ENSINADOR CRISTÃO LIÇÃO 11

domingo, 7 de março de 2010








LIÇÃO 11




CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER


Não há que se falar em igreja sem liderança. Deus dispõe ao rebanho as pessoas que Ele deseja que exerçam a liderança em Seu nome, em prol do seu Reino. Paulo é apresentado como um líder que se destacou na história bíblica, por seu empenho em relação à missões e ao cuidado para com o rebanho de Deus.
Ele se preocupava com o estado do rebanho e pela unidade dele.
Paulo liderou e influenciou por meio do exemplo, de forma planejada, fazendo com que todo o grupo trabalhassem em torno de um propósito específico e atingisse um objetivo comum: viver para agradar a Deus. Um homem ou uma mulher conseguem ser líderes quando conseguem igualmente lidar com pessoas totalmente diferentes e conduzi-las a que trabalhem juntas em prol do Reino de Deus.

Paulo não se gloriava em trabalho que não tinha feito. De acordo com 2 Coríntios 10.15, percebemos que os falsos líderes gostavam de atrair a atenção para si mesmos, gloriando-se em coisas que não faziam. Aqueles homens não haviam evangelizado aquela cidade, não doutrinaram aquele igreja nem deram de sim mesmos para edificar a congregação. Não é muito difícil ser “obreiro” assim. Basta mentir, ser arrogante, crer que o que é exclusivamente de Deus é propriedade sua e debochar daqueles que realmente levam a obra de Deus a sério. Aqueles homens tratavam da obra iniciada por Paulo como se deles fosse, exercendo uma autoridade sobre a igreja que era incompatível tanto com o histórico quanto com a vocação - duas coisas que eles não tinham. Paulo deixa claro que ele não participava desta política, pois prezava por pregar em lugares onde ninguém antes tinha ido e dizia aquilo que tinha feito, para que não se gloriasse naquilo que já tinha sido feito antes, como faziam seus acusadores: “não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios; antes, tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos abundantemente engrandecidos entre vós, conforme a nossa regra”. Paulo via a grandeza de seu ministério com integridade, ciente de que falava e escrevia a Verdade. Liderança se faz com integridade, não com mentiras.

Paulo não pregava onde já haviam pregado. Um dos diferenciais do ministério apostólico de Paulo é o fato que de ele não pregava onde o evangelho já havia chegado. Ele era um desbravador, não um aproveitador. Ele “abria picadas”, enquanto muitos de seus acusadores apenas “seguiam a trilha”.
É menos dispendioso abrir uma congregação onde já existem outros trabalhos, e sempre mais difícil implantar novos campos de pregação. Este tipo de liderança demanda uma grande visão estratégica e espiritual, e poucos obreiros estão dispostos a seguir esse modelo desbravador. Infelizmente, não são poucos os obreiros que preferem aproveitar “estruturas” alicerçadas, das quais não participaram na feitura.



*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

ENSINADOR CRISTÃO LIÇÃO 10







LIÇÃO 10





A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA


A defesa do trabalho ou de um ministério geralmente é feita em momentos onde existe um questionamento de autoridade. Na igreja coríntia, Paulo foi acusado de ter um ministério fraco, de ser forte em cartas, mas frágil na aparência pessoal e de discurso desprezível. Os acusadores do apóstolo eram judeus, e inflamaram a igreja por um breve período de tempo, e conseguiram levar o crédito por todo o trabalho que não fizeram. Eles gostavam de louvar a si mesmos (2Co 10.12), de se gloriar na carne, ou seja, conforme coisas realizadas na esfera humana, e não espiritual (2Co 11.18), gostavam de escravizar as pessoas . É curioso que esses judaizantes, de acordo 2 Coríntios 11.20, fraudavam os crentes, eram soberbos e chegavam a bater no rosto daqueles cristãos! O mais estranho é imaginar que a igreja tolerasse essas pessoas violentas e fizesse pouco caso de Paulo, que não os trava de forma violenta e arrogante. Aqui se percebe quão cega aquela congregação estava. Imagine hoje, em nossas igrejas, acatar as ordens de líderes que lesam a congregação e agridem de forma física as pessoas? Que moral possuem tais ensinadores para estar na frente do rebanho? Nenhuma! Suas atitudes estão longe das requeridas pelas Sagradas Escrituras para os ministros. Eram esses homens que questionavam a autoridade de Paulo e oprimia a igreja coríntia.

