SUBSÍDIOS 1 JOÃO LIÇÃO 10

sexta-feira, 4 de setembro de 2009



LIÇÃO 10
06 DE SETEMBRO DE 2009
OS FALSOS PORFETAS
INTRODUÇÃO
O Antigo Testamento e o Novo Testamento registram a importância dos profetas do Senhor, especificamente no Antigo Testamento onde eles exerceram esse ofício com tanta singularidade que era ao lado do Sacerdócio e Rei o mais importante.
Mas também houve entre o povo de Deus no Antigo Testamento os falsos profetas, como também há entre nós os falsos doutores/mestres que se infiltram no seio da igreja astuciosamente com seus ensinamentos nocivos ao povo de Deus. São impostores procurando desarraigar e desviar o santo rebanho para longe da verdade e do Sumo Pastor, suscitando dúvidas e desordem de todo tipo.
Certamente, esses obreiros do pecado receberão do Senhor o justo juízo, o galardão da injustiça, e perecerão na sua própria corrupção.
I – PROFETA E PROFECIA
Profeta é aquele que,movido pelo poder do Espírito Santo, transmite mensagens inspiradas do Senhor.
Há muita confusão a respeito do dom de profecia e do ministério profético; aquele é uma graça extensiva a todos os membros na congregação que possuem o dom de profetizar. Isto está claro nas Escrituras: “... todos, uns após outros, podeis profetizar”, 1 Co 14.31. E para não haver confusão, Paulo disse: “falem dois ou três profetas, e os outros julguem”, 1 Co 14.29.
E, quanto ao Ministério profético, se refere somente ao ministério, At 15.32; 21.10.
Muitos acham que o ministério de profeta equivale ao de pregador; porém, há uma grande diferença. É certo que um pregador pode profetizar dentro duma pregação, mas nem sempre a pregação é mensagem profética.
O pregador fala a mensagem iluminada segundo a graça divina de acordo com a palavra de Deus, conforme se vê em Atos 6.6-10; 2.14-36;
A profecia, porém, é uma mensagem direta da parte de Deus; o profeta transmite a mensagem de poder, controlado pelo Espírito Santo, 1Co 14.6.
O Senhor Jesus Cristo é o fundamento da igreja, conforme a doutrina básica dos apóstolos e profetas. A gloriosa pedra angular, como está escrito: “Edificarei sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a pedra principal da esquina”, Ef.2.20.
O ministério profético do Novo Testamento é inteiramente diferente do Antigo Testamento. No Antigo a palavra vinha a eles, no Novo a palavra é anunciada inspiradamente pelo poder do Espírito Santo.
Os profetas, como pessoas, não são infalíveis. Portanto, todas suas mensagens estão sujeitas a julgamento pela palavra de Deus, 1 Co 14. 29; 1Ts 5.20,21;Jr 23.28-30.
O ministério profético foi como esteio na igreja primitiva, Ef.2.20. Contudo os dons proféticos não foram reconhecidos como regra para orientar a igreja, vide Atos 21.10-14;1 Co 14.3,29.Quem guiava era a palavra de Deus, a única regra para orientar e guiar a igreja, At 6.1-4.
Quanto às revelações ou profecias, estão sujeitas à pedra de toque – A bíblia.

II -AS EPISTOLAS 2 PEDRO E JUDAS

Existem tantas semelhança entre 2 Pedro e Judas que muitos comentaristas sugeriram uma dependência oral ou lietrária.Certamente, cada autor está profundamente preocupado a respeito do perigo dos falsos mestres para a igreja. E a linguagem que eles utilizam para descrever e denunciar os falsos mestres é quase idêntica.
Esses dois homens, ambos líderes reconhecidos, se sentiram obrigados a tratar do perigo da contaminação da verdade por homens que se disfarçavam de mestres cristãos visando alcançar os seus próprios objetivos egoístas.
Pedro, fala de muitos outros assuntos, mas dedica especialmente 22 versículos contra os falsos mestres e seus ensinamentos.
O apóstolo Judas, começa a falar sobre a salvação, quando é abruptamente interrompida para falar sobre a defesa da fé contra os falsos mestres.
Examinando essas cartas podemos frisar alguns pontos:
• Infiltração (2 Pe 2.1; Jd 4,12). Os falsos mestres ganham penetração fingindo ser crentes. Judas diz que eles “se introduziram com dissimulação” (v.4,ARA).Ironicamente, a sua agenda não é clara, pois eles hipocritamente participam da adoração na igreja. Somente quando eles são aceitos e já obtiveram alguma influência sobre a congregação é que a sua verdadeira natureza e os seus verdadeiros motivos são revelados.
• Eles praticam e ensinam imoralidade (2 Pe 2.3, 10,14,18-19;Jd 4,7). Uma das características dos falsos mestres que é mencionada repetidas vezes é o seu modo de vida imoral. Eles justificam o seu comportamento com base na graça. O argumento é que uma vez que o cristão foi libertado da Lei, ele está livre para fazer o que desejar. Judas diz isto é “converter”,transformar,tornar, em outra coisa; aqui com a clara conotação de “corromper” a graça de Deus em alguma coisa que ela não é – permissão para o pecado.É importante observar que uma boa parte da atração destes falsos mestres está no fato de que os seus ensinamentos parecem validar o comportamento imoral deles.
• Os seus ensinos nega a Cristo o Seu lugar como Senhor soberano e Salvador (2Pe 2.1;Jd 4).As epístolas de João desenvolvem também a natureza desta negação. É basicamente a rejeição dos ensinos das Escrituras de que Cristo é o Deus eterno, que veio em carne (1Jo 2.22-23,4.2-3).
• Os falsos mestres são motivados pelo egoísmo e pela avareza e não pelo desejo de servir (2Pe 2.3;14-15;Jd 15-16). O termo “avareza” pode ser usado a respeito de luxúria sexual, mas neste caso é mais provavelmente uma referência a finanças. Os falsos mestres exploram as pessoas que enganam para seu próprio ganho pessoal. A imagem de Judas é explícita; estes são pastores que apascentam “ a si mesmos” (12). Que contraste com os verdadeiros pastores descritos em 1 Pedro 5, que servem “não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade” (5.2,RA).
• Os falsos mestre rejeitam a autoridade (2 Pe 2.10;Jd 8-10). A autoridade que os falsos mestres rejeitam não é dos apóstolos, mas a do próprio Deus.
• Os falsos mestres reagem como animais irracionais (2Pe 2.12;Jd 10).
• Os falsos mestres são dominados por desejos pecaminosos (2 Pe 2.10,14-15,18;Jd 16,18).
• Os falsos mestres e seus ensinos são vazios,inúteis e sem nenhum valor (2Pe 2.17-19;Jd 12-13).Uma série de vívidas analogias retrata o homem vazio e os seus ensinos vazios. Nuvens sem chuva e fonte sem água são incapazes de promover o crescimento da natureza. Árvores desarraigadas no outono são mortas e infrutíferas. As ondas do mar e as estrelas errantes não têm propósito nem valor.Mas os falsos ensinos não são apenas desprovidos de valor. Eles são destrutivos, pois prometem liberdade enquanto, na verdade, acrescentam elos às correntes que tornam os seres humanos perdidos escravos do pecado.
• O destino dos falsos mestres e seus seguidores é certo: eles enfrentam o julgamento de Deus como retribuição dos seus erros (2 Pe 2.1,3,13;Jd 5-7,14-16).Este tema ecoa repetidas vezes através destes breves avisos. O apelo dos falsos mestres pode ser momentaneamente atraente, mas cada passo dado no caminho indicado pelos falsos mestres é um passo em direção ao julgamento.
Judas e Pedro expressam uma preocupação profunda de que os crentes não se extraviem por causa dos falsos mestres. Tragicamente, existem falsos mestres na igreja de hoje – e freqüentemente em posições elevadas. O nosso papel, bem como o das nossas instituições, é estar alerta.


