Setor Educação Cristã CPAD-LIÇÃO 5

sábado, 30 de janeiro de 2010


Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã


Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios
- "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010


Lição 05 - Tesouros em Vasos de Barro


Leitura Bíblica em Classe
2 Coríntios 4.7-12


Introdução

I. Paulo Apresenta o Conteúdo dos Vasos de Barro (4.1-6)

II. Paulo Expõe a Fragilidade dos Vasos de Barro (4.7-12)

III. Paulo Fala da Glorificação Final Desses Vasos de Barro (4.13-18)

Palavras-chave: vaso, fragilidade

I. Paulo Apresenta o Conteúdo dos Vasos de Barro (4.1-6)

“A preciosa mensagem da salvação em Jesus Cristo, que tem um valor supremo, foi confiada por Deus a seres humanos frágeis e falíveis. O enfoque de Paulo, porém, não estava no recipiente perecível, mas em seu conteúdo de valor inestimável — no poder de Deus que habita em nós. Mesmo sendo fracos, Deus nos usa para transmitir suas Boas Novas e nos dá poder para fazer a sua obra. Saber que o poder é de Deus, e não nosso, deve nos afastar do orgulho e nos motivar a manter nosso contato diário com Ele, nossa fonte de poder. Nossa responsabilidade é deixar que as pessoas vejam Deus por nosso intermédio” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1615).

II. Paulo Expõe a Fragilidade dos Vasos de Barro (4.7-12)

• “Paulo nos lembra que, embora, às vezes, possa parecer que estamos sendo quase vencidos, nunca devemos perder as esperança. Nosso corpo está sujeito a pecar e sofrer, mas Deus nunca nos abandona. Por Cristo ter vencido a morte, temos a vida eterna. Todos os nossos riscos, humilhações e provas são oportunidades de Cristo demonstrar seu poder e sua presença em nós e por nós” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1615).

• Professor, explique aos seus alunos que “nossos problemas não devem diminuir a nossa fé ou nos desanimar. Antes, devemos perceber que existe um propósito em nossos sofrimentos. Os problemas e as limitações humanas trazem muitos benefícios:

1. Ajudam-nos a lembrar o sofrimento de Cristo por nós;

2. Ajuda a não termos orgulho;

3. Ajudam-nos a ver além dessa vida tão curta;

4. Provam a nossa fé;

5. Dão a Deus a oportunidade de demonstrar seu grande poder. Não se ressinta por seus problemas. ‘Veja-os como oportunidades de adquirir experiências com o Senhor’” (Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1325).

• “Os vasos de barros eram os objetos menos valorizados pela dona de casa. Quebravam-se com facilidade e eram baratos, de fácil reposição. Por outro lado, os vasos de metal ou de vidro eram caros e muito provavelmente, colocados em exposição. Paulo se via como um vaso de barro. O importante é o ministério e a mensagem que transmitia ao mundo. O apóstolo não queria estar em evidência, como se ele ou qualquer outro servo de Deus é que fossem importantes. Assim também hoje, o Espírito Santo que habita em nós e o evangelho que partilhamos merecem prioridade” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1ed. Rio de Janeiro, CPAD, 777).

• [...] “Paulo queria que os coríntios soubessem que pouco importava o que acontecesse, o tesouro no vaso de barro do seu corpo o impedia de ser quebrado pelas circunstâncias ou pelos inimigos.

De quatro maneiras Paulo enfatiza que o poder de Deus vencia sua fraqueza no ministério: 1) Os problemas pressionavam severamente de todos os lados (ou de todas as formas), mas por causa do poder incomparável de Deus, eles não podiam angustiá-lo — o que também pode significar que eles não podiam nem mesmo restringi-lo de disseminar o Evangelho; 2) Ele às vezes via-se perplexo diante das muitas adversidades, e nem sempre entendia o que lhe sobrevinha e os motivos de tais coisas estarem acontecendo, mas nunca tinha o tipo de desespero que duvidava de Deus; 3) Ele era perseguido (no grego, inclui as ideias de ser expulso e perseguido de lugar em lugar; cf. At 14.5,6; 17.13), mas não ficava desamparado. O Senhor não o abandonou, nem seus companheiros o deixaram em apuros; 4) Ele era abatido pelos inimigos, mas não destruído ou arruinado” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios. 1 ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, p. 203).

