. Ainda, veremos que o milagre é um evento incomum. Ele comunica a confirmação da mensagem divina, através, de uma habilidade poderosa concedida pelo Espírito Santo.
Portanto, professor, você pode definir milagre dizendo que se trata de “uma intervenção divina no curso regular do mundo, que produz um evento objetivo que não ocorreria de outra forma”, Ou seja, é a ação poderosa de Deus intervindo no mundo natural.

Para enriquecer as suas aulas você pode consultar a Teologia Sistemática Vol. 1 de Normam Geisler e a “Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal”; ambas editadas pela CPAD.
Desejamos uma aula edificante a você e aos seus alunos!


__________________________________1GEISLER, Normam.
Teologia Sistemática. Vol. 1. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, 42.

ATOS DOS APOSTOLOS-LIÇÃO 04

Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Rev.mestre-jovens-e-adultos-1-trim-2011 Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
Atos dos Apóstolos até aos confins da terra

Lição 04 - O Poder irresistível da comunhão da igreja
Prezado professor, uma igreja local dividida não terá êxito em sua...

Texto Bíblico: Atos 2.40-47

Introdução
I. A Comunhão dos Santos
II. A Comunhão Cristã Caracteriza-se Pela Unidade
III. Os Frutos da Comunhão Cristã


KOINONIA: A COMUNHÃO CRISTÃ NUMA DIMENSÃO TERRENA
Prezado professor, uma igreja local dividida não terá êxito em sua jornada terrena e jamais alcançará o objetivo de evangelização mundial. Você tem a oportunidade de desenvolver, nesse domingo, um assunto que foi determinante para o crescimento da Igreja Primitiva em Atos dos Apóstolos: A COMUNHÃO CRISTÃ.

A palavra Comunhão, de acordo com o texto bíblico no original, tem um sentido bem amplo. Proveniente do grego koinê, o termo remetente a essa palavra é KOINONIA. Este expressa os seguintes significados: “participação, quinhão; comunicação, auxílio, contribuição; sociedade, comunhão, intimidade, ‘cooperação’; (nos papiros, da relação conjugal)”1  . A ideia da palavra é expressar o vínculo perfeito de unidade fraternal dentro de uma comunidade específica cujas características essenciais são a cooperação e o relacionamento mútuo. 

A Igreja de Cristo é a reunião de diversas pessoas (diferentes classes sociais, sexos e etnias). Estas formam numa determinada localidade ou espaço público - seja no bairro, no município, no Estado ou até mesmo no país - a “assembleia” visível [a comunidade do Altíssimo] e convocada por Deus para proclamar o Evangelho da salvação a toda criatura. Para atingir este alvo, a comunhão cristã tem um papel preponderante na divulgação das Boas Novas.

Através da koinonia, a Igreja Cristã denotará a relevância do Evangelho de Jesus Cristo a uma sociedade, cuja paz e a verdadeira dignidade humana são seu objeto de busca frequente. 
A igreja local está estabelecida nessa sociedade. Aquela precisa ser relevante e autêntica no desenvolvimento de suas ações. Por isso a comunhão do Corpo de Cristo deve transparecer uma realidade visível de amor ao próximo entre os irmãos. Só assim que a sociedade sem Deus reconhecerá a graça acolhedora da igreja local e atentará para a proclamação do Evangelho de Cristo Jesus (At 2.46,47). 
_____________________________________
1TAYLOR, W. C. Dicionário do N T Grego. 10. ed.
Rio de Janeiro: Imprensa Batista Regular, 2001, p. 119.

Proposta de Atividade Prática
Professor, por estarmos na estação do verão é comum nesse período ocorrerem pancadas de chuvas fortes ao final do dia. Por isso muitas regiões brasileiras são vítimas de enchentes e deslizamentos de terra.
Foi notícia nacional o sofrimento de moradores da região serrana do Estado do Rio de Janeiro (Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo). Entre eles estão vários de nossos irmãos que tiveram suas vidas ceifadas, e, outros que se encontram desabrigados por causa do grande fenômeno natural que lhes sobreveio às semanas passadas. Algumas cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais, e outras regiões, também sofreram com as enchentes e estão com seus moradores carentes de ajudas humanitárias.
Destarte, nossa proposta para essa semana é que você ore por todos familiares das vítimas desses recentes desastres naturais. Ore para que eles identifiquem os seus entes queridos ainda desaparecidos. Mas além de orar, propomos que você mobilize seus alunos com o objetivo de recolher donativos como roupas, materiais de higiene pessoal, alimentos não perecíveis e água potável. São os itens de maior urgência para a população vitimizada por esses desastres.
Procure informações sobre postos de doações em sua cidade. Universidades, Igrejas Locais, Associações, ONGs, etc., estão de plantão em diversas regiões do país recolhendo os donativos para amenizar o sofrimento do nosso próximo.
Para alcançar o objetivo desse trabalho é importante parceria, propósito unânime e comunhão no seu desenvolvimento e execução. Não poderia haver um momento mais natural para colocarmos em prática o que temos aprendido. Deus o abençoe e tenha uma boa aula!

ATOS DOS APÓSTOLOS-LIÇÃO 03

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Rev.mestre-jovens-e-adultos-1-trim-2011 Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
Atos dos Apóstolos até aos confins da terra

Lição 03 - O Derramento do Espírito Santo no Pentecostes

O Batismo com o Santo Espírito é a promessa do Pai. Esta...