CONCLUSÃO
Os falsos profetas estão hoje infiltrados por toda parte, procurando desviar os crentes incautos, da verdade. Embora declarem-se líderes espirituais, sua real preocupação é com as coisas materiais; seu único desejo é satisfazer os apetites da carne.Devemos saber identificá-los e refutar seus nefatos ensinos, divorciados da palavra de Deus.Para isto é mister que estejamos em perfeita comunhão com o Todo-Poderoso, caso contrário, seremos confundidos e enganado com seus erros.







BIBLIOGRAFIAS USADAS
-Lawrence O. Richards - Cometário Histórico-Cultural do Novo Testamento, CPAD
-João de Oliveria, Sê tu uma Bênção, CPAD.

SUBSIDIO 1 JOAO LIÇÃO 9 ST.ED.CRISTÃ CPAD

sábado, 29 de agosto de 2009


Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição I João - Os Fundamentos da fé e a perfeita comunhão com o Pai
3º trimestre/2009


Lição 09 - O crente e as bênçãos da salvação



Leitura Bíblica em Classe
1 João 3.6-10



Muitas coisas acontecem na vida do homem que recebe a Jesus como seu Salvador. Ele é salvo dos seus pecados, a salvação o livra da culpa e do poder do pecado. O crente fiel é salvo do juízo, da ira de Deus e da morte eterna. Ele entra em comunhão com Deus, recebe entrada na sua graça e torna-se cidadão do céu. Por ser salvo, ele tem no coração um lugar para o Espírito Santo agir em sua vida. A salvação dá ao homem uma viva esperança e direito a glória eterna e assim é salvo da ira de Deus.

I - A posição do crente diante do pecado

Mantendo-se regularmente distante do mal, o crente guarda a sua alma. A Bíblia diz repetidamente: “O que guarda a sua alma, retira-se para longe dele [do caminho perverso]” (Pv 22.5); “Não te aproximes da porta da sua casa [do pecado]” (Pv 5.8) se põe em perigo. Quando Pedro seguiu de longe, pôs-se em perigo! (Lc 22.54,55). Por isso é que devemos seguir o Senhor de perto ( Sl 63.8). O crente também deve evitar a companhia daqueles que dão mau exemplo (1 Co 15.33; Pv 22.24; 20.19;Sl 1.1; Js 23.12,13), não devendo impressionar com a maioria, que prosegue para fazer o mal (Êx 23.2). A Bíblia diz: “O alto caminho dos retos é desviar-se do mal” (Pv 16.17).

II - O crente e a sua comunhão com Deus

Andar com Deus é o mais perfeito sinônimo de comunhão com o Pai Celeste. Diz a Bíblia que andou Enoque com Deus. E tão profunda era a intimidade que fruía com o Senhor, que o próprio Senhor, um dia, o tomou para si (Gn 5.24). Vivendo ele numa das era mais ímpias da história da humanidade, não somente andou com Deus como também testemunhou, publicamente, acerca da justiça divina. Sua comunhão com o Senhor, portanto, não era apenas particular; era notória e aberta. Profeta do Altíssimo, condenou toda a sua geração que, irremediavelmente ímpia, recusava o oferecimento da graça divina.

Andar com Deus significa, ainda ter uma vida como a de Eliseu que, por onde quer que fosse, era de imediato reconhecido como homem de Deus (2 Rs 4.9). E Abraão? Pelo próprio Deus foi chamado de amigo (Is 41.8).

1. A meditação na Palavra de Deus

A Bíblia é a inspirada, a inerrante, a infalível, a soberana e a completa Palavra de Deus. Quanto mais lermos a Bíblia, mais sábios tornaremos. Ela orienta-nos em todos os nossos caminhos; consola-nos quando nenhum consolo humano é possível; mostra-nos a estrada do calvário e leva-nos ao lar celestial.

Os crentes que lêem a Bíblia diariamente são mais sábios e acham-se melhor preparados, a fim de enfrentar as lutas e as dificuldades que nos juncam o cotidiano. Faça da Palavra de Deus o seu lenitivo.