Diferente da forma como seus acusadores atuavam, Paulo apela para o bom senso dos coríntios. Paulo agia de forma mansa, ao passo que seus opositores usavam de violência com os crentes. Paulo não louva a si mesmo, como aqueles que o acusavam, mas deixa a indicação de que se teria de se gloriar, o faria no Senhor, ao passo que seus adversários se gloriavam na carne. E completa dizendo que quem louva a si mesmo, não dependendo do reconhecimento do Senhor e sim atraindo a atenção para si, é reprovado por Ele (2Co 10.18).

“A resposta de Paulo mostra o quanto seus críticos estavam errados. O que erroneamente interpretam como timidez era, na realidade, a tentativa de Paulo de imitar a mansidão e a brandura de Cristo (MT 11.29). Ele não aprecia os confrontos severos e dolorosos de disciplina (7.8) nem quer ser visto como tentando amedrontar seus filhos espirituais, colocando-os em submissão por suas cartas (10.9). De fato, o necessário exercitar a ousadia que pretende dirigir contra alguns deles (v.2). Mais tarde explica que a presente carta está sendo escrita para evitar que precise ser severo quando vier.
Sua autoridade apostólica lhe foi dada principalmente com a finalidade de edificar os santos, e não destruí-los” (Comentário Bíblico Pentecostal, CPAD, pág.1108).




*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

ENSINADOR CRISTÃO LIÇÃO 9









LIÇÃO 9




O PRINCÍPIO BÍBLICO DA GENEROSIDADE


Ninguém é tão pobre que não tenha algo a dar em prol do Reino de Deus, e ninguém é tão rico que não possa dar mais um pouco ao Senhor. Essa lição pode ser vista no caso dos crentes gregos descritos pelo apóstolo Paulo. Se nos lembrarmos de que os coríntios foram advertidos na Primeira Carta contra as divisões dentro da igreja, a disputa entre quem tinha mais valor na congregação no tocante aos dons e no abuso cometido na Santa Ceia, veremos que os crentes da Macedônia receberam o mais belo elogio em uma citação de desprendimento e desapego com as coisas deste mundo, mais particularmente, o dinheiro. Aqueles crentes pobres perceberam a necessidade de outros irmãos e a possibilidade de manifestar a graça de Deus por meio da generosidade.

Existe uma tendência para se dizer que os ricos são mais mesquinhos que os pobres. Entretanto, na prática, quem tem pouco pode ser tão mesquinho quanto quem tem muito.
Mas observemos o exemplo dos crentes gregos. Paulo fala de uma oferta que foi tirada para os crentes de Jerusalém. Paulo não diz que aqueles crentes eram pessoas pobres, e sim muito pobres (profunda pobreza). Não nos é difícil imaginar que eles deveriam precisar de ajuda para se manter, ao invés de desejarem contribuir para outras pessoas.

Paulo associa a graça de Deus ao fato de eles desejarem contribuir, pois ofertar é um ato que representa o reflexo da graça de Deus em nossas vidas. Uma vida cheia de graça deseja transmitir a graça de alguma forma. Os crentes macedônicos deram acima do seu poder financeiro, e Paulo reforçou seu testemunho dizendo “o que eu mesmo testifico”, indicando que presenciou não apenas a profunda pobreza daqueles crentes, mas também a sua generosidade. O homem e a mulher de Deus não podem ser escravos do dinheiro nem devem ter apego a ele.