Texto Bíblico: Atos 2.1-6,12
Introdução

I. O Batismo com o Espírito Santo
II. Fundamentos do Batismo com o Espírito Santo
III. O Batismo no Espírito Santo na História da Igreja
IV. Os objetivos do Batismo com o Espírito Santo


OS PROPÓSITOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Prezado professor, a palavra-chave da lição desta semana é Batismo. Esta significa, de acordo com o original grego, mergulho ou submersão. O termo “batismo” está inserido na presente lição com o objetivo de compreender seu tema central: O Batismo com o Espírito Santo. A ideia aqui, é explicar a uma pessoa a importância de se mergulhar e encher-se no Espírito Santo de Deus.
O Batismo com o Santo Espírito é a promessa do Pai. Esta é assim chamada, porque Ele providenciou o derramamento prometido conforme o Senhor Jesus falou aos discípulos. A profecia de João Batista, registrada nos quatro Evangelhos, lembra este fato: “Jesus os batizaria com o Espírito Santo” 1 . Esta operação denota a ação da Santíssima Trindade. O Pai envia o Espírito Santo e o Filho participa dessa obra como o batizador 2.
O Batismo com o Espírito Santo possui uma relação tênue com a evangelização mundial. Em Atos 1.8 essa relação é patente. Por isso, é importante ressaltar que o Batismo com o Espírito Santo tem propósitos claros e definidos:

1.Ousadia para testemunhar Jesus Cristo (At 1.8,22);
2.Poder para realizar milagres (At 5.1-11);
3.Carisma para ministrar à Igreja (At 6.3,5);
4.Oração em língua para edificação espiritual (1 Co 14.2,4).

1. Testemunhando de Cristo
O Senhor Jesus disse aos discípulos: “... Ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até confins da terra” (At 1.8). Note o pensamento evolutivo do texto! Os discípulos teriam de testemunhar primeiramente numa região pequena (Jerusalém), depois nos distritos maiores (províncias - Judeia e Samaria) e, logo após, ao mundo todo (confins da terra). Em que consistia o testemunho dos discípulos? O teólogo pentecostal, Antony Palma, ajuda-nos a responder:

Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas “testemunhas”, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição. A ideia do testemunho ocorre ao longo do livro de Atos; ela é aplicada geralmente aos discípulos (1.8,22; 2.32; 3.15; 5.32; 10.39,41; 13.31) e 3especificamente a Estevão (22.20) e a Paulo (22.15; 26.16). 

Os discípulos proclamariam a ressurreição de Jesus Cristo! Porém, para evangelizar o mundo eles careciam do auxílio poderoso do Espírito Santo: poder para realizar milagres!
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1HORTON, Stanley M.
A Doutrina do Espírito Santo. 4. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.11.
2Ibidem


2. Poder para realizar milagres
Em Atos dos Apóstolos, o poder do Espírito Santo é aplicado aos discípulos com o objetivo de legitimar a mensagem do evangelho a pessoas carentes de salvação e esperança:


At 3.1-10 → A cura do homem coxo;
At 9.36-42 A → Ressurreição de mortos (Dorcas);
At 5.19; 12.7-10; 16.23-26 → As libertações milagrosas de Pedro e Paulo;
At 5.1-11; 12.23 → Ananias e Safira; Agripa I são fulminados.


Mas os discípulos, pelo poder do Espírito Santo, ministrariam também à Igreja.

3. Ministrando à Igreja de Cristo
Em seu início, a igreja de Jerusalém estava em contínua expansão. Porém, seus primeiros anos eram marcados por circunstâncias que exigiam discernimento e sabedoria oriundos do Espírito Santo. Os assuntos da Igreja – o engano de Ananias e Safira (At 5.3,7,8); o desentendimento das mulheres de fala aramaica e grega (At 6.1-7); o concílio de Jerusalém (15.28) – não dependiam, somente de sabedoria humana, mas indelevelmente da sabedoria do alto.
O poder do Espírito Santo concedido a Igreja serve, também, para ministrar aos santos individualmente. Por isso, o Santo Espírito disponibilizou um dom para a edificação espiritual do crente: a Glossolalia.  

4. Glossolalia: dom de Deus
O termo “glossolalia” deriva do idioma grego glossa (língua) e lalia (falar). Logo, “glossolalia” é o falar em línguas desconhecidas. “É o dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimentos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas”4 .
De acordo com o teólogo pentecostal Anthony Palma, há pelo menos três razões para o fenômeno das línguas ser ordenado por Deus. A primeira é de cunho histórico. Os fenômenos meterorológicos e atmosféricos registrados em Atos marcam a inauguração da nova aliança de Deus com a humanidade.
A segunda é a ocorrência de glossolalia no dia de Pentecostes, uma festa onde judeus oriundos de várias nacionalidades estavam presentes em Jerusalém. Esse evento marcou o “imperativo missiológico” de Jesus Cristo aos discípulos.
A terceira razão, na perspectiva bíblica, consiste em edificação pessoal. O apóstolo Paulo afirma que a oração em “língua desconhecida” edifica o indivíduo. Segundo Palma, a glossolalia juntamente com o dom de interpretação, edifica a congregação. Porém, sem o dom de interpretação, a língua edifica apenas a pessoa que fala. Ela é um meio de autoedificação espiritual constituída numa oração individual auxiliada pelo Espírito Santo (Rm 8.26).
Prezado professor, finalize a lição dessa semana dizendo que o batismo com o Espírito Santo tem um propósito bem amplo. Muito além das quatro paredes do templo em que cultuamos a Deus. O Senhor Jesus quer mergulhar, submergir e encher os crentes com o Santo Espírito para exercerem, com sabedoria e discernimento, o ministério ordenado por Ele.
________________________________________________
3PALMA, Anthony D. O Batismo no Espírito Santo e com Fogo: Os fundamentos Bíblicos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.86.
4ANDRADE, Claudionor Corrêa de.
Dicionário Teológico. 13. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 201.
5Ibidem, p.89-92.