2. Oração

Oração é o ato pelo qual o crente, através da fé em Cristo Jesus e mediante a ação intercessora do Espírito Santo, aproxima-se de Deus com o objetivo de adorá-lo, render-lhe ações de graça, interceder pelos salvos e pelos não-salvos, e apresentar-lhe as petições de acordo com a sua suprema e inquestionável vontade (Jo 15.16; Rm 8.26;1Ts 5.18; 1Sm 12.23; 1Jo 5.14). Tiago afirma: “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto” (Tg 5.16-18). Estivéssemos nós conscientes desta verdade, cultivaríamos ainda mais esta doce e amorosa disciplina da vida cristã. Sem oração jamais haveremos de mover a mão de Deus para que aja sobrenaturalmente, no mundo, por intermédio de seu povo.

3- Jejum

Jejuar, a palavra vem do latim, jejunare, com o sentido da prática do jejum; abster-se de comer, ou abstinência de alguma coisa.

Jejum é abstinência total ou parcial de alimentos durante um determinado período, visando aprimorar o exercício da oração e da meditação. O jejum bíblico não pode ser visto como penitência, mas como um sacrifício vivo e agradável a Deus. Para que seja aceito, deve ser o jejum acompanhado de justas e piedosas intenções.

Mesmo não sendo um mandamento, a prática do jejum é muito salutar para a vida espiritual, como um reforço à oração e súplica, seja de modo sistemático, ou nem momentos em que se faz necessária uma maior contrição diante de Deus. Jesus jejuou. Este é um exemplo marcante. Homens de Deus jejuaram, inspirando-nos a seguir-lhes o exemplo. O jejum físico só tem valor quando a pessoa já vive em jejum espiritual (abster-se e atitudes que não agradam a Deus), na comunhão com Deus.

III - A salvação nos habilita para o serviço cristão

Serviço cristão é o trabalho que, amorosa e voluntariamente, consagramos a Deus, visando a expansão de seu Reino até aos confins da terra, no poder e na unção do Espírito Santo, sem jamais descurar de nossas obrigações assistenciais (At 1.8; Gl 2.10).

O serviço cristão não é apenas prática; é doutrina e teologia; encontra-se fundamentado nas Escrituras Sagradas e na experiência histórica da Igreja. Por conseguinte, nos permitido afirmar: o Serviço Cristão é a teologia em ação.

Se não nos dedicarmos integral, sacrificial e amorosamente ao Serviço Cristão, como nos haveremos ante o Tribunal de Cristo? De casa um de seus filhos, exige Ele que não somente se envolva, mas que se comprometa com a divulgação do Evangelho até aos confins da terra.



Conclusão

O Senhor Jesus foi, em todas as coisas, um singular exemplo. Como seus discípulos, devemos também nos dedicar e seguir seu exemplo.




Extraído de:

ANDRADE, Claudionor de. As Disciplinas da Vida Cristã: Como alcançar a verdadeira espiritualidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

LIMA, Elinaldo Renovato de. Aprendendo Diariamente com Cristo: Como viver uma vida cristã em um mundo em conflito. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Lição Jovens/Adultos aluno 4trim/2009






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Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2009

A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.
No 4º trimestre de 2009, estaremos estudando o tema Davi - As Vitórias e derrotas de um homem de Deus
Comentarista: Pastor José Gonçalves

SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- Davi e a sua vocação
2- Davi enfrenta e vence o Gigante
3- Davi na Corte Real - Vivendo com sabedoria
4- Davi e tempo de Deus em sua vida
5- Davi e sua equipe de liderados
6- Davi unifica o Reino de Israel
7- A Expansão do Reino Davídico
8- O pecado de Davi e suas consequencias
9- A restauração Espiritual de Davi
10- Davi e o preço da negligência na família
11- Davi e a restauração do culto a Jeová
12- Davi e o seu Sucessor
13- Davi - Um Homem segundo o coração de Deus

Formato: 13,8 x 21cm / 64 págs
Acabamento: Grampeado
Periodicidade:Trimestral

Lição adolescentes aluno 4trim/2009






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Adolescentes Aluno - 4º trim/2009

4º trimestre de 2009

Adequada para o adolescente de 13 e 14 anos, a revista Adolescentes, a cada trimestre, dá novos conhecimentos a respeito da Palavra de Deus.
Totalmente reformulada de acordo com orientação pedagógica e didática, com conteúdos didáticos atualizados.

Neste trimestre, estaremos estudando o tema: O Atleta Cristão

SUMÁRIO:
1 - Bem-vindo a equipe de Cristo
2 - O Bom e o mau atleta
3 - Conheça o treinador da Equipe de Cristo
4 - Nosso Adversário e suas armas
5 - Trabalhando em Equipe
6 - A União faz a força!
7 - Vencendo obstáculos
8 - Os objetivos da Equipe de Cristo
9 - As regras do jogo
10 - O cuidado do atleta
11 - A perseverança do atleta
12 - Punições para os rebeldes
13 - O prêmio dos vencedores

Formato: 13,5 x 21cm / 64 págs
Acabamento: Grampeado
Periodicidade:Trimestral

SUBSÍDIOS 1 JOÃO LIÇÃO 8

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


LIÇÃO 8
23 DE AGOSTO DE 2009-08-20
A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO
INTRODUÇÃO
Antes que o homem pudesse pensar em Deus, ele (homem) já estava no pensamento da Trindade Santa. A Escritura em inúmeras passagens atribui a salvação a uma ação e iniciativa completamente divina: Deus elege, predestina e chama (Ef.1.4,5,18;2.8-10;Rm 8.3.1;2 Pe 1.10).No entanto, é necessário que o homem responda positivamente a vocação celeste:Recebendo-o (Jo 1.12), crendo (Jo 6.37), invocando-o (Rm 10.13), entre outros. A obra inicial do Espírito Santo, a fim de que o pecador seja salvo, é convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11).Portanto, há um completo envolvimento da deidade e do homem na salvação. O gráfico a seguir representa esses conceitos.