Extraído de:

RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005, p. 896.

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 310-11


ENSINADOR CRISTÃO 2CORÍNTOS LIÇÃO 5









LIÇÃO 5


TESOUROS EM VASOS DE BARRO


Para ensinar aos coríntios o valor da humildade, Paulo traça um paralelo entre o poder da mensagem do Evangelho e a forma que Deus escolheu para comunicar essa mensagem tão poderosa: por meio de pessoas imperfeitas. A figura que ele utiliza é a de um vaso de barro contendo um grande tesouro. Qualquer pessoa escolheria um lugar mais seguro e resistente para colocar seus bens. Pela estrutura do receptáculo, esse seria o lugar mais inseguro e frágil para se esconder um tesouro. Mas é desta forma que Deus escolheu comunicar sua glória de forma a este mundo caído. Conforme pesquisas feitas por especialistas, “o barro era extraído na localidade e deixado exposto ao tempo até ficar pronto para uso. A seguir, era misturado com água e pisado até ser transformado em lama plástica. Depois disso, o material era levado para uma bancada, onde mediante a adição cuidadosa de água, ele chegava à consistência certa para ser trabalhado. Aditivos como gesso moído eram às vezes adicionados ao barro para que o artigo acabado resistisse melhor ao calor e pudesse ser usado para cozinhar...tigelas e jarros eram feitos na roda e colocados para secar. Depois de seca, era possível decorar a vasilha conforme o gosto da pessoa...Além do uso da roda, o barro era comprimido” (Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, CPAD,págs.147-151).

VASOS DE BARRO QUEBRAVAM-SE COM FACILIDADE. Seu material de fabrico era comumente encontrado na Palestina. Geralmente, tinham pouco valor para as donas-de-casa, e não ficavam expostos, como os vasos de metal, que eram mais valiosos, duráveis e bonitos.

Apontando a si mesmo e aos coríntios como um vaso de barro, Paulo deixa claro que não tem a intenção de estar em evidência, como se fosse uma pessoa de extrema importância. Ele coloca a mensagem que traz consigo como a verdadeira coisa importante em sua vida.O vaso em si pode ter pouco valor, mas o conteúdo é preciso demais para ser desprezado. Quem poderia imaginar que um bem precioso pudesse ser guardado em um recipiente facilmente quebrável e de pouca importância? Aqui entra o motivo de Deus escolher “recipientes” tão simples e frágeis para depósito de algo celeste: a excelência do poder é de Deus, e não nossa. Isto nos remete ao fato de que Deus opera apesar de nós, e não por nossa causa. “Paulo é dominado pelo contraste entre o valor insondável e duradouro deste “tesouro do evangelho” e a indignidade humana (vasos de barro) daqueles que agora levam-no ao mundo. Ele também percebe que esse paradoxo é necessário. Deus escolheu trazer o Evangelho ao mundo através de seu poder de salvação possa ser vista como sua obra, e não como uma ação humana” (Comentário Bíblico Pentecostal, CPAD,pág.1091).




*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

AVATARES ! O QUE SÃO ?

sábado, 23 de janeiro de 2010








"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;" - I Timóteo 4:1.


Chamou-me a atenção quando observei uma criança brincando com uma figura luminosa parecida com um ser humano, mas que possuía uma espécie de rabo.

Ela disse que era um "avatar". Fui pesquisar e descobri algumas coisas interessantes que, como cristão, devem nos remeter a uma reflexão, principalmente sobre o contato que crianças têm com essa "doutrina" sendo vítimas fáceis de bem elaboradas e intrincadas teias diabólicas.