Ao desenvolver a presente lição, não esqueça de atentar para os seguintes objetivos:


•Definir o Batismo com o Espírito Santo.
•Fundamentar, bíblica e historicamente, o Batismo com o Espírito Santo.
•Explicar os objetivos do Batismo com o Espírito Santo.
Boa aula!

ATOS DOS APÓSTOLOS-LIÇÃO 02

 

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Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2011
Atos dos Apóstolos até aos confins da terra

Lição 02 - A Ascenção de Cristo e a Promessa de Sua Vinda

Jesus subiu “depois de haver dado mandamentos por...

Texto Bíblico: Atos 1.4-11
Introdução
I. A historicidade da Ascensão de Cristo
II. A teologicidade da Ascensão de Cristo
III. A Ascensão de Cristo em nossa devoção
Conclusão


OS PREPARATIVOS PARA A ASCENSÃO DE CRISTO E SUA INSTRUÇÃO ACERCA DO FUTURO


Dando instruções
Jesus subiu “depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera”. Estas instruções são registradas em várias passagens, como em Lucas 24.44-49; Mateus 28.19,20; Marcos 16.15-18; João 21; e nos versículos 3-8 deste capítulo (At 1). Em que sentido as instruções foram dadas mediante o Espírito Santo? A unção que Jesus recebeu no rio Jordão era ilimitada e permanente. Mediante o Espírito, recebeu poder para seu ministério; forças para enfrentar a cruz (Hb 9.14); foi ressuscitado dentre os mortos (Rm 8.11); e, no Pentecoste, batizou a outros no Espírito. A unção ainda estava sobre ele após a ressurreição.
Mediante manifestações da vida ressurreta
“Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando do que respeita ao reino de Deus” (cf. 1 Co 15.5-8).
Se víssemos um farol que parecesse ficar em pé sobre as ondas, saberíamos que haveria, por baixo da construção, um fundamento de rocha. Durante 19 séculos a Igreja permanece em pé como luz para as nações. Qual o seu alicerce? A única resposta satisfatória é: a ressurreição de Cristo. A fé e a religião viva não podem surgir de um cadáver.
Durante 40 dias Jesus revelou-se aos seus discípulos, aparecendo e desaparecendo. Era como se quisesse levá-los gradualmente a perceber que Ele pode estar presente, no Espírito, embora ausente no corpo. Chegou um momento em que os discípulos sabiam que haviam cessado tais aparecimentos.
A partir de então teriam de pregar o Evangelho com plena confiança da presença espiritual de Cristo com eles, conforme Ele mesmo prometera: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Foi a ascensão que convenceu os discípulos da veracidade desta mudança.
Dando uma ordem específica
“E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, [Jo 14.16; Jl 2.28] que (disse ele) de mim ouvistes”. O batismo do Senhor Jesus, no Jordão, foi o sinal para Ele iniciar seu ministério. Assim, também, a Igreja precisava de um batismo que a preparasse a cumprir um ministério de alcance mundial. Não seria o ministério de criar uma nova ordem e, sim, de proclamar aquilo que Cristo já havia realizado. Mesmo assim, só no poder do Espírito Santo poderia tamanha obra ser levada a efeito.
Cristo dirigiu suas palavras a homens que possuíam íntimo relacionamento espiritual com Ele. Já tinham sido enviados a pregar, armados com poderes espirituais específicos (Mt 10.1). A eles fora dito: “Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lc 10.20); sua condição moral já tinha sido definida com as palavras: “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.3). Seu relacionamento com Cristo foi ilustrado mediante a figura da videira e dos ramos (Jo 15.5). Eles já conheciam a presença do Espírito nas suas vidas (Jo 14.17); já tinham sentido o sopro do Cristo ressurreto quando ele lhes disse: “Recebei o Espírito Santo”.
Mesmo assim deviam esperar a promessa do Pai! Isto nos mostra a importância deste revestimento.
Sobre o futuro
“Aqueles pois que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Os apóstolos, como seus compatriotas, tinham associado o ministério do Messias com o imediato e visível aparecimento do Reino de Deus, com um estrondo de força material em fulgor externo (Lc 19.11; 24.21). Conceitos do Reino, mais terrestres do que celestiais, afetavam suas condutas e os levaram às disputas ambiciosas. Cada qual visando à preeminência. Boa parte dos ensinos de Cristo visava limpar a mente deles de falsos conceitos acerca do Reino. No entanto, só o tremendo choque do Calvário conseguiu tirar-lhes as ilusões com respeito a um reino material. Agora, sendo instruídos pelo Cristo ressurreto, entendiam melhor o seu Reino. Contudo, seus corações judeus ainda impulsionam a perguntar: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Ainda pensavam em termos de uma só nação. O Senhor, em resposta, fez com que erguessem seus olhos para ver todas as nações. Esta resposta contém quatro lições:
1. A estreita limitação do conhecimento humano acerca do futuro. “Não vos pertence saber os tempos ou as estações...” Existem muitas coisas que nossas mentes querem perscrutar, mas pertencem exclusivamente a Deus (cf. Dt 29.29; Mc 13.33; 1 Co 13.9; 1 Jo 3.2).
2. As mãos seguras que dirigem o futuro. Os tempos e épocas estão nas mãos de Deus: “O Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (cf. Mc 13.32). Embora não saibamos o futuro com respeito aos eventos mundiais e às nossas vidas, não precisamos ficar ansiosos. O desconhecido fica muito bem nas mãos do Mestre.
3. Forças suficientes para enfrentar o futuro. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós...” Poder para enfrentar o futuro – isto vale muito mais do que detalhados conhecimentos sobre o porvir.
4. O dever prático com respeito ao futuro. “E ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém com em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra”. Estas palavras definem o ministério primário de cada crente: ser testemunha da pessoa de Jesus, daquilo que Ele fez para os homens e para a própria testemunha. “Testemunhar” é um dos conceitos fundamentais do livro de Atos (ver 1.22; 10.39,41-44; 13.31; 4.33; 22.15; 26.16). 


