LIÇÃO 9 JESUS CRISTO

sábado, 28 de agosto de 2010

 

 LIÇÃO 9

JESUS CRISTO

  Podemos dizer que Jesus Cristo foi o cumprimento de diversas profecias feitas no Antigo Testamento acerca do envio de um Salvador da parte de Deus. Essas profecias, preditas no Antigo Testamento, eram os sinais indicadores que orientariam aqueles que esperavam a vinda do Salvador.

  Dentre essas profecias, destacamos abaixo:

  • Ele nasceria de uma virgem, conforme predita em Isaías 7.14, e cumprida em Mateus 1.18 e Lucas 2.7. Conforme Isaías 7.14, ele seria chamado Deus conosco, cumprido em Mateus 1.22-23.
  • Ele deveria nascer em Belém, segundo Miquéias 5.2, e que foi registrado em Mateus 2.1 e Lucas 2.4-6. Ainda por ocasião de seu nascimento, é dito no Salmo 72.10 que Elel seria adorado por homens de extrema importância, cumprido em Mateus 2.1-11, na pessoas dos sábios do Oriente que foram ver o mesmo.
  • Foi prevista por Jeremias a matança de meninos em Belém (31.15), registrado em Lucas 2.16-18. Oséias profetiza que Ele também seria chamado do Egito (11.1), registrado em Mateus 2.15. Seu ministério seria anunciado por João, seu predecessor, conforme Malaquias 3.1 e Isaías 40.3. Isto foi registrado por Mateus 3.1-3) e Lucas (1.17).
  • Seria pobre e rejeitado por seus irmãos, conforme Isaías 53.2 e Salmos 69.8. Isto foi cumprido em Marcos 6.3 e João 7.3. Ele virá para curar e salvar, conforme Isaías 35.4-5, e registrado em Lucas 19.10. Ele seria ungido, de acordo com Salmo 45.7 e cumprido em Mateus 3.16, e seu ministério seria iniciado na Galiléia, de acordo com Isaías 9.1-2 e cumprido em Mateus 4.12-16,23.
  • Ele entraria em Jerusalém de forma pública e montado em um jumento, de acordo com Zacarias 9.9 e cumprido em Mateus 21.1-9, e viria ao templo, de acordo com Ageu 2.7-9 e cumprido em Lucas 2.27-32.
  • Jesus seria traído por um amigo, e o preço desse ato seria 30 moedas de prata, conforme Salmo 41.9 e Zacarias 11.12, respectivamente, e cumprido em Mateus 27.3-8 e Mateus 26.15, quando Juda ó trai e recebe as moedas.
  • Seria abandonado por seus discípulos, esbofeteado e teria suas vestes divididas, conforme Zacarias 13.7, Miquéias 5.1 e Salmo 22.18, e cumprido em Mateus 26.31-46,27.30 e 27.35.Seria sepultado com o rico e  contado entre os transgressores (os ladrões que estavam com elel na crucificação), mas haveria de ressuscitar, de acordo com Isaías 53.9 e 12 Salmo 16.10, cumprido em Marcos 15.28,Mateus 27.57 a 60 e Lucas 2.6, 31 e 34.

  Estes registros demonstram que Deus deixou claro os sinais que indicavam a vinda do Messias, e destes fatos nenhum homem pode reclamar de não saber, pois tanto as profecias quanto o cumprimento delas encontram-se nas Escrituras.

 

 

Por Pr.Alexandre Coelho.

 

 

 

Revista Ensinador Cristão.Ano 11 - n° 43 - p.40,CPAD.Síte:http://www.cpad.com.br

LIÇÃO - JOÃO BATISTA

domingo, 22 de agosto de 2010

 

LIÇÃO 8

JOÃO BATISTA

  Jesus teve o início de seu ministério anunciado por um profeta, João Batista, conforme predito por Malaquias (Ml 3.1).

Nascido da linhagem sacerdotal, João foi escolhido por Deus para ser profeta e alertar o povo sobre a vinda do Desejado das nações.Seu trabalho foi essencial como homem de ligação profética entre o Antigo e o Novo Testamento, demonstrando que o tempo de Deus para a salvação da humanidade tinha chegado ao seu ápice e que era necessário, da parte do povo, o arrependimento para entrar no Reino de Deus.

Dentre as características da pessoa de João Batista e seu ministério, observamos:

João batizou o Senhor Jesus. Muitas pessoas vinham até João para serem batizadas, e  entre elas, veio o Senhor Jesus. Ele pediu a João para ser batizado, e o profeta ficou surpreso com o pedido. "João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu", Mt 3.14-15. João participou do ministério do Senhor batizando-o para que Jesus se identificasse com os pecadores, mesmo sem ter  pecado. Diferente daqueles que vinham ao Jordão ser batizados para arrependimento, Jesus o foi para que se cumprisse toda a justiça.