Primeiro é importante saber o que significa "avatar", que segundo o dicionário Michaelis é: "No hinduísmo, encarnação (literalmente descida) de uma divindade sob a forma de um homem ou de um animal, sobretudo de Vixenu, segunda pessoa da trindade indiana". Olha só com o que as crianças estão tendo contato e se maravilhando...

Depois, como se trata de um termo novaerense, pesquisei o significado que eles dão e achei o seguinte: Segundo Alice Ann Bailey (mentora da Nova Era) a palavra "avatar" significa: "Descer com a aprovação da fonte superior da qual provém, para benefício do lugar ao qual chega" (Dicionário Sânscrito de Monier Willians).

Segundo ela, os "avatares" mais conhecidos são: Buda no oriente e Jesus no ocidente. Ainda segundo ela, os "avatares" expressam dois incentivos básicos:


a) A necessidade de Deus fazer contato com a humanidade e relacionar-se com os homens;
b) A necessidade que tem a humanidade de entrar em contato com a divindade e ser ajudada e compreendia por ela.

Amados, é testemunha que não tenho a menor intenção de propagar tal ensino, todavia, se faz necessário trazer esses relatos para que - principalmente os pais - estejam atentos sobre que tipo de "influência" que os filhos estão se expondo.

Para minha surpresa, quando fui pesquisar sobre o filme, descobri que o James Cameron (o diretor) estudou, pesquisou e demorou nada mais e nada menos do que uma década para lançar tal filme (e derivados). Estranho não?

Por que demorar 10 anos para lançar um filme, sendo que bem sabemos tratar-se de um negócio bilionário?

Logo percebemos que não é tanto pelo dinheiro, mas sim o momento certo de disseminar uma "doutrina". Agora, após o lançamento do filme e paralelo a ele, são lançados games, brinquedos, revistas, etc...

Sem dúvida, as crianças (mesmo as que não assistem ao filme) ficarão encantadas com o filme e suas engenhocas fascinantes, e assim serão atraídas exatamente como aconteceu com as crianças do Flautista de Hammelin.

A armadilha é sempre a mesma, ou seja, criar instrumentos com os quais as crianças poderão acumular conhecimentos e absorver informações (serem doutrinadas). A tática é usar símbolos, pois, bem sabemos que a cognição funciona melhor quando expostos a simbologias.

Portanto, assim como me chamou a atenção aquele garotinho inocentemente brincando com seu avatar (ele provavelmente nem assistiu ao filme e muito menos sabe o que significa), espero que o Senhor esteja chamando a atenção de pais e mães, pois, não me canso de escrever que é bíblico dizer: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes." (1 Coríntios 15:33).

Por trás de um aparente inocente filme, brinquedo ou game, uma alma está sendo enredada por um inimigo sutil e terrível, cuja forma de ação se resume em roubar, matar e destruir, mesmo que sejam inocentes indefesos.

Em o Nome do Senhor, está dada a informação!


FONTE:
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PRESERVE A NATUREZA

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Na carta ao Romanos o apóstolo Paulo escreveu: ”Porque toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.22). Se esta escritura tivesse feito parte do discurso de algum ecológico moderno, não estranharíamos, mas ela foi escrita no primeiro século da era cristã. Naquele tempo, o autor não tinha a menor ideia de que esta escritura poderia significar tanto em nossos tempos de terceiro milênio. A inspiração do Espírito Santo ao apóstolo Paulo vislumbrava o presente e o futuro no sentido espiritual. Porém, quando ele fala do gemido da criação, incluía tanto a natureza animada como a inanimada. Aponta para o fator causador desse gemido no versículo 20 do mesmo capítulo, quando diz que “a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou”. Vaidade de que e de quem? A expressão refere-se, de fato, “à vaidade daquele que a sujeitou”. Quem sujeitou a criação ao desequilíbrio ecológico, se não o inimigo principal do Criador, o Diabo, com sua vaidade e egoísmo? Ora, sabemos que a criação inanimada não tem vontade própria, senão pela vontade de Deus. Deus condenou Satanás por ter sido o agente que induziu Adão e Eva a desobedecerem a Deus. Por esse modo entende-se que a criação tornou-se cúmplice dos pecados e da desgraça que operam no mundo. A criação tornou-se sujeita “ao sofrimento e às catástrofes físicas” (Bíblia de Estudo Pentecostal). O texto diz que a “criação ficou sujeita à vaidade” e isso significa que toda a criação, animada e a inanimada, foi submetida a “um estado de futilidade deplorável”, como escreveu Matthew Henry. Com consciência aguçada acerca do “gemido da terra”, a Igreja de Cristo tem um papel restaurador e mantenedor dos poderes vitais que dão sustentação à vida na terra. Quando Deus criou o homem, o criou com poder de governar e administrar a vida na terra de forma a manter e preservar os seus valores vitais (Gn 1.28).