Texto extraído da obra: “Atos E a Igreja se Fez Missões”. Rio de Janeiro: CPAD.

PAE-LIÇÃO 01-O Segundo Tratado de Lucas

domingo, 2 de janeiro de 2011

 

PAE PLANO DE AULA EXPOSITIVA

REVISTA JOVENS E ADULTOS – EDITORA BETEL

I TRIMESTRE 2011 – ATOS DOS APÓSTOLOS

Queridos irmãos, A Paz do Senhor!

Estamos na PRIMEIRA lição da revista ATOS DOS APÓSTOLOS – 1º trimestre de 2011.

Nosso comentarista é o Pastor Eliel A. Alencar - O tema da semana é:

“O SEGUNDO TRATADO DE LUCAS”

Sejam todos muito bem vindos!

Insistimos em afirmar que este Plano de Aula Expositiva (PAE) não tem a pretensão de ser uma proposta final. Trata-se apenas de um auxílio!

Fiquem a vontade para incluir novos textos, figuras, etc. Se entenderem a necessidade, por favor, podem excluir ou alterar, tanto a formatação quanto os textos aqui apresentados. (só não podem fugir do conteúdo da revista, que é à base desta apresentação).

Mais uma vez antecipamos os nossos sinceros agradecimentos a todos os colaboradores voluntários do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, que em obediência ao chamado do Senhor, juntam-se a nós mais uma vez, na Escola Bíblica Dominical.

“Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. Salmos 126:6

Muito Importante!!!

Peça ao Espírito Santo para fazer a diferença em sua aula!

Ore, Leia a Bíblia, Consulte sua revista, Estude a Lição, Complete os Exercícios Propostos no PIL - Estejam Preparados.

Tenham todos uma boa semana!

Escreva-nos:

comercial@editorabetel.com.br

LIÇÃO 01 – 02 DE JANEIRO DE 2011

“O SEGUNDO TRATADO DE LUCAS”

TEXTO ÁUREO“Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar”.

At 1.1

VERDADE APLICADA

A grande missão da igreja incluía ficar antes de ir. Para ir é necessário mais que o desejo de obedecer, é necessário capacitação, que somente se obtém com o revestimento de poder.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

*Apresentar as coisas que Jesus não somente fez, mas ensinou a fazer;

*Explicar que antes de qualquer grande missão existe um tempo de preparação;

*Ensinar como o estilo de vida de uma igreja influencia na proclamação do evangelho.

GLOSSÁRIO

* Teófilo: Significa amigo de Deus;

* Legado: Significa herança;

* Motriz: Força que dá movimento.

LEITURAS COMPLEMENTARES

Seg Mt 9.35-38 - Ter Mt 28.19-20 - Qua Mc 1.21-22 - Qui Mc 16.15 - Sex Atos 2.38-44 - Sáb Jo 14.12

Aula Expositiva

INTRODUÇÃO

Neste trimestre estaremos estudando acerca dos fatos marcantes da era apóstólica, acontecimentos que mudaram o mundo. O livro de atos dos apóstolos escrito pelo doutor e evangelista Lucas, nos fornece não somente um conteúdo histórico e preciso, mas alicerces pelos quais o avanço da igreja se propagou naqueles dias. Enquanto os evangelhos apontam para o nascimento, a vida e a obra de Jesus Cristo, Atos revela o testemunho dos seus discípulos após a Sua ressurreição.

1 AS COISAS QUE JESUS NÃO SOMENTE FEZ, MAS ENSINOU

O livro se inicia com menção ao evangelho de Lucas, “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar”(Lc 1.1). Esta descrição do primeiro volume implica em que o segundo contém tudo quanto Jesus continuou a fazer e a ensinar. Mas de que maneira Jesus continuou sua obra? Através da vida daqueles que com Ele caminharam durante seu ministério.

Comente:

1.1. O livro de Atos aponta para uma promessa futura

1.2. Atos revela 40 dias marcantes, reveladores e transformadores (At 1.3)

1.3. Atos revela como a comunidade cristã foi fundada e a fonte de seu crescimento

Minhas anotações:

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2 O ANUNCIO DE UMA GRANDE PROMESSA

No Evangelho de Lucas Jesus levava seus discípulos para o campo prático, dava-lhes autoridade em seu nome e os fazia perticipantes dos eventos como no caso da multiplicação dos pães. O teste era acreditar que aqueles pequenos pedaços de pães e peixes seriam capazes de saciar a fome daquela multidão e foi o que aconteceu. No segundo tratado que é o livro de Atos, Jesus sairia de cena, todavia, a mesma autoridade estaria sobre os seus discipulos.