I – O QUE É A SALVAÇÃO
Na língua original do Novo Testamento, a palavra sõtêria, além de salvação, traz as seguinte significações: “libertação de um perigo iminente. Livramento do poder e da maldição do pecado. Restituição do homem à plena comunhão com Deus” (Dicionário Teológico).
Salvação não significa apenas livramento da condenação do inferno. Ela abarca todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de Deus para com o homem e o mundo através de Jesus, O Redentor, nesta vida e na outra.
A salvação é o resultado da redenção efetuada por Jesus, o meio que Deus proveu para livrar o homem de seus pecados. Salvação é o usufruto desse livramento. Portanto, salvação, quer no Antigo ou Novo Testamento, significa libertação, livramento ou preservação de um perigo eminente.
È uma doutrina segundo a qual, Deus, em seu insondável amor, oferece o seu unigênito para salvar pela graça, por intermédio da fé, os que o aceitam como o único e suficiente Salvador (Ef 2.8-10).A salvação é amorosamente inclusiva: contempla a humanidade por inteiro, visto que todos nós, em Adão, caímos no pecado pela transgressão da Lei de Deus; logo: Todos precisamos de ser resgatados por Cristo.(Rm 5.12,13,17,18;Gl 4.4,5;Is 43.27).
Mathew Henry, disse: “a nossa salvação é tão bem projetada, tão bem harmonizada, que Deus pode ter misericórdia dos pobres pecadores e estar em paz com eles, sem nenhum prejuízo de sua verdade e justiça”.
II – A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO
A Bíblia, portanto, revela um Deus que salva, um Deus que redime.O Antigo Testamento,apresenta um tema do Deus que salva porque Israel conheceu a Deus como Salvador antes de conhecê-lo como Senhor. O Êxodo (Salvação) precede a aliança entre Javé e Israel no Sinai (lei). Israel também conheceu Javé como Salvador antes de conhecê-lo como Criador. “ A história de Israel começou com a ação salvadora de Deus motivada pela compaixão”. Javé era Deus de Israel “ desde a terra do Egito” (Os 12.9).
Esse é o tem a do Antigo como do Novo Testamento. Deus é um Deus de salvação: esse é o evangelho da fé tanto judaica como cristã. Ele salvou seu povo e o salvará; na Bíblia a salvação é uma realidade tanto histórica como escatológica. Deus é com freqüência chamado “Salvador”, e em algumas partes da Bíblia “Salvação” é um nome de Deus. É, portanto, totalmente apropriado que o Filho de Deus, por meio de quem foi cumprido o propósito divino da salvação, seja chamado Jesus, que significa “Salvador”. Assim, a salvação é o tema central de toda a Bíblia.
A Bíblia deixa claro que todas as pessoas precisam de um Salvador e que elas não podem salvar a sim mesmas. Desde a tentativa feita pelo primeiro casal de cobrir-se e de esconder-se de Deus (Gn 3) e a primeira rebeldia que culminou com um assassinato (Gn 4) até a última tentativa rebelde de desfazer os propósitos de Deus (AP 20), a
Bíblia é uma longa cantilena de atitudes degradadas e pecados deliberados da raça humana.
Boa parte do pensamento moderno parece acreditar que necessitamos de educação, e não de salvação; de um campus, e não de uma cruz; de um planejador social, e não da propiciação de um Salvador. Todos esses pensamentos otimistas colocam-se em contradição direta contra o ensino das Escrituras.
Todos os preceitos e proibições no Antigo Testamento, Deus procurava mostrar ao povo o abismo existente entre Ele e as pessoas, que somente o Eterno poderia ligar.Não temos o direito de inventar os nossos próprio caminho. Deus não permitirá a ninguém brincar com o que é exigido por sua santidade.
III – A CHAMADA PARA A SALVAÇÃO
É necessário distinguir três importantes termos relacionados à doutrina da salvação: eleição, predestinação e vocação. O primeiro, eleição procede d eklegomai, isto é, selecionar para si, escolher (Ef 1.4; Tg 2.5; 1 Pe 1.2;2.9). Este termo não quer dizer que Deus escolheu uns para a salvação e outros para a perdição. Mas que a salvação do homem não depende do que este é ou faz, porém da vontade e misericórdia de Deus (Ef 1.4,5;Cl 2.12; 1 Ts 1.4;2 Ts 2.13). O pai ama e convida todos à salvação. Ele não elege a perdição: “não querendo que alguns se percam, senão que todos venham arrepender-se” (2Pe 3.9 cf.Jo 3.16;Rm 11.32; 1Tm 2.3,4).Portanto, a eleição, entendida em conjunto com a vocação e a predestinação, é a ação de divina, mediante a qual, através de Cristo o homem é eleito à salvação. Em razão de sua aceitação a Cristo. Ele passa a usufruir das bênçãos decorrentes da salvação. Textos como: Fp 2.15,16; 3.12-16;Cl 1.22,23;1 Tm 1.18,19;4.9,10,16; 2Tm 2.10-13; demonstram que a eleição é uma ação divina, na qual o homem é convocado a obedecer, aceitando a Cristo como seu Salvador e Senhor ( 1Pe 1.2).
A chamada para a salvação é universal. O termo “chamada”, no original é traduzido em Efésios 1.18 por “vocação”, ou “chamamento”.Quando aplicado à provisão da salvação por Deus, diz respeito ao gracioso ato divino pelo qual Ele chama os pecadores para a salvação em Jesus Cristo, a fim de que sejam santos (Rm 8.29,30; 11.5-6;Gl 1.6,15).
Esta chamada ocorre mediante a proclamação do evangelho.É uma vocação que opera para a salvação, fundamentada na escolha do homem ( At 13.46-48).
A vocação divina para a salvação do homem é uma obra da qual a Trindade participa: é atribuída ao Pai ( 1Co 1.9;1Ts 2.12;1Pe 5.10) ao Filho (MT 11,28;Lc 5.32;Jo 7.37) e ao Espírito Santo (Jo 14.16,17,26;16.8-11;Jo 15.26;At 5.31,32).
Deus na sua soberania divina, que excede qualquer vontade humana, nos concede o livre-arbítrio. Deus concede liberdade para escolhermos entre o certo e o errado. O livre-arbítrio concedido por Deus não foi anulado pelos efeitos do pecado. Nós, os que decidimos por uma vida santa, estamos tanto sob a soberania de Deus quanto debaixo do livre-arbítrio concedido por Ele (AP 3.20).
A eleição divina foi feita com base em seu amor por todos os seres humanos ( Jo 3.16;1Tm 2,3,4). O cuidado de Deus também é visto até mesmo para com os rebeldes (Ez 33.11). Pedro afirma que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34). Isto afasta toda e qualquer possibilidade de uma eleição ser fatalista, segundo a qual seria inútil tentar mudar o quadro da nossa vida futura.Nossa decisão pessoal de crer, ou não crer em Cristo, tem conseqüências eternas em nossa vida.
Os que não aceitam a Jesus com seu Salvador são os únicos responsáveis pelos seus atos, visto ser a vontade de Deus que todos os homens se salvem (2Tm 2,3.4).
Sobre a predestinação, o apóstolo Paulo afirma que fomos não somente eleitos, mas igualmente predestinados à vida eterna (Ef 1.5).
Isto não significa, porém, que Deus tenha amado apenas uma parte da raça humana; amou-a por completo. Pois a promessa do Salvador foi feita em primeiro lugar a Adão- o pai de todas as famílias da terra e representante de toda a humanidade (Gn 3.15).
Portanto, basta o homem receber a Cristo para desfrutar da eleição e da predestinação. Em sua presciência, Deus elegeu, em seu Filho, aquele que, aceitando o Evangelho. Experimentaria o milagre da regeneração.
IV – OS TRES ASPECTOS DA SALVAÇÃO
Paulo afirma que estamos mais perto da salvação do que quando aceitamos a fé: “e isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós de que quando aceitamos a fé “(Rm 13.11).
A fim de compreendermos melhor esta afirmação, faz-se necessário abordar a salvação de acordo com os três tempos definidos pela Bíblia: passado, presente e futuro.
1. PASSADO; “Nós fomos salvos”. Quanto à culpa do pecado, o cristão já está salvo da maldição e da condenação da lei (Rm 8.2;6.6;Tt 3.5).
2. PRESENTE: “Estamos sendo Salvos”. Quanto à sua relação com o poder e a corrupção do pecado, o cristão está constantemente aperfeiçoando a sua salvação conforme diz a Bíblia (Fp 2.12).
3. FUTURO: “Seremos salvos”. Em Romanos 8.18-23, Paulo fala da salvação absoluta, final e completa. O escritor aos Hebreus também se refere aos que aguardam a Cristo para a salvação (Hb 9,27,28). De modo semelhante Pedro trata da salvação “já prestes para se revelar no último tempo” (1Pe 1.3-5,8,9).
CONCLUSÃO
Deus continua chamando homens e mulheres pecadores para a salvação, mediante a ação transformadora do Espírito Santo.
Independente, dos méritos pessoais, é da vontade de Deus salva a todos, sem exceção.
Que Deus nos abençoe e nos fortaleça para sua vinda.

BIBLIOGRAFIAS USADAS:
-Ralph l.smith , Teologia do Antigo Testamento, VIDA NOVA
-Alister E. Mcgrath, Int.a teologia cristã, SHEDD
-Stanley M. Horton, Teologia Sistemática, CPAD
-Bíblia de Estudo pentecostal, CPAD
-Lições Bíblicas, CPAD

A CORRIDA DA VIDA CRISTÃ

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A CORRIDA DA VIDA CRISTÃ


INTRODUÇÃO

Sabendo da vitória e de mais um recorde do jamaicano Usain Bolt, nos 100m rasos, em Berlim,16/08/09;resolvi falar um pouco sobre a corrida da vida cristã. Assim como no atletismo,na corrida da vida cristã dá-se o mesmo, porque a corrida da vida cristã tem um percurso a correr,uma distança para ser corrida e que exige um ritimo adequado.
A corrida da vida cristã não é fácil,todavia, esta é a corrida que nos foi proposta.E, se quisermos alcançar o alvo,o prêmio, devemos correr até o fim,até a chegada!

VOCÊ PRECISA SE ESCREVER NESTA CORRIDA!
Pra você correr numa competição de atletismo seja ela provas de meio fundo:800m,1500m,seja provas de fundo:5000m,10000m,marcha,maratona(42,125km),ou seja provas de velocidade: 100m rasos,200m rasos,400m rasos,revezamento de 4x100m, de 4x400m ou ainda seja provas com obstáculos: 100m com barreiras,110m com barreiras,400m com barreiras e 3000 com barreiras; você precisa se escrever. Não basta você tá treinado,preparado e não se escrever para correr.Em outras palavras você tem tudo pra ganhar, mas não vai correr!!Também não vai ganhar!!
Você tem perfil,tem todos os requisitos necessários para ser um bom atleta,você agora só precisa se escrever nesta corrida!
Jesus convida todos para participar desta corrida.
Jesus nos deu exemplo de um bom atleta. O bom atleta não desiste do seu alvo.Em Hebreus 12,2b,nos diz de Jesus,.."o qual,pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz,desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus". Ele fez isto, por nós todos!Conquistou o que nós estávamos precisando para se escrever nesta corrida!
Não perca tempo se escreva! Ah, já sou atleta de Cristo!,mas você já se escreveu?Tá correndo?
Pense bem,um atleta cristão tem de está ativo!
VOCÊ PRECISA SE PREPARA PARA CORRER
Nessa corrida você se prepara correndo.Agora, você precisa se preparar para correr e correr bem nesta corrida.Os exercícios necessários para seu preparo e desenvolvimento vão sendo aplicados no percurso da corrida.Não existe nenhum atleta vencedor sem treinamento!O atleta vencedor precisa passar por treinamentos duros porque quer alcançar um prêmio,uma coroa!
O jamaicano Usain Bolt,recordista dos 100 m rasos, com 10s58,disse:"confio muito no meu treinamento". Nós, também, confiamos muito no nosso "treinador",Jesus.Como disse Paulo:"Tudo posso naquele que me fortalece"(Fp 4.13).
VOCÊ TÁ CORRENDO ?
Cada prova tem o seu ritimo adequado de correr.Uma mais rápida e outra não tanto,outra ainda com um ritimo mais cadênciado e uniforme.
Mas as vezes, observo que há alguns atletas cristão que na prova que exige velocidade e muita rapidez eles estão caminhando quase parando.Em outras palavras já começam sem ânimo, sem coragem de correr.Se no começo está assim, imagina no fim!Será que vai chegar ao fim?Deus dê muito ânimo e muita força!
Há outros, que começa naquela maior velocidade,só que não pensa que a prova é uma maratona e precisa não de muita velocidade,mas sim de resistência e constância.Resultado acaba cansando e ficando no meio do percurso.Que Deus ajude estes também!
PALAVRA DE ÂNIMO AO CORREDOR
Em Isaías capitulo 40,29,30,31 diz "Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão,Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças e subirão com asas como águias;correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão".
Deus dá vigor e força o que está correndo a corrida da vida cristã. E se ele vier cair o Senhor o levantará, porque o Senhor tomo pela mão. "Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará..se cair, não ficará prostrado porque o Senhor segura pela mão "..Pv 24.16;Sl 37.24
Paulo escrevendo aos Filipenses diz: "Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito;mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado,mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim"Fp 3.12,13
Essa deve ser atitude de todo atleta do Senhor esquecer as coisas que atrás ficam e continue a correr para o alvo.E possa dizer "Combati um bom combate, completei a carreira, guardei a fé" 2 Tm 4.7. "Tudo posso naquele que me fortalece"Fp 4.13.
Faça igual a Paulo, .."correi de tal maneira que o alcanceis" 1 Co 9.24.
Continue a corrida, "olhando firmimente para o autor e consumador da fé..Hb.12.2,sabendo que Jesus vem sem demora,portanto, conserve o que tens, pra que ninguém tome sua coroa (Ap.3.11),mas para terminar:tornem-se cada vez mais fortes, vivendo unidos com o Senhor e recebendo a força de seu poder (Ef.6.10 HTLH).
CONCLUSÃO
Nós já estamos na última hora, a chegada já está perto. É nesse momento que devemos tomar muito cuidado,muitos se esfriam na fé e desistem.Outros caem nos buracos da falsa ciência,da falsa teologia e das muitas heresias.
Temos poucos quilómetros para percorremos!Mas tenha muito cuidado os últimos quilómetros sempre tem surpresas!
Quando a bíblia menciona "asas como de águia". É porque a águia não se assusta quando chega a tempestade. Como ela habita nos mais altos penhascos, as tormentas da natureza são desafiadas de forma singular.
A águia se posiciona de forma a usar a asa para "cortar" a tempestade, atravessá-la e sair do outro lado onde há bonança e tempo calmo.A águia não teme os temporais.
Assim deve ser o crente. Você pode estar esgotado e quase sem forças por causa das tempestades da vida. Mas você se posiciona ao lado de Jesus e, confiante busca a renovação, a restauração e o revigoramento através do louvor, da palavra e do Espírito santo.

SUBSÍDIOS 1 CORINTIOS LIÇAO 7

sábado, 15 de agosto de 2009

LIÇÃO 7
17 março de 2009
CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO

TEXTO ÁUREO
“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leite sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Hb 13.4) INTRODUÇÃO Havia muitas necessidades de informações acerca do matrimônio na igreja de Corinto. O capítulo 7 foi escrito em resposta as perguntas da igreja local (7.1). Cláudio havia estabelecido uma lei que exigia que as pessoas se cassasem; todos os solteiros teriam que pagar um imposto. O governador romano estava tentando dominar as condições imorais do Império, e pensou que uma maneira de fazer isto era estabilizar a situação da família. Também os judeus achavam uma desgraça uma mocinha de quinze anos ou um jovem acima de vinte não serem casados. A pergunta da igreja em Corinto foi: “É certo um cristão (especialmente um homem) não se casar?”. A resposta a esta e outras considerações acerca do casamento que vamos tratar nesta lição
I. CASAR OU NÃO CASAR? Deve-se observar que Paulo não usa o comparativo aqui. Também em 7:6, vê-se que esta é a opinião de Paulo, e não uma ordem expressa do Senhor. Devido à prevalência da fornicação por toda parte em Corinto, seria melhor, diz Paulo, pelo testemunho da igreja, que os homens se casassem. Casar ou não casar, contudo, deve ser determinado, procurando-se a vontade de Deus em cada caso (7:7). Para Paulo, o companheirismo que em Cristo tinha com os demais crentes satisfazia plenamente a necessidade humana de companhia, a que o casamento normalmente supre. Com efeito, ficava mais do que satisfeita, porque para o apóstolo o companheirismo cristão ou espiritual era até mesmo mais profundo do que o casamento. Contudo, reconhece que "por causa da tentação para a imoralidade" (2) existente numa cidade pagã como Corinto, havia fortes razões pelas quais seus sentimentos pessoais nessa questão deviam ser desatendidos. Paulo, aqui, não faz um conceito menos digno do matrimônio. Está escrevendo na contextura de um estado de coisas existente. O que ele diz deve ser interpretado dentro dessa contextura. Passa a dar conselho concernente ao estado matrimonial. Um homem e uma mulher ligados pelo casamento têm o dever de atentar para as necessidades um do outro. Um falso ascetismo pode realmente dar oportunidade a Satanás de levar um ou outro ao pecado. Isto vos digo como concessão (6). Na ARC se lê "por permissão". Não quer ele dizer que tem permissão, porém não mandamento, do Espírito para dizer isto; senão que sua sugestão, para que os homens e as mulheres se casem, não deve ser vista como ordem, e sim apenas como permissão. Seu verdadeiro desejo é declarado no vers. 7. Contudo aqui novamente ele observa que os homens e as mulheres têm capacidades e dons variados, de modo que ele seria o último a julgar um irmão ou a insinuar, por pouco que fosse, sua própria superioridade. É melhor casar do que viver abrasado (7.9). O apóstolo declara aqui graus de moralidade cristã - é melhor casar, porém o melhor é ficar solteiro, de modo à pessoa poder dedicar-se inteiramente a Cristo. Daí teólogos católicos terem elaborado a teoria do "padrão duplo", isto é, um padrão para os cristãos comuns, e outro para os "experimentados". O sistema monástico nasce desta concepção. O ponto de vista evangélico de Cristianismo prefere não fazer tal distinção, porque ela conduz inevitavelmente à crença de que os "religiosos" adquirem méritos, o que é contrário ao princípio básico da redenção, como compreendido pelos evangélicos. Embora não se negue que o sistema monástico tem levado alguns dos seus membros a um grau elevado de santidade e à realização de obras admiráveis por Cristo, a opinião evangélica é que, apuradas as contas, o sistema resvala para o lado oposto. O fato de a Igreja Romana ensinar abertamente haver méritos no monasticismo parece justificar a opinião evangélica sobre esta matéria. Embora não tenhamos que hesitar em dizer com Paulo que certo modo de agir é superior espiritualmente a outro, devemos evitar a sistematização e a formação de institutos de gente "superior". A discussão destes assuntos constitui o escopo da teologia moral e ascética.
II. MANDAMENTO DIVINO CONTRA O DIVÓRCIO (1 CO 7.10-11) O apóstolo declara, em termos categóricos, que o voto do matrimônio vigora por toda a vida. E tem o cuidado de lembrar aos coríntios o ensino de Cristo sobre esta questão. A mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case)... o marido não se aparte de sua mulher (pensando em casar com outra). O apóstolo interpreta o ensino de nosso Senhor, portanto, como permitindo a separação, porém não o divórcio.