Texto extraído do livro: Mordomia Cristã, CPAD.

SUBSÍDIO 2 CORÍNTIOS - LIÇÃO 4






LIÇÃO 4

24 DE JANEIRO DE 2010

A GLÓRIA DAS DUAS ALIANÇAS


TEXTO ÁUREO

“Porque, se o que era transitório foi para
glória, muito mais é em glória o
que permanece” ( 2 Co 3.11).

VERDADE PRÁTICA

A glória da Antiga Aliança desvaneceu
ante a glória superior da aliança
revelada em Cristo Jesus.


HINOS SUGERIDOS 287, 374, 432


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

• Conscientizar-se o aluno de que a glória da Antiga Aliança desvaneceu mediante a glória superior revelada em Cristo Jesus.
• Distinguir as duas Alianças.
• Compreender a superioridade da Nova Aliança sobre a Antiga.


INTERAÇÃO


Professor aproveite a oportunidade para mostrar aos alunos a importância do Antigo Concerto, ou Antiga Aliança para o povo Judeu, e também para nós cristãos indiretamente.
Deixar claro que a Antiga Aliança, era uma Aliança que veio em glória, era cheia de glória, mas ao cumprir seus objetivos, isto é, de mostrar o homem o seu pecado e sua condenação, também previa uma Nova Aliança, onde a graça e a verdade reinariam para sempre.
Mostre aos alunos que a Nova Aliança, portanto, é um “legado” da graça divina e ela entrou em vigor com a morte de Cristo ( 1 Pd 1.4).
Essa Aliança que foi prometida em Jeremias 31.31-34, alcança a Israel e a Igreja. As demais alianças, mesmo que em si eram eternas, mas em seus cumpridores tinham caráter transitório; esta porém, é eterna: ela inclui o Milênio e entra na Eternidade.




INTRODUÇÃO


Nesta lição vamos falar sobre as duas principais alianças: Antiga Aliança (Lei), e a Nova Aliança (Eterna). Ao total são oito alianças: A Edênica, A Adâmica, A Noélica, A Abraâmica, A Lei (Antiga Aliança), A Palestina, A Davídica, e A eterna (Nova Aliança). Alguns teólogos opinam por 12 Alianças e não por oito apenas, mas aqui, citaremos apenas essas oito.
Paulo na defesa de seu apostolado, para mostrar a veracidade de seu ministério aos coríntios, ele resolve falar acerca dessas duas alianças que seria uma forma de mostra aos corintos que ele foi chamado por Deus, que a obra é de Deus; e que, os corintos também eram participantes dessa glória trazida pela Nova Aliança.
Então, o apóstolo, começa a mostrar a glória de cada Aliança, fazendo um contraste entre essas duas Alianças, e mostrando a excelência da Nova Aliança neotestamentária, prevista no Antigo Testamento.


I – ALIANÇAS DE LUZ E GLÓRIA ( 3.9-16).