Comente:

2.1. Os Evangelhos e os Atos dos apóstolos

2.2. O legado de Jesus

2.3. Antes de avançar é preciso ser instruido

Minhas anotações:

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3 PODER PARA TESTEMUNHAR

Entre a revelação de Jesus após a ressurreição e seu visível arrebatamento aos céus ficou um lembrete: “ficar até ser revestido de poder e após recebê-lo testemunhar até os confins da terra” (Lc 24.49; At 1.8). O Espírito Santo seria a força motriz da vida dos apóstolos e da igreja que ali surgiria. Aquele poder os capacitaria a dar continuidade ao ministério que Jesus principiou. Através deles o mundo veria o que um homem pode fazer quando está nas mãos de Deus. Eles seriam Suas testemunhas. Isto implicava em relacionamento e experiência, pois quem testemunha fala de algo que viu e ouviu, (At 10. 39-44; 1 Jo 1. 1,3).

Comente:

3.1. O que significava ser testemunha?

3.2. Começando em Jerusalém

3.3. Por que estais olhando para os céus?

Minhas anotações:

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4 - LIÇÕES PRÁTICAS DO LIVRO DE ATOS

Jesus conseguiu reunir doze homens de diferentes personalidades, temperamentos variados, mas com uma só missão, serem testemunhas do que Ele fez e os ensinou a fazer (At 1.1).Eles aprenderam a arte de esperar, a arte de testemunhar e cultivaram o hábito de orar.

Comente:

4.1. A arte de esperar

4.2. A arte de testemunhar

4.3. A oração o segredo da comunhão

Minhas anotações:

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CONCLUSÃO

Atos é o único registro autêntico de que dispomos dos primeiros anos da história da igreja.Mas se Atos se houvesse perdido, nada haveria que lhe tomasse o lugar. Portanto, o resto do Novo Testamento ficaria diante de nós em dois fragmentos desconjuntados, visto que Atos é o elo necessário entre os evangelhos e as cartas.

Minhas anotações:

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Fontes:

Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel

Revista Atos dos Apóstolos – Editora Betel - 1º Trimestre 2011 – Lição 01

 

 

CRÉDITO: http://www.editorabetel.com.br

ANÁLISE DE ATOS DOS APÓSTOLOS

sábado, 1 de janeiro de 2011

 

Análise de Atos dos Apóstolos

POR MARCELO BERTI

I.       Nome:

            O título deste documento é visto em Aleph, Orígenes, Tertuliano, Dídiomo, Hilário, Eusébio e Epifânio como simplemente Atos (Praxeis). Mas é também encontrado como Atos dos Apóstolos (Praxeis ton  apostolon) em  B, D, Atanásio, Cipriano, Eusébio, Ciril, Teodoret, Orígenes, Tertuliano e Hilário. De outra forma, podemos considerar o livro como Atos dos Santos Apóstolos (Praxeis ton hagion apostolon), conforme encontramos em A2, E, G, H, A, K e Crisóstomo. Sobre o assunto Archibald Thomas Robertson afirma que  “é possível qu Lucas não tenha atribuido nenhum título ao livro, por isso o uso variou muito até nos mesmos escritores. O título longo, como é encontrado no Textus Receptus (Versão Autorizada) está indubitavelmente incorreta como o adjetivo ‘santo’. A leitura de  B e D, ‘Atos dos Apóstolos’ , pode ser aceita como correta[1]“.

            Russell Norman Champlin, ainda sobre o assunto, diz que “o título original, Atos dos Apóstolos, dificilmente teria sido conferido pelo seu autor original, embora tenha sido aqule que geralmente veio a ser-lhe atribuído[2]“. O fato mencionado por Champlin é importante aqui pelo fato de que não se trata realmente da narrativa de “Atos dos Apótolos”, mas de dois deles, Pedro e Paulo.

            Diante desses fatos, podemos concordar que as propostas para nomear o documento não alteram seu conteúdo, antes o refletem. Desse forma, poderíamos concordar com Champlin quando sugere que um título apropriado para o texto seria “História do poder de Deus entre os Apóstolos“. Contudo, em consoância com Archibald, aqui consideramos o título da obra como Atos dos Apóstolos, visto considerarmos como a melhor opção.

II.      Autor:

            O Livro de Atos não é claramente atribuido a ninguém. Podemos observar uma breve introdução no início do texto, mas sem saber quem o está escrevendo. Nesta breve introdução, é possível notar claramente que o texto não está sendo iniciado aqui, mas é a continuação de um outro documento já escrito. Ou seja, Atos não é um livro completo por si mesmo. Ao que tudo indica, Atos é a continuação do terceito evangelho, visto ser dirigido ao mesmo personagem (At.1.1-2; Lc.1.1-3). Isso é um fato importantíssimo a ser ressaltado na busca pela autoria do documento, pois sabe-se ao certo que o mesmo autor é responsável por dois documentos importantes.

            Contudo, um ponto relevante pode ser colocado aqui em relação a esse link entre o terceiro evangelho e Atos, pois  em nenhum dos documentos os autor revela-se claramente. Ou seja, esse link existente entre um livro e outro, nada mais prova senão que ambos documentos tem o mesmo autor, mas nada acrescenta-se sobre quem ele de fato é. Sobre isso, Carlos Osvaldo Pinto diz que, mesmo “embora Atos tenha permanecido como obra anônima, a evidência externa e interna aponta fortemente para Lucas como seu  autor[3]“. Segundo este autor, há duas formas de se confirmar a autoria do texto:

  • (1) A análise de outros documentos, sobre o que eles falam a respeito de Atos, e, obviamente,
  • (2) O que Atos deixa exposto sobre seu autor.