João despertou a atenção das autoridades. "Então, ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os  seus pecados. E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes; Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?", Mt 3.5-7. Séculos após o retorno do exílio, os fariseus e saduceus vêem o povo ir ouvir um homem vestido de forma peculiar, com uma mensagem radical, exigindo arrependimento até dos líderes da nação.

Mateu 14.5 mostra a importância que João tinha para o povo de sua época. Herodes queria matar João Batista, mas "temia o povo, porque o tinham como profeta". Aquele homem que pregava no deserto da Judéia e cobrava arrependimento de todas as pessoas foi reconhecido como um autêntico profeta enviado por Deus.

João passou por uma crise em seu ministério. Quando esteve preso, antes de sua morte pelas mãos de Herodes, João teve dúvidas sobre a pessoa de Jesus. Ante a essa situação, Jesus não respondeu repreendendo o profeta nem o chamou de incrédulo (afinal, quem primeiro deu testemunho público de Jesus foi João), mas mandou dizer-lhe que os sinais do Reino que João anunciou estavam se cumprindo, e  o Evangelho era anunciado aos pobres. Jesus tratou de forma correta com João, que mesmo tendo alguma dúvida sobre a pessoa do Messias, recebeu a resposta de que seu ministério fora cumprido fielmente.  

 

 

Por Pr.Alexandre Coelho.

 

Revista Ensinador Cristão.Ano 11- n° 43 - p.40,CPAD.Síte: http://www.cpad.com.br

O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA BÍBLIA - LIÇÃO 8

sábado, 21 de agosto de 2010

JOÃO BATISTA - O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO

O ministério profético de João Batista foi anunciado pelo profeta Isaías (Is 40 3-5), uns 700 anos antes deste. Também foi anunciado pelo profeta Malaquias (Ml 4.5), o último profeta menor literário.

Os quatros evangelhos registram, mesmo que pouca, a história de João Batista, aquele que seria o precursor do Messias prometido desde o Antigo Testamento. O próprio Jesus posteriormente testemunhou a respeito do seu ministério (Mt 11.7-15).Também ele foi mencionado pelo historiador judeu,Flávio Josefo,em sua obra, Antiguidades Judaicas, Livro 18.7.781.

O APARECIMENTO DE JOÃO BATISTA

[...] Tanto as pessoas comuns como os rabinos criam que havia algumas condições que o Messias deveria satisfazer. Antes do Messias, é preciso que venha Elias. A aparição de Elias, segundo o que se acreditava no Israel do século I, marcaria o final dos tempos e precipitaria a vinda do Messias.

Aquela condição foi satisfeita por João Batista, um homem cujas roupas toscas e caráter impetuoso, cujo chamado estridente para o arrependimento, claramente exibiam o ministério de Elias. [...] [1]

João Batista, não somente era uma condição satisfeita para a vinda do Messias, mas a principal condição. Pois ele é o precursor do Messias, aquele que iria preparar o caminho para sua vinda. João Batista engrandece a Jesus e as suas obras de salvação. Mostra que ele não é Jesus, pois ele não é digno nem de levar as suas sandálias, pois Jesus é mais poderoso do que ele (Mt 3.11)-(Grifo nosso).

O evangelho de Lucas apresenta como mais detalhes o nascimento de João Batista, além de informações mais precisas de seu ministério profético. Os outros evangelhos falam a respeito do seu ministério, mas não dar detalhes da sua origem.

João Batista, assim como os profetas Jeremias e Ezequiel, eram de linhagem sacerdotal. Ele veio de uma família de sacerdote, Zacarias e Isabel. (Lc 1.5).Zacarias era da ordem de Abias (Lc1.5). “Quando lemos sobre ‘sacerdotes’ nos Evangelhos, precisamos distinguir entre a aristocracia sacerdotal e os sacerdotes da ‘ordem’. A aristocracia era limitada a várias famílias sacerdotais, que dominavam os ofícios na hierarquia que controlavam as finanças e rituais do templo. Estas famílias possuíam casas em Jerusalém. Elas eram extremamente ricas e exerciam o poder político, bem como econômico e religioso. Antigos escritos judaicos tendem a retratá-las como gananciosas e corruptas. Um escritor reclama que ‘seus filhos são tesoureiros... e seus servos batem nas pessoas com varas’.

Por outro lado, os sacerdotes da ‘ordem’ moravam fora de Jerusalém, na Judéia, ou na Galiléia. Era tarefa deles oficiar nos sacrifícios e nas cerimônias que ocorriam diariamente no templo. A organização destes sacerdotes da ordem em grupos de 24 é mencionada já em 1 Crônicas 24.1-10, e embora os nomes destes grupos tenham mudado como o passar dos anos, o sistema de 24 grupos de sacerdotes, cada um dos quais serviam em Jerusalém por uma semana, de sábado a sábado, contínuo até a época de Cristo. Antigos escritores judaicos mostram que no século I estes 24 ‘clãs’ semanais foram posteriormente divididos em cerca de 156 ‘famílias’ que se encarregavam das obrigações sacerdotais diárias. A ‘ordem’ que Lucas menciona é muito provavelmente esta ‘família’ do cotidiano, cujos membros lançavam sortes para determinar quem iria entrar no templo na hora do sacrifício da manhã ou da noite para oferecer incenso.

Algumas autoridades indicam que havia tantos destes sacerdotes da ‘ordem’, que uma pessoa só conseguia executar este dever sagrado específico uma vez em sua vida. Seja isto verdade ou não, fica claro que Deus estava operando quando Zacarias foi indicado para este ministério.” [ 2 ].

O anjo aparece a Zacarias quando este estava oferecendo o sacrifício, e anuncia que ele iria ter um filho e manda colocar no menino “o nome de João” (Lc 1.13)

O nascimento de João Batista foi um milagre, pois além da idade avançada de seus pais, “Isabel era estéril” (Lc 1.7).

O nome “Batista”, aplicado a ele, foi em decorrência de seu ministério de batizar.

O PROFETA

“João Batista viveu no período da dinastia de Herodes, pertenceu à mesma geração do Senhor Jesus e de seus apóstolos, mas foi o último profeta da antiga aliança: “ A lei e os Profetas duraram até João” (Lc 16.16). Sua história é contada em algumas porções dos evangelhos, mas a sua vida estava prevista no Antigo Testamento para ser o precursor do Messias, preparando o povo para receber a Jesus: “Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim” (Ml 3.1). O Senhor Jesus Cristo disse que essa palavra profética diz respeito ao Batista: “porque é este de quem está escrito: “Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho” (Mt 11.10); da mesma maneira Marcos começa seu evangelho afirmando: “Como está escrito no profeta Isaías: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Apareceu João batizando no deserto e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados” (Mc 1.2-4).

É o único no Novo Testamento a receber os oráculos divinos na forma dos profetas do Antigo Testamento: “veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias” (Lc 3.2 – versão Almeida Atualizada). Essa expressão é típica dos antigos profetas hebreus: “veio a palavra do SENHOR a Samuel” (1Sm 15.10); “a palavra do SENHOR veio a Natã” (2Sm 7.4). Lucas usou uma construção própria, mas num estilo que coloca João na sucessão profética. [...] [3]

[...] João foi chamado profeta pelo seu pai: “E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo” (Lc 1.76). O povo também o reconhecia como tal. Herodes Antipas sabia disso: “E, querendo matá-lo, temia o povo, porque o tinham como profeta” (Mt 14.5) e da mesma forma as autoridades religiosas: “tememos o povo, porque todos sustentavam que João, verdadeiramente, era profeta” (Mc 11.32). A palavra final está com Jesus e ele disse que João era muito mais que profeta: “Mas, então, que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta” (Mt 11.9). [4]

 

 

COMENTÁRIO DE F.B.MEYER SOBRE

O CHAMADO AO ARREPENDIMENTO

João Batista é tristemente necessário hoje em dia. Muito do que chamamos de cristianismo não é nada além de paganismo cristianizado. Ele encobre a avareza, a auto-indulgência exuberante, a submissão à moda e ao mundanismo; ele admite,nas suas altas posições, a homens que prosperam com a opressão dos pobres;ele fecha os olhos à opressão das raças nativas, à venda de ópio e álcool, e do imutável do Cristo morto com sua divina tristeza e o seu sangue. Ah, nós precisamos de que João Batista venha com as suas palavras severas a respeito do machado, a pá, a eira e o fogo. Somente isto poderá ser útil para preparar o caminho para o Rei: “ele veio para julgar o mundo!” [5]

 

- Da obra: Grandes Versículos da Bíblia.

 

 

 

 

 

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[1] RICHARDS, O.Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1°ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.15

[2] RICHARDS, op.cit., p.134

[3] SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia – A voz de Deus na Terra. 1°ed.Rio de Janeiro:CPAD,2010,pp 146,147

[4] SOARES,op.cit.,p 148

[5] MEYER, F.B (Grandes Versículos da Bíblia) apud RICHARDS, op.cit., p.16

O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA BÍBLIA-LIÇÃO 8

 

g32850 Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição O Ministério Profético na Bíblia,
a voz de Deus na Terra

3º trimestre/2010

Lição 08 - João Batista - O Último Profeta do Antigo Testamento

Leitura Bíblica em Classe
Mateus 11.7-15
I. A origem de João Batista
II. A personalidade de João Batista
III. João Batista, o último profeta

Conclusão


JOÃO BATISTA E A COMUNIDADE DOS ESSÊNIOS


Há ainda hoje quem procure associar João Batista à comunidade dos essênios que viviam em Qumran, no deserto da Judéia nas proximidades do Mar Morto. Josefo descreve o modus vivendi dessa antiga seita judaica em Antiguidades Judaicas, Livro 18, capítulo 1; Guerras Judaicas, Livro 2, capítulo 12[1]. A descoberta de sua biblioteca a partir de 1949 confirma os relatos do historiador judeu e trouxe à tona muitos detalhes até então desconhecidos. Desde então, não falta especulação sobre a possibilidade de João Batista e até o próprio Jesus terem sido essênios. Os documentos encontrados na região são abundantes, mas nenhuma prova conclusiva ainda foi apresentada. Parece, pois, temerário tentar associar o filho de Zacarias a eles.


Os defensores de um João Batista essênio argumentam que a comunidade era governada por uma hierarquia sacerdotal e João veio de família de sacerdotes. Tanto o filho de Zacarias como o grupo de Qumran compartilhava da visão escatológica, viviam no deserto e praticavam o banho ritual.

A teologia escatológica vem desde Ezequiel e Daniel. A literatura apocalíptica posterior trata basicamente do fim do mundo e do juízo final. Por que João teria que se abeberar em fontes essênias? Josefo e os documentos de Qumran afirmam que os essênios eram contra o ritual do templo de Jerusalém, por essa razão foram viver como eremitas no deserto, afastando-se da sociedade. Além disso, mulheres não eram aceitas na comunidade, mas adotavam crianças. Esses dados por si só mostram que os pais de João Batista não podiam ser essênio, pois Zacarias ministrava o sacerdócio na Casa de Deus, quando o anjo anunciou o nascimento de seu filho e era casado. E João? O texto sagrado afirma: “E o menino crescia, e se robustecia em espírito, e esteve nos desertos até o dia em que havia de mostrar-se a Israel” (Lc 1.80). Alguns interpretam que, como seus pais já eram idosos, logo teriam morrido e seu filho teria sido adotado por alguma seita do deserto. É evidente que se trata de interpretação hipotética, pois o deserto, na Bíblia, é sempre apresentado como local de contemplação e inspiração profética, quem não se lembra das experiências de Moisés e Elias? (Ex 3.1; At 7.30; 1Rs 19. 4-7). E João é o último da linhagem dos profetas: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mt 11.13).


Os banhos rituais eram parte da vida dos essênios, ainda hoje podem ser vistas essas banheiras de pedras em Uiad Qumran. Porém, o batismo que João introduziu é outra coisa, muito diferente da prática dessa comunidade do deserto. Segundo Josefo, essa prática visava à purificação do corpo e, sobretudo, era praticado diariamente.


A verdade é que ele realizava batismo ao longo do Jordão, não ficava fixo em um só lugar: “E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados” (Lc 3.3). A Palavra de Deus afirma que:”João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali e eram batizados” (Jo 3.23). Essa região é no norte de Israel, em Bete Shean. Ele realizou também batismo do outro lado do Jordão, onde hoje é a Jordânia: “Essas coisas aconteceram em Betânia, do lado do Jordão, onde João estava batizando” (Jo 1.28). Este é o local do batismo de Jesus.


A mensagem de João não era pensamento humano, nem da escola de Shamai, nem de Hillel, e muito menos dos essênios. É até possível haver alguns pontos de intercessão se forem comparadas todas as idéias religiosas vigentes na época. No entanto, afirmar que o Batista foi essênio ou que recebeu influência deles com base nos argumentos acima apresentados é exagero, é forçar demais a interpretação dos fatos.


Texto extraído da obra: O Ministério Profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD.


[1] A divisão de livros, capítulos e parágrafos nas obras de Flávio Josefo, na edição da CPAD, destoa do padrão universal, mas é a referência documentada aqui para facilitar a pesquisa de quem deseja conferir as informações.