No versículo 6, Paulo nos conduz a um importante aspecto do seu ministério ( e do nosso). Somos ministros da Nova Aliança. A palavra KAINOS, traduzida como “nova” nesse trecho, também significa “diferente e superior”.
ALIANÇA: Convênio solene e formal entre duas ou mais pessoas ou grupos, visando especialmente à realização de alguma ação. A promessa de Deus no sentido abençoar àqueles que lhe obedecem ou satisfazem certas condições.
Está claro aqui, que Paulo contrasta a Antiga Aliança com a Nova, mostrando-nos as alianças da Lei e da Graça (veja Jo 1.17). Quando diz que “a letra mata”, refere-se à Lei Mosaica dada à nação de Israel nas tábuas de pedra. A Nova Aliança, que concede a vida, está escrita pelo Espírito Santo em nossos corações.
Como a letra (Lei de Mosaica) matou? Determinou a pena de morte para certos atos de desobediência e para aqueles que não quiseram obedecer a Deus (Ex.21.12-17; 22.18-20). Foi uma morte física e literal. Mostrava os deveres do povo, mas não podia capacitar as pessoas a cumprirem ou satisfazerem às leis que continha. Exigia a obediência e certas regras, sem difundir a força moral para tanto. Mesmo assim, a Lei Mosaica era boa e servia a determinado fim.



II – A GLÓRIA DA ANTIGA ALIANÇA


Sua origem: Termos determinados por Deus, escritos pelo dedo de Deus, dados em resplendor.
Sua revelação: De Deus, sua natureza e vontade; do pecado e seus resultados.
Suas promessas: Individuais e nacionais; físicas, materiais e espirituais.
Sua autoridade: A Palavra de Deus, autoridade absoluta. Obedecer = Vida; Desobedecer = Morte.

Sua providencia em relação à salvação

Convencer o homem do pecado. Apontar para um Redentor (Salvador). Perdão pelos sacrifícios. Deus ouve o arrependido. Salvação mediante a fé em Deus.

Paulo reafirma três vezes em 2 Coríntios 3.9-11 que a lei foi gloriosa.Ainda que bem severa, foi concedida por Deus e “teve sua glória”. Quando Moisés subiu o monte Sinai para se encontrar com Deus e receber a Lei, houve trovão, relâmpago e vapor espesso, ouviu-se também o som da trombeta. “ A glória do Senhor pousou sobre o monte Sinai” (Ex 24.16).

Chamamos a Lei do Antigo Testamento de “ Lei de Mosaica”; mas na época, foi realmente a lei de Deus para o seu povo. Um Deus tão Santo e Glorioso não daria senão uma lei santa e gloriosa! Paulo nos diz que essa lei foi santa e justa, boa e espiritual (Rm 7.12,14). O homem pecador, porém, é justamente o contrário disso. Ao encarar a lei, o homem pode reconhecer o seu pecado e perceber a necessidade de um Salvador. Gálatas 3.24 explica de forma eloqüente dessa função da lei: “ a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé”. O sedento procura água. O doente pede o médico. E as almas condenadas pela lei buscam perdão. A nossa parte é conduzir-las ao Salvador.

O mandamento não podia salvar ninguém, mas Deus, na sua misericórdia, providenciou um sistema sacrificial para remissão de pecados. Ele aceitava provisoriamente a morte de animais como substituto pela morte dos pecadores. Foi somente uma maneira de assinar o futuro sacrifício definido e abrangente do seu Filho, Jesus Cristo, o qual seria a base da salvação para todos os povos de todas as épocas. Quando as pessoas se arrependem de seus pecados, Deus as salva pela sua graça ( e não em conseqüência da sua obediência à lei).

A lei trouxe iluminação espiritual e moral para os indivíduos e para a nação. O Salmo 119 constitui um hino de louvor a Deus por sua Palavra e Lei. Quase todos os 176 versículos desse salmo expressam profundo agradecimento a Deus pelos seus mandamentos. As vidas orientadas pela Lei eram grandemente abençoadas, e quando as nações honravam e acatavam a lei de Deus, elas prosperavam. Os indivíduos e nações que se rebelavam contra Deus e sua lei sofriam conseqüências funestas. Os Dez Mandamentos tem servido de base para a constituição nacional de muitos países. Seus princípios morais e sociais fornecem excelentes diretrizes para o bom governo e as boas relações humanas.