1-O QUE DEUS AJUNTOU, NÃO SEPARE O HOMEM. Certa feita chegou ao pé de Jesus os fariseus, tentando-o como de costume e perguntando lhe: é lícito ao homem se divorciar de sua esposa por qualquer motivo? Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: “Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea... Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mc 10.9e Mt 19.6).Este provérbio de Jesus é um dos mais citados em cerimônias de casamento, não obstante é um dos menos lembrados quando os problemas conjugais surgem. Este dito representa o resumo do pensamento de Jesus sobre o casamento. Ocorre tanto em Marcos como em Mateus como a declaração final de Jesus sobre o assunto. No casamento temos uma obra de Deus e portanto o ser humano não tem autoridade nem direito para destruí-la. Captar a lição deste provérbio é fácil: ajuntar é ação de Deus, não separa é a responsabilidade do seres humanos – sejam eles os envolvidos no casamento, sejam terceiros. Como em outros casos de paralelismo antitético, a ênfase está na segunda frase do par que compõem o provérbio: “... não separe o homem.
DEIXANDO O DEBATE E FICANDO COM A VERDADE A questão sobre o divórcio foi formulada com a intenção de testar Jesus (Mc 10.1-12). O alvo era desacreditar e condenar Jesus com susas próprias palavras. Eles esperavam um posicionamento que favorecessem uma das duas escolas rabínicas antagônicas nestes assuntos. O rabino Shammai e sua escola ensinavam que o único motivo para o divórcio era a infidelidade. O rabinho Hillel e seus discípulos afirmavam que qualquer motivo que o marido tivesse daria base para o divórcio. A surpresa, porém, veio quando Jesus não se deixou envolver na artimanha, mas estabeleceu princípios maiores e anteriores aos debates pelos “grandes” rabinos judaicos. Sem duvida, o ponto de vista mais praticado era o de Hillel, o menos exigente. Jesus chegou a resultados diferentes por ter usado uma base de raciocínio completamente diferente. Os estudiosos judeus baseavam-se naquilo que Moisés permitiu; Jesus, naquilo que Deus planejou. Os primeiros tentavam esticar ao máximo uma concessão, mas o último buscava atingir o desejo de Deus. A única passagem bíblica que eles podiam lembrar nesta questão era Dt 24.1-4, que falava do que fazer quando ocoresse um divórcio; Jeus, porém, foi à origem da instituição do casamento em Gn 2.22-24. Assim como na questão do sábado(Mc 2.23-28), Jesus volta até a criação e busca a intenção original de Deus para o casamento(Mc 10.2-8). Jesus deixa o debate e fixa-se na verdade original subjacente à que era a “ coisa indecente” que permitiria o divórcio. Jesus fixou-se no plano de Deus para o casal.
JESUS COM MOISÉS Estava Jesus contradizendo Moisés: Sim e não. Jesus não contradiz Moisés visto que este último falava por Deus. Jesus estava contradizendo, sim, a maior parte do judaísmo de seu tempo, que tomava por certo o processo de divórcio. Moisés e a Lei não estavam querendo que houvesse divórcio, mas o propósito da Lei de Deuteronômio sobre o assunto era o de restringir e regulamentar uma prática errada que existia. A lei de Dt 24.1-4 está no formato das chamadas leis casuísticas, ou seja, uma lei baseada em um caso. A forma desta lei se percebe pelas frases condicionais, iniciadas por “se”. “Se um homem casar...e se a esposa não for agradável...e se lavar carta de divórcio... e se ela casar com outro...e se este segundo divorciar dela...ou se este vier a morrer...então não poderá voltar ao primeiro marido”. A lei vem depois do “então”. Tudo que vem antes só estabelece o caso, mas não é necessariamente a vontade de Deus. Observe a lei de Dt 2.28-29 que trata de relações pré-conjugais entre um homem e uma moça e um casamento compulsório. Isto não quer dizer que o Velho Testamente aprove relações pré-conjugais, mas uma vez que ocorressem, havia legislação para o caso. É exatamente isto que ocorre no caso da lei do divórcio. Ela não era a aprovação divina sobre a prática do divórcio, mas uma regulamentação que restringia o seu uso. Na verdade, Dt 24.1-4 diz: “Se você divorciar de sua esposa ela não voltará mais para você”. No Velho Testamento, Deus deixou que um profeta dissesse qual sua opinião sobre o assunto: “Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio...(Malaquias 2.16). De forma que não há contradição entre Jesus e Moisés. “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”( Mc 10.9) é expressão que preserva a vontade de Deus e a Lei de Moisés.
JESUS CONTRA MOISÉS Por outro lado, podemos afirmar que sim, há contradição entre Jesus e Moisés? Não que Jesus diga que Moisés está errado, ou que aquela lei foi idéia humana, mas sim que chegou aquele que é maior que Moisés, que veio mudar e aumentar a exigência divina sobre a humanidade. A mudança de regulamento não foi feita pela criação de uma nova lei, mas sim pela restauração da primeira lei de Deus sobre o matrimônio, a lei da criação: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mc10.9). Jesus, ao usar este provérbio, leva a sério o comentário mosaico sobre o casamento, que diz que os dois tornam-se um(Gn 2.24). Jesus está afirmando que é Deus que ajunta o casal e não são mera convenção social. A idéia de ajuntar aqui traz a idéia de colocar sob o mesmo jugo, em parceria. Quem exerce esta prerrogativa é Deus. Desta forma, o provérbio de Jesus: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mc 10.9), afirma que Deus não quer que a obra Dele seja destruída. Divórcio é pecado. Jesus proíbe a separação do casal, mas o que ele está é proibindo o divórcio. “ Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mc 10.9) é um conselho para os homens agirem de acordo com a vontade de Deus. O que Deus faz, Ele sempre faz bem. Logo, Deus não precisa deste verso para lembrar do que fazer nos casamentos humanos. Mas este provérbio vem a nós homens, mostrando-nos como agir dentro da vontade divina. Separar um casal é pecado, pois estamos indo contra a obra de Deus, contra este provérbio de Jesus, tentando inutilmente desfazer uma união que Deus fez. OS DISCÍPULOS Embora a questão com os fariseus terminassem com este provérbio como resposta, os discípulos de Jesus, acostumados com outros costumes na sua sociedade voltaram a questionar Jesus sobre este assunto, em casa. Certamente eles estranharam o ensino sobre a indissolubilidade do casamento e queriam saber mais. A resposta de Jesus, então, foi simples e direta como um exercício de matemática (Mc 10.10-12) Divórcio + novo+casamento = adultério Não há escapatória, o “divórcio é o sacramento do adultério”(Guichard).Por isso, “ Uma péssima reconciliação é preferível a um bom divorcio” (Miguel de Cervantes). Jesus, como Malaquias (Malaquias 2.10-16), não admite o divórcio. Qualquer tentativa de separar-se do cônjuge e casar de novo é adultério (Lucas 16.18).
NÃO EXITE EXECÃO A redação que o apóstolo e evangelista Mateus dá ao evento é um pouco diferente da que encontramos em Marcos, mas o resultado e o significado final é o mesmo. As diferentes maneiras dos evangelistas se expressarem, muitas vezes eram devidas aos diferentes públicos para os quais eles escreviam. O público de Mateus conhecia com detalhes os debates rabínicos sobre a questão do “motivo” para o divórcio e por isso, em Mateus a questão está em forma plena: “ É lícito ao marido repudiar sua mulher por qualquer motivo?”. A questão em Marcos omite a questão do motivo, tão cara ao público judaico, mas sem significado especial para as igrejas de Roma. Assim, Mateus pode e precisa explicar detalhes que Marcos não tem necessidade de fazer. Mateus inverte a ordem do diálogo encontrada no evangelho de Marcos. Mateus também omite o fato das explicações mais detalhadas sobre o divórcio e o adultério terem sido dadas aos doze por causa de suas dúvidas.Mateus, contudo, acrescenta observações sobre a castidade e o autocontrole que Marcos não menciona (Mt 19.1-9) Como já dissemos boa parte destas modificações são questões de estilo ou de adaptação da mensagem ao público,com o alvo de resguardar com perfeição o significado original do ensino de Jesus para todos. A diferença mais controvertida entre Marcos e Mateus é a chamada “exceção” que não proíbe o divórcio em caso de relações sexuais ilícitas(Mt 19.9). Esta exceção tem sido alvo de intermináveis discórdias, a ponto de não haver muita diferença entre a controvérsia moderna e a controvérsia das escolas rabínicas do tempo de Jesus. Todos os rabinos discutiam sobre o motivo “certo” para o divórcio; para fazer algo errado, ou seja, o pecado do divórcio. O fato é que a exceção “ por causa de relações sexuais ilícitas” só se encontra no evangelho de Mateus. Marcos e Lucas e Paulo citam estes ensinos de Jesus sobre o casamento e o divórcio e não fazem sequer menção deste assunto tratado na exceção. Isto indica fortemente na direção que esta exceção tratava de algum assunto de grande significado para os judeus, mas sem relevância para as igrejas de outras etnias e culturas. Se a cláusula de exceção estivesse afirmando que um adultério de u dos cônjuges é causa de divórcio, deveríamos esperar que tal exceção fosse divulgada entre todas as igrejas antigas, pois a infidelidade conjugal poderia ocorrer em qualquer cultura. Mas de fato, a frase “ por causa de relações sexuais ilícitas” só ocorre em Mateus porque fala de algo que era muito importante deixar claro aos judeus: Jesus considerava o casamento indissolúvel, exceto em caso do casamento ser um casamento ilícito. O caso do rapaz casado com a mulher de seu pai é uma ilustração perfeita deste princípio, e que precisava ser salvaguardado no discurso de Jesus( 1 Co 5.1). Assim como Mateus é o único objetivando não ferir as susceptibilidades judaicas, assim também ele é o único que, ao afirmar a indissolubilidade do casamento, mostra que ela não se aplica aos casamentos proibidos, ou às relações sexuais ilícitas (Lv 18.1-18). Nesta mesma questão temos 1 Co 7.10-11 um comentário inspirado das palavras do Senhor Jesus: “ Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido(se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher”. Vemos que Paulo concorda com o provérbio: “ O que Deus ajuntou não separe o homem”.
Bibliografias usadas:
-Alvaro César Pestana –Provérbios do Homem-Deus;editora vida cristâ -Elinaldo Renovato – A família cristã nos dias atuais; Cpad. -David Tavares Duarte – Orientações práticas para um Casamento Feliz,;Cpad. - F. Davidson - O Novo Comentário da Bíblia, Vida Nova. -Autores diversos – casamento, União divina -Severino Pedro da Silva – Série Comentário Bíblico, Cpad. -David H. Stern - Comentário Judaico do Novo Testamento, Atos. - Broadus-David-Hale – Introdução ao Estudo do Novo Testamento, Juerp