Aqui vai o segredo de uma vida cheia de graça de quem sabe o valor de dividir recursos: eles “se deram primeiramente ao Senhor”. Quem se dá inteiramente ao Senhor, seja rico ou seja pobre, não vê os recursos deste mundo como um fim em si mesmos, mas como uma forma de honrar a Deus.
Aqueles crentes paupérrimos se deram de forma inteira ao Senhor, e não tiveram dificuldade em repassar para outras pessoas o que tinham. E outra coisa muito importante deve ser dita acerca desse fato: a doação deve ser feita de forma generosa, não como uma coisa forçada. Não podemos contribuir como se estivéssemos sendo extorquidos. A recomendação de Paulo é que “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”, 2Co 9.7.




*Extraído da Revista Ensinador Cristão, Ano 11 N° 41, CPADA, Pr. Alexandre Coelho

COMENTÁRIO II CORÍNTIOS 10-13-BROADUS DAVID

sexta-feira, 5 de março de 2010

II CORÍNTIOS 10-13

É bem evidente, nos conteúdos, que I Coríntios não pode ser a carta "áspera", ou "triste", referida em II Coríntios 2:4. Numa tentativa de se descobrir a terceira carta, foi sugerido e amplamente aceito que esta carta, pelo menos em parte, está preservada em II Coríntios 10-13. Existem várias razões fortes e atrativas dadas para esta hipótese. Estas, bem como as respostas para apoiarem a opinião tradicional, são apre¬sentadas a seguir.

1. Não pode haver negação de uma mudança abrupta de tom, que se inicia com 10:1. Os nove primeiros capítulos têm uma nota alegre, que vem da libertação de um fardo pesado, uma nota que está com¬pletamente ausente dos quatro últimos capítulos. Os primeiros capítulos foram escritos com a alegria da reconciliação em mente. Mas a doxo¬logia de 9:15 é seguida de uma apologia, que toma não alguns poucos versículos, mas quatro capítulos. Sugere-se que Paulo não teria mudado seu tom tão abruptamente sem uma sentença ou parágrafo transicional. Para muitos estudiosos bíblicos, seria psicologicamente impossível um autor cometer tal erro de escrever 10:13 para seguir 1:9. J.H. Kennedy ainda indicou que há uma quebra completa e definida na sintaxe entre 9:15 e 10:1.

É possível, todavia, exagerar-se a diferença de atitudes das duas seções. Mediante uma leitura mais cuidadosa, de 1-9, pode-se encontrar a menção da oposição ao ministério de Paulo. Parece necessário Paulo defender sua autoridade apostólica (1:17,18; 7:2); uma implicação de que havia alguns em oposição ao castigo de um ofensor (2:6); a falta de fidelidade ao evangelho por parte de alguns (2:17; 4:2-5); e parece necessário Paulo outra vez recomendar-se a alguns (5:12,13). Destas referências pode-se ver que nem todos haviam-se reconciliado com Paulo, embora a maioria o tivesse feito. Os proponentes em favor da integridade de II Coríntios indicam que Paulo escreveu 10-13 como uma advertência à maioria ainda não reconciliada. Sugere-se, até mesmo, que talvez Paulo, após ter escrito 1-9, recebeu maiores informações acerca do ressurgi¬mento dos problemas e escreveu 10-13 à luz disso. Contudo, não há nenhuma referência, em nenhuma parte, que tenham vindo a Paulo novas informações sobre Corinto após a chegada de Tito.

2. Ao comparar as referências acerca das visitas de Paulo, menciona¬das em ambas as seções, muitos concluíram que 10-13 é completado em 1-9. Sugere-se que há três pares de versículos para mostrar isto: 10:6 antes de 2:9; 13:2 antes de 1:23; 13:10 antes de 2:3. Pode-se pronta¬mente ver que as referências em 10-13 olham para frente e as de 1-9 olham para trás. Colocando-se 10-13 como uma carta anterior a 1-9, as referências podem referir-se à mesma visita. Portanto, conclui-se, a seção 10-13 deve ter sido escrita em algum momento anterior aos eventos de 1-9, porque as afirmações de 1-9 são completações definidas dos eventos propostos de 10-13.