III – A GLÓRIA DA NOVA ALIANÇA (3.7-4.6)


A Nova Aliança é o convênio no qual Deus promete aceitar como seus filhos todos que aceitarem Jesus como seu Senhor e Salvador. O Novo Testamento nos conta as bênçãos da Nova Aliança. Em 2 Coríntios 3.7-4.6 vemos como ela difere da Antiga Aliança.

Uma das características mais importantes da Nova Aliança é a sua permanência. O Velho convênio esmoreceu, cedendo lugar a algo mais glorioso. O versículo 10 diz que já foi glorificado. Veja a interessante ilustração no versículo 13. Quando Deus falava com Moisés, o rosto dele resplandecia, refletindo a glória do Senhor. Então Moisés cobriu o rosto, e o povo não conseguiu ver esmorecer a glória. Esse esmorecimento da glória foi o retrato da Lei que reflete a glória de Deus. Mas hoje temos uma luz do conhecimento da glória de Deus, na face bem mais gloriosa de Cristo. Uma lâmpada elétrica dá mais luz que cem velas.

Quando há luz elétrica, o que devemos fazer com as velas? Soprá-las, pois são desnecessárias: Jesus, a luz do mundo, já veio – a Palavra viva ( O verbo ) de Deus –trazendo-nos a Nova Aliança do Evangelho. Vemos no livro de hebreus, um eloqüente tratado acerca da sua superioridade à Lei Mosaica.

Lucas 2.9 diz que a “glória do Senhor brilhou ao redor deles”.
A glória da Nova Aliança brilha e ilumina, ao passo que a Antiga Aliança já esmoreceu. O indivíduo que lê e estuda a Antiga Aliança sem conhecer e aceitar a Nova tem no seu coração e mente uma espécie de véu ( 2 Co 3.14-16). Em contraste, o Senhor tira o véu! O ministério da Nova Aliança deveria “declarar a verdade?” Não cabe aqui o ocultismo, a decepção nem a falsificação da Palavra de Deus (4.2).

Mesmo que Satanás possa retardar a obra de Deus, Jesus continua sendo a luz do mundo. Seus ensinamentos e a presença do seu Espírito em nós iluminam a nossa mente e o nosso coração. A Nova Aliança é salvação mediante a fé em Cristo – uma nova vida agora e uma vida eterna na glória para aqueles que o aceitarem como Senhor e Salvador. Sua Palavra no Novo Testamento diz o que devemos fazer. Seu Espírito a escreve em nossos corações e nos dá vontade de cumpri-la, em vez de nos rebelarmos contra o mandamento; também nos capacita a realizar o que Deus manda fazer. A Nova Aliança e o Evangelho da glória de Cristo iluminam e reconciliam o pecador arrependido a Deus (4.4-6).








*EXTRAÍDO DO LIVRO Comentário Bíblico 1 e 2 Coríntios, Págs 167,168,169,170, Thomas Reginaldo Hoover, CAPA.

Setor Educação Cristã CPAD-LIÇÃO 4

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010



  • Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
    Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

  • Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios - "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

    1º trimestre/2010



    Lição 04 - A Glória das Duas Alianças


    Leitura Bíblica em Classe
    2 Coríntios 3.1-11


    Introdução

    I. Paulo Justifica Sua Autorrecomendação

    II. A Confiança da Nova Aliança (3.4-11)

    III. A Glória da Nova Aliança (3.7-18)

    Palavras-chave: aliança e glória

    I. Paulo justifica sua autorrecomendação

    • Professor, introduza o tópico fazendo a seguinte indagação: “Paulo precisava de carta de recomendação?”

    “Mestres itinerantes da igreja primitiva tinham por característica levar cartas de apresentação (cf. At 18.27). Os inimigos de Paulo aparentemente atacavam sua credibilidade ao indagarem: Onde estão as suas cartas?