             Sendo assim, vamos observar o que essas evidências nos dizem:

Evidência Externa

            A tradição uniforme da igreja primitiva atribui o livro a Lucas, sem quais quer outras alternativas. O documento fragmentário chamado Canon Muratoriano (180d.C) atribui os “Atos de todos os apóstolos” a Lucas. A validade dessa afirmação pode ser questionada pelo próprio documento, pois ele sugere que o livro foi escrito após a morte de Pedro, e que a partida de Paulo de Roma for a posterior a esse evento. Contudo, não é este o único documento que faz menção a Atos como sendo de Lucas. Irineu de Lion, em seu escrito “Adversus Heresiae“, indicava sua aceitação de Lucas como autor de Atos. O mesmo fez Clemente de Alexandria (155-215d.C.), em Stromata, e Tertuliano (150-220d.C.), em Do Jejum. Contudo, o mais explícito dos testemunhos é feito por Eusébio de Cesaréia (História Eclesiástica), que parece ser o argumento final para as declarações externas a própria escritura.

Evidência Interna

            Antes de qualquer colocação sobre a autoria de Atos, devemos considerar os fatores que sugerem a unicidade entre o terceiro evangelho e Atos. Em primeiro lugar podemos citar o destinatário comum. Após isso, podemos considerar o estilo literário. Unindo os dois fatos mencionados, somado ainda à explícita declaração de que Atos é um segundo volume, a continuidade de um anterior, podemos sugerir que o mesmo autor o está escrevendo. Por conseguinte, podemos retirar de ambos documentos informação sobre o autor.

            Seguindo o raciocínio acima lançado, podemos dizer que o autor de ambos documentos é alguém de estimada a cultura e bom nível literário. Isso pode ser observado pelo conhecimento claro, da parte do autor, em relação a versão grega do Velho Testamente, a Septuaginta. Sem contar no seu conhecimentos sobre as condições políticas e sociais vigentes na época em que escreve. Outro detalhe importante é que tal personagem histórico não pode ser um dos discípulos de Cristo, visto que ele escreve a respeito das coisas  que foram transmitidas a ele pelas testemunhas oculares e ministros da palavra (Lc.1.1-3). Por outro lado, não é alguém alheio aos acontecimentos narrados, pois existe a indicação de que o autor esteve presente em alguns deles. Note a mudança na forma de narração no trecho de At.16.8-10;  20.5-15; 21.1-18 e 27.1-28.16. Observe que a narrativa normal acontece sempre na terceira pessoa do plural, a exceção dos quatro trechos mencionados. Isso sugere que o narrador participou eventualmente de acontecimentos narrados no próprio livro. Ou seja, o autor acompanhou Paulo nesses acontecimentos. Logo, não pode ser nenhum dos personagens citadados nesses trechos. Assim, como nem Lucas nem Tito são mencionados especificamente entre os companheiro de Paulo em Atos, presume-se que um dos dois tenha sido aquele que, anonimamente, se incluiu entre esse “nós”. Contudo, Tito jamais fora defendido como autor do documento. Sendo assim, é mais sensato não levá-lo em conta como autor do documento em pauta.

            Portanto, se os argumentos anteriores são corretos não podemos ter outra opção senão considerar que Lucas, o “amado médico” (Cl.1.14) como o autor de tal documento. Aliás, é digno de nota que a autoria lucana não teria sido contestada até o advento das abordagens críticas do Novo Testamento no fim do século XVIII. Ou seja, se as evidências internas apontam para a autoria lucana, as evidências externas da época o confirmam, não há porque dar crédito aos intentos da teologia liberal, fundamentada na alta crítica textual.

III.     Data:

            Algumas considerações devem ser avaliadas:

  • (1) Não é mencionada nenhum material paulino em Atos. Portanto Atos foi escrito antes da circulação universal das carta de Paulo. Portanto Atos foi escrito antes do segundo século.
  • (2) Não é mencionada a Queda de Jerusalém. Isso aconteceu no ano 70d.C com General Tito. Portanto, Atos foi escrito em data anterior a esta.
  • (3) Não é mencionada a morte de Paulo. Isso sugere que Paulo ainda estava vivo enquanto Lucas coletava informações sobre os fatos mencionados. Se a tradição está correta, Paulo morreu debaixo do governo de Nero, que findou por volta do ano 68 d.C. Portanto, Atos foi escrito antes dessa data.
  • (4) Não é mencionada a perseguição de Nero contra os cristãos. Segundo a história, a perseguição de Nero, iniciada no ano de 64d.C., foi a mais cruel. Portanto, Lucas escreveu Atos antes de 64d.C.

           À luz dessas considerações podemos concluir que Atos foi escrito antes de 64d.C. Alguns comentaristas tem sugerido que Lucas tenha escrito o livro durante os eventos narrados no fim dele, o que sugere uma data entre 61d.C e 63d.C.

IV.     Características:

            Lucas é um livro que combina uma multiplicidade de intenções, todas elas envolvidos com aspectos característicos da narrativa. Podemos dizer que existem três grandes pilares em Atos: Didático, Teológico e Apologético.

Atos é um livro Didático:

         Atos é o segundo volume de uma obra com intenções claramente didáticas (cf. Lc 1.1-4). Lucas intenta fortalecer e edificar Teófilo em sua fé por meio de um relato ordenado. No evangelho Lucas narra o ensino e a obra de Jesus, o Messias; em Atos, ele narra as obras do Cristo ressurreto por meio de Seus apóstolos, no poder do Espírito.

Atos é um livro Teológico:

            Além disso, Lucas tem intenções claramente teológicas. O tema do reino de Deus permeia os dois livros. Assim é que Atos começa com uma pergunta escatológica (1.6) e termina com vocabulário escatológico (28.31).