Existe uma explicação alternativa, todavia. Pelo fato de 1-9 não indicar obediência, da parte de toda a igreja, não há nenhuma razão óbvia por que 10:6 deva preceder 2:9. Como Paulo afirma, em 2:9, que escreveu para saber da obediência deles, é razoável supor-se do contexto de 1-9, que ele ainda não estava satisfeito, porque alguns ainda estavam sendo desobedientes. Ele, portanto, escreve posteriormente, na mesma carta (10:6), que esperava a obediência da parte de todos os Coríntios, incluindo a minoria rebelde. No parágrafo precedente a 1:23, Paulo explica a mudança, em seus planos, após a visita "dolorosa". II Coríntios 1:23 apresenta a razão para a mudança: "para vos poupar que não fui mais a Corinto". À luz da informação contida em 1-9, acerca da minoria ainda desobediente, 13:2 fala da severidade que Paulo iria usar para com aqueles que se recusassem a reconhecer seu ministério, quando chegasse. A visita proposta em 13:2 mostra que Paulo poderia ter que usar seu poder apostólico em relação a alguns, para exigir sua obediência, mas ele esperava que não fosse necessário agir rispidamente para com esta minoria (13:10). Esta é a mesma coisa que ele expressa em 2:3, ao referir-se à escrita da carta "áspera". Por causa do fato de que ambas as passagens se referem a uma visita planejada para o futuro, é razoável supor-se que 2:3 se refere a uma carta perdida, e 13:10, à presente II Coríntios. Embora os argumentos em favor da precedência de 10-13 sejam atrativos, eles não são conclusivos. As referências acima fazem excelente sentido, conforme apresentados na ordem tradicional.

3. As referências deprecantes à auto-recomendação, em 3:5 e 5:12, parecem estar inconsistentes com as da auto-recomendação em 10-13. O uso da palavra "outra vez" (em 3:1 e 5:12) indicam que Paulo está pensando naquilo que havia escrito antes (10:13). Isto é uma evidência maior de que a II Coríntios canônica é uma compilação de pelo menos duas cartas e que os capítulos 10-13 foram escritos antes dos capítulos 1-9.

Todavia, deve-se ver que em ambas as seções (3:1; 10:16) Paulo indica que ele jamais aceitaria o tipo de auto-recomendação que seus oponentes em Corinto fizeram tão prontamente. Realmente, Paulo não vê nenhuma necessidade de cartas de recomendação para si mesmo aos Coríntios; eles mesmos são sua recomendação (3:2,3). Em 10-13 Paulo se refere àqueles que ainda discutem suas credenciais como apóstolo. Para eles, é necessária uma aproximação diferente, algo que possam entender.

A conjetura de que os capítulos 10-13 preservam uma parte da carta "áspera" e os três argumentos apresentados acima para sustentar essa conjetura são muito atrativos e até mesmo plausíveis. Eles são, todavia, mais acumulativos que conclusivos. As interpretações alternativas são igualmente convincentes. Mas há vários outros pontos em favor da integridade desta carta. A referência contida em 12:18, acerca do envio de Tito e um irmão, remonta muito claramente a uma mensagem anterior. Isto só poderia ter acontecido antes do envio de 10-13. Tito havia voltado de Corinto e foi então solicitado a retornar à presente carta (8:6, 16,17). De 12:18 e 8:6 vê-se que é impossível colocar 10-13 antes de 1-9. Somente a ordem tradicional de II Coríntios faz sentido com estes versículos das "duas" seções.

A absoluta falta de evidência dos manuscritos para a compilação pesa grandemente em favor da unidade de II Coríntios. Foi proposto que, pelo fato de o primeiro aparecimento de II Coríntios ter-se dado muito posteriormente ao de I Coríntios, algumas das cartas de Paulo sofreram desintegração, pela negligência. No segundo século, diz-se, alguns dos fragmentos que subsistiram foram editados para formar a nossa II Co¬ríntios canônica. Em resposta, A.T. Robertson fez a séria pergunta:

Podemos nós supor que essa interpolação seja tão séria de maneira a importar... na formação de uma epístola inteira de fragmentos hete¬rogêneos — ou mesmo a interpolação de qualquer uma das passagens em questão poderá ter ocorrido sem deixar tanto quanto uma ondula¬ção sobre as correntes da tradição textual?... Acreditamos que uma exegese paciente e circunspecta gradualmente dissolverá os argumen¬tos, à primeira vista muito tentadores, em favor da segregação dos capítulos X-XIII, e até mesmo talvez Vi. 14-Vii. 1 ("II Corinthians" em Hasting's Dictionary of the Bible, I, p. 497).

Com a falta absoluta de evidência conclusiva, em favor dos atraentes argumentos da fragmentação, a melhor conclusão ainda permanece a de aceitar-se a integridade de II Coríntios como uma unidade. As possíveis interrupções, durante o ditado, podem explicar muita parte do anacoluto e da digressão. A correspondência coríntia foi escrita durante uma situação histórica que se desenvolvia ativamente dentro de uma sociedade altamente imoral, e as condições para se manter a pureza do testemunho cristão eram, no máximo, precárias. Tal é a natureza humana que, dentro de uma carta com esta extensão, dois tipos de discipulado sempre aparecem: o obediente e o desobediente. Foi a estes dois grupos diversos, um na maioria e outro na minoria, que Paulo escreveu a carta que contém tais mudanças de atitude.




Todos os direitos reservados. Copyright © 1983 da JUERP


225:01
Hal-Int Hale, Broadus David
Introdução ao estudo do Novo Testamento. Tradução de
Cláudio Vital de Souza. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações, 1983.
453p.
1. Novo Testamento — Introdução. I. Autor. II. Título.
CDD – 225.01

SETOR EDUCAÇÃO CRISTÃ CPAD-LIÇÃO 10



Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição 2ª Coríntios - "Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"

1º trimestre/2010



Lição 10 - A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo




Leitura Bíblica em Classe

2 Co 10.1-8,17,18

Introdução

I. Paulo responde aos seus adversários

II. Inimigos e armas espirituais do apostolado

III. A perspectiva de Paulo sobre autoridade

Conclusão

Tema deste Subsídio

AS ARMAS ESPIRITUAIS E OS INIMIGOS DA FÉ

Os versículos 4 e 5 de 2 Co 10 apresentam os seguintes desdobramentos em duas realidades presentes na vida cristã: as armas espirituais e o seu uso em relação aos inimigos da fé.



As Armas Espirituais



De acordo com a epístola aos Efésios, as armas em Deus são constituídas de Fé, Verdade, Justiça, Mensagem do evangelho e a Palavra de Deus (Ef 6.13-17). Entretanto, as armas carnais - Riqueza, Fama e Poder Político, aparecem no sentido oposto, sendo inúteis nas batalhas espirituais.

Assim exposto, Paulo demonstra a contradição com o evangelho aos que comparam a autoridade apostólica às confrontações opressoras disponibilizando critérios carnais de acordo com os padrões deste mundo (kata sarka, lit. “de acordo com a carne”). O apóstolo dos gentios nega que suas ministrações sejam estranhas à nova aliança (1. 17; 5.16; cf. Gl 16-24) e demonstra que, embora viva no mundo (sarke, lit. “carne”) e esteja deste modo sujeito às fraquezas e limitações humanas, ele está travando uma guerra espiritual (Ef 6.12), onde os recursos humanos não são relevantes. As armas necessárias, portanto, devem ser espirituais, trazendo consigo o poder de Deus para demolir as fortalezas espirituais.

Inimigos da Fé

Acerca dos sistemas filosóficos, frutos do mundo intelectual grego, Paulo retrata-os como fortalezas a serem demolidas (“sofismas” no v.4 da RA). Na contemporaneidade os principais pensamentos presentes no mundo são:

· PRAGMATISMO – O exercício das ações voltado somente para a obtenção de lucros ou vantagens;

· RELATIVISMO – Ausência do valor absoluto, a ideia de que a verdade depende do ponto de vista de cada indivíduo e circunstâncias que se encontram;

· HEDONISMO – Representa a busca intensa por prazer. O hedonista pergunta: Isto me dá prazer?;

· MATERIALISMO – Ignora completamente o valor imaterial (sentimento, amor, eternidade, Deus, etc...) das coisas, buscando a pura racionalidade, elegendo a perspectiva naturalista de vida.

Prezado professor, muitos certamente não sabem definir os termos acima descritos, mas vivem-nos da maneira mais intensa possível. Considerando isso, dentro do contexto cultural grego, Paulo diz, na epístola anterior, que o evangelho pareceria uma loucura para aqueles que vissem o mundo através das lentes da filosofia secular grega (I Co 1. 22). Além disso, o apóstolo no v. 4 afirma a arrogância e pretensões contidas neste sistema como oposição ao conhecimento de Deus revelado em Cristo. No versículo 5, o apóstolo traz a ideia central do cativeiro de todo o sistema mundano de pensamento, sendo levado em sujeição aos ensinos de Cristo. O evangelho para o homem natural é loucura, mas para os que estão revestidos das armas de Deus é poder.

Extraído de:

Comentário do Novo Testamento de Aplicação Pessoal, Vol. 2. Rio de Janeiro, CPAD.

Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD.

LIÇÕES BÍBLICAS MATERNAL 2°TRIM/2010

segunda-feira, 1 de março de 2010






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Maternal Aluno - 2º trim/2010

2º Trimestre de 2010

Adequada para crianças de 3 e 4 anos, a revista Maternal a cada trimestre, por meio de belas ilustrações para pintar, permite que a criança se familiarize com as figuras que compõe o universo da Bíblia Sagrada.
Totalmente reformulada de acordo com orientação pedagógica e didática, com conteúdos didáticos atualizados, utilizando a Nova Tradução na Linguagem de Hoje e um mascote, que acompanhará o estudo semanal da criançada. Neste 2º trimeste estaremos estudando: As coisas que Jesus faz


SUMÁRIO:

1 - Jesus agrada ao Papai do céu
2 - Jesus escolhe seus ajudantes
3 - Jesus transforma água em vinho

4 - Jesus dá água da vida
5 - Jesus cura o dodói de Bartimeu
6 - Jesus perdoa pecados
7 - Jesus ressuscita a menina
8 - Jesus conta uma história

9 - Jesus ama a todos
10 - Jesus multiplica o lanchinho

11 - Jesus chama as crianças
12 - Jesus salva
13 - Jesus leva para o céu



Formato: 21 x 27,5cm / 32 págs
Acabamento: Grampeado
Periodicidade: Trimestral

LIÇÕES BÍBLICAS JARDIM DA INFÂNCIA 2°TRIM/2010



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Jardim da Infância Aluno - 2º trim/2010

2º Trimestre de 2010

Voltada para a criança de 5 e 6 anos, a revista Jardim da Infância a cada trimestre, por meio de belas ilustrações para pintar, cortar e colar, permite que a criança se familiarize com as figuras que compõe o universo da Bíblia Sagrada.
Totalmente reformulada de acordo com orientação pedagógica e didática, com conteúdos didáticos atualizados, utilizando a Nova Tradução na Linguagem de Hoje e um mascote, que acompanhará o estudo semanal da criançada. Neste 2º trimestre estaremos estudando: Eu gosto da igreja

SUMÁRIO:

1 - Uma casa para Deus
2 - Os móveis da casa de Deus
3 - A porta da casa de Deus
4 - Um templo para adorar a Deus
5 - Os trabalhadores da casa de Deus
6 - Gosto de ir a igreja
7 - Na igreja eu falo com Deus
8 - Na igreja Deus me escuta
9 - Entrego minha oferta na igreja
10 - Gosto da Escola Dominical
11 - Jesus é apresentado no Templo
12 - O menino Jesus visita a casa de Deus
13 - Jesus expulsa do Templo os vendedores


Formato: 21 x 27,5cm / 32 págs
Acabamento: Grampeado
Periodicidade:Trimestral