    Todo verdadeiro crente é uma carta aberta de Cristo, pois sua vida refletirá a obra de Deus em sua personalidade. Desde que Paulo conduziu muitos coríntios a Cristo, estes são cartas que testificam seu ministério, competência e chamado”.

    (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 776).

    II. A Confiança da Nova Aliança (3.4-11)

    • Professor, converse com seus alunos explicando a superioridade do Novo Concerto revelado em Cristo Jesus e as provisões da Nova Aliança. Conscientize os alunos de que a Lei nunca foi um caminho para a salvação, pois Deus já havia predito um novo Concerto com Israel. Somente o Novo Concerto é capaz de oferecer perdão e um novo coração.

    III. A Glória da Nova Aliança (3.7-18)

    • Professor, é importante que seus alunos compreendam o significado do termo “glória”. Observe, com atenção, o que o dicionário Zondervan Expository Dictionary of Bible Words diz a respeito do mesmo:

    “No Antigo Testamento, a glória de Deus está intimamente ligada à auto-revelação do Senhor. Há muitas imagens: esplendor fulgurante, e santidade flamejante marcam sua presença (por exemplo, Êxodo 16.10; 40.34,35; 2 Crônicas 7.1,2). Mas, nenhum poder elementar ou santidade flamejante expressam a Deus de maneira absolutamente adequada. Dessa forma, o Êxodo relaciona a glória de Deus com revelação de seu caráter amoroso. Quando Moisés implorou para que Deus lhe mostrasse sua glória, a Bíblia relata: ‘Ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti e apregoarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem me compadecer. E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá (Êx 33.19,20). Com o mesmo sentido de revelação, Deus diz: ‘Serei glorificado’, no caso da recusa do Faraó em deixar que Israel saísse do Egito (Êx 14.4). O grande poder redentor de Deus foi exibido no Êxodo (Nm 14.22), da mesma forma como seu poder criativo é exibido quando ‘os céus manifestam’ sua glória (Sl 19.1).

    Mas ‘glória’ implica em mais do que revelação de como Deus é. Implica em invasão do universo material, expressão da presença ativa de Deus entre seu povo. Assim, o Antigo Testamento conscientemente relaciona o termo ‘glória’ à presença de Deus em Israel, em tabernáculos e templos (por exemplo, Êxodo 29.43; Ezequiel 43.4,5; Ageu 2.3). A glória objetiva de Deus é revelada por sua vinda, para estar presente conosco — seu povo — e para se mostrar a cada um de nós por suas ações neste mundo”

    (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 310-11).

    • Professor, providencie cópias do quadro abaixo para seus alunos. Você poderá utilizá-lo ao explicar o segundo subtópico do tópico II.

    O Ministério da Lei em Contradição com o Ministério da Graça
  • A Lei diz: “Olho por olho e dente por dente” (Êx 21.23-25).
  • A Graça diz: “Não resistirá ao mal” (Mt 5.39).
  • A Lei diz: “Aborrecerás o teu inimigo” (Dt 23.6). 2.A Graça diz: “Amais os vossos inimigos” (Mt 5.44).
  • A lei exige: “Fazei e vivei (Lv 18.5) [a segurança de Israel, tudo o que lhe diz respeito, consiste em fazer algo para poder viver] (Ne 9.29; Êx 2.11; Gl 3.12).
  • A graça diz: “Crede e vivei” (Jo 5.24), para que pela fé recebamos a promessa do Espírito (Rm 4.13,16);
  • A lei foi dada por causa da transgressão (Gl 3.19)
  • A Graça foi dada como promessa a Abraão e sua posteridade: Cristo Gl 5.3-18).
  • A Lei é a força do pecado (Rm 4.15). 5. A Graça nos livra do pecado (Rm 6.14,15).
  • A Lei condena a melhor criatura (Sl 14.1-3).
  • A Graça justifica graciosamente a pior criatura (Lc 23.43; Rm 5.5-8).
  • A Lei opera a ira de Deus (Rm 4.15). 7.A Graça nos livra da ira futura (Is 54.8).
  • A Lei fecha toda a boca (Rm 3.19)
  • A Graça abre toda a boca (mc 16.15-18).
  • A Lei opera a morte ( Rm 7.4-11).
  • A Graça opera a vida eterna (Jo 5.24,39,40).
  • A Lei não justifica alguém diante de Deus (At 13.39).
  • A Graça nos justifica mediante a fé (Rm 3.21-28).