         Outra ênfase teológica é o relacionamento da Igreja com o reino de Deus, ou seja, como a mensagem do reino, soberanamente, deixou de ser um fenômeno predominantemente judeu e se tornou um movimento predominantemente gentílico, com seu centro se deslocando de Jerusalém para Roma. Ele demonstrou ao(s) seu(s) leitor(es) como Deus tencionava incluir em Seu reino um povo formado por judeus e gentios durante esta era.[4]

         Assim como fizera no evangelho, Lucas vindicou esta mudança na operação divina em Atos narrando a oferta autorizada da mensagem cristã aos judeus, e sua rejeição por Israel, de Jerusalém a Roma, escancarando assim a porta aos Gentios. Assim, as palavras de Paulo e Barnabé aos judeus em Antioquia da Pisídia são significativas: “Era necessário que a Palavra de Deus fosse proclamada primeiramente a vós; visto que a repudiais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios” (13.46). Para os judeus incrédulos em Roma, Paulo citou Isaías 6.9-10, a passagem clássica de endurecimento e condenação nos quatro evangelhos, e disse: “Fique sabido, portanto, que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios: eles a ouvirão” (28.28).

            Outra ênfase é o papel preponderante do Espírito Santo como o fator motivador no progresso da mensagem do reino. Não foi o esforço humano, e sim o cumprimento da promessa de Jesus que possibilitou o dramático avanço do cristianismo até os confins da terra. Essa ênfase no Espírito Santo é vista ainda na continuidade dos ensinos proféticos de Jesus no livro de Atos:

TEMAS DO ENSINO DE JESUS CONTINUADOS EM ATOS

A profecia do crescimento da Igreja, que seria vitoriosa contra Satanás (Mt 16.18) Lucas registrou o nascimento e o crescimento da nova entidade chamada igreja e a conquista dos domínios das trevas e do mal.
Jesus afirmou aos líderes religiosos que apenas um sinal seria dado a Israel, a Sua ressurreição (Mt 12.38-40; cf. Jo 2.19). A morte, ressurreição, e o ministério continuado de Jesus Cristo formam o contexto e a base do livro de Atos, sendo o centro da pregação dos apostolos.
Jesus declarou que a cidade de Jerusalém seria destruída, porque aquela geração de israelitas estava sob julgamento divino pelo pecado nacional de haver rejeitado o Messias (Lc 21.23-24). Os apóstolos instaram com os judeus a que se arrependessem e se salvassem daquela “geração perversa” (At 2.40).
Jesus declarou que o reino seria tirado de Israel (aquela geração) e dado a outro povo (os gentios/Igreja), até o cumprimento futuro de suas alianças com Abraão e Davi (Mt 21.43).
  • (1) O reino permaneceu em foco (1.3, 6; 28.31);
  • (2) Jesus não negou a restauração do reino a Israel (1.6-7);
  • (3) Jesus esboçou para os discípulos a sua tarefa até a época fixada pela autoridade do Pai (1.8);
  • (4) O ministério dos apóstolos, especialmente de Paulo, confirmou mais profunda e amplamente a rejeição do Messias por Israel e demonstrou um deslocamento da obra divina dentre os judeus para entre os gentios por meio da Igreja.

Assim, a historiografia de Lucas é teologicamente baseada e orientada. Enquanto registrava acuradamente a disseminação do evangelho de Jerusalém para Judéia e Samaria e até os confins da terra, Lucas ligou a história com o propósito divino para o povo de Israel e para o mundo, que o acesso ao reino e o desfrute de suas bênçãos espirituais fosse partilhado por judeus e gentios em pé de igualdade até o tempo da restauração de Israel (cf. 1.6).

Atos é um Livro Apologético

         A última, mas não menos importante, das intenções de Lucas era a apologética. Ele tencionava defender o apostolado e a missão de Paulo, complementando assim, com base histórica, as defesas que o próprio Paulo fizera nas cartas de Gálatas e 2 Coríntios.

         Lucas retrata o poder e a autoridade de Paulo como plenamente comparáveis aos de Pedro, conforme sintetiza o quadro abaixo:

As obras poderosas de Pedro

As obras poderosas de Paulo

3.1-11  Curou um paralítico de nascença 14.8-18  Curou um paralítico de nascença
5.15-16  Cria-se que sua sombra curava pes­soas. 19.11-12  Cria-se que seus lenços e aventais curavam pessoas.
8.9-24  Repreendeu Simão, um ilusionista 13.6-11  Repreendeu Elimas, um feiticeiro
9.32-35  Curou Enéias de paralisia 28.7-9  Curou o pai de Públio e outros (Malta)
9.36-41  Ressuscitou a Dorcas 20.9-12  Ressuscitou a Êutico

 

 A conversão de Paulo é narrada três vezes (caps. 9, 22, 26), e em cada uma delas se enfatiza sua condição de “caso escolhido”, o que dá a nítida impressão de que Lucas considerava tal evento como crucial no desenvolvimento da mensagem do reino. Esta defesa de Paulo, todavia, não pode ser o único ângulo da intenção apologética de Lucas, pois muito material em Atos em nada contribui para ela (e.g. relatos sobre outros líderes como Estêvão e Filipe).

         A possibilidade de que Lucas tenha escrito para demonstrar que o cristianismo não era religião nociva à pax romana pode-se depreender da afirmação dos judeus romanos sobre a fé cristã de que “em toda parte se fala contra ela” (28.22). O cristianismo já havia sido difamado em Roma antes de Paulo ali chegar.

         Assim, Lucas indica cuidadosamente que as perseguições em Atos eram de origem religiosa, não política. Que haviam nascido da intolerância e incredulidade dos judeus, exceto em Éfeso e Filipos, onde os motivos foram puramente econômicos, embora relacionados a práticas religiosas.

         Se levarmos em conta os dois volumes escritos por Lucas, descobrimos a declaração de inocência de Jesus por Pilatos foi registrada nada menos de três vezes (Lc 23.4, 14, 22). Em Pafos, o procônsul de Chipre, um homem de bom senso, abraçou a fé cristã (At 13.6-12). Em Filipos os magistrados se desculparam diante de Paulo e Silas por abuso de poder e violação de seus direitos de cidadania romana. Em Corinto, o procônsul da Acaia, Gálio, julgou Paulo e Silas inocentes de qualquer ofensa contra a lei romana (18.12-17). Em Éfeso, alguns dos oficiais da província eram amigos de Paulo e o escrivão da cidade o absolveu da acusação de sacrilégio (19.31, 35-41). Na Palestina os governadores Félix e Festo consideraram Paulo inocente das acusações contra ele levantadas, e o rei Agripa II concordou que Paulo “poderia ser libertado, se não houvesse apelado a César” (24.1-26.32).

V.    Ênfases Teológicas em Atos:

         Não é difícil de ser perceber uma ontinuidade na ênfase teológica central do Evangelho de Lucas no Livro de Atos. Em Atos, Lucas mantêm seu interesse no tema da Salvação ainda que que sua abordagem seja, obviamente, distinta  da abordagem de seu primeiro livro. Em Atos, Lucas procura demonstrar como a Igreja, constituída de Judeus e gentios, formam uma comunidade com o Judaísmo, ao mesmo tempo em que é no propósito de Deus uma entidade nova e distinta (mesma idéia de “novo mandamento vos dou“).

Continuidade com o Judaísmo

         É evidente desde o começo de Atos que Lucas pretende estabelecer uma relação bem estreita entre a Igreja incipiente e o judaísmo (cf. 2.46, 3.1). Por muito tempo a Igreja de Jerusalém teve a posição de “Igreja Mãe” em relação às comunidades cristãs que foram estabelecidas no início: 8.14; 11.2-3, 22; 15.2, 6, 22-29.

Descontinuidade com o Judaísmo

         Atos não apresenta um ruptura definitiva entre Igreja e Judaísmo. No entanto, verifica-se, principalmente na segunda metade do livro, um distanciamento gradativo entre Igreja e Judaísmo. O concílio em Atos 15 já demonstra que Jerusalém fez conceções às igrejas gentias (15.28ss). É significativo que o último acontecimento narrado em Atos seja justamente a rejeição da mensagem do evangelho por parte das autoridades Judaicas em Roma (28.17, 28).

Missão da Igreja

         Enquanto que Lucas dedica não mais de sete capítulos à igreja em Jerusalém, o restante (outros vinte e um capítulos) relata a expansão do Cristianismo até a cidade mais importante da época, Roma. A ênfase, portanto, é na missão aos Gentios – ainda que Paulo procure sempre os judeus em primeiro lugar (Rm.1.16). Lucas narra a conversão de Paulo três vezes (9.1ss; 22.3ss; 26.2ss); como o evangelho chegou aos gentios duas vezes (10.1ss; 11.4ss); o decreto de Jerusalém sobre os Gentios três vezes (15.20, 29; 21.25). É interessante observar também que a missão da igreja foi essencialmente urbana (Jerusalém, Éfeso, Antioquia, Roma)

O Espírito Santo

         A direção do Espírito Santo se faz presente no desenrolar da história que Lucas conta em At.2.1-4; 6.3; 11. 28; 13.2; 15.28; 16.7; 21.11.

A Igreja

         Apesar de toda a sua concentração na Igreja, Lucas não tem por objetiavo explicar uma doutrina sobre a Igreja, como se já estivesse desenvolvida. Segundo Lucas, a igreja começou seguindo o esquema da sinagoga Judaica (presbíteros: 14.23; episcopos: 20.18). Contuno, é inegável que Lucas tenha selecionado eventos da Prática da Igreja Primitiva que irrovogavelmente devem fazer parte da praxis eclesiológica hoje. Portanto, neste aspecto, muito estima-se o Livro de Atos.

VI.   Contexto Histórico:

            A Igreja Primitiva estava sendo perseguida e assolada pelos judeus e pelo Império Romano, acusada de ser religião ilegal. Ao mesmo tempo, divisões e facções internas, junto com a presença de falsos mestres ameaçavam a saúde da igreja. A Igreja ainda estava em desenvolvimento, com menos de 30 anos, mas sua obra missionária era “invejável“, ainda que tenha se iniciado com perseguição. O livro encoraja os crentes pelos relatórios do pregresso inevitável do evangelho através da Obra do Espírito Santo. Incentiva a continuação da obra missionária iniciada por Pedro, Paulo e outros.

 

 

 

 


[1]ROBERTSON, Archibald Thomas. Word Pictures in New Testament. Parsons Tecnology. Vol.3: Atcs

[2]CHAMPLIN, Russell Norman. Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. SRVBB: São Paulo. Vol.3 pp.1

[3]PINTO, Carlos Osvaldo, Apostila de Teologia Bíblica do Novo Testamento 1. Material não publicado. pp.??

[4]Stanley D. Toussaint, “Acts” em The Bible Knowledge Commentary: New Testament Edition, p. 351.

 

 

FONTE:http://marceloberti.wordpress.com