    Extraído do livro, Estudos sobre o Apocalipse, CPAD, pp. 49,50.


    • Conclua o tópico III, explicando que o Segundo Pacto é superior ao Primeiro, porque veio mediante a pessoa de Jesus Cristo, que consumou todas as coisas do Antigo Pacto, em um único ato sacrificial. Depois peça que todos leiam a Verdade Prática.

    Conclusão

    Conclua a lição lendo, juntamente com seus alunos, a Verdade Prática da lição.




    Extraído de:

    RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005, p. 896.

    RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 310-11
























ENSINADOR CRISTÃO 2CORÍNTIOS - LIÇÃO 4

domingo, 17 de janeiro de 2010








LIÇÃO 4



A GLÓRIA DAS DUAS ALIANÇAS


Nesta lição, Paulo mostra aos coríntios a diferença da aliança feita entre Deus e o povo de Israel, dada por Moisés, e a aliança trazida pelo Senhor Jesus, onde o Santo Espírito atua no coração do ser humano. Em cada aliança existem responsabilidades e direitos, mas a nova aliança é em tudo superior a primeira.

UMA ALIANÇA GRAVADA NO CORAÇÃO. Quando um pacto ou um tratado era assinado, havia algum tipo de cerimônia ou documento que validaria o ato e traria o reconhecimento por parte daqueles que haviam participado dele. Dependendo do que se tinha em mãos, esse pacto poderia ser celebrado com o sacrifício de um animal ou com uma refeição. Quando Deus fez um pacto com os judeus, deu-lhes a Lei, gravada em pedra. Ela servia para que as pessoas a consultassem, a lessem e entendessem quais eram os compromissos que tinham para com Deus e Deus para com eles. É verdade, pela história, que eles não conseguiam honrar sua parte no pacto, pois a natureza pecaminosa não o permitia. Deus fez, então, um segundo pacto ou aliança(testamento), onde ofereceu a pessoa de Jesus para salvar a humanidade de seus pecados. Esse pacto é gravado nos corações daqueles que crêem em Cristo. E sendo essa vontade de Deus, o pacto ou testamento pode ser rejeitado ou aceito por quem o ouve, mas nunca alterado! A humanidade pode aceitar Jesus ou rejeitá-lo, mas nunca poderá alterar ou colocar como válida outra forma de ser salva de seus pecados.

A CARTA DE RECOMENDAÇÃO DE PAULO. Os judeus tinham por habito levarem consigo, em viagens, cartas de recomendação, para poderem ser recebidos em lugares onde não eram conhecidos. Paulo cita essa prática aqui, mas de forma diferenciada, pois alude a pessoas que o acusavam de depender de apresentação para ser aceito em outras igrejas.
Ele comenta que não precisava desse tipo de documento, enquanto outras pessoas, sim. “Estes versos voltam a 2.17 e antecipam3.4-6; eles são versículos de transição, e apresenta a defesa que Paulo faz de seu ministério apostólico, ou seja, dele mesmo, do seu trabalho e da sua mensagem. Nestes versículos, ele afirma que a recomendação do seu ministério é simplesmente o caráter evidente dos próprios coríntios.
Eles são como uma carta escrita pelo próprio Cristo, tendo Paulo como escriba e mensageiro. Paulo tem medo de que a insistência no assunto de sua sinceridade possa ser transformada em uma acusação antecipada. “Necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós ou vós?. A pergunta sarcástica devolve a acusação aos oponentes de Paulo” (Comentário Bíblico Beacon, CPAD, pág. 416).



*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho